Poemas Góticos de Amor
Há algo fascinante que quebra o silencio e ao mesmo tempo traz paz interior.
E uma mistura de bem estar com sossego .
É um estar se preso por algo que da muito prazer.
Algo assim é uma dádiva do criador Deus.
tentei ouvir seu silencio
senti tantas coisas com suas imagens
me vi em cada instante até quando te conheci,
tudo parecia um sonho,
então mergulhei profundo e vi que sofria
com a humanidade daqueles que se dizem humanos,
tão pouco compreendo sua linguagem,
mais se expõem por simples relação visual...
sendo até uma nova patologia
sem mesmo um a relação
apenas um momento final feliz dizem
moralmente repugnantemente,
sua alma imaculada atravessa tudo
e toca meu coração perdido em trevas.
tento sentir um ponto de luz apenas sinto a escuridão.
O silêncio machuca. Corrompe a alma de insegurança e incredulidade.
O silêncio chateia, porque quando mais precisamos de uma resposta, Deus se cala.
Mas é no silêncio que Ele trabalha é no deserto que ele faz brotar rios de águas cristalinas para saciar a sua sede e te dar a vitória.
As febres loucas e breves que mancham de silêncio o cais me levam até você.
De um jeito tão estranho! Que eu já não consigo mais ver como as coisas estão, no ermo do meu coração, onde mora o seu amor onde habita a solidão.
Você me diz que o bom da vida é ser feliz e nada mais e eu lhe digo que: "De todo o meu tudo queria apenas um pouco do seu amor, prá ser feliz e nada mais".
Busque o amor nova face, novo engenho, para assim melhor viver, juntos, sempre eu e você.
Escuridão
"No silêncio da noite...
Que encontro o meu tormento,
onde sentimentos confusos vem a tona,
relembrando o passado.
São lembranças que no silêncio da noite
tiram o sossego de meu coração.
Onde o passado fala comigo, e o presente me cobra a ausência de alguém.
A noite é perturbadora...
inquieto meu coração queima em querer emoções passadas.
Ouço a voz do passado me chamando,
fecho os olhos e deixo a escuridão noturna me guiar.
Atravesso as portas da minha imaginação me encontrando com você.
Mas é tudo tão triste quando minha alma percebe que só assim posso tê-lo.
Onde o presente quer viver do passado,
pois o destino nos negou um futuro.
O silêncio da noite acorda tantos barulhos guardados dentro de nós, são ruídos estranhos que só se manifestam com a escuridão."
(Roseane Rodrigues)
Silêncio que fala silêncio que grita
Silêncio que acalma silêncio que agita
Silêncio que cala silêncio que intriga.
O que queres dizer quando nada diz?
Quitério
A noite fria tirou-me o sono
aprisionou-me no quarto
estou às escuras
e o silêncio me causa enfado
Sussurro o nome de Quitério
Quitério! Quitério!
Ouço um ronronar indolente
a passos manhosos ele se abeira
silencioso, desperto, matreiro
sua noite também é monótona
Sussurro o nome de Quitério
Quitério! Quitério!
Quitério salta para os meus abraços
parece um tufo de algodão
trocamos carícias fadigados
e nos aquecemos de amor
Meu gato Quitério
tem o olhar de um fadista
Domingo de inverno
A chama do candeeiro guarda silêncio
enquanto os ponteiros do relógio
musicam as horas tardias
As noites dominicais
são sempre monótonas
O cortinado encandeia o clarão da lua
e matiza de cores sombrias
as velhas paredes do quarto
As noites invernosas
são sempre enfadonhas
Apanho um bloco de rascunhos
preenchido de frases mortas
e rabiscos sem sentido
A poesia nem sempre
surge na forma de versos
Confortado num velho cobertor de lã
versejo em pensamentos
sentimentos de tristeza
Os domingos de inverno
sempre inspiram melancolia
Em algumas situações
eu me calo.
Prefiro meu silêncio
a discutir
com a ignorância.
Se for para usar a palavra
como flecha,
melhor recolher o arco.
18/09/2015
O verdadeiro sentido do Natal!
Silêncio! O Natal está chegando...
Não, o Natal vendido nas propagandas
Mas, o Natal do amor, do aconchego e da paz
Já podemos ouvi-lo no cantarolar das casas
E vê-lo nas luzes que enfeitam as cidades
Podemos senti-lo na graça do abraço
E no sabor de uma mesa farta pela alegria dos “presentes”
“Presente” que se esconde no encontro
Este é o “presente” que devemos apreciar e nutrir com todo amor e cuidado, pois nele encontra-se a presença de Deus.
As Estrelas
À noite não durmo,
os segredos da escuridão me fascina
Adoro esse silêncio!
Às vezes posso ouvir as batidas do meu coração,
Eu penso no meu amor,
Refém nas estrelas
Às vezes clamo aos céus,
E posso ver o seu sorriso,
De diamantes,
Desenhados pelas estrelas
Como piedade da minha dor,
A recompensa da ausência,
Do gosto bom do beijo após o café
Ainda posso sentir o toque suave de suas mãos frias,
E as noites passam longas,
Ansiosamente espero o seu sorriso nas estrelas
não digo
só sinto
só penso
só observo
só silencio
só percebo
só concluo
só memorizo
só sensibilizo
só emociono
só choro
só intuo
só suspiro
só pareço
só floresço
só fecho os olhos
só adormeço
só admiro
só aceito
somente só!!!
