Poemas de quem Deu um Fora
"Olhando pelo lado de fora da janela, depois de um dia longo; Quem me via, imaginava que eu estava à procura de algo, mas eles nem podiam imaginar o que eu estava reparando. As folhas das arvores caídas pelo chão, dando seus primeiros sinais de outono.
O tempo ia passando e meus pensamentos ficavam contínuos naquelas folhas secas espalhadas pelo chão. O que me fez refletir, que aquela fase da árvore era semelhante às fases da minha vida.
Eu sempre era "cortada", e às vezes estatelada pelo chão, como aquelas folhas secas. Mas conforme minha vida passava, minhas preces eram ouvidas, eu me levantava. Como se gotas de chuva e raios se Sol estivessem me reerguendo, como à troca de folhas daquela árvore.
Notei que como ela, eu poderia dar frutos, que o que eu semeava era o que eu colheria de mim mesma no futuro. Atitudes, provas concretas de que na vida tudo passa, e de caule eu me transformei e ainda me transformo em galhos com folhas novas e frutos.
E bem nos traços de outono, aquela época da vida que eu estava me adaptando, já vinha a me preocupar com o que eu faria no inverno, se ventos frios, e águas gélidas me atingiriam, me inundariam, e uma força constante me daria uma pancada: Me fazendo acordar pros meus planos e meus ideais; Me fazendo perceber que o tempo passado não volta, jamais. E aquelas folhas secas que um dia deixei pra trás, não retornarão a mim. Os momentos não voltam, as pessoas também não.
E no final daquela noite, o que pude concluir depois que fechei as janelas é que nós não podemos mudar as estações, são elas que mudam a gente: machucam, maltratam, nos faz crescente. E viver, pra ver que nós devemos nos adaptar a tudo, como aquela arvore do outro lado da rua."
Se acontece lá fora, aqui não vai mais existir
Se precisar não é a hora,
Quem sabe um dia eu vou poder te ajudar.
Tudo bem, eu espero pra te ouvir!
Se eu te machuco é o meu querer cuidar
Se eu me afasto eu não sei,
Se há nesse mundo aquele lugar
Pra viver em paz, só pra viver em paz.
Faz tanto tempo que pedi, e ninguém ouviu
Não me responsabilizo por vocês, podem ir.
Tá tudo bem eu me lembro que pediu
Mas não lembro de entender,
Se é de graça um abraço, um olá, como vai? Tudo bem?
Tudo bem, eu espero pra te ouvir,
Pra te ouvir!
Se eu te machuco é o meu querer cuidar
Se eu me afasto eu não sei,
Se há nesse mundo aquele lugar
Pra viver em paz, só pra viver em paz.
As vezes a loucura de um louco é um sonho,
uma grande ideia...
E para quem o vê de fora,
sonhando,
dirá que ele vive sempre nas nuvens...
De repente,
ele surgi nos céus voando...
Hoje é domingo.
O sol lá fora me entrega a certeza de um novo milagre.
Visitei quem eu amo, liguei para amigos e me sentei em um banco qualquer.
O vento chegando a meu rosto o canto de pássaros ao meu redor me entregou uma paz absoluta e eu chorei.
Chorei por que com essa paz a minha alma gritou que faltava algo que meu coração sempre desejou e procurou.
Minhas mãos enxugando rios de lagrimas e eu gritando para os céus o que me faltava já sabendo a reposta.
Levantei-me para continuar, pois a resposta envolve eu entregar meu coração para uma bela e viver por ela e com ela.
Novamente gritei e repreendi meu coração tolo.
Eu nunca mais vou sofrer.
Eu que sabia amar, eu que sabia desejar, eu que entreguei tudo para alguém que hoje é um nada que me assombra e me persegue me revelando que eu simplesmente escolhi a pessoa errada para entregar o que eu tinha de melhor, me tornando esse ser cheio de amor que tem medo de novamente acreditar e me entregar.
Sento-me e espero.
Sozinho, confuso, machucado, mas feliz.
Pois desejo um novo amanhecer.
....
........
Peregrino.
Nu (flagra)
Quem pegou o meu soneto
e jogou metade fora?
Encontrei só um quarteto
Ai, meu livro! e agora?
Quando abri o meu terceto
Eu flagrei meu poemeto
Com redondilhas de fora
Peso
.
Deixei lá fora quem chora
Para sorrir aqui dentro.
Quem sabe?
Ser feliz um instante,
Com quem me estejas presente.
.
Ah! Se o amor tivesse um tempo.
Que fosse contado ou corrente,
Eu saberia dizer-te
O quanto te quero
Por todo esse tempo.
.
Sem peso,
Sem tempo,
E medida,
Te quero por todo o tempo
E cada momento.
.
Edney Valentim Araújo
1994...
