Poemas Góticos
"A melancolia não é o anúncio da derrota, é o recolhimento estratégico do predador; é o momento em que a alma mergulha no próprio silêncio para recalibrar o peso do mundo, sabendo que as mentes mais brilhantes só voltam à superfície quando estão prontas para vencer."
“Aprendo todos os dias a viver, e ainda assim sinto que não entendi. Sou feita de melancolia e de breves instantes de felicidade. Talvez te perguntes, leitor, como se vive assim. Eu diria: não vivo — espero. Espero a onda forte que me arraste ao fundo, pois é no afundar que encontro o impulso para voltar à superfície e lutar. Mas, ao retornar, sinto saudade da dor que me agoniza — e então volto à tristeza, como se nela estivesse a prova de que ainda estou viva… e, paradoxalmente, onde reconheço a minha alegria.”
"A melancolia me traz alegria, não desejo este sentimento, mas não sinto arrependimento. Quero poder sentir outras ilusões esperançosas, mas, nessa realidade inconsistente e indiferente, sinto o desespero ardente pelo que é diferente."
A beleza da melancolia, um sentimento que me destrói aos poucos por dentro, mais algo tão discreto desperta em mim uma curiosidade que me puxa pra perto.
A escrita me encontra na noite, instante em que a melancolia se aproxima e se torna minha mais fiel companhia.
A melancolia é a poesia da alma que se recusa a ser anestesiada pelo entretenimento barato e pela felicidade de plástico que vendem nas esquinas. É a coragem de encarar o tédio e a dor, encontrando neles a substância real da nossa jornada humana.
A melancolia é o eco das histórias que a nossa alma esqueceu de contar e que agora insistem em sussurrar nas noites vazias, pedindo para serem registradas. Eu sou o escrivão desses fantasmas, o secretário de uma dor que não tem nome mas que exige ser ouvida.
A melancolia é uma visita que chega sem avisar e senta-se à mesa para tomar um café frio conosco, o segredo não é tentar expulsá-la aos chutes, mas ouvi-la com atenção, pois ela sempre traz notícias de partes de nós que esquecemos de cuidar no meio da correria.
Há em mim uma melancolia antiga, quase litúrgica, como se minha alma carregasse memórias de tempestades que minha própria consciência já não consegue nomear.
Eu conheço a melancolia pelo modo como ela acende as coisas simples: uma xícara, uma janela, um nome antigo, e tudo passa a doer com elegância.
Minha melancolia não é desistência, é o modo que encontrei de olhar o abismo sem negociar minha humanidade.
A melancolia é uma janela aberta por dentro, o vento entra, desarruma tudo e, ainda assim, deixa o quarto menos morto.
Existe uma melancolia particular na passagem do ‘quero permanecer contigo’ para o ‘devo permanecer contigo’: quando o desejo cede lugar ao dever, alguma coisa do amor se transforma.
Noites de lua cheia me trazem um pouco de melancolia. Ninguém me ensinou á ficar bem sem seus sinais. Vou enlouquecer por te imaginar nesses quatro cantos do mundo. Vou enlouquecer sem qualquer notícia. Será que anda fumando? Será que ainda toca naquele bar que nos conhecemos? Eu poderia passar por lá como quem só quer afogar as tristezas num copo de Absinto, mas e se você não estiver? Vai doer mais ainda porque pensei que poderias estar lá?
Depois de tanta amargura absorvida,tanta raiva,tanto medo.desgosto,melancolia e imperfeição…meu sangue permanece doce e com o mesmo sabor.Isso me faz perceber que tudo é superficial e que apesar de tudo eu continuo VIVA.
Tempos que não voltam são feitos para serem guardados com saudosismo, não com
melancolia. O que passou passou e a gente tem que seguir.. porque tem uma vida pra criar...
A melancolia já havia comprado um terço das minhas emoções, e as suas palavras inundavam dentro de mim como uma chuva fina. Assim, os meus olhos caíram na travessia dos últimos momentos.
