Poemas Góticos de Amor

Cerca de 265150 poemas Góticos de Amor

⁠Cores suaves e quentes
Se misturam em arrebol
Quando se despede o Sol
Com tristeza e lentamente
Vão se as cores reluzentes
Eis a noite a aparecer
E um mistério então se ver
Lua e estrela namorando
É a natureza mostrando
Como é grande seu Poder

Inserida por LuamHenrique

⁠Mágoas Intimas -

Quando recordo
a mocidade,
vem-me à
lembrança,
aquela triste
criança de
tenra idade
no tempo
da infância!
E recordo o
sonho que me
jazia
numa única
ganância.
Ver-me ao
longe,
bem distante
daquela
infância!
Gritos que
soltei em
desajustes
tão crueis,
coisas que
passaram
em casas
que desabei!
Tantos sonhos,
tanta gente
em mim matei!
Mas matei!!!
Juntei as mãos
e rezei!
Foi assim
que suportei!
Pobre criança!!!
Acreditei!
Senti-me
folha-de-pael,
não-escrito,
em branco,
sem linhas,
proscrito ...
Fui poema
inacabado,
passaro ferido,
morto, desgarrado!
Sem tino nem
destino!
Coração perdido,
sangrado,
rosto escondido,
marcado!
Ser distante,
infeliz,
magoado ...
Fantasma triste,
vindo do passado!
Arcanjo sem
asas, depenado!
Passaro caido,
alado!
Mas houve
um dia
que vooei!
Fui p'ra lá
daquela infância,
daquela mocidade,
e hoje, já não sou
a pobre criança
que outrora
sofreu a dor
daquela idade ...
E essa gente,
Seres tão castos,
ainda mente!
É gente
que ressente
e permanece,
fria e austera,
perto e distante ...
Coitados!!!
Coitados!!!

Inserida por Eliot

⁠Quadra Ausente -

Ausente e triste perdido se ressente!
Assente-se perdido, ausente e triste!
E porque se assente tão ausente?!
Ausente e triste assente-se perdido ...

...........triste ......................
e............................ausente....
.....perdido............................
..................se......ressente......

E não é de ninguém! Infinita solidão ...
Ninguém lhe é ou pertencera!
Só quer Amar! Triste contradição ...

Ninguém o quer! Não há perdão!
Queimou na vela, derreteu na cera,
quadra ausente na cinza do chão!

Inserida por Eliot

⁠20 Anos -

Quando tinha 20 anos, triste-idade,
idade-triste, 20 anos penitentes!
Cardos me feriam, silvas no caminho, olhos crentes,
só eles me amparavam na saudade ...

Tão novo, pejado d'ansiedade.
20 anos - quanto falta p'ra morrer! -
E rezei ... rezei p'ra morte me envolver
no sofrer daquela mocidade ...

Meu corpo, esguio, de setas cravejado,
Coração ferido, pela Vida alvejado,
aos 20 anos, já não tinha Vida nova!

Nem eu sabia o que era Vida
nem ela se me via colorida!
Com 20 anos só me queria ir à cova ...

Inserida por Eliot

Meu amigo, por um leve devaneio de pensamento me peguei pensando na sua morte, ou melhor na sua ausência eterna...

Eu com certeza iria olhar conversar antigas nossas do WhatsApp, iria rir muito com nossas piadas internas, lembraria da sua seriedade com certos assuntos e contemplaria admirado a sua vontade de viver!

Iria no Instagram e veria os memes que trocamos e a provocações políticas, ah sim! E foram muitas, diga-se de passagem rsrs

Quantas conversas marcantes, definidoras, orientadas de amor, de zelo de prudência e de vontade de querer o outro bem.

Poucos homens podem ter a alegria de ter bons amigos, sorte eu tenho de ter você aqui e vivo para desfrutarmos a vida.

E que esqueçam de nós todos os hipócritas mentirosos, escondidos atrás de certezas irrefutáveis, ousarem confrontá-los com a mais a nossa forma irreverente de pensar e refletir a vida.

Meu amigo, que seu brilho seja constante e que, quando lembrarem de você, o recordem de tal forma que digam "Eis um homem que viveu".

Inserida por ZlatanRomanov

⁠Transfiguração -

A morte chegou!
Bateu à porta - entrou -,
e como baralho de cartas
a Vida desmoronou ...
E mil vozes aladas
soaram pelos Céus,
ressoaram pela Vida ...
E abismos se alevantaram
ante os olhos meus!
Minh'Alma sofreu,
tão contida, tão contida! ...
Que o silêncio que páira
sobre a cinza da Infância,
intimo, veloz, me castiga,
me castiga!
Feito de ganância, Ele,
transfigura a minha Voz ...
E eu fico, tão só,
tão só ...

Inserida por Eliot

⁠A Morte,
definitiva e forte
Tão mal compreendida
Por muitos temida
Sendo a vilã da vida
Mas é uma motivação
Até o dia de minha partida...

