Poemas Góticos de Amor
Sinfonia em Silêncio:
Eu poderia dizer que te amo, a frase antiga e leve,
Mas nos meus lábios, hoje, um peso novo se inscreve.
Outrora, a melodia fluiu, singela e sem temor,
Mas teu compasso acende em mim um sentimento maior.
É mergulhar em sono denso, onde a alma se abandona,
E o coração, enfim liberto, confessa que a paixão detona.
Um cárcere de afectos rotos, rendido ao teu poder,
O amor, enfim, me alcança fundo, não posso mais correr.
É pegar a estrada aberta, sem pressa e sem destino,
E no horizonte vasto, sentir-me um peregrino
Lavado em luz e cores puras, um éden a alcançar,
Onde cada suspiro teu me ensina a respirar.
É a ânsia de viver a vida em cada instante raro,
Guardar no peito cada segundo, teu sorriso tão claro.
Para então, por breves pausas, o tempo adormecer,
Em cada piscada perdida no momento de te ver.
Meus sentidos te pressentem, um radar delicado,
Em cada célula, a tua aura, um tremor extasiado.
Teu toque acende em meu corpo uma febre voraz,
E a euforia me consome, em um incêndio audaz.
Meu coração, qual rio bravo, em fúria desmedida,
Faz meu sangue ser torrente, por toda a minha vida,
Ao som da tua voz que ecoa, canção que me desarma,
Desfazendo as fortalezas, incendiando minha alma.
Não posso aprisionar em "amo" a vastidão que sinto,
É um oceano sem margens, um universo infinito.
Por isso, em cada gesto, em cada olhar profundo,
Eu te vivo em silêncio, neste amor sem segundo.
Só sei ser assim, em cada fibra do meu ser,
Um poema vivo em teu encontro, eterno amanhecer.
Ilusão
Por anos busquei pelo teu sim
mas ecoou em meus ouvidos o silêncio,
sinônimo do não, do talvez, ou quem sabe algum dia
esperei tua mão bater à porta
do meu coração
sonhei com o teu sorriso largo, alegrando minh'alma
tua boca me pedindo pra ficar
jurando nunca mais deixar teus olhas sumir do meus
mas foi imaginação nas esquinas escuras da ilusão
onde ouvi tuas juras imaginárias, e teu nefasto adeus.
Há tempos contemplo seu tempo
de enigmático silêncio,
sorriso calado, cansado,
mal afinada canção,
acolho-a em meu pensamento,
as vezes ouço sua prece, sua dor,
quando esta voz chegando mansa
se instala em mim fazendo ecos,
murmurando sempre,
porém sem revelar,
se é meu de verdade
esse canto, que me encanta,
em suaves acordes de amor
As vezes, em algumas noites,
um silêncio só meu,
chega impassível, doce e até singelo,
então pensativa e um tanto ausente
como lua nova, envolta em sombras
fujo das auroras solenes,
deslizando,
escondida dentro de mim
A esperança é uma febre que não queima, mas arde em silêncio, uma promessa que nunca foi feita, mas que insistimos em acreditar. É como deitar em um gramado úmido ao entardecer, sentir a terra fria contra as costas e a brisa carregando um cheiro de coisas esquecidas — da infância, talvez, ou de um sonho que nunca aconteceu.
E nesse momento, enquanto o vento invade os pulmões como se quisesse torná-los eternos, você percebe que a paz não é uma conquista, mas uma entrega. É um instante roubado do caos, um suspiro entre a tempestade.
As palavras para descrevê-la, se é que existem, são frágeis como fios de teia ao sol. Elas não dizem, mas insinuam. Porque a paz, quando vem, não se explica: apenas invade. Talvez seja isso que Clarice quis dizer tantas vezes — que há um mundo dentro de nós, maior do que qualquer compreensão. E nesse mundo, a esperança floresce como uma erva daninha teimosa, rachando até o concreto da nossa dureza.
