Poemas Góticos de Amor
Cansado e triste, o coração se retrai,
As lágrimas caem, o mundo não sorri.
Na noite escura, um suspiro ecoa no ar,
A busca por consolo parece não encontrar.
Mas no horizonte da vida, a esperança se revela,
Mesmo na tristeza, uma luz que nos apela.
Com força, seguimos além da escuridão,
Transformando dor em força, com determinação.
Ás vezes bate a tristeza,
Ela me olha e vem se apresentar,
No sussurro de um momento,
Ela começa a me tocar,
Sorrateira vem contando,
Em versos e prosas seu pesar,
Trilhando essa história vem o tempo,
Bate na porta para me recordar,
Quão difícil são as escolhas,
Preço há de lhe cobrar,
Fecho os olhos e respiro,
Sinto a dor me acariciar,
Relaxo e me permito,
Sabendo que a vida seguirá....
Você quebrou meu coração em sete partes, sem piedade,
Tristeza profunda, na escuridão da nossa verdade.
Na primeira, o adeus que doeu como punhal no peito,
A segunda, solidão e lágrimas em constante efeito.
Na terceira, os momentos felizes que já não existem,
A quarta, são os risos, como lembranças que persistem.
Mas quem sabe, um dia, a tristeza possa se desfazer,
E essas sete partes partidas, um novo amor venham a tecer.
John Coffey
Nas celas frias, John Coffey sofria,
Injustiça pesada, sua alma feria.
Cruel morte o levou, sem piedade ou guia.
Seu dom divino, curar sem medida,
Mas o mundo cego, não via sua vida.
Triste injustiça, sua história perdida.
John Coffey, eterno na memória,
Sua morte injusta, clama por vitória.
Que a justiça prevaleça na história.
É fantástico ser poeta.
Ser poeta é como ser um pintor que pinta sua tristeza com cores alegres.
Assim foi Vincent van Gogh, não sei se mais pintor ou mais poeta, suas obras são poemas recitados em silêncio.
Feminicídio, triste realidade a enfrentar,
Vidas ceifadas, um grito de dor a ecoar.
Mulheres que perdem suas vidas por serem quem são,
Um crime brutal que não podemos ignorar.
Gritos silenciados pela violência sem razão,
Injustiça que nos fere, aperta o coração.
Mulheres merecem respeito e igualdade,
Um mundo seguro, sem medo ou crueldade.
É hora de unir forças e lutar sem cessar,
Contra o feminicídio, é preciso se levantar.
Dar voz às vítimas, buscar justiça e mudança,
Para que nenhuma mulher seja vítima dessa matança.
Não deixemos que o feminicídio seja uma estatística fria,
Unidos, vamos construir um mundo onde todas sejam livres e felizes, todo dia.
violência doméstica
Desde a pré-história até os dias de hoje,
A violência doméstica, triste tormento que ecoa.
Mulheres silenciadas, vítimas de agressão,
Um ciclo de dor que precisa ser quebrado, sem hesitação.
Nas cavernas antigas, já se via o poder desmedido,
Oprimindo a mulher, subjugando seu sentido.
No passado distante, nas sombras da história,
A violência enraizada, uma triste trajetória.
Ao longo dos séculos, a luta foi se erguendo,
Mulheres corajosas se unindo e se defendendo.
Movimentos surgiram, vozes foram ouvidas,
Denunciando a agressão, rompendo as feridas.
Mas ainda hoje, a violência persiste,
Lares se tornam campos de batalha triste.
É preciso educar, conscientizar e proteger,
Para que lares sejam refúgios onde se possa viver.
Quebrar o ciclo da agressão é nossa missão,
Dar apoio às vítimas, oferecer proteção.
Juntos, homens e mulheres, construamos um futuro,
Onde a violência doméstica seja apenas um capítulo obscuro.
"Nas nossas memórias, nossas histórias
Nas nossas histórias, alegria pa caramba, tristeza pa caramba
Mas mesmo assim é bom pa caramba
Pq nossas histórias são histórias que eu e vc vivemos juntos
Se tem vc, é bom pa caramba"
O canto triste do sabiá, cativo segue a cantar.
Em quanto muitos se alegram com seu canto, ele lamenta o seu pesar.
