Poemas sobre saudade para transformar ausência em palavra
És a minha loucura,
És a minha sanidade,
És a minha ternura,
És a minha saudade,
És tudo o que me livra,
És toda a minha vida.
Você chega com a noite,
E também com a manhã.
És o meu Sol,
És a minha Lua,
És o meu sal,
És o meu mel,
És o meu céu,
És a minha doçura.
Você chega com a brisa,
E nunca vai embora.
És a minha batalha,
És a minha unção,
És a minha glória,
És a minha preferência,
És a minha história,
És a minha paixão.
Você nunca chega,
É porque nunca foste.
És a minha poesia,
És o meu verso,
És a minha prosa,
És o meu poema,
És a minha biografia,
És a minha trova.
Você sempre dentro,
da minha pele e do sentimento.
És o meu tudo,
És o meu nada,
És o meu recato,
És o meu tempo,
És o meu corpo,
És a minha vontade depravada.
A leveza dum suspiro
A saudade em flor
Assim vou vivendo
Escrevendo a saudade
Que tenho do teu amor
Nunca te deixei
Foi o vento que me levou
Porque tenho as asas leves
Como as asas do beija-flor
U’a ternura entregue
A saudade permanece
Assim vou te amando
Crendo que os arcanos
Por nós estão conspirando
Nunca te abandonei
Foi o destino que nos afastou
Desconfio que o meu amor era só
E só ele não te bastou
U’a história que não perece
A saudade não fenece
Assim ela vai vivendo
Certa que ela não fenece
Um sacrifício de amor, ela te pede.
Quando você está longe,
Tudo é fadiga, tudo cansa,
A saudade desfia o peito,
Ruína se faz reconstruída,
Com graça e poesia infinita,
Ah! essa saudade bandida...
Incerta via do pensamento,
Tudo é tempestade e sentido,
Assim é a saudade locomotiva,
Que o tempo se faz embarcado,
E o coração crê que é passageiro,
Seguindo no impulso do sentimento.
O tempo apressa o relógio,
Não despreza nem o simplório,
Coloca os segundos em velório,
Só para enterrar a saudade,
E desafiar a castidade,
Quero me entregar de verdade.
Faz-me bem essa espera,
Porque ao invés de reclamar, escrevo,
Para quando voltares, voltares doce,
Bem doce querendo o meu sossego,
E vires arrebatado pelo nosso 'instante',
Para que eu circunscreva no teu corpo delirante.
A saudade é bem espertinha,
- macia e lisinha -
Ela vem regada pelas estrelas,
- repleta de surpresas
Ela surge de mãos dadas
Com a noitinha,
- e quietinha como uma cesta
De flores que espera
Por tuas mãos macias,
E pelos seus mil amores...
Os meus olhos e o meu coração
Estão despertos para o nosso amor
Que é um Universo,
Os beijos que guardei
São a manifestação do que há
De mais sincero.
Não importo com o quê pensam,
- o amor tem o seu próprio jeito
O amor traça com a poeira
Das estrelas o caminho para a nossa
Galáxia íntima
Por isso e por todas as nossas
Artes e manhas,
- talho com artimanha o carinho
Que mais te assanha.
Sabemos da nossa própria rota
- não precisamos de ninguém
Com doçura e beleza,
- sabemos fazer tudo com o quê
Que nos convém
Escolhemos juntos o quê nos faz
bem,
- e nada nos detém
O nosso amor é o nosso maior bem.
O poema não se encerra em nós,
Do meu exílio a saudade é algoz,
É dessa forma doce que te adoro,
Sem ter você, não me conformo;
Rogo por tua atenção, imploro.
Sob a luz do pálio Universal,
Procuro pelo teu ser sensual,
E enquanto tento entender
O sentido desse amor magistral,
Oro pela proteção celestial.
Não há deserto
Diante da tua destreza,
Invade-me todo dia com tua beleza;
Sensual é a tua natureza,
Amo-te com inteireza, cortejo-te
Com poemas de doçura e grandeza.
Preenche-me como uma Via Láctea
O pensamento,
Não ter você é um doce
Tormento,
O coração não crê no amor
Desventurado;
Ele bate com fé
E está rendidamente
Enamorado - iluminado.
