Poemas Góticos
Ninguém confia mais em ninguém, nem mesmo na
Própria sombra
Nem o espelho tá mais servindo, quando fui me olhar
Até me assustei com meu semblante destruído, geral
Corrompido, o amor tá frio, eu também já enfriei.
A chuva passou e a sombra do céu migrou para o chão
O sol está lá e eu
Vejo que o fim ensinou a lição que a vida está sempre
A ensinar
A história acabou mas sou grato pelo que vivi
Junto de ti
O Cristianismo em geral, sem sombra de dúvidas, não combina com a falta de perdão entre as pessoas!
O Cristianismo é baseado no amor incondicional de Cristo, e no perdão Divino, pois, se não fosse essa graça, a humanidade estaria fadada a condenação.
Se não perdoamos a quem nos aborreceu, o nosso cristianismo não passará de um "Cristianismo" barato e medíocre. "
"Pois, se perdoardes aos homens as suas ofensas, assim também vosso Pai celeste vos perdoará.
Entretanto, se não perdoardes aos homens, tampouco vosso Pai vos perdoará as vossas ofensas".
(Mateus 6, 14-15)
Sombra
Oi, sombra! O que fazes aqui? Por que me persegue? Achei que as coisas estivessem bem resolvidas entre eu e você, ou talvez só para mim, em minha mente, em meu ser, mas nunca para você. Achei, achei, achei que tinha achado, fugido, ido. Achei errado. Você nunca foi, nem nunca vai. Estará aqui comigo, sempre ou nem sempre. Só nos dias claros e ensolarados. Nos dias frios e escuros, você some. Me esquece, me abandona. Nem só de alegria que vivo, nem só de sorrisos, nem só de luz.
Pura Ausência -
Paira sobre a vida um vazio
Uma sombra magoada sem destino ...
Porque ficas em silencio frente ao rio
E nos deixas à deriva no caminho?!
O teu jeito! O teu toque! O teu olhar!
A tua voz cristalina, eloquente,
Capaz de nos fazer sentir o que é amar,
Agora tão distante, tão ausente.
Porque tinha eu que aqui ficar
Se tu tinhas que partir?!
Aconteceu! Aquele medo de separar
O que o destino um dia quis unir ...
Arrancaram de mim toda a alegria
Só há ecos de saudade no meu peito
Transformou-se em noite cada dia
E cada hora fria no meu leito.
Adeus musa cristalina dos meus versos!
Teu olhar é como um passaro que voou,
Como um dia que acabou, sem gestos,
Adeus meu Vendaval de Sonhos que passou.
(Poema dedicado à Fadista Celeste Rodrigues, à sua partida e à intensa amizade que unia o Poeta e a Fadista)
Na vida existem vários tipos de sombras e, nós não nascemos para ficar sob elas.
A sombra nos leva ao comodismo e atrofia nossas capacidades.
Somos chamados para fora e para abraçar a luz da vida.
Em cada peito renasce
uma esperança numa incerteza
como uma árvore que nasce
para dar sombra a uma tristeza.
Em cada ramo que envelhece
se vai uma vida pra não mais voltar
como um sorriso que aparece
numa nova semente a brotar.
Em cada galho que apodrece
uma incerteza de um novo dia
ou uma alegria que já padece
ao ver o seu fruto sem companhia.
Olhe um pouco a sua sombra
e tente sentir o que seria a vida sem você
você vive e não se assombra
existe uma fé, um novo florescer.
Em cada sombra um sinal de vida
em cada pássaro, uma liberdade
numa folha seca uma esperança perdida
ou o plantar de uma saudade.
Sobre o imenso continente da vida de uma mulher recai a sombra de uma espada. De um lado dessa espada, estão a convenção, a tradição e a ordem, onde 'tudo é correto'. Mas, do outro lado dessa espada, se você for louca o suficiente para atravessar a sombra e escolher uma vida que não segue a convenção, 'tudo é confusão'. Nada segue o curso regular. O argumento de atravessar a sombra dessa espada pode proporcionar à mulher uma existência muito mais interessante, mas podem apostar que ela também será mais perigosa.
Tenho sorte ter a minha história escrita.
Meu amor
Meu bem volte, volte
Se você voltar e o sol bater numa janela
Se você voltar e as sombras forem embora
Haverá sempre um claro de você
Volte eu espero
Ainda há lugar pro nosso amor
Ainda encontro em nossas mãos
E luz intensa de brilhar pelos caminhos
Volte, volte eu espero
Iremos a praia
E até a areia escreverá seu nome
E não diremos nada nem nada
O mar é grande e bom
E o meu amor maior
Mil noites frias estivemos sós
Você distante e eu perto de mim
Mil anos juntos amaremos
Sei que o céu que nos mandou as vidas
Pediram a mim um bom beijo seu
Volte eu espero
Vamos embora, embora em busca de nós
Vamos sair para o nosso amor
E quando ele chegar só Deus coisa melhor a de nos dar
Meu amor,
Meu bem volte, volte , volte...
