Poemas e Poesias
Anjo
Pego a minha lâmpada, agora apagada
Vou em direção a minha janela, encarando o céu
E dele desce um ser com uma luz branca ardente, mas ainda consigo enxergar as suas magníficas asas
Ele me entrega uma nova lâmpada, acessa
Eu a pego e agradeço, e ele vai embora
No dia seguinte, eu faço a mesma coisa
No outro também
E mais outro dia
Novamente, vou a minha janela com minha lâmpada esgotada
Passa um tempo e o meu anjo não vem
Esperei toda a madrugada por ele
Cansado, me sentei no chão e abri a minha lâmpada, buscando acende-la
Se passa várias madrugadas
E eu finalmente consigo acende-la
Sem precisar da ajuda daquele ser divino
Posso acender as minhas lâmpadas eu mesmo agora.
Barco a vela
Dentro do meu barco, começo a remar
Numa direção reta
A ignorar a vela que estava presente no mesmo
Manusear um barco é mais difícil do que eu pensava
Perco o meu equilíbrio e o meu barco vira
Caio na água, que surpreendentemente não estava gelada
Puxo o meu barco e retorno a uma superfície
Subo nele de novo e volto a remar
Mas não tem progresso, a correnteza está puxando o meu remo
Luto contra ela, mas depois de tanto tempo, minhas mãos enfraquecem e soltam o meu remo
Entro em desespero, agora não tenho como controlar o meu barco
Então o vento vem e movimenta aquela vela do barco que antes não me tinha utilidade
Começa a ir em uma direção que eu desconhecia
Mas não deixa de ser linda
Ilhas que eu nunca vi
E provavelmente nunca veria
Se eu não tivesse largado
Aquilo que me prendia.
GERMINAR
Sem respiração.
Então,
Te aviso de antemão
Que este verso será vão!
Mal cabe na palma da mão,
Que dirá em meu coração.
Gostaria mesmo que fosse grão
Para germinar neste chão.
Don Tiago da Rocha Sales Piauhy, Sampa, Sp, Outubro/2015
CURTA.
Escrevo coisa com coisa.
Não digo e repito.
Nessa sanha de por para fora,
Rumino. Insisto.
Palavras me concretizam,
Me imortalizam,
Até sensibilizam.
Mas são definições.
E o que se define?
O rio que vejo agora é outro.
O tempo, corre sempre solto.
De nada se tem controle.
De tudo se quer um pouco.
Mas o que se tem de fato, é cova.
Ainda assim vou sorrir.
Cantar agora neste instante.
Seja na chuva, no sol, na lama.
A ferro e fogo não!
Paciência.
Para se viver é preciso morrer, não é?
E se morre de repente.
Se vive, constantemente.
Na maestria da vida, tudo está certo.
Nada fora do lugar.
É no perfeito caos que se pode achar harmonia,
E na mais perfeita harmonia, dar de cara com o caos.
Então, vivamos quietos.
Quietos, mas não cegos, sem sensibilidade alguma.
Acreditando sempre,
Pois quando não se crê mais em nada,
Nada pode não mais ser.
E o que eu sei da vida?
Apenas que ela é curta.
Don Tiago da Rocha Sales Piauhy - São Carlos, Sp, Março/2014
Como sinto um pesar em meu coração
No momento em que tive que deixar a minha amada
Mas eu nunca me esquecerei dela afinal como poderia?
Como poderia eu esquecer daquelo sorriso em que eu fico paralisado e atordoado quando eu vejo?
Como poderia eu esquecer daqueles lindos cabelos que parecem a mais preciosa seda?
Como poderia eu esquecer dos beijos doces que pareciam mel?
Como poderia eu esquecer do seu abraço que me confortava quando estava eu aflito?
Como poderia eu esquecer da sua linda voz que me acalmava e me trazia plena paz?
Como poderia eu esqucer sua beleza angelical que me fazia viajar pelas mais lindas flores de um belo campo?
Como poderia eu esquecer...
Uns, apenas enxergam. Outros, tudo sentem. Estes? São poetas. Aqueles? São sentidos pelos poetas que os transformam em versos.
O poeta sabe que na arte da inspiração há uma ação que pira, mas não é ira. É apenas uma expiação.
"Quando tentam me ofuscar,
meu grito ressurge,
na tentativa de me parar,
por não aceitar a verdade de ser eu"
"Os lobos são belos e selvagens
Te valorizam até você cair ao chão
E quando sem forças você estiver
Atacarão"
Um desejo jamais que alcançarei entre os meus céus iluminados
Vejo uma luz tão forte e fiquei aturdido imediatamente entre os seus braços
Com seus braços tão macios como uma pluma, serei abençoado pela sua energia condicionante
Entederei que suas palavras, serão a amargura do meu destino, e a inquietude dos meus pensamentos
Seus belos sonhos, serão os mais próximos que a minha mente pode alcançar dentro de seu âmago
Batalharei entre as nuvens e guerrilhar entre os piores pesadelos sombrios do destino
Superei todos os meus desejos mais sombrios entre minhas vidas passadas, e nessa. Mudarei.
Jamais imaginei que os céus estivessem tão pertos como uma fora. Você não entenderia
Meus belos pensamentos, cantarei para vocês com todo meu fôlego e libertarei vocês, malditos!
Suas mãos gélidas, congelaram minha alma, e jamais entenderei o por quê voces fizeram isso com ela!