Tem comida e água fresca, frutas para aguçar, mas quem pode calar, àquele que sabe cantar.
Vem o silêncio da noite, silenciar o seu cantar, mas na espera de um novo dia, ele começa a cantar.
Liberdade...liberdade!
Hoje eu quero poder voar.
Poesia de Islene Souza
No labirinto de Dédalo, obscuro e vasto,
Onde sombras dançam, um destino gasto,
Um intricado enigma, um desafio aterrador,
Nenhum ousaria entrar, seja herói ou explorador.
Suas paredes sinuosas, como serpentes entrelaçadas,
Um labirinto infindável, cercado de ossadas,
Emaranhado de caminhos, onde todos se oponham,
Onde os passos ecoam, e as almas se acanham.
O engenho de Dédalo, um feito sem igual,
Criado para aprisionar o Minotauro bestial,
Mas também uma provação para Teseu, o corajoso,
Em sua busca por triunfar sobre o monstro impetuoso.
Oh, labirinto de Dédalo, mistério e maravilha,
Nas profundezas escuras, o herói enfrenta a trilha,
Onde cada esquina guarda um segredo solitário,
Em busca de um rumo, como uma carta sem destinatário.
Mas, finalmente, a astúcia e a coragem prevalecem,
E o labirinto é desvendado, os caminhos agora conhecem,
Dédalo e Ícaro, em suas formas aladas, saem pela entrada,
Deixando para trás a história do labirinto, eternamente lembrada.
Jirasou
Hoje cedo acordei triste, pela manhã perdido,
Saí sem rumo e sem direção, aturdido,
A aurora e o sol me levaram até seu girassol,
Assim como girassol é guiado pelo sol,
Seu girassol me indicou o caminho, a direção,
a luz reluzente que traz de volta até mimcê.
Ontem vi
Que ela tem olhos tristes.
Os mesmos olhos que sempre
Me percorriam atentamente,
São olhos tristes, certamente.
Olhos de quem procuram
Sentido e cura.
Já a vi olhar pro horizonte
Algumas vezes...
E ali tinha um pouco de pesar.
Dores, traumas e coisas
Que ela não consegue expressar.
Quando ela me olha assim,
Sinto meu coração ficar pequeno.
Queria poder aplacar tudo que
Lhe machuca
E curar sua alma sofrida.
Se a gente pudesse mudar o passado
Que nos assombra
Faria o coração doer menos.
Hoje percebi,
Que ao vê-la sofrer,
Sinto um vazio por dentro...
Morro e revivo no mesmo sentimento.
Eu, que geralmente tenho resposta pra tudo
Nesse momento,
Me sinto impotente, inexperiente...
O frescor dos ares é vê-la sorrir verdadeiramente...
O contrário, vira brisa fria que congela o corpo
E o interior veementemente...
Hoje, a vi chorar
E meu mundo virou tempestade,
Inverno congelante,
Dos céus a terra e ao (a) mar.
Inverno, Agosto de 2023.
Depressão
Essa perda, ausência de algo lá na infância
Essa tristeza intensa, levaria vários dias sem alimentar
Sem vontade para nada
Jogado na cama no chão na imensa lágrimas e dor
De tanto dias sem alimentar, chegou ao extremo
Não tinha forças para levanta do chão
Foi internado nas esperanças de dias melhores.
Procurou ajuda e buscou solidez.
QUANDO…
Acreditei ser poeta
Eu estava numa tristeza
De repente a Lua apareceu
Me encantei com a sua grandeza.
Me fiz poeta da Lua
Esvaziei meus pensamentos
Espalhei versos simples
Pelos recantos da rua.
Fiz parceria com a inspiração
Fui amante, fui amada
Compartilhei meus sentimentos
Arranquei vozes do meu coração.
Eliminei todos os meus problemas
Então, acreditei ser poeta
Bordando minhas verdades
Nos traços dos meus poemas.
Autoria- Irá Rodrigues
"Hoje me sinto só,mais ja me senti acompanhado até demais
Hoje me sinto triste,pois minha felicidade ficou para trás
Essa e a dor,de quem vive preso ao passado
De quem perdeu o rumo da vida,e que esqueceu como e ser amado...."