Oh morte, como és injustiçada
Por aqueles quê têm, suas vidas desperdiçadas...
Me ensina a não te julgar
Ainda quê eu não te entenda
Quando um ente querido, me tirar

Me mostra teus ensinos
Pois tu me revela o tempo
Quê breve irá passar
Pra quê eu não perca tempo
De está, ao lado daqueles
Quê eu amar

Pois a vida é breve, logo tudo irá findar
Como o vento passageiro
Que passa ligeiro, e não mais se achará

Ensina-me te peço, a esse tempo aproveitar,
Aqui devo viver cada momento
Sem medo de amar

Me perdoe por nem sempre
Te compreender
Quando apenas me ensina,
Há esse tempo não perder...

Está ao lado daqueles amamos
Não têm preço ou descrição
É o mais puro desejo
Quê arde no meu coração

Não julgarei a morte
Por não ver a minha sorte
O tempo quê aqui tenho, aproveitarei
Com aqueles quê um dia

Adeus, eu darei!

Inserida por Thiago97Ferreira

⁠Cessaram

Foi cessado o sonho.
Desgastado e muito amargo.
No percurso pereceu.
Triste caminho e enfadonho.

Até parece que está tudo acabado.
Por cada momento fadado.
No que se pareceu.
Uma figueira estéril.
Angústia e dor, o sonho que morreu.

Zombam de minha face.
Pedras colocam em meus caminhos.
Como ave desolada.
Sem asas, sem vôo e sem ninho.

Oh minha alma que grita.
Onde está esperança de uma árvore cortada.
Meu coração sedento pela caminhada.
Oh meu refúgio Santo amado poderoso Altíssimo em Jesus.
Não tenho, nada posso e nada sou diante das muralhas, de tantos gigantes.
A montanha sobremaneira forte.
Construíram barreiras, obstruções de grande porte.
É com poder do amor da cruz que me apego.
Altíssimo, em nome de Jesus me entrego.
Sou essa árvore perseguida pela morte.

Faça dos meus inimigos conhecedor do teu poder.
Que meus perseguidores se rendem as tuas maravilhas.
Mesmo que brasas se acendem.
De maneira que entendem.
És tu Jesus em minha vida que já prevaleceu.
A árvore sem vida, profetizo frutos teus.

Tem dito que a glória da primeira casa é maior que a segunda.
Pelo que aprisionaram, pelo ódio, ganância e inveja moribunda.
Tudo que os gafanhotos ceifaram.
Da raiz, tronco, ramos e frutos.
Da fé pela verdade do poder absoluto.
Receba minhas súplicas de humilhação, oh pai de honra e glória.
Restitui o coração dessa árvore sedenta.
É tua Senhor, toda honra, em minha vida tua maravilhosa vitória.
Giovane Silva Santos
08/10/2022 21:14hs.

Inserida por giovanesilvasantos1

⁠No Altar de Deus -


Disseram-me certa vez:
quando um dia tiveres triste, põe,
no Altar de Deus, se crês,
as tuas aflições ...

É a grande dignidade
que ao Homem assistirá,
única integridade
que sempre o salvará!

E assim é, assim será!
Vem a morte, vem a Vida
e nada o destruirá!

Passa a dor, vem agonia, vai lamento,,
e sua ilusão, coração, Alma perdida,
sempre encontra novo-alento ...

Inserida por Eliot

⁠Psicografia -

Triste, só, aqui, sem ti,
olhar vazio e nada mais,
em que tempo te perdi,
diz-me aonde vais?...
Triste, só, aqui, sem ti,
olhar vazio e nada mais!

Dolência fria em meu corpo,
suplício aceso na saudade,
mar-alto sem ter porto
sem tempo nem idade!
Dolência fria em meu corpo,
suplício aceso na saudade!

Tristeza sem destino,
agonia e quebranto,
foi-se a Vida, vai-se o tino,
fica a Alma neste canto!
Tristeza sem destino,
agonia e quebranto!

Inserida por Eliot

⁠Fui forjado no fogo.

A ponte entre a vida e a morte eu andei.
Fui forjado no fogo.
Dentro de um perverso jogo.
Muito pranto, muita dor, gritei, chorei.

Gemeram meu ossos, no fio da navalha.
Sem rumo, sem sorte.
Com cheiro de morte.
Socorrido pelo quarto homem da fornalha.

No esgoto do pecado.
Caminhos obstruídos, todo fragmentado.
Dentro do esgoto, no fundo do poço.
Um medonho porão, calabouço.
Na amargura fui lançado.

Rejeitado, humilhado e perseguido.
Todo machucado.
Acusado e ferido.
Um enganoso, turbulento jogo.
O perverso inimigo e impiedoso tripudiou.
Eu clamei, supliquei, humilhei me.
O Espírito Santo consolador me achou.
Fui deveras forjado no fogo.

Calunias, zombaria, chacota e difamação.
Como é dolorido a rejeição.
Confuso as artes modernas.
As vozes de tanta confusão.
Atacam ferozmente, confundem a mente.
Implantam canais de perseguição.
Continua a maldade querendo prevalecer.
Com a modernidade, o inferno se materializa com jogo.
Inescrupuloso, acusador que causa o sofrer.
É que meu coração, meu ser.
Foi forjado em um escaldante fogo.

