Poemas sobre o Sol para iluminar o dia
Mas tua sombra persiste num
Pós-pôr-do-sol que nunca acaba
Na intermitência da memória
Na sofreguidão solitária sentida a dois
Mais um dia frio
Mais um dia sem você
O mundo parece vazio
Na solidão sem te ver
O sol brilha na rua
Mas sem toda intensidade
Pois do meu lado o nada
Na minha mente a saudade
Os dias que se passam
Não fazem mais sentido
Não têm a mesma força
De quando estou contigo
É dificil de aguentar
Mais um dia sem você
Tento me superar
Pra poder sobreviver.
Já não recordava como era sentar sozinho e olhar a rua, com o sol em despedida no horizonte ou mesmo a escuridão de todos aqueles pensamentos. Pouco sentido fazia a ordem dos ponteiros na parede, e as quais circunstâncias do tempo influencia tinha nas tempestades interiores.
Pessoas passam em diferente pressa, indiferentes a si mesmas; vidas se vão, nem sempre a morte significa o fim, há quem caminhe morto... Histórias conexas, algumas tão vazias e transparentes do que é uma existência inútil.
Permaneço inerte onde sempre estive e por algum tempo me afastei, mas o fisicamente tocável não diz mais que lembranças aparentemente imutáveis. Sou só eu a espera de um tempo que não volta.
Cada passo pra trás, marcados por saudade que ficou no chão, dizem mais do que posso expressar em palavras que ninguém vai entender, frases que ninguém vai ler... E ainda que fuja do início da dor, é só maneira de desafogar minha psique; que sirva de alívio a todos que olham pra esse mesmo quadro de pintura figurativa em moldura velha e quebrada.
Subscreva o passado. É tua única chance.
Peguei meu amor e pendurei no varal depois de limpo. O vento secou sem o calor do seu sol. Mesmo assim eu o guardei. Ainda desbotado era peça única, ficou marcado. Marcado por um ferro que com brasa quente, derretia a seda amarrotada de ansiedade e aguava minha parte bonita, bem passada, aquela... do passado. Sobre o afetuoso elo calado que se içava aqui por dentro, saltei em um beco de flores. Chamei o tempo de solução. Cantei proezas e sorria amores.
Aquele mesmo tempo já sabia sua vez...
E com conhecimento me disse: vida é emoção! É agora, é movimento, é feito. Depositei saudade nas vontades do meu corpo e carreguei com muita fortaleza. Talvez por este excesso, senti seu peso e pousei na agonia cansada. Bom ou ruim fui motivo de sensação para abrigar nossos desejos em meu amor:
Coberto sem teto; Regado com terra; Plantado em pedra.
Um brinde ao nosso mundo consumado. O vento daqui é muito forte ...
Agora eu não concluo, mas por você guardo este amor, ele também sentiu frio. pendurado alí, no varal, tão só. E agora dorme limpo, em paz, tranquilo, macio... Outro dia me des-pregador. Se ao acaso eu me soltar é porque continuei aí do lado, no nosso ocaso escuro, em cenário para enamorados.
(tin tin)
Quero amar vc pra sempre,» Se alguém me dissesse, como fazer pra
esquecer um dia de sol, um beijo na chuva, pra onde
vou eu penso que você vem, e meu corpo também, eu
já não sei viver, sozinho sem você, falta alguma coisa
aqui, é você perto de mim, eu vou além por você
OESTRUS
Naquele por do sol inusitado
enterrei os versos
e a prosa deixei de lado
No sangue que banhava as vísceras
a dor do estanque na hora da criação
Como o tato do cego homem
eis agora minha misera condição
Nada mais denota velha e hábil, inspiração
Nem a astúcia, um belo estratagema
porem em meu ser, outro serio dilema
De joelhos rogo aos deuses, iluminação
Arrebatam-me agora, esta ficando tarde
Húmile serva, curvo-me, a alma arde
Permitam-me verter somente, composição
TU ÉS
Tu és o sol que doura o meu dia,
a saudade que me faz voltar,
és a paz que me traz alegria,
a brisa do meu verde mar.
Tu és solidão que me faz companhia,
quando tua lembrança me faz relembrar,
és a lira da melhor canção,
a parte da alma da inspiração,
és a concretitude do meu sonhar.
Tu és a rica rima do meu verso,
és o mais perfumado jasmim
que ornamenta o divino universo.
És o sentido da vida pra mim.
Suspiro o teu nome ao vento e as flores murcham envergonhadas...
Brando o teu nome ao Sol e ele esconde-se por detrás das nuvens.
A Brisa fala comigo e finalmente entrega-me o beijo que mandaste por ela...
Você é o meu sol de cada dia
O maior motivo de minha alegria
Da maneira mais simples você é ssim
Simplesmente a coisa mais importante pra mim.
E hoje abri o dia e vi o sol, tentei fechar, não consegui.
Pensei. Aqui é alto, cair daqui de cima é morte certa, eterna. Morrer te livra de não esquecer.
Peguei o amor no colo, agora. Vou joga-lo pela janela.
Deus, por favor se o senhor existe, faça com que o amor não tenha asas.
Ele precisa cair.
Sinto com fidúcia a tristeza do quase, mas mesmo quando não vejo, o sol continua lá, irei morrer e estarei aqui, irei correr e estarei aqui, o vento irá passar e estarei aqui, as águas passarão e estarei aqui, vocês irão e eu estarei aqui, enquanto durar o sol, estarei por aqui.
