Poemas Góticos
A morte não significa nada para nós: quando somos, a morte ainda não chegou e quando ela chega, não somos mais.
Pode até parecer óbvio, mas morar num cemitério me faz pensar na morte. Aqui há uma ordem que não existe na vida real, e acho isso estranhamente reconfortante. Talvez essa seja a beleza da morte. Nada mais é complicado. Tudo é fechado e definitivo.
nos caminhos sem fim caminhei,
com foice da morte me encontrei,
tomei como minha vida se fosse,
sem deixar o coração que no bate mais,
ou seja mais mesmo no tempo
que passa não mesma ordem
no tempo que passou,cel
não pensei que foi,
só pensei que não foi,
impulso talvez
continuo nesse mundo ate
que meu tempo acabe.
meu sangue cobre suas marcas,
nas janelas do céus,
palavras desdenha o terror em silencio
gritos fazem pensar que vida acabou...
entre as visões da loucura te amo...
nada tem um sentido para que sentir?
desilusão,
terror no silencio do mar e terra,
o nunca se transformou,
numa transmutação unica derradeira...
como chuva em pequenas lagrimas
inunda uma cidade,
palavras se perdem na devastação.
Tudo soa tão ausente...
Que silêncio reconforta a alma...
O brilho doentio da a melodia um dia perfeito.
Para que pensar se podemos sonhar.
Rumores no frio do silêncio...
Frio sem vida pura dor...
Deferir os piores sentimentos.
Ainda assim amar...
Muitas amarguras.
De um fel atroz atormente...
Tantos espinho vem com um sorriso
Bom dia belo sorriso...
Enquanto na escuridão da alma decepção.
Silêncio novamente para o que esperar
Muitas vezes continuar torna se plausível
Nas piores angustias dessa vida.
minha angustia infinita mesmo,
tenho pequenas gotas de alivio mas;
deixou como está no silencio vejo suas mentiras,
não compreendo porque tanta coisas,
para chegar no mesmo lugar,
senti era para rir nas minhas costas mesmo,
rir do meu sentimento agora se senti como...
um cemitério sem importância...
pois deixei minha humanidade a muito tempo.
então tudo que disse são apenas fagulhas entre as cinzas
de uma fogueira olho a distância de tuas palavras,
e respondo com mesmo tipo frieza...assim me encontro...
dentro de sarcófago sem sentimentos no gelo atroz.
Todos anjos estão mortos,
para que sonhar?
em momentos de fúria...
o silencio fica nu diante,
os traços de solidão.
os dias são feito de momentos que sangram em meu silencio,
tua voz rebate em meus pensamentos mais pesados.
e tudo parece ser tão singular ao sentimento atroz...
que me conduz no imenso vasto vazio.
meu silencio lhe diz algo,
dentro de minha mente a tanto barulho que não imagina,
palavras passam por meus olhos
e são desfrute do meu silencio que não se cala...
lá falo me sobre o destino que se cala neste momento...
tudo que paira pura cálida...
em fronteiras desconhecida da alma que sofre
diante a ti que amo em silencio da madrugada.
sobre momentos alienados,
defiro os desejos que minha alma,
se deferi as delirações do silencio,
que ser derruba com com olhar frio,
tudo perde se com alças do tempo,
que vigente em de repente o vazio,
trama, entre pensamentos espaçados
então tudo está em chamas,
até a escuridão parece convidativa...
pelas sobras dessa vida exclamo,
porque o nada é expressivo,
pois abrange a harmonia que espairece
em tons de cinza, parece esboçar
valores que desaparecem num momento,
sua voz ecoa no fundo da mente.
Vor Dem Sechs
Em meio ao campo santo
Onde os poetas dormem em silêncio imersos em seus sonhos de morte
Vi meu rosto em meio aos crisântemos
Como se tomasse veneno
A angústia me mata por dentro.
Em meio às brumas das horas mortas
Ao Romper de mais um dia agonizante
Quando a luz ainda se esconde
Meu peito se rasga em terror.
Nos intervalos destas horas escuras,
Antes das seis;
Não desperto, desespero.
E os anjos que me guardam apenas contemplam em silêncio
Minha dor
Enquanto ando pelas ruas cobertas de ódio e cimento
Vejo as gárgulas no topo das catedrais
Que me espreitam a cada passo
Com seus olhares de pedra.
entres os sonhos o silencio é um jogo que faz sonhar...
diante a um momento de incertezas tudo parece triste,
quando dentro do mar de minhas profundezas...
acolho meu coração.
todos anjos estão mortos pela minha paixão...
vivam assombrados,
no silencio de tuas vidas vazias...
nunca houvem um céu para onde ir,
tantas lamentações...
o fogo do amor consumiu tudo...
silencio trágico
como sempre me ausenta do infinito amor,
sem explicação se calou para sempre,
porque destino seja tão placável,
com sorriso da morte, meu beijou,
simplesmente morreu, em palavras definharam
no ato final desaparece na escuridão,
como á muito tempo se passara,
entre cortes profundos alma ao nunca te verei mais,
sendo uma aspiração nesta decadência,
flua pairando sobre um sentido profundo,
a sintonia de uma paixão abandonada...
entre essa a morte floresceu distante
e obscura nos melhores dias me deixando
em agonia, ate queimar a ultima esperança.
