Poemas e Poesias
Poesia
É teu rosto
Mesmo sem maquiagem
O seu silêncio
Mesmo no meio do caos
É seu corpo
Mesmo com estrias
O seu sorriso
Mesmo em péssimos dias
Cansei de tudo, vou tentar fazer poesia, Talvez meus questionamentos lhe convenha,
se pá minha duvida é tão profunda quanto a tua
O que é difícil, tanta gente rasa e eu um mar que flutua
Abre o insta ai pra gente postar um story, a cada foto sua é mais um que morre
Alô?
Teu vazio existencial disse hello, também disse que os likes não vão tirar ele daqui não, falou?
Ficou confuso? Que pena, gente de mente pequena, não vê que a maldade lhe envenena, fazer o que, é o sistema.
NATAL, CHEGOU!
Ah! Natal, soam sinos na noite iluminada
Ecoam cânticos vivos de cândida poesia
E toda a vida palpita em festa, em alegria
Na modesta estrebaria, de divina morada
Sobre a palha, sem rendas, ou dourada
Seda, o Menino Deus, nasceu de Maria
E dos pobres, oferendas, numa romaria
Entre os animais, singeleza, mais nada!
Não nasceu entre pombas reluzentes
Presentes os humildes e a paz do luar
Cheio de graça, nume dos diferentes
Jesus nasceu! pra nós ensinar a amar
Sobem os hinos de louvores torrentes
Foi para os pobres seu primeiro olhar...
© Luciano Spagnol
poeta do cerrado
Novembro de 2018
Cerrado goiano
Olavobilaquiando
Águas de ontem
Vasculhei nos acúmulos do baú, a procurar um poema belo
No juntado de saudade nada encontrei senão lágrimas doidas
Segui remexendo, entre amores perdidos no tempo, dores
Sabores ainda não degustados e muitos dilemas
Havia ali, esquecidos, alguns sorrisos em preto e branco
Alguns instantes eternizados na fotografia betumada
Tantos entre tantos, encontros e partidas
Abraços vivos ainda longe, muito longe da despedida
O coração, navegante sereno, agitou as águas do mar
Dos olhos de ver o ontem, choveu uma tarde inteira
Fiquei absolto nas corredeiras que se formavam
E o poema encontrei, náufrago e ilhado
Estava ali um tesouro de valia duvidosa para alheios
Um monte de coisas velhas, sobrepostas, incompletas
Cadernos de rascunho de próprio punho
Onde alguém assinava com alcunha de poeta
Sobre o poema?
O poema era tudo aquilo ali esquecido
O poema era o tempo vencido
Onde estarrecido agora chorava em silêncio
O menino de ontem... Envelhecido.
José Regi
POESIA PARA NÃO ESQUECER
Garota de sonho e de luz,
De brisa e de mar,
Que trago inscrita na minha alma
E também no meu lembrar.
Leve consigo os meus sonhos,
O brilho do meu olhar,
Os meus sentimentos mais profundos
E as rimas do meu pensar.
Mas se acaso não puder
Ou for muita carga para o seu caminhar,
Leve ao menos a pureza do meu amor,
A certeza do meu amar.
Identidade**Poesia
O que é ser?
Eis uma questão?
Cada um numa caixinha, com sua redoma de vidro, com muitos filtros?
Onde está a essência do ser?
Em estereótipos e estigmas?
A identidade é construída durante toda a vida.
Com suas perdas e ganhos, promessas e dívidas.
Identidade é muito além de etnia ou gênero, tem a ver com história, com vivência, experiências..
Então, não venha me rotular ou me encaixar, afirmando que tenho que casar ou que o inferno é o meu lugar.
Meu lugar é onde eu quiser, é escolha e conquista minha!
Que faz parte da minha identidade, em que identidade significa quem sou, Quem sou? Eu decido, problema meu e não seu!
Não me aceite, não preciso disso, mas me respeite, porque independente da minha identidade, sou humana!
Cadê sua humanidade?Está numa caixa?Abra!
“Poesia
Os teus olhos amor, dizem as coisas mais lindas, neles busco a essência da perfeição. Mergulho nesse teu "AMOR" e somos poesia de coração.”
