Poemas e Poesias
Humano
Acusam - me de ser um demônio, que sou tão ruim que nem o próprio me aceitaria ao seu lado, que irônico, pois se tão ruim force, acredito que teria um espaço reservado.
Nunca fui um Deus, nem pretendo ter esperanças de ser um, mais engraçado, novamente a vida propôs um ato de ironia, pois fui criado à imagem e semelhanças de um Deus.
Agora estou confuso, não sou um demônio, não sou um Deus, e agora, que criatura poderia ter tantas características de crueldade de um demônio e a compaixão de um Deus?
Notas sobre o passado....
A vida segue com ou sem você....
Mas vale refletir que tudo nos valeu de grande experiência e não a motivos pra se arrepender...
Gratidão pelo grande presente
Mas a vida segue com sou sem você....
"Apenas mais um pensamento de uma solitária madrugada......
Elienai Candido
Nas águas deste Mar
As águas deste mar,
têm muita história pra contar,
Por elas, certa vez, passou um jovem sonhador,
Suas pegadas moveram ondas!
Sua meta era ensinar o AMOR,
Tinha muito para ensinar...
JESUS!
Esse era o seu nome.
Não se sabe bem qual era a sua cor.
Uns dizem que tinha pele morena,
Outros, que seus olhos eram azuis.
Veio para curar os doentes do corpo e da fé,
Veio, para em muitos,
Aliviar o peso do sofrimento e da dor.
Para os ouvidos dos sofredores,
Sua voz era uma canção!
Trazia em sua face, alegria e ternura,
E sua caridade, era feita com coração.
Hoje, ainda por estas águas se pode encontrar,
Milhares de peregrinos navegando, a procurar,
Um sinal deste Jesus,
Que ensinou muita gente a amar.
Mas o que poucos sabem sobre ele,
É que não precisa ir muito longe para o encontrar!
Basta abrir os olhos para ver!
Ele está em toda parte, em todo lugar,
Ele está no pobre faminto e nu,
Que não tem ninguém,
Nem mesmo uma casa para morar,
Basta olhar,
Basta ouvir,
A voz, que vêm do necessitado,
Por socorro a clamar,
Basta abrir os ouvidos,
Para esta voz escutar!
É a voz de Jesus Cristo a chamar:
Vem!
Vem abraçar a minha causa!
Vem me seguir,
Vem ajudar!
Que a messe é grande,
E os trabalhadores são poucos!
Vem!
Se quiser verdadeiramente me encontrar.
Folhas
As folhas secas vão caindo
O rouxinol não canta mais
Tento correr para longe
Onde haja paz
O tempo que escorre
entre os dedos
Ainda é pouco a passar
Quero caminhar contra o vento
E a direção ele me mostrar
Meus passos na areia
não irei deixar
O caminho pra casa vou encontrar
Escrito em 28/09/2010
LUGAR (soneto)
Se aqui vim, o lugar cativo é além
pois aqui, acolá, tudo é transitório
no definitivo tem-se o provisório
somos todos, e todos ninguém
E nesta morada frugal, o porém
não é fazer e ou ter, em inglório
mas ser mais que o satisfatório
sorte, fado, sem tornar-se refém
Tudo tem tempo marcado, notório
se revela para alma o mal e o bem
livres na escolha, dor é purgatório
Entretanto a ignorância nos retém
no breu das chances do absolutório
pra se ter um lugar, do amor advém!
Luciano Spagnol
Cerrado goiano
VENDAVAL (soneto)
Entre a saudade, a aridez do cerrado
ressecando as lembranças tão sós
adormecendo luas e sóis para nós
em suspiro e soluço ali amargado
Eis que um vendaval de tão feroz
arrombou-nos os sonhos sonhado
deixando o intervalo assim atado
num amarrilho lamento, num retrós
Aí, neste embaraçado, eu atordoado
Oh! Amor, nem sei se estou acordado
ou tão pouco adormecido na ilusão
Só sei que pouco a pouco aqui calado
na solidão, o coração tão esperançado
em vigília, que aporte de novo na paixão...
Luciano Spagnol
Cerrado goiano
SONETO DE MIM
Na quietude e silêncio do cerrado
dos pensamentos eu me desligo
e o sentimento se põe aí calado
esta é a emoção onde me abrigo
Num vazio do tempo desfolhado
da saudade, sair eu não consigo
sou o ressecado chão empoeirado
e d' alma em evasão sou mendigo
E é neste legado de um passado
que saudosar tornou-se castigo
e o castigo sacrossanto enfado
Assim, tudo o que trago comigo
é amor, apenas sou... um fado!
Que tentou ser primavero e amigo...
