Poemas Nao quero dizer Adeus
Um ponto de arrimo é um laço de abraço, mas
dá um nó no tino a enlaçadura da alma e há
envergadura do juízo, no riso há calma em sabê-lo,
lembrar todo dia...ah! como é bom esquecê-lo.
A verdade é palavra encravada na língua de cada um,
assim como a justiça se autentica de verdade nos fatos.
A verdade se constata nos atos verídicos.
E nos autos lícitos, justifica-se.
Tenho muita retração confesso!
Por gente enigmática, de olhar obscuro,
Ar intransigente, olhar adiáfano que despe a gente.
Tenho páura da obsessão, do embonecamento,
Do poder exagerado de quem vive de passado.
Tenho é muita repulsa por quem usa desculpas,
O tempo todo como um jogo de tabuleiro,
Se esconde atrás dos frondes e têm cartas na manga.
Não me merece e nem faz por onde,
Tenho receio de quem usa, ardio e outros meios,
Pra sedução, usa sunga, ousa tanga,
Troca muambas, bugigangas e mais
Pousa sobre as pedras feitos lagartos de fogo,
Ou escorpião, com agulhão ventoso, venenoso.
Entro em retraimento, ante tudo isso,
Entrego para o vento os feitiços,
Agrego o pavor do amor falso e todo tipo de vícios.
"Dentro do improvável, o agradável
A felicidade é uma sala de estar
Nós duas partículas em ser particular."
Inquieta, eu, poeta, paro e penso.
Às vezes, preciso beber um gole
denso de silêncio.
Tomar um porre fluido de nevoeiro,
Um cálice poético evidente.
Poder inspirar pela tangente,
Preciso me embrenhar,
Gritar, silêncio...
Silêncio...
EU QUERO
Eu quero crescer na vida!
Vou achar uma saída.
Eu quero ser um homem bom!
Não posso sair do tom...
Eu quero mais eu não posso!
espero e faço...
Não quero muito...
Quero apenas a Simplicidade de Deus
florescendo Paz em meus dias.
Sentar naquele cantinho de sossego
Nem lembrar se existe vaidade,
maldade e falsos apegos
Conversar serena com minhas plantas
meus silêncios e os meus bichinhos
Naquela casinha bem humilde, sem luxo,
sem muitos enfeites, mas bem modesta
Sentir o vento adentrando leve
na janela da minh'alma como orquestra.
Um cheirinho de café na velha chaleira
um repouso quieto debaixo da trepadeira
uma brisa no rosto ventilando da videira
uma visão das nuvens naquela antiga cadeira
Um canto bem quentinho
um abraço de carinho do vizinho
um remanso pousando no meu ninho
um pássaro no céu bem azulzinho
um cheirinho de mato molhado naquele friozinho
uma saudade fresca no teto do pensamento
um sonho voando nas mãos do vento
um anjo repousando in meu alento
uma paz de Deus eternizando o vasto momento
Não quero muito ...
Quero apenas viver o resto dos meus dias
Com humildade, simplicidade e muita calmaria.
É lá que hoje me vejo...
Uau!
Não mereço, não mereço!
Mas quero-quero.
Duas vezes, uma pra mim e
outra pra você.
é por isso que o passarinho repete:
quero-quero!
Te quero pra mim!
Quando o sol se põe, percebo quão certo era o caminho
Eu uniforme não me encaixei a sua experiência
As vezes quando olho pra trás, vejo como impecável eram as veredas
Agora o que me resta é remoer a sua ausência
Ao acordar, percebo que foi dura a jornada noturna
Culpa da minha inexperiência eu sei
Lembro do seu jeito encantador
Pensamentos, agora é o tudo que se tem
Antes você e os meus sonhos eram o meu tudo
O já, é saudade de tudo o que vivemos
No presente, o meu maior desejo é você
Retroceder impossível, é, continuemos
Continuar sem você é martírio,
Suplício sem fim
Nas vias do meu ser tudo diz:
Te quero pra mim!
http://blogdajemedeiros.blogspot.com.br/2014/11/te-quero-pra-mim.html
Quero tudo e não quero nada
O que eu queria ontem
Hoje já não quero mais
Hoje quero viajar, passear, andar
Pois sofrer nas viagens jamais
Passeio na mente assim viajo contente
Para não sofrer novamente
Poderia andar pelas as ruas da cidade
Mas prefiro ir ao shopping center
Visualizando o que não posso comprar
Parando nas vitrines só podendo prometer
Que irei voltar para comprar o que não preciso ter
Quero uma bicicleta maneira para fazer uma trilha
Porque vi que meu vizinho tem
Quero um carro para sair da minha ilha
Para agradar a quem?
