Poemas sobre o Silêncio
Tem barulho
Que
A gente
Só escuta
Quando
Faz silencio
Assim
É a água
De chuva
Que se faz
Do
Rio a sua morada
As falhas
Dos homens
Eternizam-se no aço
E
Quanto mais bebemos
Mais sede temos
As suas virtudes
Escrevemos na água
Como um gole d'água
Bebido no escuro
A Perda
Sentir
Harmonia
Do mundo
Força
Elemental
Hipnótica
Fruto
Do
Silêncio
Silêncio
Constrangedor
Olhar da janela
Matutina
Olhar pela varanda
Vespertina
A vida
Não para
É o sentimento
Ali está
Ele
Presente
Preservado
“Nem todo silêncio é ausência de voz, às vezes, é presença de sabedoria.”
Há momentos em que o melhor argumento é o silêncio. Especialmente quando alguém está convicto de uma verdade que não abre espaço para escuta, insistir é como tentar acender uma luz em quem escolheu fechar os olhos.
Manter-se em silêncio diante de certas certezas alheias não é sinal de fraqueza ou de omissão, mas de maturidade emocional. É compreender que nem toda conversa precisa de resposta imediata, e que nem toda batalha merece desgaste.
Silenciar, nesses momentos, é um ato de autocuidado, respeito e inteligência.
É confiar que o tempo ensina o que o ego ainda não permite aprender.
A família
No silêncio da família, a dor se esconde e o amor dá lugar a palavras e olhares que ferem. Laços familiares se enfraquecem, e o riso se transforma em tristeza. Promessas quebradas e a distância emocional deixam o lar frio e cheio de espinhos. Mas, apesar do rancor, há raízes profundas que mantêm a esperança. Mesmo em meio à dor, ainda existe o desejo de reconciliação, onde o perdão e a compreensão podem fazer a família renascer.
Quando morre um coração
Quando morre um coração,
o silêncio se agiganta,
uma melodia se desfaz,
e o tempo perde sua dança.
Os passos vacilam na estrada,
como se o chão não mais existisse,
e o céu, que antes era abrigo,
parece agora um vazio que insiste.
Quando morre um coração,
não é só o peito que sente,
é a alma que se desfaz
em pedaços de um presente ausente.
Os sonhos se tornam memória,
as palavras viram eco perdido,
e no vazio que sobra da história,
fica o adeus jamais esquecido.
Mas há vida no rastro da dor,
como sementes em terra rasgada.
Pois mesmo morto, o coração
faz florescer em nós sua jornada.
E assim, entre lágrimas e fé,
erguemos o que restou de esperança,
pois no luto, há sempre um renascer,
um novo ritmo, uma nova dança.
Canção de um Prisioneiro Arrependido
No silêncio das grades, a culpa ecoa,
Um amor que julguei eterno, mas voa.
Por ti, manchei as mãos de rubro pecado,
Agora sou só um homem, pelo destino marcado.
A lua espia por frestas de aço,
Minha alma chora no lento compasso.
Por amor matei, por amor me perdi,
Mas tu nunca vieste, nunca pensaste em mim.
Teus olhos eram faróis em meu mar de tormento,
Promessas vazias, só um falso alento.
E eu, tolo amante, cego e febril,
Destrui uma vida, tornei-me um réu vil.
As cartas que escrevi, o tempo devorou,
Nenhuma resposta, nem o vento soprou.
Os dias se arrastam, companheiros de dor,
Enquanto o mundo lá fora ignora meu clamor.
No espelho quebrado, meu rosto se vai,
Um fantasma sem nome, que o tempo desfaz.
Se amar é prisão, sou o mais condenado,
Cativo do eco de um amor fracassado.
Agora entendo, tarde demais,
Que o amor verdadeiro não vive de ais.
Ele cura, ele eleva, não leva ao abismo,
Eu fui teu prisioneiro, mas tu foste o abismo.
Se algum dia ouvir minha canção de lamento,
Saiba que é o arrependimento que sopra ao vento.
Não busco perdão, nem alívio pra mim,
Só que o mundo lembre do preço do fim.
"Entre o céu e o abismo."
"Euforia e silêncio em um só corpo."
"Dias de sol, noites de tempestade."
"No limite entre o tudo e o nada."
"Sorrisos que choram por dentro."
"A mente corre, o coração pesa."
"Explosão de vida, colapso de alma."
"Intensidade que o mundo não entende."
"Equilíbrio é uma luta diária."
"Nem sempre sou eu, mas sempre sou real."
Misticismo
Um minuto de conexão
Cem anos sem explicação
Silêncio contido, disperso
Paz no sentido reverso
O que contém a letra M?
O que há por trás dela?
Misticismo e tudo treme
Na contínua passarela
Opções em transposição
No infindável rumo
Quatro ou um milhão
Eu encontro ou sumo!