Eu espero...
Luz e sombra
Sem luz, não viveríamos
Sem sombra, não seguiríamos
Não admiraríamos a lua
Nem os casais sonhariam
A luz é alegria
A sombra é agonia
Nesse encontro de luz e sombra
O que somos para questionar
Se a luz e a sombra
Sempre estão a nos acompanhar?
A luz para nos aquecer
A sombra para nos ajudar
Nos momentos íntimos
De dormir, sonhar e amar
Vi minha sombra no espelho
E pensei não ser eu
Parece que fugi de mim
E não sei pra onde fui
Fiquei a pensar, por que
Daquela imagem fria
Foi que então percebi
Que meu coração não estava ali
Tentei, busquei
Saber em que canto se enfiou
E descobri num pássaro que cantava em flor
Um canto de lamento e dor
Uma lagrima em meu rosto brotou
E como pedra rolou
Na flor que desabrocha em cor
A frieza de um amor
Meu coração se despedaçou
Em pedacinhos rolou
Numa praia se formou
Para eu construir castelinhos...
Quem de Três Milênios
Não consegue se dar conta,
Vive na ignorância, na sombra...
A merce dos dias do tempo.
Sombra
Num canto escondido sempre estou contigo , as vezes tu passas , meio pertido mesmo que não queres , sempre estou contigo as vezes num vale meio desvalido num meu caminho vou despercebido ,nesse castelo semi construído onde tu andares estarei contigo ..
12/12/08
“A arte de ser alguém”
Procuro a sombra em meio ao sol,escondo-me atrás das pontes daquele atol.
Vasculho um horizonte sem sair do chão,anseio por uma fonte de ingratidão.
Sou impaciente,não insolente,sou um louco consciente da loucura que acossa minha mente intransigente.
Sou apenas um,não ausente,não um objeto obsoleto,apenas alguém custoso que pensa um pouco diferente.
Tenho pensamentos corriqueiros,sonhos e desejos prisioneiros,mente vigiada e com censura,trazendo a inútil paz em minha clausura.
Tento ser capaz,deixar de lado idéias quiméricas,ter a fala afável,atravessar um mar a nado sem pensar no outro dia.
Procuro ser alguém ou um ninguém,ir mais além ou não ter vez,sentar e esperar um trem que decerto;nunca vem...
Tardes veranís de dezembro
à sombra do castanheiro
um profundo azul se podia contemplar...
Sob o refrescante arboril de veraneios
ao som do vento a retinar.
Às verdes palavras soltas
que o destino quis falar...disse ele:
Viva e não se deixe abandonar.
OCASO
O céu é um borrão de sombra e luz,
a claridade surge mansamente.
Um sossêgo interior,em mim produz entre os matizes transparentes e azulados.
As árvores crescem, na beleza da galharia exuberante e farta.
E o sol transforma o inquieto dia,
como rubra púpila, a se afundar na noite em plena escuridão.
O astro rei morre,estourando de luz,
despencando nas trevas
como um meteoro.
E diante do espetáculo em que me encontro,
admiro tudo ao redor,serenamente.
Meus olhos se perdem na distância da amplidão,
nas descargas de luz de cada solução.
Repara na sombra da minha caminhada,
dirijo-me para algum lugar...sou uma pessoa atenta aos movimentos...tento por vezes desviar-me
um pouco, mas mantenho-me na tua direcção.
Se existir algo maior do que o meu sentir, que venha ao nosso encontro, reencontro...porque conto com os teus olhos para guiar-me, no abraço apertado, enlaçado no amasso do teu passo.
Os dias são longos mas encontro-te...
(...) ergo-me devagarinho com os olhos fechados e
por vezes chego a recear a minha sombra...tento
distinguir a outra margem, onde caminhas até mim desprovido de fundo...esta espera prolonga-se em infinitos segundos...apressa a contagem da tua vida (...)
O Homem vive a sombra da humanidade e quando tenta sair a sombra o puxa novamente e ele só consegue sorrir, sorrir como se nada tivesses acontecido, como se estivesses feliz por estar ali, mas todos sabemos que ele quer fugir, mas não demonstra tal vontade, pois esta sorrindo feliz, alegra e contente.
E a única coisa que eu e você podemos fazer e simplesmente dizer uma única palavra:
- LUTE.
Ao Cristo
Ó Sombra!
Ó Essência!
Ó Espírito
Ó Bondade!
Soberano de todos soberanos,
Esperança dos míseros humanos,
Jesus – Misericórdia e Caridade;
Cristo – Amor
Cristo – Luz
Cristo – Piedade!
Divino apagador dos desenganos
Tu que foste há quase dois mil anos,
Sacrificado pela Humanidade,
Prometeste voltar! Não voltes, Cristo:
Serás preso, de novo, às horas mudas,
Depois de novos e divinos atos,
Porque, na terra, deu-se apenas, isto:
Multiplicou-se o número de Judas
...E vai crescendo a prole de Pilatos.
