Poemas Góticos
Não foi só a noite,
foi mais silêncio.
Tua ausência me buscou;
Não veio lágrima,
o dia já vinha
e só tua ausência
foi que ficou.
Ficou sozinha
com meu eu antigo,
e se entenderam,
se completaram.
Então a lágrima
caiu baixinho
no que restava
do teu carinho.
O Peso do Silêncio de Quem Importa
Quando tudo parece distante, e o mundo vai se apagando aos poucos, ainda restam algumas poucas presenças que nos fazem tentar.
Poucas pessoas que, sem saber, se tornam o último fio entre a gente e o resto do mundo.
Aquelas com quem ainda conseguimos falar, mesmo que pouco, mesmo que sem força.
Aquelas que acham que são só mais uma, e não imaginam que são as únicas.
É doloroso quando o silêncio vem justamente delas.
Quando você cria coragem pra aparecer, pra responder, pra tentar existir de novo — e o retorno não vem.
Dói como se o universo confirmasse o que a mente cansada já sussurra: que talvez você não faça falta alguma.
Mas o que elas não sabem é que aquele “oi” que não veio, aquela resposta que não chegou, pesam.
Porque não era só uma mensagem — era um pedido de presença, um pedido de vida.
E então a gente se recolhe outra vez.
Não por desinteresse, mas por proteção.
Porque continuar tentando onde o silêncio ecoa é como insistir em respirar debaixo d’água.
Algumas conexões salvam.
Outras, quando se calam, deixam a alma sem ar.
Tem certas horas que só mesmo um café, vários pensamentos e
o silêncio da noite, pra ficar em paz.
É que em certas horas as lembranças confortam a dor que trazemos no coração.
Me deixe só!
Me deixe aqui, no canto, em companhia de mim mesma!
ouvindo meu silencio falar de coisas que calei...
Me deixe ir... com meus pensamentos tao longe, que nem
me encontre mas aqui.
Me deixe ali, sem rumo, ou direçao, vendo a vida passar vazia,
observada pela janela...
olha la...é a felicidade, me acenando a mao,
dizendo: adeus!
ela vai se afastando, e
agora esta tao longe, que ja nao posso alcança-la.
e esses muros sao tao altos!
como derruba-los, se o que os mantem de pé, sao as minha fraquezas?
Me deixe assim, buscando respostas, para oq nao tem razao.
fazendo da vida um jogo, de regras confusas,
onde parece que o objetivo é perder...
se perder de tudo e de todos, na tentativa de um
um dia se encontrar...
O Peso de Sentir em Silêncio
É difícil lidar com a dor e, ao mesmo tempo, ter consciência dela.
Difícil lutar contra a vontade de desistir e, ao mesmo tempo, querer seguir.
Difícil segurar o próprio peso sem querer ser um peso para ninguém.
Eu sei o que carrego. Sei da minha dor, da minha luta. Sei que não sou o centro do mundo e que todos têm seus próprios problemas. Por isso, me contenho. Por isso, me silencio. Por isso, engulo as palavras antes que pareçam um pedido de socorro inconveniente.
Não quero ser fardo, não quero ser vítima, não quero estar sempre no mesmo lugar de vulnerabilidade. Eu tento. Eu busco. Eu me movimento. Mesmo quando parece impossível, eu me esforço.
Mas o que é mais difícil nisso tudo?
Talvez seja entender todo mundo enquanto ninguém me entende.
Talvez seja cuidar para não incomodar enquanto ninguém percebe o quanto dói.
Talvez seja ser forte o suficiente para lutar contra a dor, mas não o bastante para ser compreendida.
E assim sigo: entre a vontade de sumir e a necessidade de continuar. Entre o silêncio e o grito que nunca sai. Entre a consciência de tudo e a sensação de que minimizam.
Se soubessem quantas vezes ouvi palavras de onde menos esperava…
E como, em certos momentos, a vontade de morrer se torna um sussurro persistente só para que, no fim de tudo, percebam que era real – cada suspiro das palavras ditas e das que foram sufocadas dentro de mim.
Olhar que Ecoa no Tempo
A fotografia é o silêncio que fala do tempo, congelando o que escapa ao olhar e preservando o que a memória se recusa a perder. Um olhar que ecoa no tempo, ressoando o passado e eternizando o presente.
O Silêncio Que Fala
Existe algo divino nas palavras silenciosas que habitam a fala do olhar.