Por que existe alfabeto?
Só enxergo uma agora
Sob outros olhos, perto
Distante, indo embora
Semelhança que atrai
Diferença que apedreja
Esperança que se vai
Coração que esbraveja.
No silêncio do vazio, eu despeço-me.
Do amor, despeço-me; Da paixão, despeço-me; Da ilusão, despeço-me; Do sonho, despeço-me; Do riso, despeço-me;
E o mais, aterrorizante e assustador é que tu não percebes, que cada fala e cada atitude é uma despedida.
E que de tanto falar, fiquei muda;
E de tanto querer ver o que estava errado, fiquei cega;
E que ao tentar fazer e fazer algo para corrigir, fiquei paralisada.
E agora, só me resta o milagre, de que me veja, me sinta. E na despedida, me acolha.
II. O silêncio que acende e a palavra que apaga
Há silêncios que iluminam mais do que mil palavras acesas. Quando cessam os ruídos, as verdades emergem como brasa sob a cinza. No entanto, há palavras que, embora vestidas de luz, encobrem mais do que revelam. A fala apressada, a explicação forçada, o discurso que se pretende verdade absoluta, tudo isso é claridade artificial, disfarce da ignorância que teme o escuro.
A luz plena muitas vezes inibe a contemplação. O excesso de nitidez exige respostas, impõe certezas. Já a penumbra nos permite hesitar. E é na hesitação que nascem as perguntas que realmente importam. Não aquelas que pedem definições, mas as que nos atravessam e nos desconstroem.
A escuridão não é ausência de caminho, mas convite à escuta interior. Ao contrário da luz que expõe tudo de uma vez, a sombra nos permite escolher o que ver, e quando ver. Ela respeita o tempo do olhar. Ensina que ver não é o mesmo que compreender, e que a revelação exige maturação do espírito.
Quando aceitamos a escuridão como parte do processo, a luz deixa de ser uma meta e passa a ser consequência. Não corremos mais em busca de holofotes, cultivamos lanternas. E nelas, acendemos apenas o necessário. O essencial não precisa de alarde. A verdade, quando chega, não brilha, pulsa.
III. Quando o grito se disfarça de silêncio
Há gritos que ninguém ouve porque se disfarçam de silêncio. E há silêncios tão densos que carregam em si o estrondo de mil tempestades internas. A mente, quando já não suporta traduzir a dor em linguagem, recua. Fecha as janelas. Apaga as luzes. Cria mundos paralelos onde, mesmo distorcida, a realidade se torna suportável.
Nem sempre a loucura é ruído. Muitas vezes, é ausência. Ausência de conexão, de resposta, de chão. É o exílio interior de quem ainda está presente no corpo, mas já não habita a lógica comum. E nesse exílio, o tempo não segue sua ordem. As palavras não obedecem significados. O real se dissolve em fragmentos que só fazem sentido para quem ali está.
A sanidade, do lado de fora, observa, mede, intervém. Mas nem sempre compreende. Porque compreender exige mais do que escuta técnica, exige atravessamento. E poucos suportam atravessar a dor do outro sem se perder de si mesmos.
Talvez a maior ponte entre a lucidez e a ruptura esteja na empatia profunda, que não tenta apagar o delírio, mas se ajoelha diante dele como quem respeita um altar de sobrevivência. Porque ali, naquilo que chamamos loucura, ainda pulsa a centelha de quem resiste, não por desordem, mas por excesso de verdade que o mundo não conseguiu conter.
Fragmentos de “O vazio de Ivan em mim”
(por Leonardo Azevedo)
4.
Entre o silêncio de Deus e o clamor dos homens, eu sigo com a alma em ruínas e a mente em labaredas.
No silêncio da noite, em pensamentos profundos,
Escrevo palavras que revelam meu desejo mais fecundo.
Quero um mundo onde não preciso abrir mão de você,
Onde nosso amor floresce e nunca deixa de prevalecer.
Nas linhas deste texto, expresso o que sinto,
Um anseio sincero, um sonho que não minto.
Quero estar ao seu lado, em cada amanhecer,
Compartilhando sorrisos, abraços e prazer.
Imagino um universo onde somos completos,
Onde a felicidade habita em nossos afetos.
Um lugar onde não há espaço para a solidão,
Onde nossa conexão é uma doce canção.
No mundo que idealizo, não existem separações,
Nossa união transcende todas as limitações.
E juntos, enfrentamos os desafios com coragem,
Porque em cada obstáculo, encontramos nossa mensagem.
Então, neste texto que dedico a você,
Declaro meu desejo de um futuro a florescer.
Quero um mundo onde não preciso abrir mão de você,
Porque é ao seu lado que encontro o meu ser.