E se eu porventura me perder me acharei aqui.
REPENSO
Nasce a linha do sol, e a beleza implora o teu amor
Em brio de dúvidas e incertezas. Nasce o que um dia seria amor, o porvir que tanto sonhou, a beleza dos olhos que contemplara, o brilho de uma estrela. Aquela que tanto admirou. E o romance, nas pegadas deixadas, que o mar apagou.
Sei que quando andavas ao entardecer, era para ver os rastros, as pegadas que pra trás deixei.
Na dor, no silêncio, eu repenso o nosso amor.
São tantas as coisas bonitas
Que a pura amizade nos traz
Parece o sol de uma ilha
Cujos raios são gotas de paz
Eu quero viver a amizade
Me envolver nessa doce magia
Neste brilho do sol sobre o mar
Vou navegar
Coro:
A amizade parece
Um barco que cruz o mar
Navegando tranquilo
Me ensina a viver e amar
Por rios e mares risonhos
Eu pude sentir o calor
Que veio da ilha de sonhos
E inundou o meu barco de amor
Eu quero viver a alegria
Me envolver nos encantos do dia
Pra que eu posso viver e sonhar
Vou navegar
Eu amo essa poesia ou musik sei lá.(jade)
Pois com muita fé e com ele só para pra orar
Pois pela direção do sol e das estelas
No oásis escondido, água ele vai achar
Pois o homem de véu azul o prometido de Alah
Pois ele é guerreiro
Ele é bandoleiro
Ele é justiceiro
Ele é mandingueiro
Ele é o tuareg
Tuareg, uhhh, tuareg!
Quando em dias escuros o sol brilhar é porque alguém ainda não te esqueceu. Quando em dias de chuva por um instante se quer você sonhar acordado alguém te ama.
Quando em dias de luto raios de luz brilharem sobre você alguém te guarda. Quando em dias de angústia alguém dizer-te eu Te Amo é porque ele na verdade Te Ama. Quando em dias de lágrimas alguém arrancar um sorriso da tua face Deus está com você.
Quando em dias de guerra você senti que alguém te proteje, não esqueça te o agradecer. Por que em nenhum momento da tua vida Deus te esqueceu e sempre esteve lá do teu lado e Te Ama muito que entregou seu único filho por amor de ti.
PENSAMENTOS
Enquanto o sol nasce,
O pensamento permanece longe.
Ao pensar em um sorriso, o dele lhe vem a cabeça.
Quando fecha os olhos, é com ele que ela sonha.
Ao sentir um perfume a fragrância do dele lhe traz lembranças.
Ao falar de amor e ódio, é seu rosto que ela imagina.
Todos os dias ela se pega pensando nele.
Depois que o sol se põe,
Ela passa noites em claro por culpa da luz dos seus olhos
Que a impedem de mergulhar num mar de escuridão.
Essa mesma luz que ela vê nos olhos dele
A afunda num oceano de mentira e solidão.
Suas palavras soam deliciosamente misteriosas,
Diferente da palavra de outros.
Ao pensar em nada, ela pensa nele.
Ele ao pensar nela, a vê como um brinquedo qualquer.
Para ele, ao virar uma esquina se encontra alguém como ela.
Afinal, ela não tem nada de especial.
Por que teria de ser diferente?
Ela é tão comum.
Tão comum quanto esses versos sem rimas.
Alô
.
- Sabe o quanto odeio isso, não é?
- O que exatamente, o sol, o céu, o dia, o sono, as nuvens, eu?
- Você me acha mesmo tão vaga assim?
- Não se trata de vazio, você tem pensamentos demais, idéias demais, desejos demais, xinga demais, fala demais, com tanta coisa assim eu me perco em saber quem realmente você é, imagina o que não gosta ... Mas então, como vão as coisas por aí?
- Sabe o quanto odeio isso, não é?
Coisas Intocáveis
Pela manhã, canta um galo digital.
O sol reluz numa alamêda infinita.
Café com leite numa xícara quebrada.
Da sacada também vejo a rua inabitável,
Uma porta velha trancada com um cadeado.
Dentro existe uma piscina em desuso
Refletindo a plantação abandonada
Uma criança sorrindo com bolhas de sabão
Em frente de um quadro de bela imagem,
Uma ponte que faz chegar num zoológico
De rosas mal cuidadas e baldias.
Chegando à beira do lago, cena de piquenique:
Pães, frutas e vinho abençoados.
Por uma oração e um girassol bem amarelo.
Duas pessoas satisfeita de mãos dadas
Perdidas por entre o vão da cidade
Que no passado contruiam castelos de areia.
Que agora à beira da praia, tantos reveillons...
Com as mãos murchas lavando os pratos,
Enxugando os pés numa toalha branca
E o colorido a estourar no poder da memória.
Na gravura do tempo o poder da ciência.
Mil experiências coloridas em vidros intocáveis
Que o resultado é uma cor que não existe
Que guardaram num lugar seguro e gelado.
A luz não resiste a escuridão da evolução.
Com esforço, faz sombra na ampulheta que marca mas não vê passar o tempo
Nos fazendo saber que mais um ano findará.
Árvores coloridas, mesa com comida, diplomas e formaturas
Passando nossas vidas com vitórias e agruras
É mágico o tapete do tempo pendurado no armário.
Uma roupa, uma gravata. A porta colada nos retratos
Dos enfeites, perfumes, convites revelados no álbum
De um mundo tão pequeno e valioso
Prendendo nossa história no relógio do calendário.
André Amaral
