Poemas de Sol
Por vezes sinto-me só
Um vazio, como algo em falta
Uma tremenda necessidade, como se dependente fosse
Meu raio do sol, ilumine este triste coração
Angustiado de saudades tuas.
Amor ao Extremo
Ele é o meu sol
Eu sou a lua dele
Perto de mim ele sofre
longe dele eu sofro
Ele é a rocha
Eu sou a água
Ele é o vento
Eu sou a arvóre
Ele é o meu chão
Eu sou suas raízes
a diarista
já o lusco fusco chegando
com sua casca ressequida
o céu do sertão apagando
e as maritacas de partida
pela janela vai adentrando
silenciosa, está tal rapariga
espanando num desmando
sombreando, cheio de giga
tece a noite, vai-se o dia
finca estaca na imensidão
o canto da cigarra anuncia
o tardar, tolda a escuridão
o cerrado a noite cria
a melancolia recordação
© Luciano Spagnol - poeta do cerrado
segunda, outubro, 2019
Cerrado goiano
Depois da tempestade
Sempre haverá um sol
Pra nos guiar
Pra nos mostrar
Que a vida é linda
Que a vida é passageira
Que a vida é o que queremos que ela seja
Colar de Prata
Colar de prata
cai sobre o pescoço
de princípio é um pouco gelado
Mas a pele viva
com seu calor aquece o colar
Ele cai sobre a pele
balança de um lado para o outro
e as vezes quando esta exposto a luz, ele brilha
e quando esta escondido por entre a roupa
ele fica guardado em secreto
De alguma forma se torna algo tão
parte da pele e do corpo
que na sua ausência,
o corpo sente falta do colar
Pois se tornou algo tão cotidiano
que mesmo durante o banho
ele fica pendurado no pescoço
Faça chuva ou faça sol
e não importa qual é a estação
o colar estara sempre pendurado ao pescoço
em movimento sobre o coração
fazendo tic-tac
A Ti eu vou clamar
Pois tudo vem de Ti
E tudo está em Ti
Por Ti vou caminhar
Tu és a direção
O Sol a me guiar
Passe com a sua dor no caminho, mas não olhe tanto para o chão , doutro modo deixa de ver o sol que acena no rosto de quem passa.
António Cunha Duarte Justo
in Poesia e aforismos de António Justo
O poente
O poente estava perfeito.
Nos dizeres de um poeta:
"bonito e trágico como tudo que é verdadeiro".
Tinha ele razão. Era tamanha a boniteza daquele instante,
e tão trágico o entardecer,
que durara muito pouco,
mas se estendeu o bastante para banhar os corpos na areia de algo sagrado
que eu não saberia dizer.
Talvez encontremos algum sentido nas grandes narrativas das religiões,
ou talvez não;
mas naquela tarde, naquele pôr de sol dourado,
naquele ínfimo instante,
nada, absolutamente nada,
necessitasse de um sentido
nem de eternidade,
bastar-me-ia estar na areia úmida,
ébrio da luz plácida e crepuscular que me convidava contemplar a finitude.
Saudades do mar
Saudades do mar como se a ele houvesse pertencido minha vida inteira
como se o calor que me ardia os ombros me desfizesse de pesadas vestes
e me cobrisse de sal, areia e sol.
As palavras que digo não traem as montanhas de minhas solidões.
Mas o mar...
incólume em meus abraços, faz-me esquecer...
De volta ao caos, me perco outra vez, no mar contido nos olhos de um poente
ressaca que me lança de novo às águas fundas de um oceano intangível
são mais bondosos e risonhos que a minha loucura
aqueles olhos.
ELA VOLTOU... A GAROA VOLTOU NOVAMENTE...
