Poemas de Solidão Amor Não Correspondido
No silêncio da estrelas
Te dei meu coração
Fui além,
te fiz uma em um milhão
Pensando que tinha o mundo em minhas mãos
Te fiz real
Em meio a tanta ilusão.
Te fiz acreditar,
Quando nada parecia ser racional.
E sonhar,
Quando você estava acordada.
Te fiz vencedora,
Mesmo sem estar em nenhuma batalha.
Logo eu que sempre te dei rosas,
Agora estou sangrando
por causa dos seus espinhos
Ela é minha amante perdida no tempo
Tempestades e vendaval, eu tô dentro
Sonhos e mentiras, é esse meu acalento
Eu tô amargurado, mano cê não tá vendo?
Me afogando no ego, eu tô morrendo
Acorrentado pelos meus medos, tô me perdendo
Feridas que não saram, ainda doendo
Pensamentos infames, me corroendo.
Minhas dores hoje viram poesias
Minha imaginação criam versos
E no meio da noite cria nós dois
Pela madrugada tu vem;
E pela manhã tu vai
Eu juro, são os sonhos mais reais
Eu fiz as minhas malas e decidi viajar.
Não pra fora, mas para dentro do meu coração
Lá eu vou te reencontrar feliz ao redor de uma fogueira
Numa simples noite de verão.
Dos lábios que já desfrutei
Dos sorrisos que já admirei
Das ilusões que já destoei
Das mulheres que já coabitei
Dos momentos mais lúcidos e loucos
Dos sentimentos mais passageiros e impetuosos
Tu fostes o meu maior engodo
Jogastes tuas palavras ao alento
Fizestes de minha vida um sofrimento
Simples, marcante, passageiro e turbulento
Mas que por um breve momento
Preencheu me de expectações
Ó, ingrata solidão que hoje assolas
Que me acompanha e me devoras
E que deveras vezes me isolas
Do que eu creio que não me adoras
Mas que me faz falta nessas horas...
Ao léu
Ando perdido em sentimentos descompassados,
Na linha tênue que separa a alegria da loucura.
Em meio ao caos de sentimentos vazios,
Surge uma alegria sombria, assustadora,
Solitária e vazia, que vaga ao meu redor
Fazendo-me ver oásis em deserto salinos,
Mudando de rota a minha caravana,
Sem questionar as minhas vontades,
Trazendo a tona uma realidade cruel
Que me amedronta a alma,
Jogando-me em ruas desconhecidas
Ao frio do inverno que tende a me seguir,
Ao relento, com sede, fome e medo,
Eu me agarro em coisas supérfluas
Para evitar que seja consumido,
Sem perceber que superficialidades
Só aumentam o meu desgaste,
E acabo culpando o mundo
Por algo que só depende em mim.
@CarvalhoEscrito
O meu melhor esforço
Ando por caminhos improvisados,
Mas bem pensados,
Às vezes preciso correr
Outras vezes preciso parar.
Busco qualquer sombra
Para aliviar o meu cansaço,
Maldito sol, me queima inteiro,
Bendito sol, nutri-me a vida!
Quando me escondo, a vida para
E vida parada, de que serve?
Sacrifico-me ao tentar seguir,
Pés descalços, pele ardente,
Suor que me molha, exalando o odor
Dá dor de árduos passos,
Busco a sombra, preciso repousar!
De sol em sol, tento descansar,
E quanto mais parado fico,
Mais tempo à vida me vê perder,
É melhor eu caminhar
Antes do dia escurecer.
@CarvalhoEscrito
Uma noite
Ontem eu morri,
Cai em teus braços,
Dormi em teu colo,
Afoguei-me em teus beijos
E morri em tua saudade.
Que morte feliz, fui teu!
Mas hoje sou meu,
E percebo que eu nasci em tu.
E hoje então, sem ti eu morri.
E na fúnebre sensação
De viver sem estar vivo
Guardo apenas teu cheiro
E a lembrança de uma noite.
@CarvalhoEscrito
A ESTRADA
Passo a passo
Seguindo o compasso
Pé com pé
Mantendo a fé
Um sentimento culto e bonito
Tudo tão esquisito
Falácia calma e com prumo
Agora me acalmo no fumo
Noites sem fim
O que querem de mim?
Dores na alma
Estou perdendo a calma
Quem o invoca?
