Poemas Góticos

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“Há almas que acendem tua paz…
e outras que a devoram em silêncio.
Aprende a diferença antes que tua calma morra também.”


Dayana Silva

Porque a vida é uma mentirosa: sorri para nós enquanto prepara, em um silêncio cruel, sua fatal armadilha. Faz-nos crer na eternidade, nos laços, na permanência, no amor.
Mas no fim… nascemos para sermos deixados. Para sermos atropelados por promessas não cumpridas. Para sermos assassinados pelas mãos frias do tempo que, sorrateiramente, nos vigia

[…]
A vida é quem mata, com crueldade, com prazer, com pretensão.
E o pior?
É que ainda a chamamos de um magno milagre.

O silêncio que quase virou amor.


É estranho como, às vezes, a história mais intensa que vivemos é justamente aquela que nunca
aconteceu. Sete meses podem parecer pouco para o mundo, mas quando o coração decide criar raízes
em alguém, o tempo ganha um peso diferente. Foram dias, semanas, quase uma vida inteira de
olhares que diziam tudo o que a boca nunca teve coragem de admitir.
Havia algo ali. Não sei se era destino, ilusão ou só a necessidade de acreditar que alguém
finalmente enxergava aquilo que eu tentava esconder. Toda vez que nossos olhares se cruzavam, algo
dentro de mim se ajeitava, como se o universo desse uma pausa só para que eu pudesse sentir aquele
segundo. E como era profundo… Era quase um diálogo silencioso, uma troca de almas que,
ironicamente, nunca chegou a virar palavra. Mas o silêncio, por mais poético que pareça, também
machuca. Porque ele cresce. Ele ocupa espaço. Ele pesa. E com o tempo, percebi que estava sozinha
numa história que escrevi inteira sem nem que você segurasse a caneta. Meu coração te escolheu, e
você… Você nem percebeu que havia sido escolhido.
Sete meses sustentando um sentimento que nunca se permitiu existir fora do meu peito. Sete
meses de esperança tímida, de idealizações bobas, de perguntas que nunca nem saíram da minha
boca. E no fim, o que restou foi a certeza madura, e dolorosa, de que olhares não são promessas. E
que às vezes a gente se apaixona não pela pessoa em si, mas pela versão que nasce dentro da nossa
imaginação. Ainda assim, não me arrependo. Porque aqueles olhares, por mais breves ou ilusórios
que tenham sido, me deram uma coragem que eu não sabia ter: a de sentir profundamente. A de
desejar intensamente. A de ser vulnerável sem testemunhas.
E isso, por si só, já foi amor o suficiente. Mesmo que só meu.

Entre o silêncio e a alma

No silêncio encontro a verdade,
Entre ecos de memórias antigas.
O tempo passa, leve e suave,
E a vida se escreve em linhas amigas.

Sigo meus passos, pequenos e certos,
Caminho que escolhi, sem pressa.
No coração guardo os afetos,
E na alma, a paz que me resta.

E que me acalenta

Dias de Sangue e Silêncio

Em dias de hoje o jornal sangra em vermelho,
manchetes cruéis rasgam o espelho,
do mundo perdido em medo e rancor,
onde a esperança já não tem cor.

Em dias de hoje só se fala em guerra,
a paz já não pisa os pés nesta terra.
Pandemias reinam, o riso se esconde,
a alegria é um sonho que já não responde.

Em dias de hoje o ar tem veneno,
corações frios, amor tão pequeno.
Máscaras cobrem verdades sombrias,
mentiras reinando nas almas vazias.

Em dias de hoje já não há confiança,
morreu a lealdade, morreu a esperança.
Nem homem, nem mulher guardam respeito,
só sombras que andam com ódio no peito.

Em dias de hoje o sangue mancha a avenida,
um tiro covarde apaga uma vida.
O medo ecoa, o irmão trai irmão,
vende a memória por migalhas no chão.

Em dias de hoje o justo é algemado,
o ímpio é solto, protegido e amado.
Nas ruas o crime é quem dita a lei,
e o trabalhador já não vale o que sei.

Em dias de hoje… só resta o lamento,
um grito calado, perdido no vento.
O mundo agoniza, sangrando em silêncio,
num tempo sombrio, cruel e doente.