Um idioma que não se aprende nos livros, mas no sentir.
É preciso que haja um acordo sutil entre quem vê e quem transmite,
um pacto invisível onde a verdade não pode se esconder.
Assim como moldamos nossa fala e afiamos nossa escrita,
deveríamos ter em mãos a cartilha da linguagem das almas: o olhar.
Olhar que acolhe, que desnuda, que grita em silêncio.
Há olhares que embalam, há os que ferem,
há os que são porto seguro, e os que são tempestade.
Alguns são abismos, outros, pontes.
Mas poucos sabem realmente escutar o que os olhos dizem.
Poucos compreendem que, antes da palavra,
foi o olhar que desenhou o primeiro poema do mundo.
Tem dias que a gente cansa, do tudo, do nada, do barulho, do silêncio.
A gente cansa das pessoas,das decisões de vida ou morte, do futuro, do passado e do presente.
Não é loucura minha, quem nunca cansou de sentir?
Quem nunca cansou de mentir? De iludir? De persistir? De insistir e mais uma vez dá em nada...
A gente cansa, do tudo ... Do nada ...
Do preto, do branco, do emprego, a gente cansa da política do esporte, a gente cansa e perde a esperança, e tudo é tão down.
De repente você pega aquela foto, e vem aquela singela lembrança, a triste lembrança, ai você desaba e cansa, do que poderia ser, do que não é , do que não será...
A gente cansa das pessoas,das decisões de vida ou morte, do futuro, do passado e do presente.
Eu cansei de mim, eu quero férias de mim mesma...
Só por um tempo eu anseio esquecer quem eu sou e viver longe dessa canseira toda
Da calma e do silêncio
Quando eu morder
a palavra,
por favor,
não me apressem,
quero mascar,
rasgar entre os dentes,
a pele, os ossos, o tutano
do verbo,
para assim versejar
o âmago das coisas.
Quando meu olhar
se perder no nada,
por favor,
não me despertem,
quero reter,
no adentro da íris,
a menor sombra,
do ínfimo movimento.
Quando meus pés
abrandarem na marcha,
por favor,
não me forcem.
Caminhar para quê?
Deixem-me quedar,
deixem-me quieta,
na aparente inércia.
Nem todo viandante
anda estradas,
há mundos submersos,
que só o silêncio
da poesia penetra.
Mas eu queria que você soubesse que os risos que eu dou em meio ao nosso silêncio, é a alegria de estar com você sem saber ao certo o que há entre nós. eu queria mas querer não é poder, então eu escrevo esperando que um dia eu possa tomar coragem e dizer que talvez eu ame você. E quando eu dizer O meu “Eu te amo” não vão ser apenas três palavras que estão no dicionário de língua portuguesa.
O meu “Eu”, não é apenas a primeira pessoa do singular. É a que sempre estará com você, até o fim.
O meu “Te”, não é a apenas um pronome pessoal. É o começo de uma nova frase: “TE darei o meu melhor sempre.”
O meu “Amo” não é apenas o verbo amar conjugado. É o que eu falo para todo mundo quando me perguntam o que eu sinto por você: “Eu TE AMO.”.
Sebastian: vc ta quente num momento e fria no outro. Eu não entendo.
*silencio*
Anette: vc quer saber pq sou assim?
Sebastian: quero sim. pq?
Anette: pq eu não confio em mim mesma quando estou com vc!
Orações Escritas
Entre a Essência e o Silêncio
Em minhas orações, não consigo Te pedir muita coisa que não seja pela minha essência, minha alma e meu caráter.
Sei lá… às vezes acho que não sou merecedora; que pedir pode ser abuso ou atrevimento.
Que no meu quase nada há tanto, que mesmo em meio às minhas necessidades, eu vejo que muito eu tenho — e Te louvo e agradeço.
Eu olho o mundo à minha volta e percebo muitos com tão menos, com quase nada.
Digo isso de forma material, espiritual e até na saúde física.
Mas as minhas dores são invisíveis.
Tenho até vergonha de necessitar ou pedir algo diante da realidade do mundo.
Vivo esse conflito dentro de mim, onde a razão quer sufocar as minhas dores.
Ah, Deus, eu já pedi tanto para ser invisível.
Para que me desviasse dos olhos maus, dos caminhos tortos e das línguas maléficas.
E, de certa forma, tenho me tornado invisível de fato.
