Poemas de Sentimentos
Quando escrevo, me descrevo
Derramo meu sangue tinto
Nas letras rabiscadas
No texto e no contexto
Está ali meu DNA.
Meu sentimento por ti
É inefável
Sim
Inexplicável
Eu ingênua
Fui tentar compreender
E o que fiz ?
Foi me perder
Um dia sonhei com alguém,
Daqueles sonhos que mexem com a gente.
Que você tenta de todo jeito voltar a dormir,
Só para experimentar novamente.
Um sonho bem simples mesmo,
Conversas, carícias, momentos.
Sentimentos a muito esquecidos,
guardados no fundo do peito.
Após minutos, quem sabe segundos, prováveis milésimos,
A realidade começa a me assombrar.
Rodando um turbilhão de perguntas e respostas,
Das quais não queria pensar.
A maior dor é estar consciente,
e não saber quando vou acordar?
Ou não ter a certeza,
se do seu rosto vou me lembrar?
O seu olhar resplandece sua beleza
Cativante e única que só você possui
Um caminho a ser seguido
Por meio das dúvidas e anseios
Um caminho a ser traçado
Um sentimento apurado
Pelo olhar de uma bela moça
Mas o que fazer quando
Deste sentimento não possuo
Mau serei eu
Pelos sentimentos que não possuo
Pelas dúvidas que possuo
Do caminho a ser seguido?
O brilho em seu olhar permanece
Sua beleza única que possui
Desculpas lhe peço, moça
Pelo sentimento que não há
Mas há caminhos mais belos
Que a aguarda em breve
Comentam por aí
Eles falam que eu sou louco, mas não estavam lá
Que sou fechado, mas não ouviram o que lhe disse
Que sou incapaz de amar, mas não lhe conheceram
Que homem não deve chorar, e já viram um triste?
Tudo que você possuir em sua forma artificial provem da natureza, desse gigante planeta, algo que modificaram e suas origens eliminaram.
Aos pobres mortais restam penas desiguais, simples animais imaginam sempre serem mais.
Livres por condição, aprisionam-se por opção,
congelam sua dignidade correndo atrás apenas de falsas verdades.
Coletividade individual paira sem final.
Cada segundo passado evapora-se instantaneamente, idealizam um amanhã humilhando antecipadamente um incerto futuro desejado, fantasiado. Apenas maquiado...
Cada minuto é um minuto perdido, cada momento é único e precisa ser perfeitamente aproveitado.
Conscientes da sua própria mortalidade talvez a desgraça não reinasse e a vida plena a todos prolongasse.
Num piscar fecharam os olhos e nunca mais os abrirão, nem aqui nem em outra dimensão, apenas ossos sem nenhuma função.
Apesar de terem o cérebro, de fato, o mais complexo,
é também o mais sem reflexo.
O tempo tem que ser encarado como um investimento positivo,
sempre com respeito enriquecera-se de bons sentimentos.
Enxerguem seu fim, vigiem enfim...
Por onde andar, quero levar a sinceridade e beleza das minhas palavras...
Por onde passar, quero deixar a humildade e grandeza dos meus sentimentos!
Marta Gouvêa
Despertar Emocional
Que maravilhoso despertar,
Com a vontade de criar,
Um poema, obra de arte,
Com palavras a dançar.
No estilo literário me encontro,
No eu lírico me expresso,
Transmito sentimentos profundos,
Em cada verso que manifesto.
Energia pulsante em meu ser,
Vibrante como o sol a brilhar,
Transbordo emoção e felicidade,
Neste poema que irei tecer.
Versos como raios de luz,
Aquecem o coração,
Espalham amor e esperança,
Numa mágica inspiração.
Minha coleção cresce a cada dia,
Poesias que contam minha história,
Um retrato de alma e melodia,
Escritos com toda minha glória.
Então, com entusiasmo e devoção,
Vou escrever esse poema especial,
Com todo meu ser e paixão,
Para que seja eterno e memorável.
