Poemas que falam da tristeza e da dor de maneira poética
Não entendemos o exato sentido da palavra dor, até nos depararmos com uma dor tão intensa, daquelas que o vazio pode ser tão grande quanto a via láctea, tão profundo quanto a Fossa das Marianas, daquelas que a única alternativa é perder o controle, que nem mesmo poderoso tempo é capaz de repará-la.
E quando ela chegar eu saberei valorizar a cada momento, sei como é difícil a espera, a dor, a solidão! Tudo esta tao acinzentado eu só queria um pouco de cor! Sentir o cabelo, a pele, a boca, o cheiro! E quando aquela coisa de ficar bobo por alguém voltar, vai ser tão bom, afinal terei esquecido e encontrei outro amor para chamar de meu.
Não esta fácil, parece que ela nem existe, e se existe onde esta? Que venha logo, pois a espera esta me transformando em algo que nem mesmo eu gosto!
E quando eu acabar os meus dias aqui quero que as pessoas sintam a dor da minha partida. Só assim terá valido a pena todas as alegrias e tristezas vividas aqui pela minha intensidade. Não desejo levar nada de ninguém mas quero deixar muito de mim.
Sempre que choro a dor vem correndo me oferecer carona, mas quando abro um sorriso de felicidade ela me obriga a descer.
"A gente acha que sentiu a maior dor do mundo até sentir uma pior. Ele tem sido a minha maior dor, o meu maior vazio, o meu maior buraco e a minha maior saudade."
Triste o tempo em que a única coisa que eu sentia era uma dor profunda, que me consumia, me botava para baixo mesmo em momentos que tudo ia bem, triste tempo em que a tristeza reinava sobre meu ser, com o desânimo forte e devastador, triste tempo que eu só sentia a dor. Ainda mais triste tempo em que vazio me encontro, sem vestígios de sentimentos, sem vestígios de dor, apenas uma vasto e sombrio vazio.
"O caos se tornou hobbe, amor uma droga, sem amigos me torno hipócrita, manipulação, dor no ❤, frio de uma pessoa congelada, indesejada..."
Saudades
A cada novo dia que surge, a memória que você não está mais nesse mundo é apagada. A dor continua a mesma, acordo e preciso aceitar que o que aconteceu não mais pode ser desfeito, não conto isso para ninguém. Quem nunca perdeu alguém não entenderia, me visto de coragem e enfrento a vida. Sigo em frente mas meu coração sangra, quando quase me acostumo com a dor o dia chega ao fim. O sono faz com que meus escudos psíquicos sejam derrubados. Onde está você? A paranóia recomeça, por qual motivo é tão difícil aceitar que tudo possui começo e consequentemente um fim?
Esta vida lhe mostrará como a dor é o único caminho,viva pela dor,morra pela dor e as portas do alivio o aguardarão do outro lado.
Essas lágrimas que hoje caem pelo seu rosto, essa dor que você acha que nunca terá fim pois só aumenta, essa angústia que tens sentido... Deus é solução! Confia nele, entrega pra Ele, deixa ele curar suas feridas, trabalhar na sua vida e arrancar todo esse sofrimento do seu coração. Ele conhece o seu interior e pode restaurar tudo de ruim, todo estrago que o mundo te causou, basta que você o procure com toda fé. Ele nunca deixa de ouvir sua oração, eu creio que nada é impossível para Deus, sua situação tem jeito sim!
Sorria para aquele que um dia lhe fez chorar, mostre que o seu sorriso é mais bonito que a sua dor, faça com que o brilho do teu sorriso o deixe chorar, por saber que não mais lhe terá.
É questão de olhar pro tempo e sentir a dor de um ultimo trago, questão de abraçar a vida, de sentir que permaneces vivo, de respirar um ar inteiro, de tocar o vento como algo sólido, de sorrir pro imaginário, de dispensar aplausos. É questão de esta, de sentir que és maior ou infinito, pois mais me tem valido ser só mais um poeta de cigarro, que um intelecto dessa tristeza que nunca vai.
Quando a saudade bate, não tem como reagir, a única solução é sentar, chorar e esperar a dor suavizar.
Você nem viu a dor, a máscara que usei... O rosto, a lágrima que enfeitei...(trecho do poema O toque que eu dei)
As rugas que surgem no correr dos anos, devem ser distribuídas, por isso a necessidade da dor, da tristeza e do choro.
É solidão se fazendo presente nas seis prateleiras da minha estante. É dor de viver, é cansaço. É o estalar de ossos ecoando na alma. É prazer de morrer, é agonia angustiante. Distância pra nada, pra tudo. É o medo de andar, de falar, é um vale silencioso. É abandono e saudade, é culpa. É sol, é chuva, é mar de lágrimas desesperadas. É amizade enterrada. É um nó enlaçado. É música não tocada. É o peso da madrugada. É a tristeza batendo na porta dos fundos. É uma rachadura em meio a testa da nuvem, é sangrante e dói. Ela fugiu e nunca foi encontrada... É o esconderijo mais secreto. É o olho roxo e cortado, vermelho e inchado, morto e pálido. Nos lençóis manchados de preguiça, é o desagrado. Para não mais correr por entre as águas. Para deixar de lado as mágoas. É indiferença, é o grunhido que gasta meus ouvidos. É uma queda ao abismo sem fim que termina bem ali. É temor aos passos mais leves. É horror à multidões em cima da cama. Há monstros detrás da geladeira, é mentira. É rancor, é crime escondido em um caderno de anotações. É desesperança. É cuidado somado à várias taças de vinho. É uma vida, duas, três, nenhuma. É complicado. Creio só, não creio. É displicência. É eu, não sou. Era eu, não é mais. Ainda vai ser. É besteira...
Não há felicidade na dor, assim cremos - mas a dor que você me fazia sentir ainda assim conseguia me fazer feliz.
Íntimo, intenso, profundo, belo e triste... e nessa arte de poetizar a vida; a morte, a dor, paramos para observar; sentir, tentar entender, meditar, tomar alento e depois; depois prosseguir. Há quem ignore que só compreendemos os sinais, quando já é tarde. Difícil é sentir na pele e não ter mais o abraço.
