Poemas inteligentes
Os negócios humanos apresentam altas como as do mar: aproveitadas, levam-nos as correntes à fortuna; mas, uma vez perdidas, corre a viagem da vida entre baixios e perigos. Ora flutuamos na maré mais alta. Urge, portanto, aproveitar o curso da corrente, ou perder nossas vantagens.
A falta de criatividade é a ignorância da mesmice, confundida com a necessidade da graça que nos permite passear.
Toda menina um dia cresce e se torna mulher, outras já nascem maduras o suficiente pra dar continuidade a novas esferas, sem modificar sua estrutura infantil de vidas por dias, que precisam o progresso materializar.
"se hundió en una amable geografía, en un mundo fácil, ideal, un mundo como diseñado por un niño, sin ecuaciones algebraicas, sin despedidas amorosas y sin fuerza de gravedad.
Ouve-me, ouve o meu silêncio. O que falo nunca é o que falo e sim outra coisa. Quando digo "águas abundantes" estou falando da força de corpo nas águas do mundo. Capta essa outra coisa de que na verdade falo porque eu mesma não posso. Lê a energia que está no meu silêncio. Ah tenho medo do Deus e do seu silêncio.
Eu sou o meu próprio espelho. E vivo de achados e perdidos. É o que me salva. Estou metida numa guerra invisível entre perigos. Quem vence? Eu sempre perco.
É uma vontade de não querer ter pensamento, um desejo de nunca ter sido nada, um desespero consciente de todas as células do corpo e da alma. É o sentimento súbito de se estar enclausurado na cela infinita. Para onde pensar em fugir, se só a cela é tudo?
Estrelas, escondam o seu brilho; não permitam que a luz veja meus profundos e escuros desejos. (Macbeth)
E assim sou, fútil e sensível, capaz de impulsos violentos e absorventes, maus e bons, nobres e vis, mas nunca de um sentimento que subsista, nunca de uma emoção que continue, e entre para a substância da alma. Tudo em mim é a tendência para ser a seguir outra coisa: uma impaciência da alma consigo mesma, como com uma criança inoportuna; um desassossego sempre crescente e sempre igual. Tudo me interessa e nada me prende. Atendo a tudo sonhando sempre; fixo os mínimos gestos faciais de com quem falo, recolho as entoações milimétricas dos seus dizeres expressos; mas ao ouvi-lo, não o escuto, estou pensando noutra coisa, e o que menos colhi da conversa foi a noção do que nela se disse, da minha parte ou da parte de com quem falei. Assim, muitas vezes, repito a alguém o que já lhe repeti, pergunto-lhe de novo aquilo a que ele já me respondeu; mas posso descrever, em quatro palavras fotográficas, o semblante muscular com que ele disse o que me não lembra, ou a inclinação de ouvir com os olhos com que recebeu a narrativa que me não recordava ter-lhe feito. Sou dois, e ambos têm a distância – irmãos siameses que não estão pegados.
Depois que descobri em mim mesma como se pensa, nunca mais pude acreditar no pensamento dos outros.
O mundo era tão recente que muitas coisas careciam de nome e para mencioná-las se precisava de apontar com o dedo.
A tempo de gritar e de silenciar, de ficar em casa e de sair prá balada. Faço o que quero, ninguém manda em mim.
Kkkkkk
Há entre mim e o mundo uma névoa que impede que eu veja as coisas como verdadeiramente são — como são para os outros.
Sinto isto.
Não lembro de muita coisa, eu só sei que eu ouvi alguém dizendo que me levaria para a "sala da punição". Tudo ficou branco por alguns segundos... depois de um tempo pude ver denovo. Eu diminui de tamanho, não sentia nenhum membro do meu corpo, e eu estava apoiado em um barco em movimento. Estava confuso mas não disse nada sobre isso. Fiquei parado por um tempo mas depois percebi que não conseguia mexer meu corpo, não importa o quão forte eu tentava... tentei gritar mas nada saiu. Eu tentei inúmeras vezes mexer meu corpo mas tinha algo me forçando a olhar para frente. Fiquei ali parado esperando o barco parar de se mover. Mas ele não parava. De repente eu ví um homem muito mais alto que eu, com uma lata de cerveja na mão. Ele se ajoelhou na minha frente, e despejou um pouco da bebida em minha boca. Eu... simplesmente tomei. Enquanto tomava ele disse... "Aí ó, ta bom, chega. Você vai embora". Eu me assustei mas ainda não conseguia mover meu corpo. Então eu senti algo me dar um tapa, como um martelo com pregos grudados nele. O tapa me empurrou para trás, e bati as costas na superfície da água e... afundei. Eu estava morto e nunca abri os olhos denovo..........