A saudade diz em silêncio o quanto amamos alguém que se foi antes de nós. Olho uma fotografia e sua imagem continua lá, repleta do seu sorriso, do seu abraço, da sua alegria e do seu amor. Saber que estivemos juntos e falamos, ouvimos, sorrimos, choramos, aprendemos cada dia de vida, são momentos que não saem da memória. Quando eu fecho os olhos, você continua lá, esperando para me receber na porta das minhas lembranças. Neste lugar, não sei onde, não existe tempo nem espaço definido, existe somente minha vontade de estar com sua presença outra vez. Além do horizonte perceptível, em cada amanhecer da existência, a saudade diz em silêncio o quanto amamos alguém que se foi antes de nós. Hoje, eu estou neste lugar...
🎈 “A maior riqueza no silêncio é a oração
dos mais sábios.
Os tolos gritam, festejam
para que o mundo saiba ... 🎉🎊
Entre o silênciar e magoar,
Magoe, mais não iluda-se com o silêncio que está fazendo sofrer o teu coração
Por medo de magoar.
Falar de silêncio é algo muito importante — e, ao mesmo tempo, difícil.
Toda vez que eu paro pra falar de silêncio, eu vejo o abismo que eu sou.
E toda vez que o vejo, percebo que vou me salvando através dele.
Quantas vezes a gente questiona o outro sem ter empatia pelo que ele vive — e, às vezes, nem é uma escolha.
Faltam três meses pro ano acabar, e eu já começo a sentir saudade.
O silêncio me faz respirar.
Ao mesmo tempo que ele me cansa, ele também me desafia.
Às vezes, ele atravessa a gente — de um jeito que nem dá pra explicar.
Engraçado como, a cada dia que passa, surge uma nova sensação sobre o meu trabalho.
Hoje foi um dia triste, e tive a certeza de que o meu trabalho leva um pouco das minhas tristezas com ele.
Ainda assim, eu agradeço muito.
Vou sentir falta quando acabar.
E toda vez que eu digo isso, penso: que clichê!
Mas, na verdade, quando a gente se despede de um trabalho — de um ciclo, né? — a gente se despede de muita coisa dentro da gente também.
Às vezes, me pergunto: o que as pessoas sentem quando leem meus textos?
O que está chegando delas até mim?
Será que elas sentem essa avalanche de emoções que a gente sente ao escrever?
Ou será que não sentem nada?
Será que a falta é minha?
Ou será que elas só não querem entrar em contato com as coisas que doem?
Mas aí, de repente, a gente recebe o gesto de alguém que poderia julgar quem sofre — e não julga.
A pessoa encosta a mão em você e diz:
“Posso te fazer um elogio? Muito obrigado. Eu me vejo em você.”
E, na verdade, quem agradece sou eu. Porque é a escrita que me faz ficar viva. Enquanto eu tiver oportunidade, eu vou escrever o melhor que eu puder.
Reconexão
Entre o ruído do mundo e o silêncio da alma,
volto a me ouvir.
Há tempos me perdi nas vozes de fora,
nas exigências, nas máscaras,
e esqueci o som da minha própria respiração.
Hoje, fecho os olhos —
não para fugir,
mas para encontrar.
Dentro de mim há um universo calado,
um jardim que esperava pacientemente
a coragem de florescer de novo.
Sinto o coração pulsar
como um tambor antigo,
lembrando-me de quem sou,
do que já fui,
e do que ainda posso ser.
Deixo o passado repousar,
como folhas secas que o vento leva,
e acolho o presente
com mãos firmes e abertas.
Sou o retorno e a partida,
a cicatriz e a cura,
sou luz que se refaz
toda vez que a escuridão me visita.
Hoje, reencontro meu próprio olhar
no espelho da alma.
E enfim entendo:
a paz que procurei no mundo
sempre morou em mim.
Silêncio do Tempo
Às vezes, o tempo passa como um inimigo invisível — leva embora os dias, os sonhos, e me deixa aqui, olhando o reflexo de alguém que não reconheço.
Há um vazio que não dói com gritos, mas com silêncio.
Um vazio que não pede ajuda, só quer entender onde tudo se perdeu.
Mas mesmo nesse vazio, algo resiste.
Um fragmento pequeno, quase apagado, sussurra:
“Ainda há algo em você que quer viver.”
E talvez seja isso o que resta de mim — a vontade de voltar a sentir o mundo,
de reconstruir o que deixei ruir,
de calar o medo e ouvir, enfim, o meu próprio renascimento.
No silêncio da pele, um traço floresceu,
um beija-flor suspenso, leve como um sopro de Deus.
Ele beija a tulipa azul, respira seu perfume,
e no voo delicado, transforma o instante em lume.
Do caule, ele puxa um galhinho sutil,
como se bordasse no ar um gesto infantil.
Mas ali, no céu da alma, a palavra surgiu:
fé, escrita em voo, que jamais se diluiu.
E a vida, que antes era sombra sem cores,
tingiu-se de azul, verde, de novos amores.
Na pele, a tatuagem virou oração,
um desenho eterno, feito do coração...