~myh fernandes
Rua
Rua escura, sem saída
Sombras se movem na sarjeta
Um grito ecoa na noite
Um corpo é arrastado
Rua fria, sem alma
O vento sussurra segredos
Um choro é ouvido ao longe
Um espírito vaga
Rua perigosa, sem vida
O crime impera na esquina
Um assassinato é cometido
Um cadáver é jogado
Rua macabra, sem esperança
A morte é o único destino
Um funeral é realizado
Um caixão é fechado
Rua tenebrosa, sem futuro
O medo é o único sentimento
Um pesadelo se torna realidade
Um terror sem fim
Lamento do oficial por seu cavalo morto
Nós merecemos a morte,
porque somos humanos
e a guerra é feita pelas nossas mãos,
pela nossa cabeça embrulhada em séculos de sombra,
por nosso sangue estranho e instável, pelas ordens
que trazemos por dentro, e ficam sem explicação.
Criamos o fogo, a velocidade, a nova alquimia,
os cálculos do gesto,
embora sabendo que somos irmãos.
Temos até os átomos por cúmplices, e que pecados
de ciência, pelo mar, pelas nuvens, nos astros!
Que delírio sem Deus, nossa imaginação!
E aqui morreste! Oh, tua morte é a minha, que, enganada,
recebes. Não te queixas. Não pensas. Não sabes. Indigno,
ver parar, pelo meu, teu inofensivo coração.
Animal encantado – melhor que nós todos! – que tinhas
tu com este mundo dos homens?
Aprendias a vida, plácida e pura, e entrelaçada
em carne e sonho, que os teus olhos decifravam…
Rei das planícies verdes, com rios trêmulos de relinchos…
Como vieste morrer por um que mata seus irmãos!
Nao me mate , pois estou vivo(a)!
Triste daqueles que possui boca para abençoa , e amaldiçoa...
A graça na vida por mais difícil que seja até é dócil para alguns , pois parte muito do que você faz com cada situação , mesmo sentindo que tudo vai desaparecer , lembre-se que você é ponte de luz! Permaneça com sua luz sempre acesa , é uma das particularidades de cada um , não permita-se apagar ao ponto de ficar no escuro.
A o aprendizado e logo a uma compreensão que não se altera apenas respeita.
Sabe só você decide o que fazer ou não com elas mesmo em tempo de divergência não seja mal-dito , dito cujo esse , que não se reconhece em si mesmo e amaldiçoa tudo e a todos. Mas tem muitos benditos que até no sorrir cura quem vem cantando as aflições da alma , mesmo em silêncio sua alma canta , o canto (é aye) é casa , vou pra casa tranquilo , pois você me ouviu ; sabe estava em turbulência mas a serenidade me curou! Não seja o não de quem está em busca do sim!
A MORTE CHEGOU DE BRANCO
A morte chegou de branco
mas quem a viu não fui eu.
Foi a moça do barranco
que mal a viu se escondeu.
Chegou de branco trazendo
um sopro de terras santas
de rosas castas e rios
onde em claros arrepios
se deita o sonho gemendo...
Chegou de verdes colinas
de longínquos povoados
e tinha toda a pureza
da risada das meninas
das águas virgens das plantas
dos campos mal-assombrados.
Chegou de branco! De branco...
De branco como o silêncio
como as núpcias de branco
como o primeiro suspiro
da moça que no barranco
só por vê-la se escondeu.
A morte chegou de branco
mas quem a viu não fui eu.
Hoje, sinto como se a escuridão estivesse envolvendo minha alma, como uma sombra sufocante. A tristeza pesa, quase consigo senti-la, me levando até o limite, à beira do abismo, quase pronto para deixar tudo para trás, como se o mundo não fizesse a menor diferença.
Mas então, como um raio de luz em meio à escuridão, uma epifania atravessa minha alma. Não sou o único culpado nessa tragédia da vida.
Há uma única vítima no rastro da destruição: meu filho. Seu olhar inocente, sua presença frágil, são um eco de esperança em meio ao caos.
A culpa não será mais minha única companhia. Ela se tornará a força que me impulsiona para continuar. Por ele, permanecerei firme, enfrentando os ventos tempestuosos da existência. E se, por acaso, ele não fizer questão, então, ficarei por mim.