Autor: Douglas Pasq

No silêncio burbúrio
A distraçao desacelera
A alma solene da jornada
Rumo ao enlace do amor-próprio
Vai e volta cheia de energias
Vem e fica comigo

Quem planta o bem no silêncio, carrega a verdade no peito e ergue forças que nem a maldade consegue tocar.




— Purificação

VERTIGEM


O silêncio é a febre que me desvela,
Emoção que, no olhar, a si mesma congela.
Um mergulho suspenso em estuário raso,
Onde o sal do teu nome corrói cada passo.


Na urgência de tocar a tua derme fria,
Como a raiz na treva, cega, nua, se avia.
Quase sempre perdido, num só abraço me acho,
E no calor de um toque, o caos desfaço.


Anseio por olhares. E que em mim se demorem,
Por mãos que em meu peito uma pátria explorem.
Num enlace de dedos, na fusão das retinas,
Ancorar o destino em praias adamantinas.


Ah, ser o desejo! Não a brisa que passa,
Mas o magma que rompe a crosta da desgraça.
Com a fúria do centro, sem temor ou medida,
Que arrasta e consome. E funda outra vida.


Ofereço meu mundo, não a gasta promessa,
Mas o chão que em meus pés, sangrando, se expressa.
Moveria os céus. As estrelas traria.
Por um só instante que a morte justificaria.


Busco em ti o meu eco, o avesso do meu ser,
Que decifra o meu caos e me ensina a querer.
Um espelho de abismos, em vertigem perfeita,
Na dança do tempo, a história desfeita.


Por um amor que seja rio a escavar
O leito da memória, e em nós se demorar.
Almas que se incendeiam, que em chamas se fundem,
Em laços que se tecem. E destinos que se confundem.

A cura não é igual para todos… às vezes é uma palavra, às vezes um silêncio, mas sempre é um ato de amor.“Temos o poder de tocar feridas alheias com nossa presença; às vezes, apenas ouvir já é magia suficiente.


—Purificação

Não espere me perder para entender o valor do que fomos.

Não espere o silêncio para sentir falta dos únicos olhos que te enxergavam como ninguém.

Não espere a ausência para sentir falta do meu jeito exagerado e intenso, aquilo que pra você parecia tão bobo era, na verdade, único. Era só teu.

Essa será a tua maldição.

Você vai tentar encontrar em outros o que desperdiçou em mim… e não vai achar.

Vai chegar o dia em que vai procurar nos olhos de outros aquele olhar que te devorava… e só vai encontrar ausência.

Vai implorar por migalhas do que jogou fora e descobrir que nenhum outro exagero será tão sincero quanto o meu.

E quando perceber que ninguém mais vai sentir por você o que eu senti, será tarde.

Vai entender que algumas presenças, quando se vão, levam com elas tudo o que ninguém mais será capaz de te dar novamente.

E então, serei apenas uma lembrança, te assombrando pelo terrível erro de me perder.🌹

A gestão para o sucesso começa no espelho.
Nada muda fora quando o dentro está em silêncio.
O “eu” é a base, o comando, a alma da direção.
Tudo começa quando você se escolhe — sem culpa, sem medo.
Amor próprio não é vaidade, é estrutura.
É o fogo que reacende quando o mundo tenta apagar.
Quem domina o caos interno, constrói qualquer império.
Porque quando o “eu” desperta, o universo se alinha.


— Purificação

DESPERTEI


De alma nua
Feito uma flor
Despetalada
Em plena madrugada.


No silêncio
Refugiei-me
Dentro da saudade
Que é a minha realidade.


Saudades de meus pais
De outros familiares
De tantos sentimentos
Presos nos pensamentos.


Irá Rodrigues
.

Quando a alma cansa, o silêncio fala.
E o coração, mesmo ferido, ainda acredita.
Porque dentro do cansaço, mora a fé.
E é ali, no quase desistir, que Deus recomeça.
Cinco segundos de pausa — e o milagre respira.


—Purificação

Canção da Madrugada
William Contraponto


Ando pelas ruas, meio em silêncio.
O mundo parece tão fiel,
Porém, em mim, há um incêndio
Que arde num canto cruel.


