Poemas Góticos de Amor

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não digo
só sinto
só penso
só observo
só silencio
só percebo
só concluo
só memorizo
só sensibilizo
só emociono
só choro
só intuo
só suspiro
só pareço
só floresço
só fecho os olhos
só adormeço
só admiro
só aceito
somente só!!!

⁠A saudade diz em silêncio o quanto amamos alguém que se foi antes de nós. Olho uma fotografia e sua imagem continua lá, repleta do seu sorriso, do seu abraço, da sua alegria e do seu amor. Saber que estivemos juntos e falamos, ouvimos, sorrimos, choramos, aprendemos cada dia de vida, são momentos que não saem da memória. Quando eu fecho os olhos, você continua lá, esperando para me receber na porta das minhas lembranças. Neste lugar, não sei onde, não existe tempo nem espaço definido, existe somente minha vontade de estar com sua presença outra vez. Além do horizonte perceptível, em cada amanhecer da existência, a saudade diz em silêncio o quanto amamos alguém que se foi antes de nós. Hoje, eu estou neste lugar...


⁠🎈 “A maior riqueza no silêncio é a oração
dos mais sábios.
Os tolos gritam, festejam
para que o mundo saiba ... 🎉🎊

⁠Entre o silênciar e magoar,
Magoe, mais não iluda-se com o silêncio que está fazendo sofrer o teu coração
Por medo de magoar.

Meu silencio diz tantas coisas..
Eu queria te dizer tantas coisas..
Mas somos tao diferentes..
Somos tao impossiveis...
Eu sou uma poesia inacabada.. sou letra, sou rima, sou triste... sou inverno..
E vc .. é primavera ..simplesmente alegria...
A gente nao combina... a gente nao se completa..somos tao diferentes..mas é isso que te atrai em mim.. esse querer e não poder..esse imaginar e não ter.. esse beijo que nunca acontece...mas que fecho os olhos e o imagino.. e assim vamos levando a vida..seguindo em silencio... eu daqui..vc dai ... nos amando em pensamento...

Contra o veneno da
opiniãoalheia,o
melhor antídoto
é o silêncio do
nossodesprezo.

Falar de silêncio é algo muito importante — e, ao mesmo tempo, difícil.


Toda vez que eu paro pra falar de silêncio, eu vejo o abismo que eu sou.


E toda vez que o vejo, percebo que vou me salvando através dele.


Quantas vezes a gente questiona o outro sem ter empatia pelo que ele vive — e, às vezes, nem é uma escolha.


Faltam três meses pro ano acabar, e eu já começo a sentir saudade.


O silêncio me faz respirar.


Ao mesmo tempo que ele me cansa, ele também me desafia.


Às vezes, ele atravessa a gente — de um jeito que nem dá pra explicar.


Engraçado como, a cada dia que passa, surge uma nova sensação sobre o meu trabalho.


Hoje foi um dia triste, e tive a certeza de que o meu trabalho leva um pouco das minhas tristezas com ele.


Ainda assim, eu agradeço muito.


Vou sentir falta quando acabar.


E toda vez que eu digo isso, penso: que clichê!


Mas, na verdade, quando a gente se despede de um trabalho — de um ciclo, né? — a gente se despede de muita coisa dentro da gente também.


Às vezes, me pergunto: o que as pessoas sentem quando leem meus textos?


O que está chegando delas até mim?


Será que elas sentem essa avalanche de emoções que a gente sente ao escrever?


Ou será que não sentem nada?


Será que a falta é minha?


Ou será que elas só não querem entrar em contato com as coisas que doem?


Mas aí, de repente, a gente recebe o gesto de alguém que poderia julgar quem sofre — e não julga.


A pessoa encosta a mão em você e diz:


“Posso te fazer um elogio? Muito obrigado. Eu me vejo em você.”


E, na verdade, quem agradece sou eu. Porque é a escrita que me faz ficar viva. Enquanto eu tiver oportunidade, eu vou escrever o melhor que eu puder.

Reconexão


Entre o ruído do mundo e o silêncio da alma,
volto a me ouvir.
Há tempos me perdi nas vozes de fora,
nas exigências, nas máscaras,
e esqueci o som da minha própria respiração.


Hoje, fecho os olhos —
não para fugir,
mas para encontrar.
Dentro de mim há um universo calado,
um jardim que esperava pacientemente
a coragem de florescer de novo.


Sinto o coração pulsar
como um tambor antigo,
lembrando-me de quem sou,
do que já fui,
e do que ainda posso ser.


Deixo o passado repousar,
como folhas secas que o vento leva,
e acolho o presente
com mãos firmes e abertas.


Sou o retorno e a partida,
a cicatriz e a cura,
sou luz que se refaz
toda vez que a escuridão me visita.


Hoje, reencontro meu próprio olhar
no espelho da alma.
E enfim entendo:
a paz que procurei no mundo
sempre morou em mim.

Silêncio do Tempo




Às vezes, o tempo passa como um inimigo invisível — leva embora os dias, os sonhos, e me deixa aqui, olhando o reflexo de alguém que não reconheço.
Há um vazio que não dói com gritos, mas com silêncio.
Um vazio que não pede ajuda, só quer entender onde tudo se perdeu.




Mas mesmo nesse vazio, algo resiste.
Um fragmento pequeno, quase apagado, sussurra:
“Ainda há algo em você que quer viver.”