O melhor presente que você pode dar,
pra quem você diz que ama,
é jogar fora o ciumes
e dar um voto de confiança.
Ou as mulheres de hoje estão em um nível muito baixo, ou minhas expectativas estão em um nível muito alto.
Enquanto você só conhece o mundo em que vive, existe um universo inteiro de coisas que você não sabe.
poema:Relógio atrasado fora dos sonhos.
O tempo passa,passou, e o relógio continuou contando suas horas atrasado como sempre assim como a mulher que deixou o belo homem esperando em uma mesa em um restaurante.
Sussurros tomavam conta do lugar mas o homem nem se importou apenas
esperou e sonhou.
POEMA ESQUECIDO
A estrutura fora formada através de versos e estrofes. Uma linda obra de arte estava nascendo, dá mente brilhante de quem à fez. Com arranjos de palavras expressas em pensamentos e sentimentos do seu escritor. Simples e complexa ao mesmo tempo, triste, feliz e sincera.
Era um poema épico, narrado com uma história em formas dramáticas que descrevia os sentimentos e os pensamentos do poeta de forma inimaginável , tudo era perfeito e belo como ninguém fizera antes.
Mas que agora se fazia feia, desprezível e sem vida, ora! o poema fora lido de forma ríspida e debochada, apenas lida, sem coração, sem eloquência, sem coração, em uma linguística enfadonha e inaudível.
A beleza do artista se fez morta, guardada em uma gaveta, e esquecida pelo tempo. Maltratada pelas mão de quem a ganhou, um presente um tesouro que não era merecido, que foi desprezado, calado e deixado de lado pelo resto de sua vida.
Poemas e Poesias Declamados
Leandro Lubke
A moça e diabo velho
A moça que não se amava.
Fazia da sua vida. O seu jeito.
Se não fora tão grande
para agradar seu pai.
Se revoltaria com o mundo,
para dizer como é que faz.
E aguerrida, feito brasa,
vai a luta para provar.
Já não outro amor.
Só disputa e conquistar.
Encontrou um diabo velho,
que vinha em seu caminho.
Se desbulhou feito mocinha,
em troca de um carinho.
Não tinha tanta força assim.
De do engano, fez seu gosto.
De construir um mundo,
de se encaixar sua paixão.
Se deixou ser levada.
Pelo próprio diabo,
que não tinha consideração.
O diabo já não tinha nada a
entregar. Mas a moça.
Um pouco que tinha.
O colocou em seu lugar.
Já não possuía nada.
Nem a própria compaixão.
Nem jogar, nem mais jogava.
Era só alienação.
Pobre diabo. Pobre mocinha.
Nunca quiseram puxar a linha.
Suas próprias vidas, era só mimos.
E o outro enganador.
Bateram palmas para loucos dançarem.
Numa dança de horror.
Ela só queria agradar o seu pai.
E o diabo mais uma vida para sugar.
marcos fereS
O REFLEXO DA ESTAÇÃO
Enquanto cai a chuva de outono lá fora eu ouço, e seu som traz musicas repetitivas e lembro-me de cada momento poético que me inspirou na vida.
Então eu olho na janela do meu quarto e lá está o meu reflexo.
Como sempre em todos aqueles momento de outrora,
tanto o quanto agora...caindo e escorrendo sobre a vidraça.
Então eu me pergunto; "Seria de fato, todos os meus melhores momentos terem sido assim? ... desde a infância, até agora?"
Então eu abandono o interior do meu quarto e deixo que as lagrimas caiam sorridentes la fora.
Na esperança de que as lagrimas do céu tomem o seu lugar e tragam por fim uma outra poesia para o meu coração, agora.
No reflexo da estação. :'(
DESVIO (soneto)
Hoje nada quero, nem se a paixão quiser
Estou em silêncio, lá fora o alvo me errou
Acontece que meu coração de ti cansou
Nada quero, mesmo se ainda afeto tiver
E assim, nesta emoção, então, eu vou
Deixe a ilusão de lado, não sou qualquer
No meu sentimento não meta a colher
Vai em frente, siga, pois em outra estou
Se livra de mim, nada em mim vai acender
Não pense em mim, a estação já chegou
Desça, pegue o desvio, não vou render
Estou machucado, você na dor acertou
É o fim, entenda, não vamos mais sofrer
Agora só recordação, de quem te amou!
Luciano Spagnol
Poeta do cerrado
Fevereiro, 2017
Cerrado goiano
Saudade
Chega fora de hora,
quando se diz pronta para ir embora,
o coração penhora,
fere como espora,
sentimento que ao se perder explora,
saí porta afora com desejos de outrora,
não ver o romper da aurora,
o florescer do meu sorriso pletora,
fenda de ferro e fogo que devora,
é essa saudade quando aflora.
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