Poemas Famosos de Morte
A morte nos traz reflexões diárias,
sobre o quanto a vida nos designa a traçar caminhos diferentes.
Nossos sonhos parecem reais,
mas as vozes já não se comunicam mais.
Os abraços, sorrisos e tristezas se vão.
Mas só conseguimos guardar tudo isso na alma e no coração.
morte morte
eu não te darei este gostinho de ceifar minha vida
antes que busque em mim o seu prazer
eu abrirei mão desta que só me trouxe noites e tempestades
farei assim
E minha melhor
a minha melhor amiga a solidão
será minha testemunha
o meu último ato como libertação
não morte
não se ira de mim com teu ódio
mas veja minha absolvição como o teu auxílio
eu vivi para conhecer a vida dos vivos e desejo não viver a mais como prisão pois se viver entre os sorrisos pouco duradouro que se encharcam nas lágrimas das Noites e dias
e ver o tempo passar de felicidades que só antecipam a tristeza
então morte
Oh morte
deixe-me partir do meu jeito sem me despedir
Não quero
depois da morte.
Sempre querendo mais
depois de 40 anos
já entendi
nada aqui satisfaz
já que é pra ser assim
eu já quero o eterno
aqui
sem pressa
sem demora
quero começar
isso nessa hora.
não quero depois
da morte
já quero essa
sorte
começar
vislumbrar
e o eterno
já vivenciar.
A morte está na próxima batida do coração. Silenciosa, paciente, invisível, ela se esconde entre os intervalos do sangue, entre o suspiro que não percebemos e o instante que chamamos de agora.
Cada pulsar é um aviso, uma lembrança de que somos passageiros, fragmentos de luz que dançam por tempo incerto, que respiram, amam e sofrem, sem garantias.
E, ainda assim, é nesse compasso efêmero que a vida floresce. É no saber que a morte nos observa de perto que cada gesto ganha intensidade, cada olhar, profundidade, cada abraço, a eternidade contida em segundos.
Porque viver é isso: sentir o frio da presença do fim enquanto o coração, teimoso, insiste em bater. E na próxima batida… talvez sejamos eternos, talvez sejamos nada, mas, até lá, somos tudo aquilo que ousamos ser.
Eu queria saber onde encontrá-los depois da morte, em qual esquina da eternidade seus abraços ainda me esperam. Queria apenas mais um dia, mais vinte e quatro horas para ouvir suas vozes, guardar seus sorrisos e me despedir mais uma vez.
Mas a saudade é esse lugar impossível, onde o amor permanece e o tempo não volta. E, talvez, meu maior desejo seja este: poder escrever sobre vocês sem que a dor escorra pelas palavras, e transformar a saudade em apenas mais uma forma de amar.
BR MORTE 153
Na imensa e negra passarela
Desfila a senhora da escuridão
Escolhendo a cada cratera
Aqueles que ficam, aqueles que vão...
Aqueles que em seu corpo trafegam
Levam na alma o medo
Pois suas crateras revelam
Ceifas de vidas tão cedo...
Caminho frio da incerteza
Margens do descaso cruel
Onde paira a fúnebre tristeza
Derramando lágrimas de fel...
Imensa lâmina opaca
Unindo o sul e o norte
Espalhando corpos e sucatas
BR caminho da morte...
Gigantesca vergonha Nacional
BR da insensatez
Caminho torvo e mortal
BR morte 153.
Eu sou forte, eu venci a morte, eu fiquei em pé quando tentaram contra mim.
Eu sou forte, superei o medo de atravessar as fronteiras e o de morrer nas trincheiras, onde tentaram me sepultar.
Eu sou tão forte que reeguida da dor, olhei para as minhas marcas e agradeci por ser quem sou.
Eu sou forte, desconsiderei as traições, as covardias e tive a ousadia de recomeçar.
Eu sou forte, sei que tudo posso, e portanto, como rainha do meu próprio reino para mim mesma decreto: terás da vida o melhor, alcançarás o mais alto lugar e sentirás o amor fluir e florir tua vida.
Nildinha Freitas
O primeiro dia após a morte
É vago, vácuo, vazio e ócio.
Pois a insatisfação, a tristeza, a dor e o esmorecimento promove a prostração.
0 primeiro dia após a morte
É também o primeiro passo à depressão.
A nostalgia e a angústia causam o dissabor
E incitam a consternação.
A amargura é fruto do
padecimento
Do luto, do infortúnio
E da mortificação.
O primeiro dia após a morte
É sim, um dia de aflição
Da pena , do pesar e da inquietação.
O primeiro dia após a morte !
É dia da infinidade sem fim;
É sempiterno.
04032018
Provavelmente o pior da morte, não é ela propriamente dita. O pesadelo não reside mais no corpo. Mas ainda é dominante ao espírito. É surreal a posição daquele que desencarnou e agora está na esfera da observância, sem nenhum poder de intervenção, sobre as ações que lhe contraria.