Melodia Inexprimível
Quando o amor se revela,
Silente, busca um olhar,
Parece dançar com ela,
Mas, nas palavras, hesitar.
Quem ousa exprimir o que sente,
Encontra o peito a pulsar,
Fala, e, por vezes, mente,
Em silêncio, pode sufocar.
Ah, se ela visse em mim,
Seu olhar me alcançar,
Soubesse que a amo assim,
Sem um som, me revelar!
Mas quem sente, cala,
Procura em vão a voz,
Fica só, com a alma opaca,
À mercê do tempo atroz.
Se pudesse enfim contar-lhe,
O que por temor não ousou falar,
Já não precisaria buscar-lhe,
Pois, em poesia, estou a lhe falar.
Laços do Destino
Nas margens do destino, eis que se encontraram,
Dois corações inquietos, pelo acaso abraçados.
Um olhar trocado, um sorriso partilhado,
Iniciaram a jornada, em um amor entrelaçado.
Era um encontro de almas, um elo transcendente,
O universo conspirando, em harmonia crescente.
Como folhas ao vento, dançavam os sentimentos,
Em sincronia perfeita, entre risos e lamentos.
Nas madrugadas serenas, ao luar prateado,
De mãos dadas vagueavam, no caminho traçado.
Os segredos compartilhados, entre suspiros e beijos,
Era a essência da vida, o alimento dos desejos.
Os dias se tornaram poesia, alicerçados no afeto,
Cada momento vivido, um tesouro, um afago, um segredo.
Nos olhos um do outro, encontravam a paz,
Nas palavras sussurradas, o amor se refaz.
As estações se sucediam, mas o sentimento não mudava,
Um amor constante, que o tempo não apagava.
Nas adversidades do mundo, juntos se fortaleciam,
E na cumplicidade dos gestos, a eternidade sentiam.
Que seja esse amor eterno, como o sol no horizonte,
A luz que ilumina, a força que confronte.
Que sejam as lembranças, uma canção que embala,
E que a história de amor de vocês, sempre encante e fala.
Que esses corações vibrantes, sigam juntos na jornada,
Construindo um paraíso, na realidade encantada.
E que a cada nascer do sol, renovem os laços,
Nessa bela história de amor, repleta de
traços.
Que seja um amor inspirador, a transbordar de emoção,
Que encha os olhos, faça o coração bater acelerado,
Arrepie a pele, sopre na alma e, unidos, possam voar em uma só direção.
Entre Adeus e Esperança
Nosso encontro súbito, sem aviso algum,
Mexeu comigo, um sentimento incomum.
Ser apenas amigo não é o que desejo,
Nunca me viste só, nunca ouviste meu pranto aceso.
Às vezes, a distância nos causa aflição,
Por que não vir até mim, trazer meu coração?
Sozinho, me vi em um abismo de dor,
Tentei chamar-te, mas parecia em vão.
É cedo ou tarde, não sabemos dizer,
Se é para dizer adeus ou jamais acontecer.
As lágrimas internas, o desejo reprimido,
No limiar do tempo, nosso destino decidido.
Já estive tão só, busquei o teu olhar,
Mas as palavras não vieram, só o silêncio a pairar.
É cedo ou tarde, essa incerteza que nos desfaz,
Adeus ou jamais? O tempo nos dirá em paz.
É cedo ou tarde, um dilema a enfrentar,
Entre dizer adeus ou a esperança abraçar.
O relógio avança, e o futuro é um véu,
É cedo ou tarde demais, só o tempo é fiel.
Me faltam os seus carinhos.
Minha boca está seca.
Faltam os seus beijos.
Sim, sinto-me em uma escada espiral,
que não tem fim.
Está difícil.
Me pergunto...
Só meu coração vaza sentimentos?
Eu mesma não sei explicar.
Então, espero o final de semana.
No sábado, tento ter livre arbítrio.
É tudo sem nexo.