Luciano Spagnol
Cerrado goiano
A o amor,
Nos consome e nos transborda,
Mas nos faz sofrer,
Quando se vê se passaram quase dois anos,
Mas mesmo assim ressurge das cinzas, como uma fênix,
E como em um piscar de olhos tudo retorna,
Mas no final é falado apenas um “bom almoço”,
Mas na verdade era para ser um “ainda te quero”.
EU PERTURBADO
Que mulher perturbadora
Não sei se ela está em mim,
Ou sou eu que estou nela!
E assim perturbadamente,
Me perturbo!
Não sei se sou um tolo apaixonado,
Ou apaixonado sou tolo!
Eu sei que esta mulher perturbadora,
Na minha mente deu um nó.
E sigo perturbadamente apaixonado
Por esta mulher perturbadoramente sedutora
Talvez seja eu o perturbado,
Ela apenas a mulher sedutora.
Algumas pessoas fazem de tudo
Para se darem bem
Algumas acreditam na teoria
Do "tudo vem"
Outras querem estar por cima
Humilhando a quem realmente precisa
A única coisa que eu preciso
É do seu sorriso
Pois você pode ter certeza
Que você feliz, é minha fortaleza.
O teu silêncio
O teu silêncio me ensurdece de saudade.
A memória insiste no perfume de instantes
abreviados por uma fronteira que nunca existiu.
E quanto a mim, perdido estou em sonhos flutuantes,
recostado à cabeceira, numa noite de lua minguante.
Meu coração míngua também, ele apequena
e a saudade só aumenta.
O teu silêncio, eu quereria no instante de um abraço.
Mas o silêncio é a presença de tua ausência.
E eu nada poderei.
Sua presença amável e sorridente
Carinhosa, linda sempre surpreendente
Como posso esquecê-la e ficar mudo
Em nossos momentos era meu tudo.
DOS PLAGIATOS
Das vezes de quem me escreve,
uma inteira contrafação.
Momentos, do qual me padece,
faz-se morrer meu coração.
Não sinto qualquer coisa minha
a vaguear dentre as estrelas...
Notas, que eu já tinha,
perderam-se, não posso vê-las.
Pobrezinho: um santo amante,
que não me convém um só amor.
Faz-me, num pouco instante,
um sentimento, sem mesma dor.
As vezes só queria ti vê
sorrindo aqui no meu ombro.
As vezes queria ti vê,
bem longe do mal destino
que nos queira vê.
Te vejo aqui
Sem poder do lugar sair
Te vejo lá
Lá em outros poemas
Lá em outras páginas
Não sei se é você
Mas quero que seja minha dádiva.
Perdi o amor que tinha pra amar um amor sem vida,
Então, o amor sem vida que teve vida um dia,
Foi embora e deixou o amor que tinha sem vida,
Hoje só me resta o antigo amor que tinha morto sem vida.
CHUVA DE PRIMAVERA
Hoje é domingo,
Dia lindo!
Queria o sol
Que abre a primavera,
Que me prepara para o verão.
Mas, hoje acordei com chuva,
Chuva forte no meu jardim.
Vejo a alegria do verde,
Do pássaro que voa
A procura de um abrigo,
Do grilo que se cala
Debaixo da velha folha.
Agora aceito a chuva
Que cai no meu jardim.
Aceito o seu chamado
Molhado, urgente...
E danço, e corro,
E grito sentindo
A natureza em mim.
O VOO DA ARTE
Por que poetizo?
Porque vem da alma,
da vontade.
Voam as palavras
soltas pela inquietação,
pela imaginação...
Sem destino,
sem pouso,
sem porto.
Voam as palavras,
porque voam!
Sem asas,
sem certezas.
Saem de mim,
porque procuram liberdades!
Seis Versos
Eu sou um rio mágico
Rápido lúdico lusco-fusco
Crepúsculo
Eu sou um rio físico límpido
Profundo raso vasto
Translúcido
Um rio que sou tanto
Pra nado pra pranto
Sem pausa versátil
O abrigo do medo
Refúgio do trágico
Claro rio sagrado Profano fantástico
Meu curso meu leito
No meio me rasgo
Bifurco duvido Prossigo
E me acho.
Porque sou infinito
humano riacho...
Professor
Professor
É um eterno construtor
Não de prédio, nem de tecnologias...
Mas, de almas que sabem
O valor de um sorriso.
O professor liberta as mentes e corações
Aprisionados pela ignorância.
Professor...
É fonte.
É caminho.
É espelho...
É rio.
Que escava seu caminho pelas pedras...
Que luta pelo saber.
E como barco te conduz ao mar do conhecimento!
Professor...
É seta no horizonte.
É vocação.
Abnegação.
Só sabe o valor
Do professor
Quem passou
Pelo bando de escola...
E encontrou um amigo
Um companheiro...
Viu nele Inspiração.
