Poemas Melancólicos
Ati, (meu) amor,
amo-te4 vezes por ano.
No calor do verão; na melancolia do outono, na serenidade do inverno, até ao desabrochar da flor, Primavera.
O CERRADO
Melancolicamente, árido, vibrando
com o seu vento aflado, ondeante
nos tortos galhos, assim, chiando
o céu amplo e o horizonte distante
De múltipla coloração inconstante
em uma diversidade, espadanando
ao olhar, em um encanto sonante
que cativa com graça, poetizando!
Meu cerrado goiano, afável alento
feiticeiro, tão cheio de cabimento
em seu planalto de cobiças plenas
Diverso, e de um variegado em flor
misterioso, chão de ventura e teor
na complexidade, o sertão apenas!
© Luciano Spagnol - poeta do cerrado
17, abril, 2022, 16’20” – Araguari, MG
Eu decidi te deixar ir.
Foi doloroso, triste e melancólico.
Mas foi libertador.
Você estava me destruindo e me sufocando.
Então decidi focar apenas em mim.
Decidi me acolher e me reencontrar.
E algo se acendeu dentro de mim.
Algo que você apagou e destruiu...
- O amor por mim mesma.
#MELANCOLIA
Anjo que sem asa...
Em ruas escuras e desertas vaga...
Úmido vento que lhe floreia...
Pesadas nuvens ocultam a lua cheia...
Orvalho na face...
Teu pé tropeçou....
Num longo soluço tremeu e parou...
Que tens?
Por que tremes assim?
Disseste-me que antes sonhou...
E que agora chora...
Pelo que o tempo varreu...
Apagou...
Compreendi...
E aceitei seu pesar...
Ao anjo me juntei...
Quem me quiser...
Que me chame...
Ou que me toque com a mão...
O tempo para mim...
Também se foi...
E é o que mais me dói...
Há tal melancolia...
Despertando um desejo absurdo de sofrer...
Sandro Paschoal Nogueira
facebook.com/conservatoria.poemas
Tem dias que a melancolia bate, e bate tão forte que a única coisa que me faz bem é colocar pra fora em forma de letras, parágrafos...
Nessas horas de melancolia, me vem na mente todas as coisas que enfrentei até aqui, o que tive que superar na marra. Quantas vezes precisei ficar de frente ao espelho e perguntar: o que você está fazendo com você menina? Cadê o seu sorriso? Sabia que precisaria ser forte por muitas vezes ainda, porque muitos ainda precisariam da minha força para seguir adiante.
E foi mesmo na marra que me reergui, e se preciso for, me reerguerei quantas vezes forem necessárias.
A vida não é um conto de fadas, mas podemos fazer de conta que é, e deixá-la mais leve.
Assim vamos seguindo, um dia estamos bem, outros não... Mas sou teimosa e insisto em dizer que a vida é bela, que Deus nos presenteou com sua infinita misericórdia e isso nos basta.
Bora viver?
Lembranças desusas potencialmente melancólicas
Continuo a ver no espelho da vida
Essa criança curiosa e cheia de sonhos
Perdida no passado, dissolvida
Junto com momentos felizes e risonhos
Nada mais importa sobre o ontem
Mas tudo se prevalece para o amanhã
Somos o que somos por escolhas
Escolhas estas escritas à tinta em vazias folhas
Mas o passado ainda me persegue
E não há cruz mais pesada em que eu carregue
Eu caminho entre memórias simbólicas
Pois essas são minhas lembranças desusas potencialmente melancólicas
Sentimento melancólico
De um momento que passou
Uma pessoa que foi embora
E que nunca mais voltou
Seja pelo o vento no rosto
Ou uma lágrima a rolar
Um grande aperto no peito
Mas você sempre vai lembrar
Ela chega a qualquer momento
Não importa classe ou idade
Posso senti-la nesse momento
O nome dela é Saudade
Ecoam meus,
latidos e Melancólias
Ciclo vicioso
acordar na sarjeta
Adultos se derramam no bar
Tá ai, amar e uma rua estreita!
Minha catuaba resseca o fígado
Talvez, uma pedra nos rins
justifique o termo
Amor e coisa de bêbado.
Tenho em Mim
Eu tenho em mim o fogo das eras
Toda a melancolia das tristes feras
O amor e o remorso
Tenho em mim os mais desarmônicos destroços.
𓄹ꩻ๋໊̈́𑁍ࠬꔷ㆒᮫ᨗ🎸͜ 𖧵ֹֺֽ໋໋݊·{o fim}𝐏𝐨𝐞𝐦𝐚 𝐗𝐕𝐈
Como devo rasgar essas lembranças melancólicas que você deixou para mim?
Sim, como devo encerrar essa dor que me mata por dentro?
Como era fácil ter você por perto
Você era a único que conseguia espantar os demônios pra longe
Agora como dói ver você distante
Nesse instante não há nada mais que eu queira além de você
Eu necessito ouvir a sua risada novamente
Eu preciso que você me abrace novamente.
O céu me veste...
Há momentos na vida que a melancolia nos
abraça tão forte
E sentimos que é a nossa alma querendo voar
Voar até o infinito do céu e poder dançar entre
as estrelas nem que seja por instantes
E depois tomar um banho de lua para alma se
iluminar
Enfim adormecida... o céu me veste com suas
asas de anjo me convidando à voar
E minha alma ganha o céu como uma borboleta
que sai do casulo com gosto de Liberdade
E sentindo a brisa da noite, voo aonde o meu
pensamento me levar
Sinto que o céu me veste também de liberdade
e doce encanto me fazendo mergulhar no mar
escuro da noite,entre o piscar da estrelas e o
clarão da lua
De repente a lua me parece um imenso salão
luminoso...