E talvez seja isso o que resta de mim — a vontade de voltar a sentir o mundo,
de reconstruir o que deixei ruir,
de calar o medo e ouvir, enfim, o meu próprio renascimento.

No silêncio da pele, um traço floresceu,
um beija-flor suspenso, leve como um sopro de Deus.
Ele beija a tulipa azul, respira seu perfume,
e no voo delicado, transforma o instante em lume.

Do caule, ele puxa um galhinho sutil,
como se bordasse no ar um gesto infantil.
Mas ali, no céu da alma, a palavra surgiu:
fé, escrita em voo, que jamais se diluiu.

E a vida, que antes era sombra sem cores,
tingiu-se de azul, verde, de novos amores.
Na pele, a tatuagem virou oração,
um desenho eterno, feito do coração...

No silêncio da noite serena, o vento murmua, suave e pequeno.

E as estrelas brilham intensamente, o céu é tomado pelo seu brilho, que mostra os segredos mudos guardados por elas.

O tempo passa carregando com elas a força de quem acredita, que a vida, embora aflita, vai sempre florescendo uma nova estação, como esperança no coração.

Há dores que não gritam... apenas ecoam no silêncio. Há corações que não batem... apenas cumprem o rito de estar vivos. E há almas que, de tanto sangrar invisivelmente, aprenderam a viver em estado de ausência.

Morrer? Como se mata o que já morreu por dentro? O que foi despido de esperança, esvaziado de fé, consumido pela saudade? O que vagueia entre os vivos, mas pertence ao território dos fantasmas?

Talvez morrer seja um luxo reservado aos que ainda têm algo a perder. Aos que ainda amam, aos que ainda sonham, aos que ainda acreditam. Porque há quem não morra... apenas continue existindo, arrastando o corpo onde a alma já não habita.

E é aí que mora o verdadeiro fim: não no instante em que o coração para, mas no momento em que a vida deixa de pulsar dentro do olhar.

“Você por você”

Desde criança, eu me perguntava em silêncio,
por que os outros sempre partiam primeiro,
por que as mãos que eu segurava com afeto
soltavam tão fácil, sem olhar pra trás.

Fui leal — até nas horas que doíam,
e mesmo assim, vi portas se fecharem,
vi sorrisos trocados como moedas gastas,
vi meu nome se perder nas conversas alheias.

Cresci, e o eco se repetiu:
amores que se desfazem,
família que esquece,
ausências que doem mais que palavras.
Passei dias trancada em mim mesma,
com o mundo batendo à janela
e ninguém notando o som do meu silêncio.

Aprendi que laços também se rompem,
que o sangue nem sempre aquece,
e que a solidão pode ser casa —
quando o amor não é abrigo.

Hoje, caminho leve, mesmo ferida,
porque entendi o que a vida grita:
no instante em que o cordão umbilical é cortado,
é você por você —
sempre foi.

No silêncio de uma noite calma,
A lua observa,
A brisa embala.
Corações partem,
Sonhos se desfazem,
Mas a esperança, eterna,
Nunca se desvia.
A cada estrela, um desejo pedido,
A cada sombra, um segredo guardado.
Mesmo em dor, há beleza escondida,
Na jornada, o amor é o nosso guia.


Nathalia Conde

Tem dias que não quero falar muito .
Tem dias que só eu e minha saudade
Melhor o silêncio,
Pra que palavras ? pra quem não vai entender oque a gente sente.

SILÊNCIO

Se isolou, se fechou em sua concha protetora.
Se privou de tudo e de todos.
Estava convicta de que o silêncio a reconfortaria.

O instante é breve, não me apresse.
Urgente agora, é só esse meu silêncio,
essa alegria de rir por dentro,
esse flutuar em felicidade.

Vera Queiroz

O GRITO DOS MAUS E O SILÊNCIO DOS BONS

Meu querido Martin você disse que o que te preocupava não era tanto o grito dos maus, mas o silêncio dos bons... Permita-me discordar de você, Martin. Os bons não ficam em silêncio. Aqueles a quem você chama de bons não passam de maus travestidos de bons e se estão em silêncio é porque são coniventes com aqueles maus que assumem que são maus. Esses maus travestidos de bons, Martin são piores que os outros que assumem que são maus. Parecem estar em silêncio, mas não estão. Eles estão gritando como os outros nos bastidores de todo e qualquer tipo de poder. Têm em seu poder uma leva de fracos que fazem o que eles mandam. Tudo no silêncio. Já os bons de fato vão para a rua e gritam sem medo da morte. E não raro são mortos. E os bons de fato, Martin, assim como você, são muito poucos. É na verdade uma minoria da sociedade.

há momentos em nossa vida,
que o nosso maior regugio,
e esperar no silencio...
E nele que nosso coração nos diz oque é certo ou oque é errado

Às vezes, ainda choro no silencio do meu quarto, com a cara enfiada no meu travesseiro pensando que não posso mais aguentar o peso de uma dificuldade. Mas, é justamente nestas horas que percebo que não estou mais sozinha. Sei que não posso suportar as minhas dores com algum tipo de força humana que provenha de mim, mas tenho certeza de que vou avançando na vida através da imensurável capacidade que Deus me dá de levantar-me e colocar-me de pé. Deus me prontifica permitindo que eu caminhe além do que um corpo físico debilitado como o meu conseguiria. Porque Deus é a minha força e com Ele estou sempre superando os meus limites.


Trecho do livro "Inimigo Oculto- Foco, Força e Fé"