Poemas me Ame no Silencio
VIVER EM SILÊNCIO
Viver em silêncio é o mesmo que estarmos sempre atentos a tudo que ocorre ao nosso redor. O retiro espiritual é essencial para que consigamos perceber melhor o que ocorre no nosso interior. Ficar no remanso colabora para que consigamos ouvir o próximo e deixar que ele se expresse conosco sem que o questionemos, fato esse que poderá interferir em seu equilíbrio mental, conduzindo-o ao desentendimento conosco. Do mesmo modo, silenciar é preciso, para que consigamos ouvir a voz d'Aquele que nos concedeu a vida. Saiba que Ele, o Insondável, arquitetou todo o universo no silêncio. Portanto, uma boa recomendação e que sigamos nossa jornada silenciosamente e tenhamos em mente que somente o profundo silêncio será capaz de nos conduzir ao raciocínio lógico e essencial, para que possamos perceber melhor o que ocorre no nosso âmago e, se necessário, pacifiquemo-lo. Ficar no silêncio colabora para que consigamos ouvir a Voz Natural inserida em nossa alma, resultante da nossa Origem e é capaz de nos deixar repletos de sabedoria e conhecimentos capazes de iluminar nossa mente, dando-nos os esclarecimentos coerentes a respeito dos episódios inesperados que surgem em nossas vidas para testificar o nosso aprendizado rumo ao aperfeiçoamento.
ANTES DE PARTIR VIVA...
Não troque a beleza e a singeleza da simplicidade e do silêncio pelos discursos rebuscados sobre a suposta maneira de ver a importância da vida, pois tudo debaixo do sol é vaidade.
A mente por si só já é barulhenta, te condena e te cobra à todo momento, pois a mente vive ansiosa por sensações de prazer, ela só busca satisfação, e quando as coisas não vão bem a mente se torna um inimigo contra a paz interior.
JESUS ensinou em Matheus 6. vs 25, sobre como olhar a vida e vive-la plenamente desapegado das preocupações, e ver a vida como um espetáculo aos próprios olhos, sem sentir os efeitos do mundo agressor.
Em 1°Pedro 3 vs 3 e 4, você é levado à uma reflexão profunda sobre sua vida.
Enfim, a ansiedade, preocupação e toda sorte de emoções, podem ser dominadas por você, basta abandonar seus velhos hábitos e ser humilde para querer mudar.
Separe o joio do trigo, cuide de buscar auxílio em Deus e a partir daí, veja o espetáculo da sua vida acontecendo como nunca antes.
Tudo para honra e glória do SENHOR JESUS.
Leiam os versículos que mencionei acima, em sua bíblia.
A inteligência emocional também passa pela estrutura espiritual, e não só pela estrutura intelectual da filosofia, psicologia e neurociência como muitos já me perguntaram outrora.
A vida é viver esse momento único com imparcialidade, livre dos infortúnios, e ainda que sinta as dores, sinta com aceitação no sentido de discernir que tudo terá sempre um ciclo, tudo um dia passa...
Nilo Deyson Monteiro Pessanha
Um plano pra salvar, um pacto pra selar
Silêncio no céu
Resgate e salvação encheu seu coração
Ele nem hesitou
No palco do amor, o autor anunciou
A vida e salvação
Tudo que Ele fez foi obedecer
O plano que Deus escreveu
Claro demais !!
A aproximação com Deus, se dá no silêncio, no amor, e no sacrifício da nossa disciplina interior
Se dá no perdão e na solidariedade de uns com os outros
Tudo isso deve ser praticado na essência, e sentido.
Jesus não titubeou qdo falou do amor puro, limpo e da justiça.
Jamais titubeou qdo nós mostrou a solidariedade.
Jesus na sua simplicidade e sabedoria , nós mostrou que tudo que é injusto, mantém a couraça da escravidão.
O cultivo do amor puro, exonera toda e qualquer forma nociva, porque o amor constroi uma aliança em defesa da nobreza de gestos, suavidade e encanto e da paz.
O verdadeiro amor destila petálas de luz, se dá a junção de almas, com linhas sublimes ao bem, com atitudes de amor e de gratidão.
