Poemas Góticos de Amor
Morte Científica
Ó ciência, que te apoderaste de mim,
Deixaste-me em um estado de desespero,
Minha alma se desfaz, sem um fim,
E meu corpo já não é mais um mistério.
Com a razão, eu busquei o conhecimento,
Mas, ao explorar o desconhecido,
Encontrei a morte, sem nenhum alento,
Ela se tornou o meu único sentido.
A ciência, que prometia o progresso,
Agora me entrega apenas a solidão,
E eu me torno um objeto de experimento,
Uma cobaia para a tua ambição.
Ó ciência, que me trouxeste até aqui,
Deixaste-me sem vida, sem razão de existir.
O que a vida te reserva!
Alegrias, tristezas, perdas, conquistas, calma, raiva, resiliência, amor...
A vida nos reserva sentimentos, não importa em qual idade ou situação, sempre sentiremos um desses sentimentos, é o que nos torna seres humanos.
A escolha do que sentir, essa escolha sim é nossa. Então se permita sentir tudo isso e muito mais...
Aprecie cada instante, o que será entregue ao se permitir sentir, será muito mais valioso e te ajudará a continuar vivendo.
Sinta com intensidade, viva com intensidade. O amanhã pertence a Deus, apenas se permita ser você mesmo HOJE.
Mesmo se você pode conseguir vitória sobre centenas de situações de vida e morte, ainda sim necessita de mais determinação antes que possa obter a vitória eterna que Deus tem buscado.
Livro: A vontade de Deus e o mundo.
A vida traz o inesperado
- Gol olímpico –
Luas aluadas
Sombras que amanhecem
O rio sobe a montanha
em andaimes a espiá-la
e desliza em lágrimas
Vive e cultiva a flor
- Da pele -
Espinha e sente
o odor
da dor que dói
silenciosa
Acena ao divino
num flash de fé
Adormece leve
escutando o coração
Em paz…
Não há culpa
O tempo erra
e a vida segue
O que choramos
não é a morte,
talvez a dor
Jeito de não ser;
Águas
sem rio,
Humanos sem brios.
Hoje, é um dia tão triste
Meu samba toca mudo
De partir o coração,
Veio a chuva forte
E derrubou o barracão,
Dona Teresa e os moradores daquela favela
Encontram-se debaixo dessa lama
Entre os escombros que a água levou,
Fui até o local encontrar o meu amor
Mas, só encontrei...
Lamento e dor,
Mais tarde veio o senhor delegado
Me avisar
Para ir no hospital
Fui trêmulo, mal pôdia caminhar,
Entre os corredores avistei
Coberto com lençol fino branco
Tomei coragem e olhei,
Era Rosinha, minha querida
Segurando em suas mãos
As cartas que lhe dei,
🎶 Chorei, chorei demais
A maloca onde eu cresci
Já não existe mais
Chorei, chorei demais
Rosinha, meu grande amor
Foi morar junto do Pai. 🎶
Vai Rosinha, vai com Deus,
Não se preocupe
Que daqui vou vivendo
E de saudades vou morrendo
Até estar novamente, junto de ti.
Deixei de ver o passado
Faltam-me olhos compridos
E na divisa
sentei-me à sombra
e a encolhi até meus pés
Risquei o chão
de limites
Asas me voam
Sigo o caminho
Sou feito de corações.
A Natureza é tristeza em flor,
É a alma viva em seu tormento,
O sol se põe e a dor não tem fim,
A beleza é um fardo que carregamos.
As árvores são testemunhas mudas
Do sofrimento que nos assola,
O canto dos pássaros nos lembra
Que o destino é incerto e doloroso.
A Natureza é a mais bela expressão
Da nossa própria tristeza,
E ao contemplá-la, somos transportados
Para um abismo de melancolia.
Mas mesmo nesse abismo, há beleza,
Uma luz que ilumina a escuridão,
E é nessa luz que encontramos esperança,
E força para continuar a caminhar.
Natureza, ambivalência e tristeza,
Unidos em um só lugar.
O meio ambiente, a natureza em beleza,
Mas também em dor a lamentar.
As árvores, tão altas e majestosas,
Mas também cortadas sem razão.
Os rios, com suas águas cristalinos,
Mas também poluídos em vão.
A natureza em sua ambivalência,
Nos faz sentir tristeza e compaixão.
Porque somos nós que, em nossa imprudência,
Causamos sua destruição.
A terra é nossa casa e nosso lar,
Mas também é nossa responsabilidade.
Cuidemos dela com amor e devoção,
Para que a natureza possa ter sua continuidade.
Pois a tristeza que sentimos agora,
Pode ser transformada em alegria e esperança.
Se cuidarmos da natureza com amor,
Teremos um futuro de paz e bonança.