A saudade é um tipo
de felicidade
É o amor morando
dentro da gente
É a verdade
que se sente
Presente
A saudade é
o avesso
que vira verso
É a paixão
sem reverso
É um Universo
Repleto
A saudade é a tua
companhia enfim
Ela habita na pele
É um instante
sem fim
Inconstante
A saudade
é criativa
É a sua falta
escrevendo poesia
É um jeito
de ser carícia
Cosmogonia
A saudade é
a tua presença
sempre em mim
Mostrando que
a tua presença
sempre fará
bem para mim
Só você é capaz
de preencher
a sua falta
com a tua volta
E fazer de nós
um espetáculo
de carinhos sem fim.
Não há como não pensar
em nós dois sem arte
A saudade é tripulante do coração
A noite surge cintilante
Singrando em mim
Não há como não pensar
em nós dois sem sorte
A vontade amante não passa
Desejos constantes
Insistindo sem fim
Não há como não pensar
em nós dois sem norte
Destarte vivemos de amor
Celebrando todos os dias esse fator
Nascemos com sorte
Caminho pelas estradas
a saudade é o destino,
Vou te amando pelo mais improvável
- caminho -
Encontramos o amor inefável,
e irrecusável,
Você me faz falta,
isso é inquestionável.
O mundo dá voltas,
e sei que sempre volta;
Estamos ligados
por nossa poesia,
- nossos versos -
Sempre, sempre, sempre,
você me fará toda a falta.
Pelas estradas da saudade,
a saudade é o desatino,
Escrevendo
com o mais improvável
- verso -
Encontramos o amor santo,
e também o doce pecado,
Você é cândido,
e isso é muito mais
do que romântico.
Sim, o mundo rodopia,
sabemos da nossa poesia,
Adoramos a nossa companhia,
Sempre, sempre, sempre,
trarás toda a delícia.
Caminho pelas estradas,
a saudade é um 'absurdo',
Encontrei o companheiro
mais improvável do mundo,
Quem escreve na companhia
da saudade,
é aquele que sempre crê;
Crê que o amor virá
de mãos dadas com a liberdade,
E repleto de você.
Os meus pensamentos em ti
Vão além das quatro estações
Estou cá nesta estação saudade
A mais poética das emoções
Os meus pensamentos em ti
Vão além da saudade
Estou cá nessa espera de amor
Leal como a terra é para com a semente
Respirando um amor lindo e envolvente
Os meus pensamentos em ti
Vão além daquilo que é material
Estou cá nesta estação espiritual
Sempre há tempo para viver mais em ti
Os meus pensamentos em ti
Vão além das emoções
A saudade faz versos
E faz também lindas canções
São todas só amor e suas reverberações
Os meus pensamentos em ti
Nos faz namorados e almas amantes
Vão além dos suspiros provocantes
Eles são meus e todos teus, faiscantes
Os meus pensamentos em ti
Vão além do despertar do amor
Estou cá nessa estação saudade
Embalando os nossos significados
Pensamentos doces e apaixonados
Os meus pensamentos em ti
Vão além do corpo-poesia, doce magia
Estou cá alma-verso, doce alegria
Embalando coração-prosa, doce carícia
Conjugação da nossa paixão que amacia.
O peito se agita,
Estou assim
Por causa da
tua breve ausência,
Ele se agita
Por uma vontade
amorosamente vadia,
É uma vontade
imperiosa de reunir
As tuas saudades
com as minhas,
Escrever para nós
dois é uma ode
à bem querência
longe de ser vazia.
O peito não
sabe como mensurar
Essa doce
alegria de penar,
Ele se agita
por uma vontade amorosa
De mergulhar
no teu corpo,
É uma vontade imperiosa
De reunir o teu
sabor com o meu,
Escrever para nós dois
é uma ode à liberdade
- longe de não nos libertar.
O peito não sabe
como mensurar
O tamanho da graciosidade
versada sobre nós,
Ele se agita
por uma vontade amorosa
E vagarosa por cada
pedacinho teu,
Essa vontade imperiosa
De reunir o teu
amor com o meu,
Escrever para nós dois
é uma ode à descomplicação
- longe de não desejar
desatar os nós.
