Poemas de Solidão Amor Não Correspondido
Não é apenas de mim que você precisa, isso sempre eu vou entender
E lhe peço que entenda que eu sim preciso sempre de você
Carência, solidão, depressão, você pode chamar do que quiser.
Mas eu sinto falta de lhe ouvir me chamar de “minha mulher”
Sinto falta do “Bom dia” que não chega, falta da boca que não beija.
Não sei se pra você minhas palavras são banais
Apenas tento dar meu melhor para não ouvir um “até mais”
Palavras de carinho, abraço que aquece e olhar de amor
São tão importantes quanto beijos de ardor.
Queria poder gritar que sinto falta de puramente lhe ter aqui.
Mas medo tenho de como você iria reagir.
Não seremos infelizes sós, mas incompletos.
E se incompletos a felicidade será faltante no todo.
(Irene Aguiar)
*
Uma resposta ao Jô dada pelo poetinha:
"Fundamental mesmo é o amor.
Impossível é ser feliz sozinho!" (Vinicius de Moraes)
Solidão:
"A melhor maneira de ser feliz com alguém é aprender a ser feliz sozinho. Daí a companhia será questão de escolha e não de necessidade.” (Jô Soares)
Me sinto aflito e em instantes bem, sou meio louco
Confuso porque não te tenho por aqui mais, aceitei te perder, mas o amor ainda existe
Até nos meus sonhos tento entender, mas fica mais complicado cada dia que passa
Não é que eu queira te amar, não é coisa programada, é coisa da cabeça e é porque você me faz falta
Mas que diferença isso faz ? não te ter é uma realidade e os dias vão se acabando vazios
Está acontecendo tanta coisa enquanto eu estou perdido dentro de mim
Cada dia eu desejo te esquecer, mas quando penso nisso... penso em você.
"Jasiel"
o
que deu nos meus
desejos?
estão fora de
si!
as vezes devaneios,
as vezes
delírios...
solidão, lacunas,
lacunas,
apenas lugar vazio,
lacunas,
penso
eu,
espaço teu,
nunca ocupastes,
o encaixe...
o portal da alma,
os olhos,
decaí
e choram,
falta
brio,
falta cor,
falta
um amor....
Tudo na vida é uma busca
Seja essa busca por felicidade
Pelo futuro promissor acadêmico ou profissional
Um grande amor...
Vamos encontrar várias coisas no meio dessa busca
Porém tudo vai depender de como trataremos o que encontrarmos
Será que vamos conseguir aceitar o que temos ?
Ou apenas vamos querer mais
Vamos ir mais além sempre ?
Uma questão, um dilema é: temos o que precisamos ou o que queremos ?
Será aquele emprego o ideal pra se viver ?
Ou vou ter que conseguir outro pra poder comprar aquela casa e aquele carro melhor ?
Meus conhecimentos, estão adequados ao meu modo de vida ?
Ou vou ter que aprender um pouco mais pra poder ter argumentos mais elaborados ?
Esse amor que tenho ou que sinto por essa pessoa, será que é pra sempre e vale a pena ?
Será que eu amo de verdade ou apenas aceito o condicional dessa situação ?
Ou vou sofrer daqui a um tempo e ficar me lamentando por um outro amor que deixei passar ?
Quando encontrar alguém que goste, então aceite-a não tente mudar ela, mudanças sempre são perigosas.
O que você tem é o que você precisa, seja ruim ou seja bom, tudo na vida é construído em cima de nossas experiencias
Viva com o que tem hoje, aceite quem e o que vai ser capaz de lhe satisfazer no agora.
Tudo passa e você também, defina metas, aceite-se primeiro para poder permitir que alguém entre em sua vida.
O dom de estragar
Eu fui tão egoísta
Te quis assim
Só para mim
Te perdi de vista
Fiquei cego
Louco de amor
Não sabia da dor
Só aumentava meu ego
Sinto cheiro dos seus perfumes
Hoje você foi embora
Tudo por causa dos meus ciúmes.
Quando o rio fizer a curva, levará consigo as tristezas do teu coração;
Quando a maré estiver agitada, são os anjos batalhando pela sua tranquilidade levando todas as energias ruim que te assolam;
Quando a chuva cair mansamente, são as lágrimas divinas que lavarão a tua alma, regando o solo e prosperando a vida na terra;
Quando o Sol se ausentar por muito tempo, não tenhas medo, ele voltará na manhã seguinte trazendo consigo de volta a felicidade irradiante;
Quando olhares para o céu estrelado e iluminado pela lua, perceba a grandiosidade da vida, note a presença daqueles que nos protegem todos os dias brilhando lá do alto;
Por fim, quando se sentires só nunca se esqueças que mesmo na companhia da solidão, haverá sempre um anjo ao seu lado te direcionado, e jamais se esqueça da fé que foi colocada cuidadosamente em teu coração, ela quem alimenta teus sonhos e desejos, tuas crenças e valores. Mas lembre-se, a fé precisa de alimento espiritual, fé com fome deixa alma doente.
