Poemas Góticos

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As pessoas mais tristes estão
sempre tentando fazer as outras se sentirem mais
felizes. Porque elas sabem como é se sentirem
absolutamente sem valor e não querem que ninguém
sinta o mesmo.

Por você eu me viro do avesso, eu invento, arranjo um jeito.
Todos os meus sonhos falam de você, Tudo que vou fazer lembro-me de você.
Você é a música que não canso de ouvir.
Talvez você não saiba, mas você é tudo para mim.
Faço o que puder pra ver a sua felicidade...
Sem você meu mundo é triste, sem você eu me sinto perdida em um mundo de solidão.
Tudo isso por que: te amo demais Vida!

⁠Amor não correspondido

Me apaixonei por alguém que não me ama
Me entreguei para alguém que não me quer
Mas mesmo sabendo disso, continuei
Mesmo sofrendo, continuei
Pois tuas migalhas eram mais do que o suficiente para me fazer feliz

Mesmo sabendo que teus sentimentos eram falsos, os guardava como se fossem verdadeiros
E nessa ilusão permaneci
Tive esperança que em ti, algo conseguiria despertar
Que se continuasse entregando o meu amor, um dia me amarias

Perdão... fiz planos demais é nas minhas expectativas me perdi
Agora só me restam lembranças de que por alguns momentos fui feliz.

"Vazio"

"Quando o vazio é tão intenso que dói aos ouvidos.
Quando as lembranças são tão reais, mas parecem sonhos...
Quando você se sente fora do espaço e da realidade...
Quando a estrada está enevoada, sem placas e você sente que não pode mais andar por ali, mas sua vontade é de correr...
Quando você tem medo de altura, mas pensa em subir num trapézio que não tem rede lá embaixo.
Quando suas referências se foram...
Quando você tem muitas despedidas em sua história...
Quando você não vive mais por você, e sim por outra pessoa apenas.
É tudo isso somado te causa dor. E você sente sangrar...então vê sua própria agonia, e se pergunta: "Como estou aguentando?"
É só um desabafo de alguém que não consegue dormir...que vive isso a anos, senão a décadas. Já são tantas noites, cortes, cicatrizes, partidas...
Sinto um doloroso vazio... E sei que exceto Deus, ninguém pode mudar isso.
Quando a equação, mesmo que feita de várias fórmulas, só dá menos, você sabe que sua alma está morrendo...
E tudo fica cinza..."

Não´preciso de amigos que mudem quando eu mudo e concordem quando eu concordo.a minha sombra faz isso muito melhor.Meus amigos são todos assim...:metade bobeira...metade seriedade.!!!Não quero amigos adultos,nem chatos.Quero-os metade infância...e outra metade velhice

Quando um tempo vier não mais empanado pela sombra da consciência da própria culpabilidade, a conservação de si mesmo criará a tranqüilidade íntima, a força exterior, brutal e sem considerações, para matar os maus rebentos da erva ruim.

Está quase amanhecendo, boy. As damas da noite recolhem seu perfume com a luz do dia. Na sombra, sozinhas. envenenam a si próprias com loucas fantasias.

Não confie plenamente sequer em tua própria sombra,
pois até ela te abandona quando você está no escuro.

Eu sinto inveja da sua sombra por estar perto de você de dia, e do seu travesseiro por estar com você à noite.

Adágio do Silêncio

Se, um dia, alguém te disser
Que este amor é eterno
Deves logo desdizer
Que não foi mais que inferno.

Diz que nunca houve amor,
Não dormimos em alcova,
Jamais trocámos suor
ou vimos luas, cheia e nova.

Foste, nos meus olhos e alma,
Um adágio silencioso,
Um abjecto belicoso,
sem ternura, paz ou calma.

Foste o leito podre de água,
De coração estagnado,
O vazio, o erro, a mágoa,
O nada deste pecado.

Não serás jamais viola
Que tange nas cordas, vibrante,
Sussurros e gritos de amante -
Apenas ais por esmola.

Este adágio não existe,
Nem sequer é nasciturno,
Pobre acto taciturno,
Sangue sujo que esvaíste.

No silêncio do adágio,
Tentei amar-te, por plágio,
Mas em pranto irrompi,
Perante tal monstro, fugi…

Inserida por TristePoeta

A INSENSATEZ DO VENTO

Um dia perguntei ao vento:
- Porque sopras tão forte, parece que queres devastar o mundo?
Há dias que a tua brisa é tão suave, pareces esmorecido.
E o vento respondeu:
- Assim como vossa vida eu também tenho meus dias de insensatez e loucura.

