Poemas e Poesias
Sempre é muito tarde
"Eu sei, amor,
Já é muito tarde,
Não é hora de ligar.
Não posso na madrugada,
Depois do trabalho,
Te amar.
Talvez depois...
Já é muito tarde.
Talvez amanhã.
Nunca há tempo
Pra nós dois.
Na porta de um bar,
Meu carro parei.
Pedi uma cerveja.
Eu sei, já é tarde,
e junto a mesa
Me sentei.
Passam as horas
E já é muito tarde,
Bebo mais uma dose,
E não posso te querer.
E como é tarde...
Entre um copo e outro,
Embriagada pela noite,
Apenas espero amanhecer.
Meu corpo de desejo arde...
E queria nesta noite
Fazer amor...
Não podemos!
Eu sei!
Sempre é muito tarde..."
Não poderás sonhar.
Entretanto quem quer correrá,
se o futuro não está nos ajudando,
eu te juro que encontrará,
um jeito simples de continuar sonhando.
Pena que o futuro já não existe
e o fim que nos foi cedido está nas placas,
não achava que lhe deixaria tão triste,
desculpe pelas vossas emoções estampadas.
Juro que não tentei ser sádico,
mas meu coração é fálido.
Eu não pude me mudar.
Eu achei até que eu seria,
uma forma, um ser que amaria,
perdoe-me, disse que há como sonhar.
Não há...
Porcos imundos bailam no salão.
Eu gostava de cartas rasgadas
e vejo o futuro que sangrará.
Entre ruas alagadas,
não é em dinheiro que nadará.
Somos maior que estes,
imundos, até a morte veio parcelada,
com o fim batendo à porta
as suas mãos já devem estar lavadas.
Entre corpos caídos no chão,
entre quem paga a vida a cartão,
não haverá mais mortes em vão,
quem cairá, é quem já devia estar no chão.
São eles! Os que estão acima de nós.
São eles! Os que dizem ser a nossa voz.
São eles! Quem fala bonito e não faz.
São eles! Quem não deveria ter paz.
Atirem em suas caras. Matem!
Quem fez nada por muito.
Matem! Quem está em cima do muro.
Matem! Ou acham que vai ter perdão?
Matem! Quem nos entoca no escuro.
Matem! Não deve haver salvação.
Ludibrioso Deus.
Se o pecado é o preço a pagar
por simples prazeres mundanos.
Se no inferno eu ei de morar
por simples orgasmos humanos.
Então que seja feita a Tua vontade,
ó Deus vaidoso, qual teu medo?
Injusto, profano e sagaz.
Deixe-me falar, não os mantenha em segredo.
Sabemos nós dois,
teus pecados são maiores que os meus.
Apenas mente pra nós,
dizendo: orem! Quem sabe eu sinto zelo.
Profano és tu, mentiroso Deus,
que faz doenças, mortes e massacres,
pecador eterno, mata por vaidade.
Por Teu nome e Tuas mãos morreram milhares.
Em vão, oram bilhões, achando que,
um dia vão, ter salvação.
Conte-vos, Deus! Diga que estão sós.
Fale de si, mostre-se!
Alguns já sabem.
Somos superiores a Ti.
Nós somos o milagre.
Nada.
Entre o vazio do nada
e quem está cheio de tudo,
encontra-se uma ambiguidade.
Em um nada de nada, tem algo,
em um cheio de tudo, há também o nada.
E se o nada anula o tudo, o cheio de tudo é farsa.
Quando algo está no nada, não há o nada.
E quem é o nada que nada fala?
Quem nada fala, não é esperto.
E quem tudo fala, fala nada.
Ao falar tudo, encontra-se o nada,
e basta apenas um sinal negativo para criar a força contrária.
E com nada, faz-se uma bagunça.
O que prova que precisamos, somente,
de nada. E quem somos nós?
Nada.
Venha e pegue
Esse amor que é seu
Que me enche o peito
Até transborda.
Por muito tempo
Eu estive perdida
Vagando em falsos sentimentos
Procurando por algo
Que só existe em você.
Onde você está?
Entregue a abraços vazios
A beijos sem sabor.
Olhando o mar de luzes
Que cobre a cidade de Dubai
Pergunta a si mesmo
Onde estou? Quem sou eu?
Como é o meu rosto ou o meu sorriso?