Pessoas que nem as conheço
E que nem sabem se sou alguém.
Eu quero, eu não quero
Eu quero um amor correspondido
Eu não quero ser iludido!
Quero seus beijos e carícias.
Eu não quero brigas!
Quero jogar você na cama e deixar nossos corpos suarem e queimarem em chamas.
Não quero pessoas que não me amam!
Quero você!
Quero seu sorriso e sua voz perto dos meus ouvidos.
Eu não quero ser enganado!
Eu quero você, eu suplico; não brinque comigo.
Não quero nem posso sofrer por um amor que não seja reciproco.
Cansei de ver tanto amor reprimido, só quero você aqui comigo!
Quero você!
Eu não quero sofrer.
Não quero perder tempo discutindo quando podemos nos amar.
Eu quero isso, eu não quero isso.
Tudo que sei é que não quero engano.
Porque te amo.
Carta para àquela que talvez nunca venha:
Não sei quem você é, e, sinceramente, não sei se um dia existirá.
Já deixei de procurar, porque cansei de encontrar reflexos rasos onde esperava profundezas. Não quero perfumes que duram só uma estação. Nem promessas feitas sob o calor da pele, mas que evaporam no frio da ausência.
Se um dia você vier, saiba: não estou inteiro.
Carrego rachaduras que o tempo não fechou, e aprendi a conviver com o eco do que não foi.
Não preciso que me salve, já sobrevivo sozinho.
Mas se for ficar, fique com verdade. Com paciência. Com coragem pra atravessar o inverno comigo, mesmo quando não houver flor nem canto.
Não espero encantamento.
Espero presença.
Não peço juras.
Peço silêncio ao meu lado quando as palavras faltarem.
Se amor for só leveza, não quero. Porque sei que o amor verdadeiro também pesa. E permanece.
E se nunca vier… está tudo bem.
Não preciso mais acreditar no amor para respeitá-lo.
E não preciso de companhia para saber meu valor.
Mas se vier… que seja pra ficar.
Mesmo que o mundo desabe.
Mesmo que tudo falte.
Mesmo que só reste o olhar, firme, dizendo: "eu ainda estou aqui".
AGORA EU QUERO IR (soneto)
A minha saudade tem saudade de crê
Me planejei, me desmoronei no sedento
Nas verdades não fui inteiro a contento
E no querer o todo, metade teve porquê
Experimentei descanso e, labuta à mercê
Confiei no silêncio, me encaixei no lamento
Precipitei no ir e na volta, foi ensinamento
Me desmanchei nos sorrisos em comitê
E na busca de me reconhecer, descanso
Afinal, as trilhas não são de vento manso
Porém, ao me refazer despertei com a dor
Se agitado ou imoto me equilibrei no balanço
Da quimera, pois sempre nos resta tal ranço
De jugo. Agora quero ir e, apreender o amor.
Luciano Spagnol
Poeta do cerrado
2017, 26 de março
Cerrado goiano
Minha índole está reenvindicando muita estrutura para suportar tamanha mediocridade de pessoas que fingem ser o que não são... Não tem nada, só fingem ter...
Uma palavra
Uma palavra com apenas o seu som, move mundos, desperta paixões. Ela nos toca no mais profundo sentimento. Uma palavra vem do fundo, do nada, do pensamento, do mais doce momento. Uma palavra expressa quase tudo, pode trazer ódio e amor, guerra e paz. Enterra tristezas, alivia saudades. Uma palavra é um tesouro, não posse ser roubada, apenas sentida e dita.
Ah! se algumas coisas
pudesse desdizer e outras tantas acrescentar ao que já disse,
jaz na garganta ainda
aquele pedido de desculpas,
o grito libertador,um enorme palavrão
e uma quantidade incomensurável de silêncios, estes ainda estão aqui.
não sei se tudo isso ainda me serve, mas que importa!
faz parte de mim
@machado_ac
Algumas pessoas tem o dom de superar rápido, o dom de esquecer quando notam que é necessário. Então tenha mais cautela com o que você diz e faz a certas pessoas, talvez você não as conheça como imagina. E não tenha a oportunidade de conhecer pela segunda vez.
“ Nunca desista de algo que você realmente quer ." Cara, eu ouvi isso a minha vida inteira e a única coisa que eu posso dizer é que a gente precisa desistir de quem não quer a gente, por mais que a gente não queira.”
-Faye and Kenrick