É tudo um complexo.
Estou dispersa.
A questão de tudo,
é você.
Está difícil.
Está difícil alcançar a glória.
Está difícil alcançar você.
Está difícil.
Me pergunto...
Só meu coração vaza sentimentos?
Tento ter ânimo.
No lugar em que estou,
a vida está me tornando figurante.
Estou quase invisível!
Será que ainda tenho tempo?
Queria ter você no Grand Canyon,
em Machu Picchu,
em Cusco, no universo,
no meta verso.
Socorro!
Delírio.
Estou naquela bifurcação.
Não sei o que fazer.
Paro e volto?
Paro e sigo?
Sigo em frente?
Será que chegarei em algum lugar?
Está difícil.
Me pergunto…
Só meu coração vaza sentimentos?
Tempestade em meus olhos.
Soluços rasgam meu ser.
Grito!
Sinto os pulmões estalarem.
Você não ouve.
Nosso banner, agora de papel, você não vai ler.
Eu sei.
Medo!
Medo que o "Eu te amo" se torne banal.
Medo que o amor se torne
“artigo de luxo”.
Está difícil.
Me pergunto...
Só meu coração vaza sentimentos?
Entre o que eu penso, o que eu sinto e o que eu quero dizer, existe um universo complexo de emoções e pensamentos que muitas vezes se entrelaçam de maneiras intricadas. Dentro desse labirinto interior, as palavras ganham vida, traduzindo o que se passa na mente e no coração.
É interessante notar que entre o que você supõe e acha que entendeu, há uma distância considerável. Muitas vezes, as palavras que escolhemos para expressar nossos pensamentos podem ser interpretadas de maneiras distintas por quem as ouve. A subjetividade que permeia as conversas revela que a comunicação não é apenas uma transmissão de informações, mas sim uma dança delicada entre as experiências individuais.
Enquanto tento articular o que se passa em meu íntimo, percebo que as palavras são como fios que tentam costurar a complexidade das emoções. Às vezes, o que penso não se alinha perfeitamente com o que sinto, e expressar esses sentimentos pode se tornar um desafio delicado. A linguagem, por mais rica que seja, muitas vezes se mostra limitada diante da vastidão do mundo interno.
Entre o que eu penso, o que eu sinto e eu quero dizer, encontro um constante diálogo interno, uma busca por clareza e compreensão. A sinceridade nas palavras é fundamental, mas a compreensão do receptor é igualmente crucial. Afinal, cada indivíduo traz consigo uma bagagem única de experiências que molda a maneira como percebe e interpreta as mensagens.
Ao navegar nesse oceano de comunicação, é importante reconhecer a fragilidade das palavras e a vulnerabilidade que surge ao compartilhar pensamentos e sentimentos. Entre o que eu penso, o que eu sinto e o que eu quero dizer, há um convite à empatia e à paciência, reconhecendo que a verdadeira compreensão vai além das meras palavras, abraçando a riqueza das emoções que permeiam nossas vidas.
Na existência, os padrões comportamentais atuam como grilhões invisíveis, moldando e muitas vezes limitando a experiência humana. Essas repetições automáticas, frequentemente adotadas inconscientemente, tornam-se as grades que aprisionam a autenticidade e o potencial de cada indivíduo.
Esses padrões, muitas vezes enraizados na cultura, na educação e nas experiências passadas, agem como espinhos que ferem a expansão da consciência. Ao condicionar respostas automáticas, impedem a exploração de novos horizontes emocionais e limitam a percepção de possibilidades.
Essa repetição de comportamentos limitantes cria um ciclo vicioso, alimentando sentimentos de baixa frequência. A autoestima é corroída, enquanto a sensação de inadequação e insatisfação se torna constante. Esses padrões, como sombras persistentes, obscurecem a luz interior, impedindo a expressão plena do ser.