E no piso brilhante de luz ,com as pontas dos
pés me deslizo rodonpiando feito pião
E nesse momento o céu me veste de uma paz
infinita que eu não desejo acordar
Depois de uma noite encantada...Enfim me
desperto com a alma vestida de fé,e a voz do
céu ecoando no meu pensamento que a vida
vai melhorar
E me levanto lembrando da noite e vou olhar o
novo alvorecer da minha janela feliz e agradecida
Porque sei que se eu precisar outra vez me refazer
para a vida...O céu me veste.
Ivânia D.Farias
Melancólico Réquiem
Os restos angelicais
Espalhados na perfeita superfície
Submersos em puro sangue
Não apodreciam
Pois assim eram feitos
Da água da vida
Originaria a Raça Eterna
Os novos donos do mundo
Banhado eternamente
Na melancolia rubra
Nascia o Primeiro Querubim
Trajado em glorioso preto
Suas incontáveis asas rompiam em graça
Graciosamente subia àquele céu fúnebre
Para observar pela primeira vez
O que viria ser seu
Para todo sempre um lar
Da nova chama maleável da vida
Caos cessado
Em eterno silêncio mortífero
A orquestra se instaurava
Compondo notas proibidas
Tocava sombria e solene
Num mundo apocalíptico
Canções ao além
Num mundo pós-morte
Assumia forma gótica
Sufocada outrora em sangue
Em tragédia angelical
A misericordiosa subjugação
Não existiam vivos
Sob terra
Sob mar
A permanente avidez simbólica
Construções lascivas
Apontavam suas lanças ao céu funesto
Procurando desesperadas
A ausente luz antepassada
Se os olhos pudessem ver
Nada teria visto
Pois nada afinal existia.
A vida é uma arte cheia de detalhes, momentos felizes e outrora melancólicos, sentimos saudades dos que já se foram e até mesmo dos que aqui ainda estão porém estão distantes ou já não fazem parte de nossas vidas, sofremos mudanças sejam elas física ou mentais, um dia somos fortes, atléticos, rebeldes e imaturos, no outro já não temos as mesmas forças físicas, começamos a ter limitações, mas chega a maturidade e a sapiência.
Tudo é uma questão de ótica e tempo,
Tempo, período continuo no qual os eventos se sucedem, vai devagar meu amigo, parece que foi ontem que era uma criança brincando de pique pega, hoje aqui estou enfrentando dúvida e tendo que tomar decisões.
Aproveitem o máximo suas vidas, cada dia como se fosse o último, não tenha medo de errar pois é com os erros que aprendemos. Viva amores intensamente como se fosse o último, caso termine, aprenda com os erros e seja melhor no próximo, pois nessa vida estamos apenas de passagem.
As pessoas melancólicas e pessimistas pensam da vida o pior e francamente não desejam viver...
Todos os dias vemos pessoas que não somente são infelizes, senão que ademais e o que é pior– fazem também amarga a vida dos demais...
Pessoas assim não mudariam nem vivendo diariamente de festa em festa; levam a enfermidade psicológica em seu interior... tais pessoas possuem estados íntimos definitivamente perversos...
Contudo esses sujeitos se autoqualificam como justos, santos, virtuosos, nobres, prestativos, mártires, etc., etc., etc.
A noite a lua me olhava
Carregada de melancolia
Que sangrava o peito
Um líquido quente
Que ardia a alma
Um suspirar agonizante
De um socorro distante
Ecoando a noite
@zeni.poeta
De alegria
De melancolia
...Poesia para a poesia...
De mor, sedução, emoção.
Tanta poesia.
Não caberia nesta guia.
Sentimento e pensamento
Poesia há.
Sombrio
Plenitude nas sombras
Eu vivo sóbrio e sombrio
Me encho de melancolia
E fico ainda mais vazio
A vida é um tanto quanto melancólica.
A gente passa pensando quem somos, de onde viemos, para onde vamos e não nos damos conta de que ela está passando,
de que ela está acabando...
E o que temos feito?
Se bem tivéssemos em conta o valor da vida a valorizáriamos
- Tempo é dinheiro! diz o burguês.
Tolo. Para esses a vida é só acúmulo.
“Liberdade”
— A melancólica invade o entardecer
— Ainda posso ver e sentir o sol, antes dele se esconder
— Pensamentos sobrevoam
— Me permitindo visitar longínquas instâncias, tão belas lembranças
— Histórias…
— Lugares vividos quando eu ainda era uma criança.
— Ah, que saudade
— Daquela liberdade
Indomável igual o vento
— Tantas e felizes recordações, tenho memorizadas com tanto afinco.
— Euforia, poesia, tudo era entusiasmo e contentamento
— Nenhuma preocupação povoava o pensamento.
— Sinfonia da liberdade, era a doce melodia
— Desde o amanhecer, até terminar o dia.
— Tudo era tão simples
— Tanto esforço, mas sempre com alegria
— A ansiedade pela maioridade, (ilusão de liberdade)
depois nos vemos assim; melancólicos sem ter como regressar, numa saudade sem fim.
— A memória me leva a esse refúgio
— Tenho tão boas lembranças guardadas, como se estivessem na pele tatuadas!
