Poemas Góticos de Amor

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A melancolia que toma a minha alma, Me destrói como um desastre.
A nostalgia de algo não vivido junto com a saudade de momentos antigos, Se juntam, E formam a tristeza de um homem solitário.

Tem dias na vida que a tristeza bate na nossa porta, e a gente pensa que não vai sair dessa tristeza, tentamos fugir, mas parece que ela corre atrás da gente. Então você para e pensa: amanhã será outro dia, espero que ela vá embora e me deixe ser feliz.

Não basta ter sonho é preciso de barragem.
Não basta ter vida é preciso ter morte.
A cada passo que dou é uma mina, não sei o que se faz mas destrói tudo onde toca.

Cheguei a um momento
Que nem a morte me importa mais
E na vida, já não gasto mais gás.

Mirei o alvo
Alcancei o topo
Inovei de novo
Destruí quem me olhava torto
Mas acabei deixando o meu sonho
Consumir-me espiritualmente e me deixar, morto.

Já sem ter oque fazer
Sem vontade de comer
Sem frutos para colher,
Sem razões para viver.

Mas hoje dou a volta por cima
E por cima de mais uma rima
Vou recuperando o tempo perdido
Tempo perdido de vários anos vividos
De anos que vivi outrora
Onde o tempo passava sem hora.

Cantos de morte

Meus encantos são cantos,
são prantos, são tantos,
são contos e espantos,
todos sem acalantos.
Meus encantos são cantos,
são contos de morte,
são dores mais fortes
e dias sem sorte.
Meus encantos são prantos,
são pratos nos cantos,
são restos de cantos,
dor sem acalanto.
E de tanto, de tanto
sofrer com meus cantos
num dia de pranto
sozinha num canto
eu hei de morrer.

E um dia a gente se conforma que,
não há nada melhor que a morte,
quando a sorte do desvalido
é viver morto.

Todo filho é pai da morte de seu pai.
Ou, quem sabe, a velhice do pai e da mãe seja curiosamente nossa última gravidez.
A casa de quem cuida dos pais tem braços dos filhos pelas paredes.
Nossos braços estarão espalhados, sob a forma de corrimões.
Pois envelhecer é andar de mãos dadas com os objetos, envelhecer é subir escada mesmo sem degraus.
feliz do filho que é pai de seu pai antes da morte,
e triste do filho que aparece somente no enterro e não se despede um pouco por dia.

Fabrício Carpinejar

Domingo Sombrio

O domingo é sombrio
As minhas horas sem sono
Queridas as inúmeras sombras
Com as quais convivo
Pequenas flores brancas
Não te acordarão
Não onde o treinador negro
Da dor te levou
Os anjos não pensam
Em te devolver jamais
Será que eles ficariam zangados
Se eu me juntasse a ti?

Domingo sombrio

O domingo é sombrio
Passados nas sombras
O meu coração e eu
Decidimos acabar com tudo
Daqui a pouco haverão flores
E orações que dizem saber
Mas não os deixem chorar
Deixem saber
O quão feliz estou por partir
A morte não é um sonho
Pois na morte eu te acaricio
Com o último suspiro da minha alma
Eu te abençoarei
Domingo sombrio

Sonhando
Eu estava apenas sonhando
Acordo e te encontro dormindo
No fundo do meu coração
Querida, eu espero
Que o meu sonho nunca te persiga
O meu coração está te dizendo
O quanto eu te quero
Domingo sombrio
Domingo sombrio.

Oh morte
Sei que anda comigo
Apareça e me leva embora
Tire de mim esses dias sombrios
Mata-me as sensações de dor
Cura-me desses traumas

Afasta-me esses demônios
Leve-me ao vazio
Tire-me a consciência
E me apresente a inexistência.

