Poemas e Poesias
Cada dia menos
Amar eu sei que ainda sou capaz,
mas amo cada dia menos
e esse menos é cada dia mais.
Meu coração de manteiga
que ingênuo já fora um dia
torna-se frio pouco a pouco
faz da dor sua alegria,
cresce e míngua dia a dia,
acostuma-se a ser só
mesmo tendo compania.
Já não se importa se partem,
se o partem,
se vão ou se ficam as dores,
os amores.
Ama cada dia menos
e a cada dia precisa mais amar menos.
Nada melhor que ser livre
sem compromisso com o amor.
(Des) aprender
Eu desaprendo todo dia
E invento outra maneira.
Desaprendo a amar
O amor virou besteira.
Desaprendo a sorrir
Choro até de brincadeira.
Desaprendo a acreditar
Duvido de toda maneira.
Falando-se em sentimentos e "Coração"
No peito bate um alvo muito fácil.
Apesar dos fardos e pesares. isso é o mais bonito da vida. Ser o "moço de todo o coração" para quem não tem ou procura por um.(...)
Amei-te, mesmo antes da tua existência.
Amo-te, mesmo antes de te conhecer
E vou te amar até o fim.
Em nada mudei, não atravessei a rua,
Nem o olhar, nem o caminhar.
Apenas deixei-me levar.
Como se a perfeição maquiada e alinhada,
Você chegou, logo vi, percebi
E aceitei suas imperfeições.
Eu sabia, já sabia, sabíamos que seria amor.
Que é amor. Que será amor, além
De qualquer equívoco.
Porque de alguma forma a gente sempre sabe,
Sente mutuamente a entrega
A devoção entre amores.
Às vezes penso ter amado demais,
Em outra menos do que poderia
E continuo amando.
Amo desnudo, sem medo e sem receio.
Simplesmente amo amar. Amo,
Sem a certeza do amor.
Amo, porque amar é alimentar a alma,
O amor e continuo amando,
Mesmo ausente.
O amor é chama que se mantém acesa.
É vento, brisa que sofra, sussurra
Diariamente: Eu te amo!
O amor é uma obra de arte em exposição.
É o olhar que bate. O desejo
Que desperta no interior.
Amar é o preço que se paga pela gratuidade.
O amor é essência viva. Amar é transpirar,
viver e exalar felicidade.
Eu te amo. Eu te amo. Eu te amo. Fui condenado a te amar,
A viver te amando. Amar-te é meu martírio.
Te amo com amor e zelo. Amo-te, por que te amo.
Amo-te, porque amo te amar. Amo-te, na rotina
Do dia-a-dia. Amo-te na repetição da palavra.
Amo-te na incoerência do momento.
Amo-te na madrugada. No alvorecer.
Amo-te mesmo fatigado. Amo-te com
Todas as minhas forças. Amo-te,
No tropeço, no olhar perdido,
No pensamento que mesmo ausente,
Te faz presente. Amo-te cuidadosamente,
Porque o amor é um sentimento frágil
E passível de se quebrar.
Amo-te! Simples assim!
Amor é bem mais que prazer, deleite.
Que simples vestígios de uma noite.
Que a estada, que a presença.
Amor requer bem mais que beijos,
Toques delirantes, travessuras
E malabarismos na cama.
O amor não é território. Não se demarca.
Amor se conquista. É sentimento
Que nasce silenciosamente.
Amor não é só atitudes, ações e presentes.
Amor a dois sem palavras é solidão.
Amor necessita ouvir.
O amor por vezes requer proteção.
Deseja apenas ouvir: Hei!
Eu te amo! Eu estou aqui!
De tanto me procurar um dia me perdi..
Me procurando pelos caminhos,
Um dia me encontrei..
Um dia me deparei comigo no espelho..
E me disse: o tempo passou pra você moça..
Que pena...nunca se cuidou.!!
Quando eu disse a mim mesma:nunca me cuidei???
Comecei a cuidar de mim, me respeitar, aprendi a dizer “não”.
E “ sim “ para mim!
me amar mais do que qualquer outra pessoa
Hoje não me separo de mim..
Amo-me o suficientemente para viver comigo e feliz.
Vivo a cada dia como se fosse o último..
Curto a cada momento como se fosse o único.
O bom disso tudo que vivo em paz e com simplicidade..
Sem luxos, sem regalias..Se, se perder, é se encontrar, eu me encontrei, porque com todos os problemas que enfrentei posso dizer
eu sou feliz!
..
Muito prazer em te conhecer
Desaprendi o amor com você
no dia em que te conheci, experimentei
feito experimenta-se uma dose de cicuta
esse seu desamor sempre tão latente.
Hoje não amo mais ninguém
nem eu mesmo.
E agora que estamos em sintonia
e nos tornamos igualmente cruéis
frios e insensíveis
que tal recomeçarmos do início?
Oi... Muito prazer em (re)conhecê-la.