Olho as portas ainda cerradas;
O céu se desfaz num papel.
Observo a nota, entre calçadas,
Que me prende num tom tão fiel.


Acho que será uma manhã ensolarada,
Mas ainda estou a me questionar:
Quando surge uma canção na madrugada,
Também não seria para iluminar?


Nem todo farol aponta o trilho,
Nem toda luz vem do perfil.
Às vezes, um som, num canto simples,
É o que resgata o mais sutil.


Talvez não seja só poesia,
Talvez um gesto mais gentil...
O que desponta em noite fria
É sopro terno, quase infantil.


Acho que será uma manhã ensolarada,
Mas ainda estou a me questionar:
Quando surge uma canção na madrugada
Também não seria para iluminar?


Se a escuridão compõe a dança,
E o silêncio tenta conversar,
Talvez não caiba mais cobrança,
Talvez seja hora de cantar.


Acho que será uma manhã ensolarada,
Mas sigo sem pressa de encontrar.
Pois a canção me toca na madrugada,
E sigo tentando nossas linhas interpretar

Tem coisa que corta mais do que faca: é o silêncio de um filho que vira as costas.
O pai e a mãe não são perfeitos, carregam falhas, dores e até escolhas difíceis… mas o coração deles sempre guardou cuidado. Sempre consultaram, sempre tentaram, mesmo do jeito deles.
E o tempo mostra: não é o erro que pesa mais, é a ingratidão. Porque pai e mãe não são eternos, mas a ausência do amor dos filhos pode se tornar um vazio que nenhuma lembrança cura.
Quem entende, entende. Às vezes, a lição não é sobre o que os pais fizeram ou deixaram de fazer… mas sobre o que os filhos decidem não fazer: honrar.


— Purificação ✍️

Entre estilhaços e sombras, o silêncio se transforma em lâmina, a dor se torna mapa, e o vazio revela a força que queima e ergue o destino.




— Purificação

Entre sombras e estilhaços, o silêncio corta e o vazio incendeia o destino.




— Purificação

Amizade Verdadeira


Amigo é aquele que chega sem avisar,
Que entende o silêncio e sabe escutar.
É quem divide o riso, a lágrima, o pão,
E segura a nossa mão na maior confusão.


Amigo é porto seguro na tempestade,
É abraço que acalma, é pura lealdade.
É quem lembra de você nos dias que parecem iguais,
E faz do simples momento algo especial.


Amizade é riso que não tem explicação,
É confiança que cresce no coração.
É saber que, mesmo longe, alguém estará,
Porque laços assim ninguém pode apagar.

O Silêncio que Fala




Há um silêncio que não é ausência, mas presença.

Ele não grita, não exige, não se impõe.

Apenas está — como o vento que passa e deixa o cheiro da terra molhada.




Nesse silêncio mora Deus.

Não o Deus das fórmulas, dos dogmas, das vestes pesadas.

Mas o Deus que sussurra no coração inquieto,

que se revela na lágrima que cai sem explicação,

e na esperança que insiste em nascer mesmo em solo árido.




A vida não é feita de respostas prontas.

Ela é feita de perguntas que nos moldam,

de encontros que nos desconstroem,

de fé que não cabe em palavras,

mas pulsa em gestos, em olhares, em escolhas silenciosas.




Não é preciso entender tudo.

É preciso sentir — e permitir que o sentir nos transforme.

Porque às vezes, o maior milagre não é a cura,

mas a coragem de continuar mesmo sem ela.

Há bênçãos que chegam em silêncio;
sem trombetas, sem anúncios,
mas com um toque suave no coração.


São aquelas que Deus envia
quando a gente já nem sabe o que pedir,
mas Ele, que conhece os vazios da alma,
decide preencher de leveza.


Nem sempre vêm do jeito que esperávamos,
às vezes chegam disfarçadas de espera,
de perda, de recomeço.
Mas, quando o tempo passa,
a gente entende:
foi cuidado.


Porque Deus abençoa até quando parece que não.
Abençoa quando tira, quando adia,
quando muda o rumo;
e, sobretudo, quando ensina a confiar.


— Edna de Andrade