Quem sou?
Não sei se sou uma sombra, ou um ser perturbado por uma névoa esquizofrênica.
Não sei o que sou... ou o que me tornei... me sinto como uma dor fantasma... como uma veia, só que sem sangue.
Isto tudo iludi minha mórbida e suposta existência, ainda não sei, talvez eu esteja infinitamente perdido... como uma voz conversando com uma caverna... talvez eu seja o eco de uma vida passada... Tudo é tão embaraçoso... ou estou realmente no limbo?
No fundo sei que estou preso... mas onde?
Para onde fui? (no inferno, você imagina)
Numa poça, eu posso ver olhares fúnebres e distorcidos
Olhos sem brilhos, como uma mortalha sobre o olhar de um cego.
Sinto que não importa onde quer que eu vá, minha mente não dar vida além dessas muralhas sombrias e transparentes.

A paisagem mórbida e fúnebre me assombra.
Para onde foi enviada minha sombra profana?
Presa nessa floresta infestada de vultos com olhares melancólicos?!
Caminho, e caminho e nada muda, apenas a profunda escuridão em meu interior:
- Quem sou? Para onde fui arrastado? Qual será meu castigo?
Talvez isso seja um pesadelo, ou apenas a mente de um esquizofrênico.

Não tenho medo da Morte
Porque ela é minha melhor amiga
Tão próxima e íntima que,
No último momento, em seus
Braços me entregarei.
Seus braços são tão ternos que
Acolhem, sem preconceitos,
A todos que lhe são enviados.

Hoje precisei parar o tempo..
Colocar as gavetas no lugar..., estão emperradas pela a tristeza...
Repensar certos conceitos...
E ver que ainda nós humanos temos tantos defeitos...
Que não aprendemos a amar sem preconceitos.., sem duvidas..
Quisera quando alguém me faz mal esquecer em 10 segundos..
Voltar atrás sem lembrar de nada,...com sorriso e um pulinho de gratidão...
Mas não posso agir assim, sou ser humano.., tenho raça dita humana, sou orgulhoso demais...
Ai o exemplo vem de perto, do chão, de uma pequenina cadelinha pincher. Seres que amam acima de todas as coisas..
Com um olhar trazem alegria a um dia ruim...
Deus cria a sua primazia que é o homem, dá sopro de vida, alma e espírito..
Mas quando fez nossa cadelinha traz a existência um amor impar..., apenas amor...
Dengosa com sua mãe humana, que lhe trata como um bebe..
Carinhosa com seu irmão humano que muitas vezes não sabia nem brincar direito...
Amiga verdadeira com seu pai humano que quando viajava..ficava depressiva enquanto eu não voltava...
Rotação sem limites, com pulos acrobáticos quando meu carro retornava de viagem...., latidos estridentes de alegria pura...
E, enquanto não a acariciava não dava sossego...
Meg , amadinha , vc fará falta, muito, mais muito mais do que imagina...
Mas eu libero vc para a luz celestial que Deus por sua misericórdia receberá todos os animais de bem..
Te amamos...

Vazio

O vazio é pior que cortes, que tristeza, que feridas, é uma dor não palpável e não consciente, é uma dor que você não sabe de onde vem e nem pra onde vai, é apenas existir, é você se olhar e sentir saudades da tristeza, é você se sentir só no meio a tantos seres e tantos sentimentos, é sentir-se desprezado até mesmo pelas coisas ruins da vida. Passamos nossa vida prezando a ascensão, ansiosos pra conseguir tudo que sempre sonhamos, mal sabemos que quando conseguir não restará nada, não restará lutas, batalhas, estaremos apenas existindo.

⁠Além do rio azul
As ruas são de ouro e de cristais
Ali tudo é vida, ali tudo é paz
Morte e choro, nunca mais
Tristeza e dor, nunca mais

Hoje o dia está triste.
Mas amanhã...
a gente há de sorrir.
Por hoje a gente chora
por quem parte,
mesmo sabendo
que vai chegar
a nossa hora
de ir.