150626
OPS:
Here, teacher ( a morte )! Tic tac, tic tac. Recobrei a consciência. Ainda há tempo? Sniff, snif, snif.
Devias ter vivido, o presente. Passaste todo o tempo preso às memórias. Vivestes intensamente a mercê das expectativas e da esperança.
040726
Eu vi a morte uma vez.
Quando eu tive meu primeiro sonho.
Era escuro, frio, cercado de árvores.
Mas eu seguia o caminho, descalça.
Até que eu vi ela, brilhante, quente, familiar.
A morte é uma mulher.
De manto e véu branco.
Ela é alta, sem rosto, e me tirou da escuridão.
Me levou pra um quintal com a grama vibrante.
E uma casa branca de madeira.
A casa onde eu cresci, a casa a qual pertenço.
Eu vi a morte uma vez.
Ela era linda.
UMA CARTA PARA A MORTE
Tenho medo de olhar em teus olhos, mas tenho vontade de sentir o teu beijo frio e o teu abraço gelado, me envolve com tua mortalha, me leva daqui, quero derramar minhas tristezas em teus braços. A vida me fez te desejar, sinto que nasci para morrer, parece que fui feito pra você, quero ir ao mais profundo do abissal, onde ninguém possa me encontrar. Deixa eu lavar tua veste com minhas lágrimas, canta pra mim uma música triste, então deitarei em teu colo e dormirei e não mais acordarei.
Autor: Raone Fonseca
"" Quero teu ouro
essência plena
como lembranças de um fogo
que nunca a morte temeu
enquanto luz
levará ao passado
lembrado nas cinzas...
de algo maior
que um dia sem querer
se perdeu
Às vezes penso que a morte é invejosa...
Leva consigo tudo aquilo que é bom na vida e guarda só para si.
Espero eu, que quando puder sentir o seu abraço, devolva tudo que me levou.
E preencha novamente o vazio que deixou.
Intimidade da morte
É engraçado como eu e a morte somos próximos. Ela me avisa que vai tirar alguém de mim, como se isso fosse fazer doer menos, mas ela não me explica por que isso tem que acontecer.
Ela chega sem pedir licença, senta ao meu lado em silêncio e me encara como quem já conhece todas as minhas fraquezas. Às vezes diz quando, às vezes dá um aperto no coração, mas nunca diz como. Apenas deixa a sensação de que algo está prestes a mudar para sempre.
O curioso é que mesmo odiando sua presença, eu aprendi a reconhecer seus passos. Antes de cada despedida, existe um silêncio diferente, um peso no peito que nenhuma palavra consegue aliviar. E eu fico tentando negociar com o inevitável, como se o universo aceitasse barganhas feitas com lágrimas.
A morte sempre leva alguém, mas nunca leva apenas uma pessoa. Ela também arranca pedaços de quem fica. Rouba risadas que ainda não aconteceram, conversas que nunca serão terminadas, abraços que estavam guardados para outro dia qualquer.
E ainda assim, a vida insiste em continuar. O sol nasce como se nada tivesse acontecido, as pessoas seguem seus caminhos, o relógio não atrasa por causa da nossa dor. Talvez seja essa a parte mais cruel... descobrir que o mundo não para quando o nosso desaba.
Talvez um dia eu entenda por que algumas histórias terminem, talvez eu nunca entenda. Mas até lá, vou carregar comigo a saudade de quem partiu e o privilégio de ter vivido momentos que nem a morte foi capaz de apagar. Porque ela pode levar corpos, vozes e presenças, mas nunca conseguirá apagar o amor que ficou.
E sem perceber, a cada despedida ela volta a me visitar... Já não somos mais estranhos.
Entre perdas, silêncios e saudades, eu e a morte vamos nos tornando íntimos, não porque eu a aceite, mas porque ela insiste em fazer parte da minha história.
morte nem sempre chega em silêncio.
Às vezes ela cresce devagar
dentro dos olhos cansados,
nos sonhos abandonados,
na parte da alma
que desaprende a sentir.
Há mortes invisíveis
que ninguém enterra.
A da esperança,
a da inocência,
a daquela versão nossa
que um dia acreditou demais.
Helaine machado
Chamamos de irmã a morte,
embora dela fujamos sem cessar.
Ela não nos rouba a esperança;
apenas a conduz para além do olhar.
É dura para quem fica,
silêncio que rasga o peito e faz chorar.
Mas, para quem parte em Deus,
é a porta por onde a Vida vem abraçar.
A morte fere os vivos,
não porque vença o amor,
mas porque o amor sente a ausência.
E, ainda assim, nossa irmã
leva o peregrino ao encontro
da Vida que jamais terá fim.