Hoje o sol surgiu na Capital paulista, meio tímido, mas ao menos apareceu, porém, não ficou muito tempo e se escafedeu, encoberto pelas nuvens ameaçadoras. A senhora que aguardava o ônibus desdenhou: " - Quem tem medo de nuvens? Eu temo trombadinhas motorizados." Ergueu o queixo, cruzou os braços e me deu as costas. Respirei fundo, resisti alguns segundos, contando até 10. E respondi: "Quem não tem guarda-chuva tem medo de chuva. Quem tem celular tem medo de trombadinha. Assim caminha a humanidade, nesta cidade. Sem dó nem piedade, pro marginal tua vida vale a metade." Ela se voltou, soltando chispas pelo olhar. Felizmente o ônibus chegou e ela se foi. E eu fiquei a relembrar os anos 50, 60, quando no outono e inverno a névoa úmida dominava as madrugadas. O sol só aparecia depois das 9 horas. E pontualmente às 15 horas a garoa se apresentava, por vezes seguida de densa neblina. Bons tempos. Mas este ano São Pedro nos pregou uma peça: o verão veio fantasiado de outono-inverno. Será a nova moda?
(Juares de Marcos Jardim - Santo André / São Paulo - SP)
(© J. M. Jardim - Direitos reservados - Lei Federal 9610/98)
A maior tempestade
Da minha vida
Apareceu inusitadamente
Num dia que eu precisava
Lavar meu pranto
Não veio de mansinho
Mas trouxe consigo o sol
Com que eu agora vejo outro caminho
RAIO DE SOL
entre nuvens e terra
quente, sem direção
seu brilho bate cada instante
o tempo é inconstante
nas montanhas e colinas
energia radiante
percorre meu corpo
até o fim do horizonte
um feixe de luz
me desperta para amar
será ele ou ela
que vai me transformar
ao amanhecer sinto seu calor
agora já não lembro
se era sol se era amor
Bom dia.
O dia está lindo
O sol chegou, reluzente
A vida é bela
E
Que presente maravilhoso e sentir a sua presença❣️
Bom dia
Que a cada sol o mundo brilhe para nós e que a vida, repleta de felicidades, seja
uma constante em nossos corações😘🦋 em nosso lar e em todo o planeta.
A vida é bela e vale a pena viver ❤️
''O brilho que perpassa
A grande escuridão
Que o Universo abraça
Não como um trovão
Que nos ares passa
As formas tão simples
Que giram pelo tempo
Nas deformações não males
Surgidas no tecido, como passatempo
Sem o brilho que o rei tem
A princesa não teria o seu
A escuridão do nada vem?
Como a noite, um ateu?''
Me chama pra um rolê nessa cidade
Tudo é uma questão de oportunidade
Me leva a sério, me leva pro céu
O sol já me esqueceu, já que o brilho dele perdeu pro teu
O sol
É o primeiro vestígio de luz do dia e o último vestígio de luz do mesmo
É o astro maior de uma galáxia entre as milhões de galáxias existentes num universo que exala imensidão
É calor, é intensidade, é força, é a natureza em uma das suas formas mais belas se fazendo presente
Encanto sublime quando nasce, transcende o belo quando se põe Envolve todos os corpos, enriquece a melanina, enobrece o mais simples dos olhos, cativa o mais simples dos olhares
Ora bem vindo, ora não desejado, linha tênue entre o acalento e o descomedido
Enaltecido dos tempos antigos aos atuais, inspirou canções, pinturas, em todos os idiomas um substantivo forte, em todos os corações um sentimento profundo e em todas as memórias presença marcante
Remete ao fim mas também remete ao começo, recomeço
O sol dança com todos os seres de um jeito que a lua nunca saberá, melodia para a alma, inundando os espaços, se manifestando sobre a terra e banhando de luz todo e qualquer lugar, do oriente ao ocidente
No entardecer, recolhendo se em sua grandeza, transforma a paisagem em ouro, céu se torna aquarela no auge do crepúsculo, obra de arte pintada pelo universo da forma mais delicada e precisa, vezes despercebida pela correria que a rotina impõe
Mesmo que as vezes nem sempre seja notado esteve, está e estará lá, noção de horizonte, regente das horas
Noção maior de grandeza e certamente, a mais bonita demonstração do infinito.
"Está amanhecendo para mais um dia de trabalho e luta. Quando tirar o leite e botar a palha seca de milho para o gado, vou nos cajueiros colher cajus para fazer um doce".
Toinha Vicentina
