Poemas inteligentes
Quero acolher todo sentimento de amor que sinto pelos meus pais, nessa mesma dimensão abraçar meus irmãos, amigos e, por consequência reconfigurar o respeito por àqueles que nos desconhecem.
Tenha sempre cuidado com os que distorcem sentimentos por detrás da sombra de outrem, medíocres são profanos de ordens alheias.
E também porque uma coisa bonita era para se dar ou para se receber, não apenas para se ter. (...) A uma coisa bonita faltava o gesto de dar. Nunca se devia ficar com uma coisa bonita, assim, como que guardada dentro do silêncio perfeito do coração.
É tão difícil falar, é tão difícil dizer coisas que não podem ser ditas, é tão silencioso.
E muito fácil voce falar vá em frente que voce consegue mas e difícil pra min porque vai ser eu que vai ter que agir.
Não entendo. Isso é tão vasto que ultrapassa qualquer entender. Entender é sempre limitado. Mas não entender pode não ter fronteiras. Sinto que sou muito mais completa quando não entendo. Não entender, do modo como falo, é um dom. Não entender, mas não como um simples de espírito. O bom é ser inteligente e não entender. É uma bênção estranha, como ter loucura sem ser doida. É um desinteresse manso, é uma doçura de burrice. Só que de vez em quando vem a inquietação: quero entender um pouco.
Não demais: mas pelo menos entender que não entendo.
Dedico-me à tempestade de Beethoven. À vibração das cores de Bach. A Chopin que me amolece os ossos.
Mas, quanto a mim, tenho a lhes dizer que as estrelas são mais do que curumins. Estrelas são os olhos de Deus vigiando para que corra tudo bem. Para sempre. E, como se sabe, sempre não acaba nunca.
Sou ajudada pela saudade mansa e dolorida de quem eu amei. E sou ajudada pela minha própria respiração.
Quero mesmo é ver a retirada do lixo de nosso DNA. Já que a ansiedade é falta de desejo pra alguns e, só, mente, alegria acumulada, prá outros.
Beleza é assim mesmo, ela é um átimo de segundo, rapidez de um clarão e depois logo escapa.
As ideias são prodigiosas — elas e a maneira como se associam. Num momento, descobrimos que atravessámos o mundo, e que transpusemos o infinito entre dois pensamentos.
Quem escreve para obter o supérfluo como se escrevesse para obter o necessário, escreve ainda pior do que se para obter apenas o necessário escrevesse.
Poucos sabem reger a gratidão pra sustentável paz, isso não é lamentável, pode ser notá-vel pra muitos, assumir-se é necessário.
É Deus; mas o que é Deus, ninguém o entende,
Que a tanto o engenho humano não se estende.
Se escrevo o que sinto é porque assim diminuo a febre de sentir. O que confesso não tem importância, pois nada tem importância. Faço paisagens com o que sinto. Faço férias das sensações. Compreendo bem as bordadoras por mágoa e as que fazem meia porque há vida.