BIOGRAFIA
Antonio Ramos da Silva
Antônio Ramos da Silva
Nasceu em 19 de setembro de 1960 na cidade de Brusque (SC). Vive e trabalha em São Bento do Sul (SC). É Professor, Radialista, Escritor, Ativista Cultural, Historiador e Poeta. Graduou-se em Ciências Econômicas, pela Faculdade De Plácido e Silva – FADEPS – Curitiba (PR) (1984). Pós graduou-se em Gestão Financeira, pela Pontifícia Universidade Católica do Paraná – PUCPR - Curitiba (PR) (1987).
Em suas atividades em exercício é Presidente da Academia de Letras Infanto-Juvenil para Santa Catarina Municipal de São Bento do Sul (SC) e membro da Associação Internacional de Poetas para São Bento do Sul.
Idealizou, planejou e executa o projeto “Diferente Sim, Indiferente Não”, e “Oficina de Poetas” em São Bento do Sul (SC).
Recebeu a Medalha do Mérito Cultural Dr. Arthur João de Maria Ribeiro - 2013, concedido pelo Instituto Montes Ribeiro e o Troféu Escritor Osvaldo Deschamps de Literatura e Artes - 2013.
Publicou: 30 títulos, entre poesias, textos, diálogo e história.
Sua voz
Ouvir-te Oh! Meu amor.
É como o meu ser,
se conectasse a velocidade da luz
em melodias e sons
e sentir meu interior emergir.
Voz que encanta e me seduz
num bailar de silabas soltas;
num entrelaçar
de uma paixão envolta.
Seus sons. Oh! Meu amor.
Aquele que sorrateiro
foge de teus lábios
como brisa leve,
e repousa em meus ouvidos
como labaredas de fogo.
Deixa meu corpo fervido
e me chicoteia suavemente.
Abriga-me em tua doce euforia.
Quero ser melodia;
num arranjo só me inebria.
Faça-me frequência
e única sintonia.
Seu som me capta
e de amor castiga.
Varre as malditas palavras
que não ouso escutar:
Infelicidade, dissabores, desarmonia.
Eu não canto decepção estagnada;
aquela que fazeis dele pranto
e no canto da alma se fez pó.
Não quero mais desamor
disso eu tenho dó.
Vida se canta numa nota só.
Amor!
Banheira sem sais
Chovem lágrimas.
(finas gotas cristalizadas).
O tempo chora lento.
Arrebento; ouço
sentimentos invernais.
Um deserto nas mãos.
Aflição guardada no peito.
Água doce banheira sem sais.
Poesia banha no leito.
Em brasa a saudade arde.
Não há caminho e nem eito
numa busca covarde.
Avessos de mim revirados.
Passado de ti esquecido.
Trago-te no coração tragado.
Desilusão que me invade
sorvem água, impurezas...
dos meus olhos resguardados.
Solitários, derrama na face esquecida.
Frases de poemas amarrotados;
bebida amarga; engolida solidão.
Não há remédio que cure feridas
de uma perdida e picante ilusão.
Ser real
Se pudesse
esfoliar a alma;
rasgar a roupa,
tirar a fantasia.
Desnudar o corpo.
O que será que sobraria?
Voltar ao ventre...
e em nascente silêncio ficasse
sugando o liquido que somos.
Energia realmente.
A essência!
A fragrância.
Sem casca.
Grafado
Disseste que sentes faminta,
quer por que quer
minha pele sorvida.
Habitat onde escreveras o teu amor.
Na duvida despetalei as margaridas.
Escolhi o meu querer.
Nem pensei.
Não me perdi.
Nem quis adivinhar.
Na pele grafei:
"Amor por ti".
Faço o teu para os outros.
O que sobrar é teu.
O berço macio da vida é a nossa paz interior.
Lago manso onde repousa a nossa realidade.
Prometa-me
Uma doce mentira
é melhor que uma
irônica verdade.
Prometa-me.
Diz que sim!
Deixa-me ser o que te sinto.
Ter o que te escrevo.
Moldurar o ter e o ser
ao meu modo.
Sê-lo-ei feliz!
Solitária janela
Aquartelei minha alma a eternidade.
Escrevi o amor nas arestas do coração.
Em perene partida semeei o adeus
num pedaço de chão.
Ah! Quanta saudade.
Olho para trás aquela solitária janela.
Triste e abandonada.
Espelho das horas quietas.
Lenta a vida carrega.
Acendo o tênue pavio em espera.
Trafega, navega nos meus desertos e mares.
De carona na vida
ilha-me os sentimentos tragados.
Elos
O que atrai não é a casca e sim a composição. Uma árvore frondosa se cortada podemos aferir a sua maturação.
Minha despedida
Eu pensei em desistir
E me deixar consumir
Pela saudade que veio
Por todo esse devaneio
Então me recordei
De que um dia te amei
Que já fomos apaixonados
Jovens loucos, desesperados!
Assim me deixei levar
Pela utopia de te encontrar
Porém tudo acabou
Pois você me abandonou
Aquele amor que existiu
Simplesmente sucumbiu
Assim te digo meu adeus
Com esses versos meus!