No entanto, ao lançar luz sobre esses padrões comportamentais, abre-se uma janela de oportunidade para a transformação. Reconhecer as amarras que envolvem é o primeiro passo para quebrar os grilhões. A conscientização se tornam aliada poderosa na quebra desses padrões, permitindo a liberação de sentimentos de baixa frequência.
Desafiar os padrões comportamentais limitadores exige coragem e auto-reflexão. A busca por novas respostas, a exploração de territórios desconhecidos emocionais e a adoção de práticas que nutrem a positividade são fundamentais para romper com as correntes que aprisionam o potencial humano.
Em um mundo vasto de possibilidades, é imperativo transcender os padrões comportamentais condicionados, liberando-se para experiências mais ricas e elevadas. A transformação interior, guiada pela consciência, desenha um novo horizonte onde sentimentos de baixa frequência cedem lugar à ressonância de uma existência mais plena e gratificante.
Em meio às dúvidas e tristezas, é a força de vontade que nos mantém de pé. Mesmo quando tudo parece turvo, há dentro de nós uma centelha que insiste em brilhar. A constância é o que nos guia quando o entusiasmo vacila — é ela que nos faz continuar, passo a passo, mesmo sem ver o caminho inteiro.
Sentir dor, medo ou cansaço é humano. Mas podemos escolher não nos afundar neles. Podemos transmutar esses sentimentos em aprendizado, em coragem, em combustível para recomeçar.
Cada lágrima pode regar uma nova versão de nós. Cada queda pode ser impulso para um salto maior. Que nunca nos falte fé em nós mesmos. Que saibamos honrar nossos sentimentos, mas não nos prender a eles.
Porque a alma que decide continuar, mesmo ferida, é a que mais se fortalece.
E seguir em frente é, muitas vezes, o maior ato de luz.
Somos muitos em um só dia.
Às vezes acordamos esperançosos, outras vezes calados por dentro. Podemos ser gentis pela manhã e, horas depois, impacientes. Somos luz em alguns encontros, sombra em outros. Não somos incoerentes — somos humanos, múltiplos, atravessados por memórias, sentimentos e vibrações que dançam conosco a cada instante.
Essas variações internas não são falhas; são convites. Convites para olhar com mais atenção o que sentimos, para perceber o que nos habita sem julgamento. Quando nos tornamos conscientes dessas mudanças, abrimos espaço para a alquimia interior. Podemos, então, transmutar medo em coragem, raiva em lucidez, tristeza em silêncio fértil.
Estar presente é o primeiro passo.
Reconhecer-se em cada versão é o caminho.
A consciência não nos impede de sentir — ela apenas nos liberta da prisão de reagir inconscientemente.
E é nessa presença que encontramos poder: o de sermos inteiros, mesmo sendo muitos.
Há quem diga que se tornou banal
Que já não existe, é algo que se perdeu
Há quem duvide da sua existência
Na fala de quem prometeu
Mas quando se é de verdade
As juras se tornam sinceras
No coração da pessoa certa
Ele floresce nas primaveras
O amor é real
Você pode acreditar
Se ainda não o encontrou
Por favor, jamais canse de procurar.
Tudo bem não estar bem por algumas vezes. Não temos que ser fortes o tempo inteiro.
Ninguém é feito de ferro, somos seres humanos feitos de carne, osso e sentimentos.
Então desabe quantas vezes for preciso, mas no final sacuda o pó e levante para mais um desafio.
Quando cala o poeta
Mas um dia o poeta cala
O que fica são seus versos
Como folhas ao vento
ou um mapa aos corações
Que perpetuam o amor
universo de emoções
Quando cala e escreve
leva amor aos quatro ventos
Mas um dia ele se cala
em um mar de sentimentos.
Nas teclas do piano
o dedilhar de acordes,
onde se espargem sóis
aquecem a amplidão,
enquanto o coração
se dilui em gritos
que não soam notas
de melodia, nem afinação,
pois um falso sustenido,
logo deu fim ao amor
- sem nenhum dó !