A poesia nasce
No coração do poeta
Para levar companhia
A vossa alegria
Faça chuva ou faça sol
Faça frio, ou calor
Ela está sempre disposta a diminuir a sua dor
O que seria da poesia
Se não houvesse um pensador
Na criação das palavras
Na plenitude do orador
No mais impetuoso medo
Deixando pra trás o rancor
Lhe fazendo um desejo
Pedindo paz e amor.
Poesia da Saudade
Hoje a saudade bateu forte
E não pude evitar
Caíram lágrimas dos meus olhos
Mesmo eu tentado cantar
Num lugar qualquer, minha princesa
E meu anjo do coração
Estão bem perto e tão longe
E sempre em minha oração
Nem tudo o tempo cura
Nem sempre é fácil entender
Que oque era tudo hoje é nada
Deixando um vazio, difícil de preencher
E assim vou seguindo em frente
Numa esperança desvalida
Mas o que seria de mim
Sem estas existências de vida
E para acalmar minha alma
Deus tem sido o consolo
Sei que ainda há lugar
Para o sonho de um retorno
Nem tudo está acabado
Enquanto houver fé e amor
E Jesus no comando de tudo
Lembrando, confie eu sou o salvador
Sou prosa... sou poesia
No silêncio da madrugada sou o caos e a bonança.
Sufocada por nova crise.
Dormindo feito criança.
Ora tempestade… ora calmaria.
Às vezes sou chuva tensa… chuva densa.
Às vezes sou sereno o mais sereno.
Sou alegria.
Sou melancolia,
Ora sou paz total.
Ora, guerra mortal.
Sou prosa… sou poesia.
Nesse mar de variação… vivo inteira o meu dia a dia…
CONTUDO
Contudo vai haver um poema rimando tudo de mim
Contudo vai haver um eco ressonando tudo de nós, assim,
Tenho pressa
Tanta coisa, nada, o fim
Tudo interessa
A lua, as estrelas... enfim,
A lágrima que rola que me resta
Neste novelo de: não e sim
Me basta um olhar pela fresta
Do amor, inflamando outro estopim.
© Luciano Spagnol - poeta do cerrado
Fevereiro de 2015 - Cerrado goiano
Quem sou...
Eu nasci poesia
e a vida em verso me fragmentou.
Fui flores e também espinhos,
soluços e canções nos caminhos.
Fui prece e desalento.
Palavras de blasfêmias ao vento.
Daquele que me amou fui apenas
a nota da canção que ninguém cantou.
Ela é romance e poesia
Ela é recado de paz para o coração
Ela é doce, mas detesta drama
Não procura briga com ela
Porque ela vai te deixar falando só
Ela nasceu para ser calmaria
Não nasceu para ser tempestade.
Eu gostaria que pessoas fossem feitas de letras,
Fossem um livro de poesias,
O favorito de alguém,
Que fosse pra sempre,
Não passageiro,
Dói, depois passa,
As feridas ficam,
Se tornam cascas,
Depois marcas,
Cicatriz.
*Quem Ela É!*
Ela é sol que raia na plenitude da escuridão
É céu é sol é Mar é chão
É poesia é chuva no sertão
Seus olhos brilham como luz
Seus cabelos Ruivos
E sua boca linda seduz
Ela fala com voz de silêncio
Ela é diferente
É Rio é Mar é água corrente
Daquelas que seduz a gente
Sobre ela eu tenho muito a falar
Eu poderia falar tudo ,
Poderia falar que ela é uma princesa,quem sabe uma Deusa talvez Justificaria a sua beleza
Princesa?
Deusa?
Não! Não tenho certeza
Certeza sim de uma coisa eu tenho
Uma mulher igual a ela não se encontra por aí,
Ela pode ser tudo
Mais para mim será meu eterno colibrir!
Tudo em mim é poesia,do mais alto grito,ao silêncio profundo.
Basta ouvi-los e saber interpretá-los
feito de amor e do que me restou nesse mundo,recravo
Me refaço de pedaços,deixados pela dor
que se torna lembrança
deixando o cosmo no meu interior brilhar
Volto a ser criança,sem pudor.
Acho que me apaixonei de novo
Porém lembre se que se dessa vez o amor não doer
Não terá poesia,e se doer terá mas de boa
Quantia
