Poemas sobre o Silêncio
Estar rodeado de pessoas
não assegura que uma pessoa esteja feliz,
porque a verdadeira felicidade
só é percebida no silêncio da solidão.
Me perdoa por não estar bem.
Achei que era forte… mas me perdi nos meus próprios dias difíceis.
Só queria ter feito tudo melhor.
Me afoguei nas preocupações,
e deixei de ser aquele homem que brilha nos teus olhos.
Voltei pra casa de mãos vazias e coração frio,
tentando me aquecer no calor do teu sorriso,
mesmo que fosse só pela tela do celular.
Mas o sol nasce…
e com ele, nasce também a esperança
de um novo dia.
Um dia em que eu consiga esquecer a dor,
e ser só aquele homem
que você um dia sonhou ter ao lado.
Desculpa se sangrei…
Tentei esconder a dor,
mas ela transbordou pelos olhos
e manchou os dias com silêncios.
Sigo devagar…
Às vezes paro,
respiro,
e busco paz em pequenas doses.
Só quero viver o agora…
e se for contigo,
melhor ainda.
Você não entende,
Posso ser seu abrigo.
Seu porto seguro,
A fortaleza para sua proteção.
Me dê a mão,
Para que então seus medos se dividam comigo,
E eu me torne seu ombro "amigo".
Irei atender teu socorro,
Ás uma, duas, três da madrugada.
Sua angústia será minha,
Seu lamento será meu.
Meu silêncio,
Será seu ouvinte.
O Silêncio dos excluídos,
Você já parou para ouvir o silêncio dos excluídos?
Já ouviu as suas histórias, angústias, medis e decepções?
O silêncio dos excluídos doe, fere, rasga e dilacera a alma findando a autoestima.
Silêncios e as vezes sussurros, com histórias que tem muitas vezes pontos de partidas em comum...
Se você nunca ouviu, então pare e dê o que é mais precioso ou seja uma parte do seu tempo, para ouvir o silêncio dos excluídos...
Amar você é como tocar o infinito com as pontas dos dedos, um universo que se abre apenas para quem ousa se perder. O mundo ao redor desaparece, e só resta a nossa existência suspensa, onde tudo parece fazer sentido. Mas amar é também expor a alma, deixar o coração nas suas mãos, vulnerável como vidro fino.
Quando você sorri, é como se o meu mundo inteiro se aquecesse ao brilho do sol. Quando estamos juntos, o tempo se curva, obediente, e nos dá o presente de uma eternidade em cada instante. Mas, ao mesmo tempo, existe uma fragilidade. O poder que você tem de me tocar tão profundamente também pode me quebrar de forma irreparável.
E, se um dia você for embora, levará consigo a parte mais preciosa de mim. O mundo, antes repleto de cores, será um borrão desbotado, e o silêncio da sua ausência será ensurdecedor. No entanto, escolho te amar mesmo assim, porque a intensidade desse sentimento vale cada risco. Amar você é viver à beira de um abismo, com a alma nas alturas e o coração à mercê do vento.
Se o amor é uma prisão, então que seja nos seus braços, pois só neles a liberdade existe.
Era uma vez um homem que amava uma mulher... e o sorriso dela era um mistério ao qual ele desejava dedicar toda a sua vida desvendando. Cada curva daquele riso iluminava sua alma, como se o universo o convocasse a eternamente buscar essa resposta doce e infinita.
Mas o tempo, com seus desentendimentos e desencontros, os separou. Ainda assim, ele manteve sua promessa, gravada nas linhas do seu peito. Possuiu outros corpos, é verdade — breves respiros de uma ausência que nunca se curava — mas jamais os amou. Seu coração, teimoso e fiel, permanecia ancorado naquele amor primeiro, que nem a distância dos anos conseguia apagar. Amar aquela mulher não era uma escolha, mas um destino que o tempo não soube desviar.
O tempo é um tirano silencioso.
Não estende a mão, não consola.
Ele leva sem pedir licença,
rouba risos, desfaz promessas,
e castiga com a saudade.
Mas talvez sua crueldade seja arte —
uma forma estranha de ensinar.
Pois só no vazio que ele deixa,
floresce o que somos capazes de ser.
Sabe… certas dores não gritam. Elas silenciam a alma devagar, como quem fecha as cortinas de um teatro depois do fim. Algumas feridas não sangram mais, mas seguem abertas dentro da gente, como páginas que o tempo não teve coragem de virar.
Elas criam um véu — sutil, quase invisível — sobre tudo o que fomos antes do abismo. E é nesse véu que a alma aprende a respirar diferente, com mais cautela, com menos fé. Nunca tente levantar esse véu… Ele não é esquecimento. É sobrevivência.
II
E se da alma o sopro se adianta...
Se é dor, não sei; se é graça, não declaro:
verte-se o vinho em ânforas de ausência,
sem taça, sem altar, sem penitência,
qual pranto que precede o verbo calado.
"Dizem que o que ninguém sabe; ninguém estraga, ninguém bota olho gordo, nem tem como torcer contra. Mais pra ir adiantando a minha vitória....aos invejosos digo:
-Vem benção ai."
#Tomacapeta
—By Coelhinha
Não fale. Aja em silêncio.
Não lamente. Seja determinado.
Não desvie dos seus objectivos. Tenha foco.
Não tenha pressa. Mas, seja dinâmico.
Não gaste dinheiro. Seja forreta.
Não seja um eterno sonhador. Corra atrás dos seus sonhos.
Seja disciplinado e abnegado.
Eu nasci para estar calado. Minha única vocação é o silêncio. Foi meu pai que me explicou: tenho inclinação para não falar,um talento para apurar silêncios. Escrevo bem, silêncios, no plural. Sim, porque não há um único silêncio. E todo o silêncio é música em estado de gravidez. Quando me viam, parado e recatado, no meu invisível recanto, eu não estava pasmado. Estava desempenhado, de alma e corpo ocupados: tecia os delicados fios com que se fabrica a quietude. Eu era um afinador de silêncios.
(Em 'Antes do Nascer do Mundo')
Não mexa no meu silêncio, se não puder lidar com meu barulho. Só eu sei o turbilhão de vozes que habitam dentro de mim.
Existem silêncios que falam e se ouvem mais do que palavras, é aquele silêncio que eu admiro e que quer dizer que não necessitamos de declarar absolutamente nada à outra pessoa.
Ficamos sentados em silêncio, contemplando o mundo à nossa volta. Levamos uma vida inteira para aprender isso. Parece que somente os velhos conseguem ficar sentados desse jeito, um ao lado do outro sem nada dizer, e ainda sim se sentirem contentes. Os jovens, irrequietos e impacientes, têm sempre de quebrar silêncio. É um desperdício, porque o silêncio é puro. O silêncio é sagrado. Ele aproxima as pessoas, porque só quem se sente confortável ao lado de outra pessoa pode ficar sentado sem falar. Esse é o grande paradoxo.
Há certas coisas que cabem melhor dentro do silêncio; outras cabem muito mais ainda nas mãos de Deus.