⁠Ah, Pequeno Príncipe, entendi, pouco a pouco, assim, a sua pequena vida melancólica! Você não teve muito mais tempo para distração além da doçura do pôr do sol [...]
– Um dia, vi o sol se pôr 44 vezes!
E, um pouco mais tarde, você acrescentava:
– Sabe... quando estamos tristes, amamos ver o pôr do sol...
– No dia das 44 vezes, você estava tão triste assim?
Mas o Pequeno Príncipe não respondeu.

A minha solidão é autoinfligida

A ⁠minha solidão, como uma sombra persistente,
Infligida por escolhas e silêncios,
É um vazio que se estende,
Um abismo onde os pensamentos dançam.

Nas noites solitárias, alta e imponente,
Ela se ergue como uma torre de pedra,
Cercada por memórias e arrependimentos,
Um labirinto de emoções sem saída.

Solidão, companheira silenciosa,
Teço versos com fios de melancolia,
Escrevo cartas para o vento,
Na esperança de que alguém as leia.

Mas a solidão é minha fiel confidente,
Ela conhece meus segredos mais profundos,
As cicatrizes que escondo sob a pele,
E os sonhos que se perderam no tempo.

Alto na madrugada, olho para as estrelas,
Buscando respostas no céu escuro,
Mas a solidão sussurra: “A resposta está dentro de ti”,
E eu me perco nas sombras do meu próprio ser.

Talvez um dia a solidão se transforme
Em algo mais suave, menos cortante,
Até lá, continuo a escrever,
Na esperança de que minhas palavras alcancem alguém lá fora.

Melancolia Prematura

⁠De liberdade em liberdade
Vi nossas conversas vagando
Os assuntos inacabados se acabando
E a sinergia de antes ja não acontece mais.

De conversas em conversas
Vi poucas gargalhadas.
O nosso "adeus" ninguem mais fala.
E aquele "fica mais um pouco" não acontece mais.

Músicas que tocavam em nossa playlist
Tocam melodias tristes
E os hacordes
Ja não nos servem mais.

E até a minha poesia apaixonada
Que não mais em mim paira
Mas para para me ouvir falar
Oque ja não acontece mais.


@Eu_jaum01
@Devaneios_Meu5

"As árvores meditam no
Inverno.
Graças a isto florescem na
Primavera
Dão sombra no
Verão e
se desnudam no vento do
Outono.

Amamos as flores,
mas arrancamos.

Amamos as árvores,
mas cortamos.

E ainda não entendemos o
medo que algumas pessoas
sentem quando escutam:
Eu te amo " ❤

Um Relato Melancólico da Fragilidade Humana

⁠Hoje, entre os soluços contidos e os suspiros profundos, sinto a tristeza tomar conta de cada fibra do meu ser. O dia, habitualmente repleto de luz e cores, parece mergulhado em um manto cinzento e opaco. As nuvens se aglomeram no céu, como se quisessem refletir o turbilhão de emoções que se desenrola dentro de mim.

Desculpe-me, mundo, por não conseguir erguer o sorriso que costumeiramente adornava meu rosto. Não é por falta de tentativa, mas sim pela imensa dificuldade em vislumbrar a beleza da vida neste momento. Às vezes, a força parece escorrer por entre os dedos, e a fragilidade humana se faz presente de forma inegável.

Lembro-me das palavras sábias de uma canção que ecoa em minha mente: "Moço, ninguém é de ferro." Somos seres moldados pela imperfeição, destinados a falhar e a cair. E é justamente nesses momentos de queda que percebemos nossa humanidade mais visceral, nossa capacidade de errar e de aprender com nossos equívocos.

Então, hoje, permito-me cair. Deixo-me envolver pela tristeza e pela melancolia, compreendendo que, mesmo nas sombras mais densas, há espaço para a luz da esperança brilhar. Pois é na aceitação da nossa fragilidade que encontramos a verdadeira força para seguir em frente, rumo aos horizontes que aguardam para serem descobertos.