Poemas Góticos
A senhora antiga e ranzinza que mora na sombra e vive na escória de sua capa cinza e triste, nunca saberá o significado da felicidade.
"Ja rasguei a minha pele para ver se em algo ajudava,para ver se pelo ferimento saia a dor que meu coração carregava"
"Nem todo mundo que considerei,teve a mesma consideração assim
No fundo eu só quero alguém que nao desista de mim"
Depressão não é tristeza contínua, é simplesmente não sentir nada, e esse é o problema.
O vazio me consome.
Como são imprevisíveis os sentimentos. Num momento está tudo tão bom e no outro parece que o mundo virou de cabeça para baixo. A melancolia chega de tal forma que parece que tudo de dentro do corpo vai sair para fora. Não gosto de me sentir assim ,mas parece que minha mãe sente-se bem em me ver triste,Depois ela se aproxima como se nada tivesse acontecido,como se as palavras dela não tivessem me atirado a um precipício ,o qual já quis pular várias vezes,ainda criança e agora adulta.O que me segura em terra é meu filho que quando ,ele sorri pra mim ou me olha com os olhos de ''você é tudo pra mim''.É o que me faz seguir em frente.
Autorretrato
De minha mesa vejo um homem escrevendo ansioso, ocioso e melancólico. Seu semblante lúgubre e sem harmonia é de uma criatura alheia a seu próprio universo. Com mãos trêmulas, traça seu drama pessoal sobre uma pequena toalha de papel. Sua escrita é serena e seu gesto tem a cor e forma da tragédia. A sensação que me ocorre no momento, é que estou diante de uma pessoa profundamente deprimida. De onde estou é possível perceber seu vacilante destilar e o advento de uma lágrima a rolar. O momento é delicado, por um mísero instante ele parece hesitar, olha para o horizonte, um olhar perdido, talvez esteja preso a um passado distante, quiçá deseja-o esquecer. Em súbito volta a rabiscar, como se algo o puxasse de volta a sua atividade febril. Através da sombra que se faz à meia luz, consigo visualizar a silhueta de sua mão a escrever, agora mais calmamente, como se estivesse tecendo cada verbo de uma composição. Talvez esteja construindo uma escrita subliminar, rabiscando seu tormento, sinto-me tocado por sua aflição. Proponho-me a imaginar sua amargura, o que realmente o move a agir daquela maneira? Não obstante, calmamente o homem se levanta, olha para o horizonte e pensa por um momento, em um gesto hesitante, gesticula uma súplica. Ele olha para trás, olha para sua mesa e permanece estático, logo, se vira e vem em minha direção. O homem passa então a meu lado, segue seu caminho a passos calmos, sem pressa e desaparece. Com tremenda sensação de euforia não resisti ao desejo sublime da curiosidade, e calmamente fui à sua mesa, ocasião em que pude ver o pequeno pedaço de papel e me deparei com o esboço de um homem extremamente triste, e a baixo uma descrição: "eis-me aqui; assim me sinto no momento"!
A tristeza me acompanha assim como minha sombra. A sombra no escuro desparece, a tristeza no escuro se liberta.
Na sombra da tua ausência a morte me afaga e acolhe em teus braços, sinto falta dos teus abraços, minha amada.
O povo que andava em trevas viu grande luz, e aos que viviam na região da sombra da morte, resplandeceu-lhes a luz.
Gerar a vida é outorgar uma sentença de morte, mas é justamente a sombra desse fim que ilumina a urgência de transformar cada instante em um tesouro irrepetível.
Quando mais preciso viver, encontro em mim uma sombra moldada pela ausência do medo da morte. Hoje carrego comigo um símbolo, um lembrete silencioso de que já não temo o mundo. Carrego uma moeda para o barqueiro, como quem lhe diz que estou preparado, embora, no fundo, ainda não esteja pronto para partir.
Muitas vezes enfrentaremos o vale da sombra da morte sozinhos, sem esperança de que alguém próximo apareça com uma palavra de conforto. Nesses momentos, quando o silêncio pesa e a dor parece maior do que nossas forças, aprendemos que não estamos verdadeiramente sós. Ainda que faltem vozes humanas, permanece a presença fiel da Trindade Santa, que sustenta, consola e guia. É nesse vale que a fé amadurece, e a alma descobre que Deus é companhia constante, mesmo quando tudo ao redor parece ausência.
O Vale pode ser de Sombra e de Morte, mas quando A Luz do mundo, O Autor da Vida está presente, não precisamos temer mal algum!
“Eu viajarei no tempo, mas, ainda que ande pelos ermos da terra, ou pelos vales, da sombra da morte, ainda que beba o cálice da sabedoria ou me embriague com a taça da loucura, eu lhe prometo que voltarei… Atravessarei os umbrais do espaço, transportarei os portais, do tempo e a procurarei como o mais apaixonado dos amantes, como o ofegante á procura do ar, como o deprimido em busca de fagulhas de alegria, como o romancista que garimpa ansiosamente mais uma vírgula nas curvas da sua imaginação para continuar a escrever a sua mais sublime história de amor… Eu a amei, eu a amo e a amarei.”
:: O Colecionador de Lágrimas
"andei pelo vale da sombra da morte,sozinho, porque tu estava comigo, mas eu não estava contigo; a tua vara e o teu cajado me consolaram, pela minha fraqueza, pela minha ignorância e meu desdém"