@Versos_em_movimento
Um gigante ora agoniza
O silêncio é sepulcral...
Seus filhos a tudo assistem
À espera do funeral.
A tragédia anunciada
Se publicou no jornal,
A cegueira coletiva
Decretou o ato final.
Os que enxergaram um dia
Bradaram num ritual,
Muitos até morreram
Lutando por esse ideal.
Mas o mal tem suas vitórias
E seu dia de festança,
O bem, por vezes perece,
Travestido de esperança.
Sinfonia em Silêncio:
Eu poderia dizer que te amo, a frase antiga e leve,
Mas nos meus lábios, hoje, um peso novo se inscreve.
Outrora, a melodia fluiu, singela e sem temor,
Mas teu compasso acende em mim um sentimento maior.
É mergulhar em sono denso, onde a alma se abandona,
E o coração, enfim liberto, confessa que a paixão detona.
Um cárcere de afectos rotos, rendido ao teu poder,
O amor, enfim, me alcança fundo, não posso mais correr.
É pegar a estrada aberta, sem pressa e sem destino,
E no horizonte vasto, sentir-me um peregrino
Lavado em luz e cores puras, um éden a alcançar,
Onde cada suspiro teu me ensina a respirar.
É a ânsia de viver a vida em cada instante raro,
Guardar no peito cada segundo, teu sorriso tão claro.
Para então, por breves pausas, o tempo adormecer,
Em cada piscada perdida no momento de te ver.
Meus sentidos te pressentem, um radar delicado,
Em cada célula, a tua aura, um tremor extasiado.
Teu toque acende em meu corpo uma febre voraz,
E a euforia me consome, em um incêndio audaz.
Meu coração, qual rio bravo, em fúria desmedida,
Faz meu sangue ser torrente, por toda a minha vida,
Ao som da tua voz que ecoa, canção que me desarma,
Desfazendo as fortalezas, incendiando minha alma.
Não posso aprisionar em "amo" a vastidão que sinto,
É um oceano sem margens, um universo infinito.
Por isso, em cada gesto, em cada olhar profundo,
Eu te vivo em silêncio, neste amor sem segundo.
Só sei ser assim, em cada fibra do meu ser,
Um poema vivo em teu encontro, eterno amanhecer.
Existem três coisas que não se apagam:
a luz da consciência,
o fogo do amor,
e a força silenciosa do ser.
Não se vive pela metade
quando se ama por inteiro.
Não se alcança o eterno
com passos inseguros e coração alheio.
Meio coração
não ergue castelos,
não toca os céus,
não sustenta promessas.
A grama não fica verde sozinha —
é preciso regar.
O amor também.
É preciso cuidar, se doar, se entregar.
Seu amor.
Meu amor.
Nosso amor.
Não como dois,
mas como um só jardim.
Seja luz onde houver escuridão,
sorriso onde reina o silêncio,
abraço onde falta o afeto.
Leve esperança a quem se perdeu no caminho,
coragem a quem teme dar o primeiro passo,
e amor onde o mundo esqueceu de amar.
A vida floresce nos pequenos gestos —
e você pode ser o começo da mudança.
Que vida!
Bem meu mundo está cinza como o céu, um frio e um silêncio, que faz com que a alma suspire,
não me sinto mau, mais também não estou bem
acho que estou esperando o dia acaba,
a noite sempre nos sentimos melhor é engraçado corremos tanto pra crescer e queremos voltar para traz depois que ja estamos adultos. Oque nós mata é a saudade de tudo que não vivemos, e que nessa hora chegamos a pensar que não vamos viver,
bem meu mundo hoje está assim, sem som, sem poesia,
só olhos cansados
e a alma
fria...
PauloRockCesar
PAI...
Pai, que hoje eu possa saber fazer silêncio!
Que os maus pensamentos se calem e que os meus ouvidos sejam surdos para más palavras e maledicências.
Que os meus olhos possam apenas enxergar o Bem em todas as coisas por pior que elas pareçam.
Que o meu ego se emudeça e se afaste de julgamentos e condenações.
Que a minha alma se expanda e tenha compaixão por todos os seres vivos.
Que em meu silêncio eu veja que há tempo para fazer preces
pelos que já se foram.
Que eu consiga perceber cada recado Teu através das Tuas criações.
Que eu compreenda que a Tua vozé a única que me sopra a Verdade nas 24 horas dos meus dias.
Que eu ouça em cada minúsculo ser a grandeza da Tua obra.
Que eu perceba nessa Grandeza o quanto és desprovido de orgulho.
Pai, que hoje eu possa saber fazer silêncio!
Que eu saiba calar na hora exata e nessa hora lembrar-me
de observar que na música da Vida
só prevalece a Tua arte...e que em meio a qualquer som
Tu sempre soarás mais alto e jamais hás de calar-Te.
