Poemas Famosos de Morte
Vida: um pesadelo terrível, efêmero, amargo, onde nada é real, dele só acordamos quando o beijo da Morte nos desperta, maternal e gentil.
É no desenvolvimento de nossas relações que se manifesta o poder que há em nós de trazer vida ou morte"
Já se perguntaram sobre o significado da existência? Eu já, inclusive muitas vezes. Anos de reflexão para simplesmente perceber que o existir em si, é o próprio inexistir, pois tudo que se aprende um dia, vc esquecerá, seja pelo Alzheimer ou pela morte orgânica do seu cérebro. Somos insignificantes seres de vivência efêmera perante a idade e o próprio existir do Cosmos.
"Nunca me perguntaram o porquê, que eu não gosto de dormir. Afinal a resposta é simples, tenho medo de fechar os olhos e nunca mas sair do vácuo vazio de escuridão da inexistência. Porque quando você está sob efeito do sono, você não contempla a realidade, tudo é inconsciente, e por um breve momento você deixa de existir. O sono nada mais é, do que pequenos breves testes para aquilo que chamo de inexistência. Afinal isso é a morte da consciência pensante, e o fim de tudo aquilo que você é".
O saudosismo é uma sensação tão poderosa, ao ponto de projetar na existência humana, uma extrema necessidade de acreditar em uma realidade paralela onde o esquecimento, a morte, a dor e o sofrimento não existam, por mais que isso seja uma vã e tola ilusão do eu. Os pressupostos de pós-vida são muletas Metafísicas de subterfúgio de sentido existencial, fruto do desespero mediante o desamparo e separação dos entes que amamos.
NADA e TUDO são profundamente opostos e abrangentes. Mas não significa que o NADA seja algo infinitamente vazio, ou que o TUDO seja algo absolutamente completo. TUDO e NADA são relativos, e diante do TUDO e do NADA absolutos, ambos são absolutamente nada.
A Eternidade é a carruagem do tempo, ensandecida em sua interminável viagem pelo infinito. Ela é o oceano sem limites, sobro o qual passam as frágeis frotas dos tempos, das idades e das eras em sua inútil e ridícula jornada rumo ao nada. Diante da Eternidade, um ano, um século, um milênio, mil milênios, um trilhão de milênios, não chegam a representar nem sequer um mero segundo. Em face da Eternidade os heróis desaparecem, as pedras viram pó, as estrelas perdem seu resplendor, e os deuses, consumidos pelo tédio de contemplar inertes o repetitivo devanear de galáxias moribundas, clamam pela morte...
Quando se faz besteira a gente paga um alto preço.
E mesmo assim, este preço pode não estar à altura de nosso pecado.
O homem de coração obstinado não se arrepende e nem perdoa, nem mesmo quando o seu estado paliativo lhe presenteia com a palidez dos moribundos - aquela que anuncia a proximidade inexorável da sentença final.
Epitáfios são poesias da morna vida que aqui jaz. Aqui, onde as trevas outrora sombrias e aterradoras, transformaram-se num inerte alento de paz, alheio às agruras e incertezas da existência que não mais é palpável. Uma existência de guerras e dores. Aqui jaz a paz.
Tudo foi um grande silêncio antes de viver, e tudo será enormemente silencioso após morrermos. Entre estes dois extremos, a que chamamos vida, prevalece o barulho da existência.
"Quando você estiver prestes a morrer, lembre-se de quem você foi. Se você não era ninguém, então lembre-se de quem você NÃO foi."
É sobre mandar flores enquanto há vida, é declarar-se enquanto se ouve. Pois no fim, o que importa é esse intervalo vivido entre a vida e a morte.
Bem e Mau são realidades que o Mau tenta esconder e o Bem tenta revelar, embora todos geralmente têm medo do Mau e sempre o seguem, ou nunca o admitem, por sempre achar que não podem vencê-lo, embora seja muito fácil, apenas seguir o que você achar bem melhor.
É sempre muito cedo para a partida.
Quando morremos nunca tivemos tempo para conhecer a vida toda...
Quando será que os profetas que tem visão de anjos, bola de fogo, bandeja de ouro, porta aberta... vão ter visões de vidas morrendo do lado de fora, nas ruas da cidade?
O homem que não honra a memória dos guerreiros que deram a vida lutando ao seu lado, não é digno de confiança de ninguém.