O peito se agita,
estou assim por causa
da tua breve ausência,
Ele se agita por uma vontade
amorosa de ser tua,
É uma vontade imperiosa de faiscar
com os arrepios da tua alma,
Escrever para nós
dois é uma ode à paz
que há de te trazer
de volta - e desejoso
da minha calma.
Sei escrever essa saudade
- sobrenatural -
Bem aqui no peito
De um jeito sem igual,
Só por este beijo fatal.
Sei remar entre os canais,
Em busca de você não é,
E nunca será demais...
O amor vira arte:
Literatura,
Conquista,
Cultura,
E semeia com ternura.
Sei amar, e sei ser cais:
De um novo ponto de partida,
Para que tenhas fé na vida...
O amor é um canteiro delicado
De finas tulipas
Que com jeito e trato,
Cabe poesias floridas
De uma poesia interminável
Desta primavera incontestável.
Sei também que o amor reforça a fé
Fazendo de nós uma fortificação,
Nos levando na mesma galé...
O tempo tem a fúria louca,
Ele passa, e não perdoa...
Giram os ponteiros dele,
De saudades estou corroída,
Estou de tanta falta quase
(desfalecida),
Não é de momento,
É sentimento profundo
(fecundado),
Giram os ponteiros do tempo,
Chegou a hora de acertar
(os nossos ponteiros):
de ti não abrirei mão, e já
provei que sou a Beatriz
que por Dante foi ao Inferno
em busca do seu coração.
Não existe tempo para amar,
Todo o tempo sempre será
Tempo para amar, amar, amar...
Não existe amor diferenciado,
Todo amor sempre será amor,
Ele é o espetáculo em esplendor.
Não existe jeito de amar,
Amar sempre encontrará
O seu próprio jeito de amar...
Não existe amor perdido,
O que existe é amor
Que não foi concretizado.
Não existe receita para amar,
Amar sempre se reinventa
A forma com a qual se eternizará.
A saudade não passou,
O presente ainda machuca,
O futuro é um convite,
O poeta tem razão.
É de exuberância monumental,
- a minha vista é do quintal,
À espera da tua presença espiritual.
Lá em Isla Negra perdura
A saudade que você deixou,
O amor que ainda persiste
No rimário de encanto e sedução.
É uma espera sem igual,
- dizem que isso não é normal
Essa espera valerá a paz sem igual.
A saudade não vai passar
O presente irá te trazer,
O futuro irá nos pertencer
- E o poeta há de nos escrever! -
O seu silêncio não me engana,
E tampouco a tua ausência.
O teu peito sempre reclama,
E quer o meu por excelência.
A sua emoção pela vida,
E repleta de malícia.
A sua forte experiência,
E que deseja-me rendida.
O seu silêncio não me engana,
E tampouco menos escraviza.
O meu peito é cheio de liberdade
E sou feita de inteira [poesia].
A tua convicção de que só se vive
- uma vez -
É distante da minha razão que segue
A luz do amor e a voz do coração,
A minha vida é vivida com paixão.
O teu coração que
nunca reclamou
por uma ausência,
agora sabe o quanto
é capaz do dia todo
te fazer ocupado:
ele está enfeitiçado.
Invencíveis mesmo
são os meus olhos
que feitos da cor
de oceano profundo,
mantém pleno o teu
coração capturado
e todo enamorado.
O teu coração que
por muitos antes
era comparado com
uma rede resistente,
anda apaixonado por
mim constantemente:
capturei a tua mente.
O conjunto da obra
explica o porquê
você optou em se
desviar dos olhos
mais sedutores,
me atiçando com
olhos inventados...,
O teu coração que
para escapar cria
sem parar lutas
porque está sempre
mais preso pelas
amorosas ternuras,
suspirando por sinais
e mãos bem feitas
como laços de seda,
que pregam peças
e votos renovados:
De provocar você
a agir como Saturno
em alinhamento diário
e todo descuidado
dando pra Lua sempre
um novo anel de noivado.