Giovane Silva Santos.
11/10/2022 05:20hs.

Inserida por giovanesilvasantos1

⁠De Mim -

Saio à noite pelas ruas da cidade,
imerso em tristeza, mil horas de solidão!
Ai minha curta mocidade,
já sem orgulho ou ilusão ...

Ausente, alguém me vem à Alma,
e meu triste coração, pensa sempre e sempre em vão,
nesse Amor que grita, clama,
pelas ruas da cidade, pisando folhas pelo chão ...

E o vento chega sem perdão,
deixa sempre um lastro,
gelando o corpo e a solidão ...

Este Outono não tem fim,
já não passa outro Astro,
o que virá a ser de Mim?!...

Inserida por Eliot

⁠D. Amélia de Portugal -

Um manto de tristeza ainda lh’ anoitece
toda a Luz que seus olhos incendeia,
memória dolorosa que guarda e não esquece
no intimo do peito – maré cheia!

Amor de Esposa e de Mãe feito Epopeia!
Estranha Oração em triste-Prece,
ressoando numa Pátria, sangrenta e alheia,
ao culto e à dor que em seu peito resplandece.

E na luta interna que se agita,
no intimo d’uma Pátria que grita:
“morra p´la Republica esse cunho Real”,

esqueceram sentimentos, esqueceram humanidade,
atentaram contra à Vida e activaram a maldade,
pobre D. Amélia, Rainha de Portugal!

Inserida por Eliot

A morte ela é […]
É a amargura de quem sempre foi um doce
É o tempo frio de quem sempre foi quente
E a tristeza de quem sempre foi feliz
E o silêncio de quem muito cantou
É o poema de quem nunca falou
É a paz de quem sempre procurou
E a escuridão de quem sempre foi luz
É o fim de quem já sonhou.

⁠Emoções Diárias -

Pela Estrada caminhamos ...
Tristes ou alegres,
seguros e imberbes
de Esperança nos fazemos!

E onde vamos?! Vamos simplesmente.
Caminhamos e amamos,
ignoramos, ultrapassamos,
construímos e ganhamos!

Mas perdemos também!
Odiamos, perdoamos
- tudo e nada - de onde vem?!

Vem simplesmente ...
E de que vale o que ganhamos
se morremos lentamente?...

Inserida por Eliot

⁠Encontro desencontrado -

Não te via há tantos dias
quando tristes nos cruzámos,
passeando pela rua, noite fria,
nem tampouco nos falámos ...

Ao teu lado, outro Alguém,
acompanhava os passos teus!
E nessa hora, intensa, de desdém,
fixaste sem pudor os olhos meus ...

E abrandámos o passar ...
Em silêncio recordámos o Passado
e partimos sem falar ...

Recordei o meu tormento,
solidão que me deixaste
num falso juramento ...

Inserida por Eliot

⁠Triste Desengano -

O pior Tempo que vivi foi a Juventude ...
Impasses de solidão, expectativas e desejos,
tudo informe, deformado, sem plenitude,
num Tempo de fantasia e ensejo!

Sou mais antigo que o meu corpo ...
Não encaixo nesta Vida, intensa, concebida
além de mim, tão perto e tão longe, morto
numa infância, juventude deprimida!

Sou cadáver exumado, pronto a sepultar,
num chão salgado, sem destino,
p'ra não correr o risco de tornar ...

Alma viva em corpo morto - triste desengano!
Ó Deus é tão triste o meu destino
que o meu destino só pode ser engano ...

Inserida por Eliot

Será que anunciarão a minha morte nos jornais?⁠
Será que a menina de olhos grandes ainda pensa em mim?
Será que ela chorará com saudades que eu deixarei?
Será...

(Diário de um Vegetal)

Inserida por rickrd001

Intima Impotência -

(⁠Diálogo da Personalidade Com a Alma)


O dia triste e pesado amanheceu!
"- Onde foste Ricardo?!" Escutei e tremi ...
Fui ali pedir a Deus
que me deixasse morrer, respondi!

"- E porque vens tão triste,
absorto e solitário?! Vens a tremer!"
Porque Deus me disse
que tenho muito que viver! ...

"- E isso é mau?!"
Não. É triste. Perturbador ...
"- Porquê se és tão novo?!" Não há idade p'ra minha dor!

Para mim, viver é morrer e morrer é viver!
"- Ó Poeta sonhador, aos 20 anos,
tão confuso e sofredor ..."

Inserida por Eliot

⁠Dura Memória -

Estou cansado, triste e infeliz,
fim de dia cansado e triste ...
Diz-me que mal te fiz!
Diz-me porque partiste!

Às vezes penso em matar-me
p'ra matar em mim esta saudade ...
Mas se a matasse, não iria pois lembrar-me,
da única coisa que deixaste!

Hei-de lembrar-me até morrer
das horas doces que passámos,
feitas horas de penar, feitas horas de sofrer ...

Perder - perder - dura memória!
Hei-de viver, e sofrer tanto até morrer,
numa dor austera, permanente e irrisória ...

Inserida por Eliot