Poemas e Poesias
"Tu és sonho, sardas e arrogância... teu ascendente desconheço, áries é fogo;
Exala medo e discordância, discordando da minha ânsia pelo estar lúcida...
Não sou seu porto, sou folha solta, não desejo seu amor eterno mais, ou já não tenho... Mas quero o desejo que me cura, que faz meu corpo exalar liberdade, o que me torna mulher, não sua, mas nua, mulher, ainda desejo teu eu!"
Ane Ferreira
Libélua (O diário)
Jogo do amor:
Sinto como se fôssemos crianças de novo, jogando o jogo do amor, sem nem ao menos saber o que era mar, apenas sabíamos que gostávamos da companhia um fo outro e que queríamos que aquela pessoa brincasse apenas com a gente e dessa forma decidimos segurar a mão um do outro e dizer que éramos namorados, mesmo não sabendo o que significava namorar. Tudo isso para podermos brincar mais com aquela pessoa, mas agora já não somos mais crianças e o jogo do amor não é mais segurar as mãos. A infância se foi e com ela aprendemos que amar é difícil. Nos machucados por amar pessoas erradas, descobrimos que é melhor estar sozinho do que mal acompanhado, amadurecemos e agora estamos assim, nos divertindo enquanto nos conhecemos, deixando uma mensagem oculta em cada frase e ação, experimentando um ao outro, sentindo a mais pura paixão que existe, esperando por aquele:"Eu te amo" ou por aquela bela declaração de amor. Simplesmente estamos esperando para ver quem admitirá primeiro.
Seu Silêncio:
Seu silêncio é tão ensurdecedor. Ah se você soubesse o quanto me aflige, não saber o que se passa em sua mente, não saber as respostas para meus questionamentos. Queria eu ter o poder de ler sua mente, mas aí talvez, não existiria esperança para mim. Uma única palavra sua me calara para sempre. Apenas não me deixe com minhas centenas de incertezas.
Vejo -te distante
Na verdade, estou em um vazio
Repleto de dúvidas marcantes
só de pensar, vem-me calafrios...
Por que não consigo te esquecer?
Saudade, paixão, ódio, raiva,
desespero, ilusões: vou enlouquecer!
Caminhos novos buscarei
Sonhos felizes, passageiras alegrias
de olhos fechados trilharei
Mas conseguirei essas utopias?
O que és a força que me atrai à ti?
Será uma ventura,
ou um sussurro do pior à vir?
Seja como for,
Acabe com essa agonia
Prometo-te amor
Se estivermos em sintonia...
Acendi a vela
Peguei duas taças
Uma garrafa de vinho
Na vitrola, Manhattans.
Na vivenda com a dama
Noite adentro de amor
Braços entrelaçados
Brinde, minha flor.
Gosto de gostar
de amar enquanto a lembrança me abraça
E sem graça
Me impede de ti
Gosto de sinceridade
de fazer o que me faz feliz
de beijar ao luar
de fazer malas e desfaze-las
Gosto do trabalho que modifica
gosto do que fica
e do que vai e volta
mas também do que só se vai
Gosto de ser
de ir
de voltar
É diante de tanto gostar
Gosto mesmo é de viajar.
Floral!
É engraçado eu perceber
Somente agora !
Apenas neste momento!
Depois de tantos sentimentos, tão bem sentidos!
Parar...
E realmente te ver na minha frente
Sempre fui muito conduzida pelos outros...
Isso sempre me fez ser
Cega e inocente.
Mas hoje eu te vejo!
E te reconheço
Não e a primeira vez!
Nem segunda !
Nem terceira!
Lembro que nos primeiro anos de minha consciência
Eu te vi na rua!
Estava correndo entre becos brincando de pega pega
Como qualquer outra criança na fase dos dentes de leite
Engraçado você ser tão direta e sutil!
Usar 3 jovens 6 anos mas velhos , para me parar
e perguntar!
- por que você esta passando nesta rua? não gostamos de bixinha!
Fali quando fui parada
Sem entender nem mesmo, o sentido da palavra !
com minha inocência
me vi sendo espancada
Engraçado que nesta idade eu chorava por qualquer coisa boba !
Mas neste dia o único eco que saia da minha boca
Era dos dentes de leite saindo, me sentindo oca!
Mas neste dia você deu seu aviso!
Eu dei o meu aviso também !
Eu não chorei !
Eu levantei !
Fraca mas levantei!
Peguei da mesma madeira
que usaram para atacar nas minhas costas !
fraca eu arremessei !
acertou nas costas dele também!
Bom voltaram..
Me bateram novamente ate eu ficar fraca ....
Me deixaram perto de uma vala.
Mas ali você entendeu que não seria fácil me intimidar!
Mesmo eu não sabendo quem era você!
Hoje eu sei! após você
Aparecer em tantos momentos
Em tantas formas
Diversas vezes
Comigo estando em diversas versões!
Conduzindo tantas pessoas!
Em minha volta!
Principalmente as que são de fora!
Não adiantou muito sua insistência!
Você viu que eu sou pura resiliência !
Hoje eu te enxergo e vejo que esta frequentemente
Me encarando de frente
Apesar de tudo
não tenho medo de você...
covardia!