Recomeço a Dois
No silêncio após a última estação,
floresceu um olhar sem pressa,
um sopro novo no coração,
como quem planta e não se esqueça.
Não era pressa, era presença,
nem ilusão, mas intenção.
Um gesto simples, sem defesa,
mas cheio de conexão.
O amor veio como brisa leve,
sem prometer eternidade,
mas com vontade que se atreve
a ser verdade, não metade.
Te vi querer como se soubesse
que o querer precisa cuidar.
E eu, que já duvidei do sim,
quis ficar só pra te olhar.
Havia interesse, sim :nos dias,
nas histórias, no café,
no som da tua alegria,
no jeito que a alma é.
E no teu toque, encontrei resposta.
Reciprocidade: doce abrigo.
Não mais um “talvez” na porta,
mas um “eu fico, se for contigo”.
Entre o Silêncio e o Vento
Nasce a alvorada em olhos cansados,
sonhos que dançam nos céus apagados.
Cada lembrança é um fio de luz,
na teia do tempo que o destino conduz.
As palavras que o mundo calou,
guardam segredos que o peito escutou.
No eco dos passos, a alma se vê,
procurando um porquê sem saber o porquê.
O vento sussurra verdades antigas,
em línguas que choram feridas amigas.
E mesmo que o mundo insista em cair,
há um fogo em silêncio querendo insistir.
Pois há beleza no que se despede,
na flor que resiste, na folha que cede.
E o amor, esse instante que vive e desfaz,
é um sopro eterno que nunca se faz.
**“Conquista é semente que nasce do sonho,
regada em silêncio por quem não desiste.
É flor que desabrocha onde o medo se impõe,
é luz que persiste, mesmo quando tudo insiste.
É o passo trêmulo rumo ao incerto,
a alma em chama, o coração desperto.
É o voo que rasga o céu da incerteza,
com asas de fé e vestes de beleza.
Conquistar não é ter, é florescer,
é crescer na dor, é se reconhecer.
É saber que no fim da longa estrada,
a maior vitória é a alma alada.”**
“Quando Deus Age no Silêncio”
Quando tudo em volta parece parado,
quando as portas se fecham,
e o céu parece calado…
não pense que Deus te esqueceu.
Ele só está agindo de um jeito que você ainda não vê.
A fé verdadeira não vive de sinais,
vive de confiança.
É acreditar mesmo quando os olhos não enxergam,
é seguir mesmo sem entender o caminho.
Deus não abandona os Seus.
Ele trabalha no secreto,
lapida no processo,
e honra no tempo certo.
A dor que hoje pesa no peito
vai se transformar em testemunho.
As noites sem dormir?
Vão virar resposta.
Cada lágrima sua foi colhida,
cada oração foi ouvida,
cada desabafo que só Ele escutou —
já está em movimento no céu.
Não é o fim.
É só uma curva no caminho que Ele traçou.
E mesmo que o plano tenha saído do seu controle,
nunca saiu das mãos de Deus.
Então respira com fé.
Descansa no cuidado Dele.
Porque no tempo certo,
Deus faz do impossível…
milagre.
Xeque-Mate
No tabuleiro frio da vida,
cada passo é planejado,
o silêncio é minha armadura,
meu esforço, meu legado.
Enquanto zombam dos meus planos,
em gargalhadas vazias,
eu sigo firme, sem alarde,
plantando noites e dias.
Não preciso de trombetas,
nem de olhos a me ver,
pois quem brilha antes da hora,
costuma escurecer.
E então, no momento certo,
sem temor, sem falsidade,
a peça branca avança o campo…
E grita: XEQUE-MATE!
O rei negro cai em ruína,
num estalo de explosão,
é o fim de quem subestima
o poder da preparação.
Trabalhei calado e firme,
sem vanglória, sem alarde.
Vitória não se anuncia —
se conquista com vontade.
Entre o Concreto e o Silêncio
No muro, o grito da tinta —
um protesto congelado no tempo.
No peito, a couraça da guerra,
no olhar, um mundo sem alento.