DIAS TORTUOSOS:
E que o meu sorriso possa transmitir alegria para dentro do teu coração;
Que aquelas palavras de conforto ditas por mim possam levar um pouco de paz a você.;
Que a fé de que eu tanto falo continue crescendo e alimentando o teu espírito;
Que aquele abraço possa te aquecer nos dias tristes e frios;
Que os teus propósitos sejam alcançados com mérito, pois tens capacidade para isto;
Que o meu coração tolo e descrente continue pulsando sem temor, e que a minha mente continue iluminada para que eu possa continuar a jornada neste caminho tão obscuro.
eis a morte
ela eu aceito
nâo é injusta
é a mais castigada de todas as leis
feitas pela mãe, natureza
o que eu em singela fala não compreendo
é apreciarmos o mesmo céu,
usufruirmos da mesma água,
estarmos presos na mesma esfera
e termos que nos separar
por conta de consciências passadas
todos estamos presos.
então porque não nos algemamos?
e não seremos aprisionados em outra condição:
pior que o ciclo, a solidão.
vamos nos aprisionar na nossa prisão
porque viver sozinho
é viver em vão.
Ricardo Cabús
QUASE SÓ
(Estações Partidas)
Estou quase só
Quase, porque você não sai da minha mente
Só, porque estou sem você
Pouco
Tanto esforço me foi nada
Procurar uma palavra
Pra falar a minha amada...
Dela é o meu coração
Que se encanta no suspiro
De minh’alma apaixonada...
Nada tinha pra esconder
Que não lhe fosse revelado
Por meus olhos confidentes...
Tanto esforço me foi nada
Encontrar uma palavra
Pra falar a minha amada...
Mas de tudo que pensei
E o “pouco” que falei,
O meu amor a ela confessei.
Edney Valentim Araújo
1994...
Devaneios do coração
O que fazer?
Quando se tem tudo a perder?
Subiste a sepultara
Agora, virastes pó.
Me carregastes
para as mais profundas cavernas
Delas fiz meu delírio, abrigo
Ali descansei.
Na profundeza de um olhar cansado
tristeza abrigava a escuridão
Subi montanhas de sentimentos
Fui até os Confins da vida
Me perdi.
Para onde correr? Meu amor
Tu carregastes tudo que há em mim
Se não, para onde ir?
Desencontros
Onde foi que nossos olhos se perderam
Onde foi que nossos corações
se desviaram?
Para onde foram os sentimentos
Que em mim se engasgaram
Para onde foram as borboletas
Que aqui habitaram um dia
Para onde foi todo o nosso amor?
Estou em abstinência
Esse amor que tanto me vicia
Que me leva a loucura
Para onde foram, todas as flores?
Meu bem.
O livramento
Dizes tu
Se não é a dor que faz o poeta
Se não um solitário
Com vocábulos vazios
Que preenchem o peso da alma
Em um suspiro
É com grande anseio
Que faço dos teus versos meu julgamento
Nestes olhos de poemas não lidos
Em seu purificamento quero dar
Meu último livramento.
Engasgos
Entre tantos
Tanto, vivo só
Carrego um peito intenso
Cansado
Anseio um leito, para o meu eu Descansar
Escapatória
Entre tantas indas e vindas
Resolvestes fugir do meu olhar
quando voltar, verás somente
O meu despertar
Que aqui neste peito, nunca fostes
O teu lugar
Anseio lembrar, em teu coração
Que aqui, não me encontrarás
Sinto dizer, quando acordar
Só terá meu profundo respirar , Sonhar.
Ainda anseio lembrar
Não mergulharei mais, em teu mar
Ruínas
Vira ruína nestes olhos
Tão distantes, que se perdia...
Se curvava diante o caos
Que beirava sobre a maresia
contida em sua dócil e gentil alma
Era nítido o grito, a cada vez que via
Despercebia
Eu apenas queria
Mesmo em seu completo abismo
Que me visses, eu apenas lhe queria
Eu percebia o desespero
Sussurravas “permita-me entrar”
Quero lhe salvar
Tu sumia, o olhar permanecia
Eu apenas, morria
O vale era escuro
E tu, jamais me enxergarias.
Desilusões
De que valem minhas rimas
Se estas me dão mais fadiga,
do que euforias?
Vestia-se de poesia,
mas nossos versos não se fundiam
Fostes um encanto, que com o tempo perdia-se nas linhas
Meu belo pranto
Soprara pelos cantos
E por fim, morreria.
Revolução
Ora ora ora, se não é aquela
Com a mais formosa beleza
No existir de poemas não lidos
Versos inacabados
Sentimentos encarcerados
Reprimidos?
Eu não sei
Das confusões e perdições
Dores, intermitentes
Feitas de chuvas e tempestades
Sem fim
Aquela, em que se espera o toque mais dócil, gentil e complicado?
Nunca se sabe, o que vem dela
Mas de uma coisa sei, é a flor
Que surge em dias nublados e renasce
Como quem não quer nada, apenas
Um aconchego, em seu coração
Mal resolvido e destruído
Dores, intermitentes.
Ora ora ora, lá vem ela
Com sua revolução, em mãos
De amores indefinidos e autodestrutivos
Que faz perder o chão e a cabeça
Até não restar, mais nada de si.
Delírios
No amargor de sua existência
Sentira a dor, com tamanha precisão
Que nela havia
E então, céus se fecharam
Cinzas, cinzas só, fora o que restaram
O vazio cada vez mais presente, abundante
De longe, um clamor
Traga-me descanso
Com pudor, seus olhos se fecharam
Desejara um só dia
Sem ter de vivenciar tudo isso
Uma harmonia, apenas
Entre a paz e a alegria
De não ter que se ligar a toda estas linhas
Perdições, euforias
Delírios, sempre muito bem vividos
Jamais esquecidos
Por alguns instantes quisera desligar sua doce mente
Do mundo que a prende
Sufoca, engole
Quisera respirar e buscar
Apenas um só caminho