Esse vazio que me sufoca
Que corrói meu espirito
Ao menos tenho tudo escrito
Mesmo o céu não estando branco
Um sentimento nada franco
Com essa sensação me deparo
Dias em claro
Olho pra cima e procuro por Deus
Porque abandonaste os filhos teus?
Olho pra frente e vejo o inferno
Estou cansado do vazio eterno
Mas só andarei
Em ti confiarei
Sigo esse caminho por mim
A estrada chegou ao fim...
Se de longe ficar, ao espaço dará
A oportunidade de nos afastar
E assim ficará mais difícil me reencontrar
Posso não te esperar.
As tuas lagrimas me fazem chorar,
Os teus risos me fazem sorrir,
E quando tu me agarras
O teu toque me faz sentir
Que entrelaça minh’alma
E no fim, sou eu quem precisa de ti.
@CarvalhoEscrito
É ridículo não termos forças para sair do buraco
É ridículo termos forças para levantar o mundo
Mas quando se trata de nós mesmos é ridículo
Perdemos a força e a consciência do ridículo
Tomara que você não se despeça,
Nem abandone o meu carinho,
Eu que tanto já sofri
Decidi andar sozinho,
Até encontrar nos teus olhos oque na vida me faltou
E bobo eu seria se não lhe entregasse o meu amor.
@CarvalhoEscrito
Me sinto só,
geralmente isso é bom,
é bom.
Me sinto livre,
geralmente isso é bom,
é bom.
Me sinto amado,
geralmente isso é bom,
é bom.
Me sinto solitário,
geralmente isso é bom,
é bom.
Me sinto completo,
geralmente isso é bom,
é bom.
Me sinto vivo,
geralmente isso é bom,
geralmente.
Ouvir
Deitado, a música entrando e mudando,
Uma nova visão do mundo me doando,
Um sentir a cada música, um rachar,
Uma quebradura nesta apatia constante,
As cores voltam a minha alma manchar,
Parando o Vazio que volta a cada instante;
Logo, deixe-me sozinho e deixe-me sentir,
Neste meu quarto há vários sentimentos,
As músicas me independem de mentir,
Elas tornaram-se meus complementos,
Com elas, sinto-me humano, sinto vida,
Eu vejo alegria no negrume da minha vida.
O futuro da humanidade está em jogo
É melhor dar um reset e começar de novo
O povo tá bugado, perdido e alienado
Usar sua cabeça não é nenhum pecado
Expanda a sua mente e abra o coração
Sozinho ninguém vive, acorda meu irmão
A vida passa, sem rumo e sem direção
Quem foi que disse que a solidão é solução
Esqueça a vingança, delete a vaidade
O amor é a esperança pra nossa sociedade
Respire fundo e siga em frente
Pegue seus problemas e os enfrente
Nesse nau de estilhaços em meio a isso,
Quer o sentimento após o afago
Indagado por si na busca da aceitação
Não se prende e se cobra,
Será uma obra a mando da cobra,
que se cobra pela obra dentro de si por falta de desafeição?
Indagação, por razão ao sentir-se sozinho por vezes não dói,
Buscando um alivio para o que atormenta a cabeça, por vezes se destrói,
O comportamento é destrutivo
enquanto a fábrica de sorrisos projeta mais um alivio,
nesse nau de estilhaços em meio a isso,
eu vos falo que a solidão é bela vista e não sentida
Me salve com um afeto, para depois me matar com seu desamor.
Me acostumei com ao ritmo de correr o máximo que posso
me acompanhe ou eu te acompanho
o amor assusta por ser estranho,
me sinto surpreso quando bem quisto tu me fazes,
mas não tão abalado quando cansada, você se afastar.
É o costume se despedir então,
não se esqueça disso quando a porta se abrir
E se abrir voe se solto,
não se prenda como eu faço,
a vida é uma então se jogue.
A madame não entende meus pensamentos, a madame não liga para meus versos, para minhas frases nem para meus sentimentos.
Ao entender a madame não me inclui nos seus planos, ela me retira do seu pensar e me trata pior que um qualquer sem utilidade a qual usar.
Eu, o moço, estou a esperar uma brecha na vida de lágrimas da madame, uma oportunidade para entrar, para ao menos uma piada contar, quem sabe um sorriso roubar.
E se no fim a madame nem de mim lembrar, eu, o moço, fico feliz por pelo menos ela me olhar.