O Velho homem retornou a sombra
na mesma sombra que viu crescer, as sementes que germinou
Desconheceu os traços e as formas abstratas dos seres
que um dia amou, naquele quintal de flores e tentou de alguma forma
conectar os traços familiares, separados pelo tempo e notou, que o menino, não reconheceu mais a pátria, a mais velha das irmãs, incompreendida de aflições, da colheita da vida, a outra, ainda encontrou-se no desvio de conduta, a revolta acompanhou a menina órfã, houve-se por falta de compaixão a rejeição, aos quinze anos, o lar não foi mais capaz de ser o seu refúgio, mas agora a menina, tornou-se moça, mãe, se casou e foi suprimida pelo amor de suas filhas e filhos e está a refletir suas ações
O menino tornou-se, moço, de uma língua estrangeira e não compreendeu as ações dos homens capitalistas. O velho homem riu, pareceu, que se reencontrou com a sua juventude de pensamentos.
Depois o velho homem subiu a rua, por um instante, no velho lugar, onde depositou, suas reflexões ao pôr do sol, na velha praça esperança do seu sonho, que nunca concretizou!
Então, o velho homem despediu-se, seguiu com a caravana, que lhe acompanhou e retornou para pátria celestial.
O fogo, esse elemento que traz vida e morte, cria e destrói, é um símbolo da natureza e do próprio ser humano. Tanto Clarice Lispector quanto Fernando Pessoa enxergavam no fogo uma metáfora para a vida, e suas diferentes facetas.
Mas hoje, em tempos de incêndios florestais, a relação com o fogo se torna mais complexa e trágica. O Brasil, em especial, tem sofrido com a destruição de seus biomas, como o Cerrado, pela ação do homem. Incêndios criminosos são cada vez mais frequentes, e as consequências são devastadoras: perda de biodiversidade, deslocamento de animais, destruição de ecossistemas inteiros e impactos na qualidade do ar e da água.
Nesse contexto, a preservação do meio ambiente se torna ainda mais urgente. E é nessa preservação que Clarice e Pessoa encontram uma conexão entre o fogo, a natureza e a vida. Para ambos, a natureza é algo sagrado, e sua preservação é essencial para a sobrevivência do planeta e de todos os seres vivos que o habitam.
Brasília, cidade onde Clarice viveu por muitos anos, é um exemplo de como o fogo pode ser utilizado de forma consciente e benéfica. Na capital brasileira, a queima controlada do Cerrado é uma prática antiga e necessária, que ajuda a manter a biodiversidade e a fertilidade do solo.
Mas quando o fogo se torna sinônimo de destruição e irresponsabilidade, é preciso tomar medidas urgentes para proteger o meio ambiente. E isso só será possível com a conscientização da população, com a implementação de políticas públicas eficientes e com o engajamento de todos na preservação do nosso planeta.
Afinal, como bem disse Clarice Lispector: "Tudo é importante. Até o fogo que só serve para destruir pode ter o seu lado positivo". Cabe a nós encontrarmos esse lado positivo e utilizarmos o fogo de forma consciente e responsável, em benefício do meio ambiente e da vida como um todo.
existe uma terra
onde céus nenhuma região nublada conhece;
onde eles não conhecem as tristezas do tempo
e nenhuma sombra cai para arruinar a vista
aquela terra que ninguém nunca conheceu
nem dor, nem doença, nem angústia
lá, a morte, o último inimigo, é morto
ali aqueles que se encontram não se separarão mais.
Esperança, a luz que clareia,
Os dias cinzentos e tristes,
E nos faz olhar para a sereia,
Que nos mostra o mar, o horizonte e seus mistérios.
Cecília Meireles, com sua poesia,
Nos lembra da beleza do céu azul,
Que nos traz a paz, a harmonia,
E nos enche de esperança e luz.
Pois quando a tempestade passar,
E o céu voltar a ficar azul,
A esperança nos fará sonhar,
E a vida será mais bela e plena afinal.
E assim, seguimos em frente,
Com a esperança a nos guiar,
Pois o céu azul nos mostra a beleza,
E nos leva a um futuro melhor a desejar.
Que a esperança seja sempre presente,
Em nossos corações a nos guiar,
E que o céu azul seja nosso horizonte,
Para que possamos continuar a sonhar.
A tristeza é um sentimento recíproco!
E naturalmente eu me conforto com ela,
Toda vez que me deparo com ela, ela me dá um abraço e me diz que sou humano também.
ADEUS, TRISTEZA
“Cabeça erguida”,
“Bola para a frente”.
Atitude na vida,
Um lutar persistente.
Quem de tristeza
Se consome,
Pouco a pouco some.
Se um dia estiver triste lembre-se estarei sempre aqui para amparar sua tristeza...
Estarei sempre aqui para te dar uma palavra de incentivo
Estarei sempre aqui para ouvir o que tens a dizer
Lembre-se ter alguém para te ouvir
É algo raro nesse mundo..
Me importo com você...
LUTO
Hoje não ouvi os cânticos dos pássaros
nem vi o brilho do sol
os risos se tornaram triste
enquanto o pranto descia pelo rosto.
Sofre silenciosamente o meu
coração em luto
porque você "morreu"
(mesmo estando ainda em vida.)
A seca tira da mesa
o que o chão tem pra ofertar
quem parte leva a tristeza
e a saudade desse lugar
mesmo que faça riqueza
no peito crava a certeza
que um dia tem que voltar.