Malditos! Entendam a beleza e a inquietude de minha alma, e jamais saberão o que é dor! Jamais
Acalme o meu pensamento, pois neles, vocês jamais iram fugir, meus belos pensamentos. "
Eu prometi que não mentiria para o proximo, E uma questão de respeito e uma boa relação
mas o foda e que continuo mentindo pra mim mesmo
porque e facil enganar a mente
impossivel o coração
Eu posso dizer que eu to bem, mesmo se eu não tiver
eu posso te dizer que eu vou, mesmo se eu não quiser
eu posso te dizer que eu tenho, mesmo se não tiver
mas eu não posso te dizer quem eu sou, se eu não souber
se conhecer não e a chegada mais sim o caminho
e a parte ruim e que nessa rua a gente só caminha sozinho
Ano Novo
Meia-noite. Fim
de um ano, início
de outro. Olho o céu:
nenhum indício.
Olho o céu:
o abismo vence o
olhar. O mesmo
espantoso silêncio
da Via-Láctea feito
um ectoplasma
sobre a minha cabeça
nada ali indica
que um ano novo começa.
E não começa
nem no céu nem no chão
do planeta:
começa no coração.
Começa como a esperança
de vida melhor
que entre os astros
não se escuta
nem se vê
nem pode haver:
que isso é coisa de homem
esse bicho
estelar
que sonha
(e luta).
"Não importa se perdi,
sofri,
ou feri o meu peito,
no encanto da vida,
e na partida,
só vale,
se fiz do meu jeito."
“Suplício da saudade”
— Revisando meus guardados,
em um baú juncado,
encontro junto a uns papais envelhecidos pelo tempo, bilhetinhos, que escrevi com carinho, enviados como recado
— Aquele feixe de papeizinhos, envolto com cetim e um delicado lacinho,
que devolvestes do que restou de nós dois
— Que no clima quente da paixão rabisquei, coloquei no papel,
o amor que amei
— Quando os olhos teus
iluminou os olhos meus,
e feliz fiquei
— Escrevi doces palavras,
que em sussurros escutava enquanto loucamente te amava
— Errei, ao dar atenção em demasia ao coração,
enxergando somente o momento, sem esmiuçar o sentimento, o depois, e falhei
— Vivendo na utopia do amor, restando só a dor que saboreei,
posso garantir,
não agradei
— Restituiu totalmente as mensagens, só não devolveu o amor que devotei
Rosely Meirelles
PRIMAZIA DA ESPERANÇA
Para Tenório Telles
... Neste mundo louco
onde o caos prospera,
e nada mais faz sentido
no coração mesquinho
da rude pedra de carne,
o que fazer, senão oferecer
das estações, a primavera!
Neste mundo acinzentado
onde flores são pisadas
por mentes empobrecidas
e vidas são destroçadas
por medos e emboscadas,
o que fazer, senão oferecer
luzes de estrelas e sonhos!
Neste mundo desatinado
onde o belo é esfacelado,
valores são desconstruídos
e pesadelos são cultivados
em cinzas desilusões,
o que fazer? Senão oferecer
balsamos de esperanças!
Neste mundo insano
- de girassóis desfolhados -
em que se desdenham da flor
e exaltam a medíocre dor
da ignorância e miséria,
o que fazer? Senão oferecer
ao mundo, a canção dos poetas!
Eylan Lins
In: Autobiografia: Antologia Poética do Clube Literário do Amazonas - CLAM. Rio de Janeiro: Autografia, 2021.
Não adianta falar dos problemas meus,
estes resolvo-os
entregando-os nas mãos de Deus.
Tenho que falar é da alegria,
em forma de versos
em alegres poesias,
agradecer o amanhecer
de um novo dia,
e ao anoitecer orar
para Deus, me guardar
e meus sonhos abençoar.
aferi
Nada de novo na rotina humana,
as mesmas emoções, toda semana,
nem nos jornais o crime é novidade.
Por isso escrevo versos e detalho,
Batendo em ferro frio com meu malho,
O que a rotina julga insanidade.
SUSPIRO FINAL
Se sentindo inútil
Ao ponto de perder a vida
Sem ter mais sonhos
Sem ver uma saída
Desejando um grande amor
Mesmo sabendo que não chegará
Deixando ser iludido
Por aquilo que apenas me prejudicará
Sem esperanças para o amanhã
Vivendo sem brilho no olhar
Com medo de algo ruim acontecer
E não saber se tudo vai melhorar
Atravesso a rua e um carro
Acaba batendo em mim
Nos segundos finais sorrio
Meu sofrimento chegou ao fim
‘A criança que existe em mim’
— Abro a janela pra criança que existe em mim!
— Ela é feita de histórias, cantigas,
suspiros, risos, castigos,
muitos “NÃOS” e grandes alegrias!
— Ela cresceu brincando, pulando amarelinha, fazendo cozinhadinha, ela amava uma sombrinha!
— E seu curso o rio seguiu!
— A menina, cresceu, estudou, outros idiomas aprendeu, conheceu o amor, sonhou, viajou, em outros Países morou!
— Sonhos, muito maiores que
os sonhados, realizou, porque Deus a abençoou.
— No vai e vem pela vida, foi
deixando suas marcas, suas pegadas,
às vezes profundas,
outras bem delicadas!
— Às vezes saltitante, noutras, exausta, cansada e algumas vezes foi carregada!
— Hoje ela só quer adorar, entoa hinos de louvor, em gratidão ao SENHOR,
porque foi Ele que a carregou,
quando ela não conseguia caminhar.
— Às vezes descalça caminhando a beira do mar, ela se pega com Deus a falar,
fica toda esperançada!
— Falando sobre projetos
Traçando metas, agradecendo pela família que Ele lhe deu!
— Continua deixando pegadas, na estrada da vida, que ela segue a passear!
— Vai sob a direção daquEle, que sabe onde o trajeto dela chegará!
Rosely Meirelles