ESPERANÇA-PB: SAÚDO COM SAUDADE:
Esperança, eu te saúdo pelo teu aniversário de 88 anos de vida bem vividos, me regozija a alma em poder contemplar tua beleza física, teus monumentos históricos, tua economia viçosa, teu povo festivo e hospitaleiro, teu semblante ainda bucólico, num clima ameno e conquistador, que outrora atraiu dos mais longínquos torrões, novos a ti habitar, Esperança de filhos renomados no cenário politico, artístico, literário e financeiro, mil perdões te peço, por não externar seus nomes, talvez no afã de não pecar por omissão, saúdo a todos que já não habitam esse plano terreno, e beijos no coração dos que ainda degustam teu sentimento lúdico.
Não obstante, maior que a saudação, é a saudade de tua adolescência e juventude, quiçá, eu trocasse toda sua exuberância presente, por tua ingenuidade e, candura de ontem, saiba minha querida e amada Esperança, trocaria teus prédios futuristas, pelas singelas casas de tua infância, onde se dormia sem trancas, teu asfalto fervilhante, pelas ruas de sapê onde crianças no ápice de sua inocência, as riscavam em suas duradouras brincadeiras de rua, tais como – Barra bandeira, enfinca, gata magra e Etc.
Oh! Esperança dileta, sem sombra de duvidas, trocaria teus famigerados monstros financeiros, pelo saudoso SINE SÃO JOSÉ, teus restaurantes chineses, pelo inesquecível e acolhedor bar do Vicentão, tuas Lan Hauses e teus Ciber. Cafés, pelos simpáticos e saudáveis assustados no saudoso Caobe. Quanta saudade de minha antiga Banabuiê, aonde não havia polícia, e pai emprestava dinheiro ao filho sem lhe cobra juros, onde os homens se confraternizavam sem drogas, e as famílias não comiam politica e primavam por sua unidade, mesmo com todo o pragmatismo atual, morro a cada dia de saudade do teu paradigma infanto-juvenil.
Sobretudo, amada minha, pretendo ser teu causídico até que a morte nos separe.
SAUDADES DA INFÂNCIA:
Eu era pequeno de nada sabia
Brincava e corria exposto ao sereno
Naquele terreno de grande tamanho
Hoje não me acanho em exaltar ele
Pois tomei nele meu primeiro banho
Oh! Como se foi depressa janeiros
E após dezembro
E com muita saudade me lembro
Do tempo que ali passei
Não é que o encanto da vida de idoso
Eu não compreenda
Mas a vida de menino
Nunca me sai da lembrança
E como nuvem de fumaça
Nunca, nunca esquecerei.
CARA E COROA:
(Nicola Vital)
Oh! Saudades da aurora
De minha existência!
Se a vida a ti se faz ruim
A vida para mim promove
Se para ti diz-se do fim
Sua realidade a mim comove.
Enquanto jovens, temos fome
De vida...
Acorda, levanta para a vida!
O mundo é teu e não morrerás!
A busca independente da verdade
Promove à vida...
A vida que perfaz!
Saudade
Hoje me peguei saudosista.
Sinto saudades de tudo que vivi e vivo.
Sinto saudades das coisas boas e ruins
As quais tenho me relacionado.
Das boas, por não ter compartilhado com mais realce.
As outras, hoje lhes daria melhor condução.
Sinto saudades quando vejo fotografias
Quando sinto cheiros e odores
Sinto saudades do meu passado
De minha tênue infância periférica
Sinto saudades de amigos que não os vejo há anos.
Daqueles que se foram sem despedidas
Saudades das pessoas com as quais não falei mais.
Sinto saudades dos presentes que não aproveitei em sua plenitude
Sinto saudades da criança que deixei no passado a chorar.
O presente que me fez adulto
Deixarei sem movimento
Para o futuro que nunca virá.
SAUDADE
Agora penso à saudade não como aquela coisa triste, dramática.
Prefiro tê-la como uma lembrança boa que conforta.
Como dizia peninha. Saudade até que é bom, melhor que caminhar vazio.
Essa saudade me identifica, e a quero pra vida.
Não quero mais essa saudade dramática que faz sofrer.
Prefiro nutrir a saudade boa
A lembrança dos melhores momentos.
Sendo o melhor jeito de viver melhor o presente.
Quero nessa saudade,
A lembrança das três razões de minha existência
Pulsando na minha solitude.
Liberdade que eu nem sabia lidar.