Ele é simples, singelo, ele não é ostentoso.
Simone Vercosa
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O silêncio também fala, quando falta sabedoria, o silêncio fala muito!...
O silêncio pode até falar quando as palavras falham, quando as palavras são mal e incompreendidas, mal interpretadas..
O silêncio responde até o que não foi dito. hihihihihi...
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SILÊNCIO
“Silêncio, estou ouvindo
Mas não sei se o que ouço
É de fato aquilo que sinto
Ainda não sei o que realmente sinto
Entre suspiros e sussurros
Estou na estrita observância
Da indigência mortal
Ando pelas vielas da cidade
Sem discernir o que o silêncio diz
Talvez, por onde passo,
Pessem as pessoas que estou desnorteado
Realmente estou sem um norte,
Sem uma estrela para me guiar
Fico, então, com a mente a luar
Vejo, atrás dos montes, o sol se pôr
Olho as planícies sendo tomadas pelas trevas
O vento, agora, sopra misteriosamente
Como se algo assustador fosse acontecer
Ouço estranhos ruídos, morcegos, sedentos,
Procuram uma vítima. Querem sangue
Com um mordaz medo
Sentei-me no chão sujo, como se eu nada fosse
Abracei meus joelhos, em lágrimas
Olhei para o céu estrelado
E, enfim, rodeado por trevas
Pude contemplar a esperança.”
3 Espinhos ao Nascer -
Trouxe 3 espinhos ao nascer:
dor, silêncio e solidão
e quem haveria de dizer
que me ficariam no coração?!
No lado esquerdo da vida
levei a dor por companheira
e foi em cada despedida
que a senti ser mais inteira.
Do silêncio, a horas mortas,
fiz a cama dos meus dias
mudei coisas, fechei portas,
sempre triste, mas sorria.
Do Poeta trouxe a Alma
no meu punho, em minha mão
nunca soube o que é ter calma
nasci filho da solidão.
Lágrima e um verso
Quando no cerrado o silêncio vozeou
De uma solidão, gemendo, todo faceiro
Dentro do coração a dor assim zombou
E ofegou o bafejo do suspiro primeiro
E a sofrença sentiu os olhos rasos d’água
A boca sequiosa, cheia de fel e ardume
Ali brotou a flor da aflição e da mágoa
E no peito, a tristura em alto volume
E no árido chão, por onde ele passava
A desventura espalhava feito sementes
E na terra, o padecer então empoeirava
E germinava com as lágrimas ardentes
Foi então que ali me vi na via dolorosa
Tão chorosa a poesia triste de saudade
Com espinhos e perfume, como a rosa
Num cortejo, fúnebre, sem a felicidade
Enfadando na alma os gritos e soluços
Ia a noite assombrada e não dormida
E os sonhos esfalfantes e de bruços
Avivado, e a tecer a insônia ali na lida
E assim se fez o oráculo sem encanto
E num canto o destino algoz e largado
Entre lamentos e um poetar em pranto
Lágrima e um verso, penoso e chorado
© Luciano Spagnol – poeta do cerrado
18 de novembro de 2019 – Cerrado goiano
Olavobilaquiando
Sinos tocam na minha cabeça quebrando meu silêncio.
Sombras cobrem minha única luz.
Sinto água vermelha escorrendo pelo meu corpo como uma cachoeira em queda livre.
Não sinto dor, mas sinto culpa.
Não sinto arrependimento, mas sinto que poderia ter feito melhor.
Você para faz silêncio, olha para mim
E sorri.
Eu consigo ver a paz que você transmite
É tão fácil admitir
Sim, eu consigo me divertir, com você
É tão fácil perceber, quando te olho e, ao mesmo tempo, sorrio
E então eu esqueço dos problemas
E as coisas ruins se tornam tão pequenas
E nos damos tão bem
Mas eu quero que você fique
E preciso que você não se envolva
Coloque sua mão na minha
Vou embora quando eu quiser
E você me abraça
Não me sinto tão cansada
Nem quero voltar pra casa
Palco
Que o silêncio sobre a minha lembrança não se dilua em ausências derramadas,
seja apenas preservada como a única saudade de um coração amigo.