Estou tentando chegar a você,
Eu sou quem você espera,
Meu sorriso reflete no seu
O meu rosto é tão comum
Igual o de tantas pessoas
Mas meu coração é único
Porque ele é seu,
Eu o lhe entreguei
E junto a ele foram
Os meus sonhos, os meus dias,
Meus versos, minha vida...
até no jardim
a tragédia
flores e folhas mortas vivem lá
assombram a luz
com suas secas
desprendida solidão e liberdade
no outono dos galhos enraízes
esperança a lembrança do orvalho
sombra o sol passado
em ramas de um perfume antigo
Brisa de cangote
Flutuar feito os pés do filho
Vir do Mar quando enverga
Não é Banzeiro do Rio
São as ondas da praia
Oceano das marés
Sobe e desce na lua certa
Sobre o fim
Quando o mundo acabar
Quero fazer um show em sua homenagem
E a quem quiser ouvir
Tocar até começar tudo de novo
E poder dançar logo de cara!
minhas lágrimas completavam o mar
por cima dele muitos navios passaram
alguns com vontade de me tentar pisar
outros nem em mim repararam
é verdade que me magoas-te
e fizeste-me chorar
mas lembra te que um dia
essas lágrimas irão te afogar
Entre sois sós, nós.
Entre vos há nós.
Entre vozes há versos.
Entre sós há sois.
Entre olhos, universos.
Entre em ti, e veja que.
Entre o agora e o após.
Sós, dirão à nós.
Somos mais que sois.
Entre luz há vista.
Entre vãos há vento.
Entre ventos, vozes.
Que falam de nós.
Imprevista.
De sangue enxuto,
nasceste em minha visão.
Em luto, mútuo,
morreste sem salvação.
E quando disseram: pareces triste.
E o que fizeste, olhei, eu sei.
A quem mentistes?
Por proteção, pensei.
Não queres simplórios,
todos os que vêem
não leem os olhos.
Então não existe mais,
esperança por fazer,
o que resta é estar,
viva, por assim dizer.
Continuação do sonho.
Quem diz que viu, mentiu,
quando queres controlar,
e quem lhe disse que um assobio,
é possível só ouvir e não palpar?
Não pense que estiveste errada,
a vida, é molde próprio pra moldar,
a vida é a continuação do sonho,
pouco após o acordar.
Quem vos disse que o fim é aqui?
E quem disse que o fim existirá?
Pouco após tu partir…
Rosas começaram a chorar.
Então palpando teu caminho,
pus-te em meu sonhar,
viajando só, sozinho,
a ti, continuo a imaginar.
Estrelas.
As estrelas inacessíveis,
não sentimos pelo toque,
mesmo que toquemos,
não as subestimo.
A luz que nos chega,
nos clareia e incendeia,
nos cega e brilha,
nos faz estrela.
E as estrelas humanas,
que beijo na terra,
têm o mesmo brilho que as celestes.
No céu da tua boca,
eu faço estrelas, eu ponho sol.
No céu da tua boca,
faço-me teu igual nó.
Pobreza idiomática.
Não adianta o que eu disser,
sobre ti não sei falar.
Esteja aqui quando vier,
a carga psíquica que irá me levar.
Eu não encontro significados
e as palavras soam comuns,
eu só escrevo versos pobres
e pobre eu sou mais um.
Seu eu fosse Machado saberia falar,
mas eu sou eu e isto nem quero publicar.
Eu talvez tenha vergonha de ser,
mas eu só tenho desejo de encontrar.
Sem palavras bonitas eu queria dizer,
que meu eu sem você,
é mais fácil desistir do que viver,
é mais fácil morrer do que amar.
Navegante
Imaginei, naveguei, me entreguei.
E agora, de outrora já nem sei
Ouvir passos, como posso estou no mar.
Insanidade tem coragem de me abraçar
Pensamentos reenvertem em fé, para estrela do mar
Há! Me esqueci sou navegante ruma à Palestina não posso adorar essa estrela do mar.
Tem que ser à dona Santa que me ensine a navegar.
Nossa Senhora dos Navegantes por favor me ensine a namorar.
Não sei o começo, não sei nem se mereço, essa brisa do mar.
Nem sei se esse texto tem até contexto, mas dizem que Fé não tem apreço para quem não sabe rezar
De joelhos peço que sentimentos de papel torne-se madeira de lei daquela que cupim não rói
E depois disso tudo és do Mar ficar mudo...
Há minha Santa, aí é que dói."
"Por ela eu esperaria o tempo que for preciso.
Por ela vale a pena guardar meu coração
Triste eu não saber do seu sentimento
Mas do meu tenho certeza
Tenho certeza que é muito profundo o que por ela sinto"
"Meu coração está tomado por um sentimento novo
Tenho certeza que nunca senti isso por ninguém
Você não sabe o quanto sou capaz de te amar
De te fazer feliz"
