Poemas de saudade que traduzem memórias em versos
Te ver ao longe, é como vislumbrar o paraíso e estar impedido de entrar…
Sua ausência me consome e a saudade que teima em ficar…
Sua distância me angustia, seu silêncio me atormenta, seu desprezo me apavora e meu amor adoece de saudades de você.
Desde o início eu poderia dizer que os mais doces são os mais difíceis de encontrar, como as flores mais belas, assim como você...
Já fiquei por horas me perguntando o porque de tal relacionamento não ter dado certo, já fiquei horas e até dias esperando pela pessoa mesmo sabendo que ela não ia mudar, eu insisti em tentar, em esperar, em reconstruir... Mas descobri que a vida não é como um vídeo-game onde podemos continuar de onde paramos. A maior frustração é saber que a pessoa que você tinha um sonho em construir uma família e passar o resto da vida juntos mesmo havendo pedras no caminho, não iria acontecer... Incrível como uma pessoa muda e tudo o que conhecíamos da pessoa despenca e você vê seu mundo desabando diante de seus olhos e você não pode fazer nada... Uma pessoa que prometia e jurava que NUNCA ia embora, que NUNCA iria lhe deixar.. De uma hora para outra muda e some da sua vida. Com isso você fica sem chão, sem saber o que fazer, não sabe para qual lado correr se esconder de tudo e todos! Eu sei o que é isso, sei o quão triste é. Mas sempre vem o sol depois da chuva. Sempre nasce flor nova em solo humido, quando você menos esperar, tudo o que passou, servirá de degrau de crescimento. E aprenderá que por mais que o mundo desabe ao seu redor, sempre a uma luz em meio aos escombros. Mesmo que não conseguimos ver, ela está lá e quando você alcançar ela, se dará conta que tudo aquilo que passou, hoje já não faz mais parte da sua vida. O tempo é de cantar, o de chorrar já passou.
As lembranças são como vinho de uma boa safra guardadas na garrafa da memória. Vez ou outra, por mero descuido ou propósito a abrimos e nos embriagamos de saudades.
Quando se der conta de mim, terei partido. Não ne encontrará nos campos, pois já terei me colhido. Não me encontrarás nas areias, pois o vento terá me transportado. Não estarei no lago, pois sou correnteza. Talvez,apenas talvez, caso aconteça de pensares em mim, talvez me chegue algum sinal em minha parabólica e vou rememorar os nossos momentos. Reaparecer não, que tudo fique na memória.
Não importa onde você esteja, todas as pessoas do mundo estarão sempre a apenas um sorriso de distância.
Adoro namorar mulheres que moram em outras cidades.
Descobri que sou apaixonado, mesmo, é por saudade.
Nem que um dia por ventura do destino as estrelas do céu deixem de brilhar, nem que sequem-se as gotas do mar ou que se percam todos os grãos de areia das praias o meu amor se esgotará.
Esquece que existe um celular quando está com você, observa os detalhes da sua personalidade, sabe o que você pensa ou sente somente ao te ver, ama os seus defeitos, te abraça mesmo você coberto de lama, que ama andar de mãos dadas, e rir até da piada de “pontinhos” só porque você contou, "demonstra" mesmo que apenas com o OLHAR, mas que prove que gosta? Não deixe esta pessoa escapar, ou seu mundo vai desmoronar.
É como se você soubesse que aquela pessoa tinha algo mais e você não consegue parar de olhar, quase que não sentindo mais nada ao seu redor, somente observando ela. E que dali se você não a ver mais, a imagem do olhar e sua face encantada sorrindo, vai perseguir seus pensamentos, não vai sair da sua cabeça, impedindo até você de olhar da mesma forma para outra pessoa. Isso é um Amor À Primeira Vista.
Minhas lembranças gravadas no tempo mergulham nas águas do Rio Paranaíba, aos acordes de uma bela canção. E gritam sacudindo os alicerces do meu mundo.
Vejo o meu retrato: um menino pobre de Porto Barreiros que chegou a Goiânia num caminhão de mudanças. Penso que evoluí muito.Mas não importa o quanto eu tenha evoluído, eu continuo num caminhão de mudanças.
O vento balança bandeiras e árvores; arrasta papéis e pode até arrancar o telhado das casas. Mas não leva o cheiro da cidade e nem o cheiro do próprio vento. Também não leva as coisas mais leves como o pensamento.
Somos cidades ambulantes; as emoções são casas que precisam de asseio e luz. E, claro, cuidados para acolher as almas solitárias que se esgotam na folia.
Cada pessoa tem uma função e vem ao mundo para realizar a sua tarefa. No seio da imensa cidade nasce uma solidão plasmada em nossos olhos cansados. (Do livro de crônicas Romanceiro de Goiânia - Doracino Naves).
Aos poucos, sem perceber, alterei rotinas, costumes e o jeito de ver as coisas. De contador a jornalista foi um pulo de pião que roda a trezentos e sessenta graus até encontrar o ponto em que o giro parece estático.
Na infância são jogadas na terra e espalhadas no ar as sementes que vão nascer na velhice; de gratidão ou de insatisfação com o sabor amargo das lamúrias.
No fim do dia, num sábado calorento como neste fevereiro, lá vem o Janjão de roupa nova. Ia ao cinema ver “E Deus criou a mulher”, com a Birgitte Bardot. Filme proibido para menores, como nós, caçadores de jatobá.