E o tempo, inexistente, nos seja a testemunha muda da minha paixão ferida,
e da minha superação.
Que o outro altar da nossa redenção continue a escancarar a sublimidade
do sentimento humano
e por detrás da coxia nos revele a divindade qual arte que não carece explicação
Que eu te ame, mesmo sem dizê-lo,
e meus olhos te sorriem todas as vezes que encontrarem a ti.
Que o desejo que consumira a minha carne
possa ser comparada ao palco que tem apagada as suas luzes
e apagando consigo a materialidade do espectador, fundi-a
à ilusão de uma nova realidade
dando lugar a novos mundos possíveis
como um último beijo entre dois amantes antes do impensável fim.
Clara Irmã Universal
Clara, tu és espelho onde o Cristo é contemplado
no silêncio fervoroso das irmãs,
virgem prudente que manteve sempre acesa
sua lâmpada de amor e doação.
Dama pobre, tua teimosia foste santa,
em não querer nada além do que supria
mulher forte, de esperanças era prenhe
e às irmãs sororidade infudia.
Mudazinha que Francisco semeou em Damião,
ao seu lado és um ramo valoroso, original
que teu Amado fez crescer qual mãe fecunda em sua casa
e dos Menores, conselheira sem igual.
Ao mundo inteiro, serva amante, teu amor nos clarifica
às exigências do evangelho assumir.
E se no claustro te escondeste toda a vida
ao mundo inteiro o teu brilho reluziu.
Meu ermo sagrado II
No silêncio de uma capela
quando ainda estende a noite a treva profunda
o espírito me diz:
“ele está em todo ser”.
E saio a procurá-lo nas matas,
escondo-me inteiro.
Caminho em veredas e trilheiros
e tu nada me diz,
todo ser aquieta,
ouço gotejar nas pedras águas mansas.
As horas passam, eu me apercebo em silêncio.
O silêncio me extasia naquela paz.
''Hera(m)''...
Flores de folhas mais verdes,
que no silêncio da tarde o bosque exala
aroma mais doce na brisa que corre
movendo as folhas até ao vale...!
-- josecerejeirafontes
deixando cair palavras...
no silêncio do entardecer
todo o cair da tarde se transforma
o céu se veste em tons de melancolia
e faz a alma sonhar d'espavento
voando ao sabor da magia
e ao sabor do tempo.
ao fim da tarde
tudo vale a pena
se não virar amor
vira poema...
-- josecerejeirafontes
Declaro meu amor em silêncio pois clamei ao vento que te amo muito...
O vento respondeu com a tristeza do meu querer ainda meu viver...
Muito além do querer o sentimento contribuir com desapego... Arremeter ao caos que deduzo, para único sentido de te amar. Mesmo que seja meu último suspiro direi que te amo para eternidade.
VOZ DO SILÊNCIO (soneto)
Nessa solidão rumorosa e calada
A voz do silêncio na alma refugia
Grita, brada, em tom de zombaria
Que endoidece a doçura por nada
E quando a inquietude desvairada
Numa noite escura, na sua ousadia
Embebendo o coração de fantasia
Fazendo a madrugada embalsamada
E a voz do silêncio, insiste falando
Tal a uma ópera buffa e de agonia
Em um concerto dos vis rumores...
Canta e conta assim blasfemando
Ao juízo sereno em tons de valia
E ao repouso avivados amargores...
© Luciano Spagnol - poeta do cerrado
05 de fevereiro de 2020 - Cerrado goiano
Olavobilaquiando
Saudade...
Ela ataca lentamente...
O silêncio se instala.
Lágrimas caindo
E eu nada posso fazer, a não ser sentir.
Dói tudo.
Maldita saudade!
Meus pensamentos choram calados.
Há quem grite no silêncio.
Há quem chore no sorriso.
Há quem se esconda na multidão.
Nunca julgue ter a verdade no conceito daquilo que os seus olhos contemplam.
A vida não se resume ao que se vê por fora.