Ele não fala.
Mas carrega nos ombros
o peso de mil batalhas caladas,
de promessas feitas à sombra,
de vidas jamais devolvidas.
Em meio ao caos grafitado,
é estátua viva, sentinela,
homem e máquina fundidos
em nome de uma paz ausente.
Não há glória em seus olhos,
apenas dever e memória.
Cada passo no concreto rachado
é um pacto com a história.
Mas quem ousa julgar o guerreiro,
se não caminhou por seu chão?
Ele é o silêncio armado do mundo,
um poema de pólvora e solidão.
“O Guardião da Lua”
Sob folhas de sangue e silêncio encantado,
Ergue-se o guerreiro de olhar velado.
A lâmina rubra dorme em sua mão,
Mas seu espírito vibra como um trovão.
Vestes escuras, sombras no chão,
Carrega no peito a sua missão.
Entre pétalas soltas ao vento lunar,
Ele aguarda o momento de se revelar.
O céu é um véu de nuvens e lua,
A noite é um campo onde a alma flutua.
Montanhas vermelhas, memórias em brasa,
Ecoam os passos de quem nunca atrasa.
Não há grito, nem glória, nem dor,
Somente o silêncio — seu fiel mentor.
Pois o caminho do sábio, ainda que frio,
É forjado em honra, é moldado no vazio.
Carta Poética do Pai
Sussurros no silêncio da alma cansada,
Uma voz suave, na noite, foi despertada.
"Diferenças são traços, não há erro em ser quem és,
Minha obra favorita és tu, como jamais serás."
Não corras, oh, alma, atrás de sombras vazias,
Pois em tuas cores, reside a poesia.
Teu ser é uma tela, um quadro sem igual,
A beleza está em ti, és uma pérola real.
A vida é uma jornada, aventuras a seguir,
Mas tua saúde, querido(a), é o que há de porvir.
Cuida de ti mesmo(a), para a estrada percorrer,
Comigo, tua vida, juntos, iremos tecer.
Prometo-te horizontes, prometo-te o céu,
Em tuas diferenças, o verdadeiro papel.
Então, aceita quem és, és perfeito(a) assim,
Minha criação única, um ser sem fim.
Nossos dias à frente são um convite a sonhar,
Em tuas cores, teus traços, haverá o brilho a brilhar.
Aceita-te, ama-te, e verás com clareza,
Que a vida é bela, na diversidade, na pureza.
Hoje eu diria que choveu em minha alegria
Minhas ideias nubladas, meu silêncio cinzento
Vejo em poças de lama meus sonhos
E em gotas de chuva meus sentimentos.
#AS. #BORBOLETAS
O silêncio abre as mãos em meu jardim… Entorna rosas…madressilvas...
Maravilhas de muitas cores...
E perfume de jasmins...
Um coração ardente palpitando…
Vive com as gotas dessa essência divina...
Me fazem companhia as borboletas...
Ao sabor da brisa, tais quais pequenas bailarinas...
Eu acredito nos encontros...
Eu acredito na pureza...
No renascimento, no amor...
Na vida e na singeleza...
Anseio liberdade, beleza e amor...
De ir, vir e sentir...
Que um único segundo tenha valor...
Sandro Paschoal Nogueira
"" Escuta teu silêncio
Se não puder retrucá-lo
Aceita
É melhor que gritar a esmo
E ser o louco de si mesmo
Na busca de algo que já se foi...""
""Quando a saudade apertar
Rompa do silêncio o laço
Num longo abraço
Deixe que eu encaixo em seu coração
Se os olhos pedirem pra ver
No entardecer
Chegarei com flores
Assim será nossa paixão
A noite, amor sem fim
Vinho nos lábios
Perfume carmim
pra amanhecermos repletos de nós...""
Tem horas que só o silêncio é acolhedor
só ele sabe, só ele grita
tem horas que aquietar é pedir socorro
ajuda que não vem
pois silêncio é agonia
daquilo que não se tem...