Cuidado com palavras mansas, elas poderão obter o veneno para a vossa própria morte.

Aquietei-me, não por que a morte levou o que tinha guardado dentro da minha alma, mas para que o intervalo sirva de tempo suficiente para mostrar que tudo continua vivo dentro de mim.

Enterre os mortos. Não como os egípcios, para tentar a imortalidade. Mas como deve ser, definitivamente. Volte as costas ao passado. Olhe apenas em frente. Recorde que o tempo tudo cura.

Nós não sabemos que tipo de pessoas realmente somos até um momento antes da
nossa morte. Assim que a morte vier abraçá-lo você perceberá
o que você é.

Se arrancar meus braços te chutarei até a morte,
Se arrancar minhas pernas te morderei até a morte,
Se costurar minha boca te darei cabeçadas até a morte,
Se arrancar minha cabeça renascerei mil vezes se for precisso até matá-lo!
Dessa vez te salvarei.

A morte me chama pra jantar
Em forma de suicídio diz que vem pra me buscar
Com flores no caixão,
Um terço enrolado na mão
Me despeço deste mundo de muito preço e poucos valores
De muito ódio e poucos amores

Uma memória não deixarei,
Nem mesmo nas histórias estarei.
Pois quem escolherá a morte
Talvez não seja um azarado e sim um cara de sorte.

A Morte, que da vida o nó desata,
os nós, que dá o Amor, cortar quisera
na Ausência, que é contra ele espada fera,
e com o Tempo, que tudo desbarata.

Canto para Minha Morte

Eu sei que determinada rua que eu já passei
Não tornará a ouvir o som dos meus passos.
Tem uma revista que eu guardo há muitos anos
E que nunca mais eu vou abrir.
Cada vez que eu me despeço de uma pessoa
Pode ser que essa pessoa esteja me vendo pela última vez
A morte, surda, caminha ao meu lado
E eu não sei em que esquina ela vai me beijar

Com que rosto ela virá?
Será que ela vai deixar eu acabar o que eu tenho que fazer?
Ou será que ela vai me pegar no meio do copo de uísque?
Na música que eu deixei para compor amanhã?
Será que ela vai esperar eu apagar o cigarro no cinzeiro?
Virá antes de eu encontrar a mulher, a mulher que me foi destinada,
E que está em algum lugar me esperando
Embora eu ainda não a conheça?

Vou te encontrar vestida de cetim,
Pois em qualquer lugar esperas só por mim
E no teu beijo provar o gosto estranho
Que eu quero e não desejo,mas tenho que encontrar
Vem, mas demore a chegar.
Eu te detesto e amo morte, morte, morte
Que talvez seja o segredo desta vida
Morte, morte, morte que talvez seja o segredo desta vida

Qual será a forma da minha morte?
Uma das tantas coisas que eu não escolhi na vida.
Existem tantas... Um acidente de carro.
O coração que se recusa abater no próximo minuto,
A anestesia mal aplicada,
A vida mal vivida, a ferida mal curada, a dor já envelhecida
O câncer já espalhado e ainda escondido, ou até, quem sabe,
Um escorregão idiota, num dia de sol, a cabeça no meio-fio...

Oh morte, tu que és tão forte,
Que matas o gato, o rato e o homem.
Vista-se com a tua mais bela roupa quando vieres me buscar
Que meu corpo seja cremado e que minhas cinzas alimentem a erva
E que a erva alimente outro homem como eu
Porque eu continuarei neste homem,
Nos meus filhos, na palavra rude
Que eu disse para alguém que não gostava
E até no uísque que eu não terminei de beber aquela noite...

Raul Seixas

Nota: Música de Raul Seixas e Paulo Coelho

Quando, à beira da morte, Alexandre convocou os seus generais e relatou seus 3 últimos desejos:

1. Que seu caixão fosse transportado pelas mãos dos médicos da época;
2. Que fosse espalhado no caminho até seu túmulo os seus tesouros conquistados (prata, ouro, pedras preciosas...);
3. Que suas duas mãos fossem deixadas balançando no ar, fora do caixão, à vista de todos.

Um dos seus generais, admirado com esses desejos insólitos, perguntou a Alexandre quais as razões. Alexandre explicou:

1. Quero que os mais iminentes médicos carreguem meu caixão para mostrar que eles NÃO têm poder de cura perante a morte;
2. Quero que o chão seja coberto pelos meus tesouros para que as pessoas possam ver que os bens materiais aqui conquistados, aqui permanecem;
3. Quero que minhas mãos balancem ao vento para que as pessoas possam ver que de mãos vazias viemos.