As dores da alma não sangram, não têm odor, não podem ser tratadas com curativos.
Por isso são machucadas e reabertas diariamente — como aquele dedinho do pé que, uma vez ferido, tudo parece afetá-lo novamente.
E quem pode dizer que essa dor não é real?
Só porque não é visível, não deixa de existir.
Meditação é a jornada do som para o silêncio, do
movimento para a calmaria, de uma identidade
limitada para um espaço sem limites.
Platônico
Nunca se falaram,
nunca se tocaram,
ela o amava em silêncio,
ele nem desconfiava,
aliás,nunca notou,
mas um dia,
por um acaso ou destino,
ficaram a sós,
as palavras fugiram de sua boca,
ele a fitava,
seus lábios sugavam um ao outro como imãs quando se encontram,
ela sabia que aquilo era circunstancial,
Aconteceu de repente não tinha explicação,
infelizmente era um sonho,
e se acabou do mesmo jeito que começou,
de repente sem deixar nenhum sinal.
O Silêncio Que Grita
O que me revolta, o que me aperta a garganta, é essa comoção tardia. É quando alguém se vai, consumido por uma dor que o mundo ignorou, que as multidões surgem: velórios lotados, declarações de amor transbordando pelas redes sociais, palavras que só chegam quando já não podem ser ouvidas.
Dizem que não sabiam, que não perceberam. Mas a verdade é que uma pessoa com depressão grita o tempo todo, só que nem sempre com palavras diretas. Ela fala com o olhar vazio, com o sorriso que perdeu o brilho, com o corpo que desiste pouco a pouco.
E mesmo assim, o mundo se faz de surdo. Então, quando a despedida é definitiva, todos correm para dizer o que nunca tiveram coragem de expressar em vida. É como se precisassem do fim para reconhecer o valor da existência.
Isso me magoa profundamente. Porque essas declarações de amor tardias não alcançam mais quem precisava delas. Elas morreram sem saber que eram amadas, sem perceber que suas presenças faziam diferença. E isso não deveria ser assim.
Se há algo que esse nó na minha garganta me ensina, é que o amor deve ser dito enquanto ainda pode ser ouvido.
O silêncio ajuda, mas você não precisa dele para encontrar a calma. Mesmo se houver barulho por perto, você pode perceber a calma por baixo do ruído, do espaço em que surge o ruído. Esse é o espaço interior da percepção pura, da própria consciência.
Você pode se dar conta dessa percepção como um pano de fundo para tudo o que seus sentidos apreendem, para todos os seus pensamentos.Dar-se conta da percepção é o início da calma interior.
Voce sabe...
Entendo de perdas, da impotência ao ver o sonho ruir.
Choro em silêncio...
Alma ferida pela dor , de não ter tocado .
Despi-me de qualquer preconceito, joguei fora medos...
Só pra te ver caminhar pra mim...
Era só o que queria...
Aquele fio condutor que me levasse ou que te trouxesse ,
e me prendesses nos teus braços.
Queria a tua boca , tua mão na minha , teus beijos...
O eco dos teus passos...
Te dar meu colo, ter-te em mim, horas sem fim...
Amar com o corpo, com o pensamento , amar sem reservas.
Apenas e somente Amar.
Hoje...
Voce sabe...
A falta de você me rouba o ar.
As palavras já não fazem sentido.
No limite de cada uma delas estico as frases , e quando ultrapassa o limite, elas flutuam , como se misturadas em sentimentos, virassem poema.
Noites vazias... toques sem respostas...
Silêncios distantes e amargos.
As horas são nuvens que se desfazem ao menor vento...
Os sentimentos estão aqui , escondidos...
E como se fosse do meu sentir, a epiderme , tudo isso feriu meu coração.
Hoje vai ser assim...
A música é o silencio , a quietude,
nada mais.
Entre o Silêncio e a Fé, há Espera.
Na quietude do tempo, a alma cala,
E aguarda, mesmo sem saber o dia.
O coração ansioso não se exala,
Sustenta em fé o fio que o guia.
A espera dói, mas também semeia,
Ensina o passo lento a florescer.
Na terra árida, a esperança ateia,
O lume oculto que insiste em viver.
É como o mar que aguarda a maré cheia,
Ou o céu, que espera a lua aparecer.
No vão dos dias, a dor que incendeia,
Também prepara o sol para nascer.
Pois quem espera, mesmo sem razão,
Encontra em Deus o pulso da estação.
