Poemas Lya Luft fim de Semana
Sei agora o que nunca soube – que o amor encontra o seu estado mais puro quando julgamos que o fim chegou; finalmente entendo que o amor pode ser precisamente essa ausência, o deixar de estar, ser capaz de apreciar cada minuto da nossa memória como se segurássemos, entre as mãos, um punhado de brasas num deserto de gelo.
Num milésimo de segundo pensei que ela poderia ser todas as respostas, mas no fim foi minha maior dúvida.
Penso nas várias cartas que te enviei e me pergunto que fim tiveram??? Fim?? Que fim? Quem sabe do fim? Ninguém sabe...
Feliz é você se viver a vida, a preparando para o fim dela; que morte feliz se quando vida, não houver resistência a manter pendências!
Por fim, é importante saber quem nós somos e para onde vamos? O que sabe uma vaca sobre o campo no qual ela vive uma vida inteira. Einstein? Não, eram peixes... Maeve Phaira Outono em Copacabana
Hoje, aqui, conectados apenas pela solidão que nos une a todo instante, nessa tela luminosa sem fim... nesse mundo asséptico, esvaziado de aromas... Eu sei, eu sei, que ficar lembrando é coisa de velho. Mas por aqui, quando se tem tempo e quando venta... Ah, quando o vento canta cortante todo mundo sabe que ele não passa. Maeve Phaira, Outono em Copacabana.
É mister sair da superfície a fim de deixar o senso comum, alcançar respostas e caminhos jamais percorridos.
Somos donos de uma certeza que na dadiva da vida temos como ônus o fim dela em algum segundo e que esse interlúdio de tempo é o que chamamos de vida, é nela que construímos nossas mensagens, algumas dignas que as reprisem outras que as deletem, à depender de seu conteúdo..
A vida é apenas um rio. Não tem começo, meio ou fim. Tudo o que somos, tudo o que valemos, é o que fazemos enquanto flutuamos sobre ele - o como tratamos o próximo.
No início todo romance é mistério e no fim desilusão, mas no intervalo entre um e outro há encanto e emoção suficientes para fazer a história toda valer a pena.
Uma pessoa que escolhe gastar grande parte do seu tempo em um trabalho insatisfatório, a fim de sobreviver, está no caminho certo para o leito de morte. O tempo se moverá cada vez mais rápido como resultado de seu ritmo lento - esta é a relatividade do tempo.
Quando a gente tem meta e propósito, o meio do caminho perde a cara de fim da linha... ele é só um meio.
No fim das contas o que vale mesmo é a essência de quem nós somos. As "coisas" como dinheiro, carro, saúde, emprego ou amizades são efêmeras. Tudo que plantamos com o aquilo que somos, e não com o que temos, é o que florescerá incessantemente.
O cinismo é, no fim das contas, medo. O cinismo faz contato com sua pele, e uma espessa carapaça preta começa a crescer – como a couraça de insetos. Essa couraça protegerá seu coração da decepção – mas torna quase impossível caminhar. Você não pode dançar nessa couraça. O cinismo deixa você alfinetado no lugar, na mesma postura, para sempre.