“Transporto nas mãos abertas
Uma ânsia fria
Nas pontas dos dedos
um vazio pardacento
e mesmo assim acredito.”
amor----
"sonhei com você,
com o filho que vamos ter,
com a vida que eu quero viver.
para te protege.
largaria tudo.
viveria, morreria pra te ter.
amor incosequente, rebelde e jovem.
des, dos nove eu te queria.
você foi um anjo na minha vida.
por você trinta kilometros andaria."
morte-----
"da morte tenho medo.
então não me leve.
vamos fazer uma sopa ferve?
pois, eu não quero sofrer.
não me leve anjo.
nem com varios arcanjos.
nem no melhor lugar.
não quero abandonar
nem sonhando.
não quero sonhar se for morre.
não quero te deixa amor.
mas eles querem me levar."
saudade-----
"a saudade que me mata no peito
deixa-me só, faz minha alma sofrer
fica mais perto
se não vou morrer
que dor.
fica comigo, fica comigo amor.
você fez o fator.
o fator que leveu a horror.
horror de te perde ò amor.
não quero te perde.
ò saudade.
saudade que me mata por dentro."
solidão----
"só na noite mais vivida.
um homem descobre a solidão.
um pouco de emoção.
nessa vida,
nada de graça vem.
tudo passa.
nada contem.
a noite faz a solidão.
a vida é só uma pressa,
um sopro.
a solidão é conhecimento.
a solidão é um manto,
que pessoas usam para esqueçer.
e poder crescer."
mundo----
"mundo que nasce da terra.
não tem nada á espera.
mundo lindo, mas podre.
se humano não fosse tudo.
a beleza do mundo.
teria sentido.
destruirmos nossos lar.
culpamos quem nunca ouviu-se falar.
deus é culpado pela criação?
ou nos pela corrupção.
ò mas que mundo triste.
nada muda o olhar de um crente."
ser/existência----
"minha existencia, meu ser.
tudo que sou e tudo que poderia ser.
não controlo meu ego nem minha angustia.
não ando sob águas nem multiplico pão.
sou um ser que não existia.
pois, surgi da terra como meus irmãos.
vende meu sentido por pecados.
mudo meu legado de filho por prazer.
falho diate de todos.
falho a ser.
falho a existir.
meu proposito era adorar, mas fui desistir."
alma----
"minha alma diz.
'vamos!'.
minha alma responde.
'pra onde?'.
alma faz quem somos.
mesmo sendo um alarde.
o alarde responder.
responder nessecidade do ser.
a alma fala e grita.
até alquém poder escuta.
alma é vontade.
alma é poder."
sonho----
"sonhar não é errado,
é um fardo.
brincar de poder voar é interesante,
mas não poder é exaustante.
viver em um sonho está certo?,
mas acreditar que vive em um é errado?
acreditar em um conto.
brincar de poder voar quando apenas deuses podem?
não posso sonhar, apenas se for um deus, isso me desdém.
um humano só pode voar com trabalho ardo.
eu não sou um feroz trabalhador.
eu sou um nobre sonhador."
amigos---
"amigo pra toda obra.
em lugares que eu nunca estive.
amigo para vida inteira.
brincar de tudo enquanto vive.
amigo para sonhar, brincar, odiar e amar.
amigos pra fingir ser amigo.
rosto humilde e a face de um meigo.
entro no coração de cada um.
amigos para me ajudar a ser amigo.
um de nos, nos de um."
vida----
"a vida é um sonho,
quadros brancos.
pintar de cores.
no fim somo todos pintores.
nos nossos quadros vividos.
quadro basicos de cores simples."
Algumas mulheres
O deiam outras mulheres.
Sim. Eu sei o porquê.
Para completar: as piores
são as que subestimam
a percepção daquela a quem odeiam.
Mulheres fortes
não são falsas
com outras mulheres;
as fracas, sim.
Ânsias pela manhã
Mais uma vez,
outra manhã,
me vejo em uma sala,
que mesmo a mais forte luz
não tem forças para iluminar
Mais um momento,
me vejo presa
em uma cela de ânsias,
essa ansiedade que me corrói
Vejo as pessoas
que a mim mesma
digo serem superiores,
uma aura de ‘laurea’
Tento identificar se esse frio que
por baixo de minha carne queima,
se faz presente pelas minhas loucuras
ou se é apenas o frio da manhã
me sufocando enquanto rouba meu precioso ar
Minhas pernas tremem,
minhas mãos suam,
e meu estômago comanda
que coloque tudo pra fora
Vejo o quadrado eletrônico me observar,
preso sob a parede
ele me observa,
me mostra o quanto me faltam habilidades
e enfatizam as várias alheias
Olhar todas aquelas palavras conjuntas,
em uma língua que tanto me assusta,
faz meu estômago gritar
pedindo de joelhos para que eu faça o que pede
O ar trava em minha garganta,
a dor de minhas unhas sendo fincadas em minha palma
novamente me tiram de meus devaneios,
o sangue que quase jorra para fora por uma fina proteção
Não posso me deixar cair,
não posso me deixar falhar,
mas o que posso fazer se me parece tão tentador?
O que posso fazer se a tolice é uma dádiva que reconheço não ter?
Céus, estou ficando louca!
