Poemas de quem Deu um Fora
►Entardecer
Querida pombinha, abra sua janela
Estou aqui fora, na primavera
Veja, as flores estão voando, abra sua janela
Quero contemplar o seu sorriso, abra ela
Querida pombinha, que saudade que me deixou
Por onde você esteve por toda a minha vida?
Levou a minha tristeza embora
Para dar lugar a sua alegria.
Querida tulipa, desculpe pelas rosas
Tentarei conquistar seu coração de outro jeito
Mas tenho receio de me apaixonar mais, ora
Você me enfeitiçou, tulipa, com certeza sonharei contigo
Em navios titânicos me afundarei, em seu bel-prazer.
Ah, mal sabe o quanto desejo sentir seu aroma
Seu perfume, que minha mente tanto ama
Pudera eu ser capaz de explicar, o quanto eu quero
Como quero abraçá-la, beijá-la, torturá-la
Com vários mimos, chamegos, em arrepios
Sua pele vibrando e você sussurrando
Chamando pelo meu nome, enquanto digo que te amo
Enquanto assistimos, lá de longe, o sol se pondo.
O QUE SOMOS?
O que somos nós, afinal?
Flutuamos pela vida à fora
Folhas secas, passarinhos
à vontade do vento...
Somos amores que se perdem,
Sonhos que acordam
Somos tudo. Somos nada!
Sentir e pensamentos...
Em nós tudo é muito fugidio
Tão inconstantes...
No entanto somos magníficos,
em nossas alegrias e tristezas dúbias.
Vivemos ilusões de um " talvez",
tendo diante de nós uma realidade
que a alma recria.
... Motivos para prevalecer.
Somos gritos na escuridão.
Somos vozes que ressoam
Palavras nunca ditas
Somos as águas no moinho do tempo
Dia de lacunas escancaradas;
outros, cubículos de solidão,
cárceres que nós mesmo erguemos
ao nosso retor...
Mas
somos o que somos
e o que, em que, tentamos
nos transformar.
Evolução
ou
Estagnação do ser.
No entanto somos o milagre
A mais bela obra da criação de Deus;
perdidos nos caminhos de si mesmos,
sem saber o que fazer com o livre arbítrio
que nos fora concedido
De que nos serve a liberdade,
se não sabemos por quais céus voar?
Somos belíssimas complexidades...
Louco ou Gênio
Ouvi uma teoria a algum tempo, dizia:
O louco está fora da redoma dos costumes da sociedade
O gênio é aquele que está na beira da redoma, observa com desejo a loucura de se arriscar, mas convive na sociedade preenchendo os deverem sociais obrigatórios.
Será?
O louco pode ser de fato alguém atormentado, mas como um trunfo ele está acima de nós em uma decisiva questão...
O louco é imprevisível e isso o torna perigoso aqueles que coordenam e instituem a barreira da redoma...
Pois bem, neste sentido não seria a própria imprevisibilidade do louco onde se encontra sua genialidade?
E não é todo gênio, um louco enrustido?
E não é você arrogante ser superior que não encontrou ainda a genialidade da loucura?
Não sobrou amor nem dentro, nem fora da cama
Essa nossa história tá falida, ninguém ama
Ninguém ama, ninguém ama!
Para conseguirmos sentir a verdadeira paz, fora outros motivos menores, devemos nos isentar de companhias como:
Dividas, expectativas, falta de serenidade, consciência pesada, e a isenção de autoconfiança.
Não conseguindo superar em vida, tais requisitos básicos, somente com sua morte isto será possível.
(Teorilang)
DESENCONTROS
Cheguei agora
fora de hora
te encontrei menina
minha sina...
sinos tocando
coração martelando
neste compasso
perdido me acho
divina paixão
essa (demência)
que com frequência
invade meu ser
em mais um querer
e agora Fulana
por horas insanas
te encontro a vagar
em meus pensamentos
injusto destino
que nos fez distantes
me trouxe tão antes!
ou te trouxe depois?
Arma sagrada
Fiz da minha fé vem Deus
A minha arma contra
Tudo que há de mal
Lá fora nesse mundão.
Tanta gente saindo e não
Voltando. Tanta gente
Inocente tombando
E ainda tem gente zoando.
Olho pela janela e vejo
Tanta maldade pela
Cidade. Tanta coisa
Ruim acontecendo,
Tanta gente boa morrendo
Oro, rezo. Clamo ti a Deus,
Meu Deus sua proteção
E paz ao meu coração
Enlutado pelos tantos
Que já se foram.
Rogo a ti: Senhor, livrai-me
De tudo que há de ruim lá
Fora. Abençoai-me e fazes
Dá tua oração o meu escudo.
VERÃO NO CERRADO (soneto)
Lá fora o vento em agonia e rebeldia
Redemoinhando o taciturno cerrado
Do silêncio carrascal, fez-se agitado
Sob a chuva nua, acordando o dia
Na vastidão do chão, o tempo arado
Da sequidão para o sertão em urgia
Molhado da tempestade em romaria
Empapando o alvorecer enovelado
E neste, porém de tão boa harmonia
O horizonte na ventura é amansado
Enxurrando na procela a melancolia
Assim, vai-se avivando o árido cerrado
Do acastanhado que ao verde, barbaria
Ao rútilo encarnado do verão variegado
© Luciano Spagnol
poeta do cerrado
Janeiro de 2017
Cerrado goiano
🍃¸.•* ❥🌸⁀,)
Jeez
Você não precisa de perfeição quando há beleza natural dentro e fora do corpo da alma .....🍃¸.•* ❥🌸⁀,)
É lá fora que ouço o vento soprar,é lá fora que sinto
o vento passar,só não passa você,a não ser nos meus
pensamentos para lá e para cá.
A cortina se estufa
quarto adentro como se viva
a primeira trovoada
reboa lá fora
o cachorro corre e
se esconde na escada
escura
a cortina se estufa
como se animada por dentro
da trama do tecido
o fole de um pulmão
que sugere:
nada mais
urgente do que inspirar
este momento
(nada:
nem mesmo um cortejo inteiro
de notícias ou poemas)
este momento
a tempestade em prelúdio
e o sopro
de lilases
que ela traz.
Porque escrevo....
Porque idealizo...o que me vai na mente,que deito cá pra fora,pensamentos que ficam registrados,murmúrios meus misturados com uns desabafos da minha pessoa.
Uma gestão cerebral alimentada pelo oxigénio que me é bombado através do coração,que me desperta certas palavras através de um recital de alguns neurónios mais adormecidos,no qual faço exercício diário que o provoco e lhe dou mais oxigénio,o mantenho bem vivo,o mantenho a subsistência de um ser único,sem cópias,sem imitações,sem plágios
Adonis ...sim sou eu ....normal ....sim
Poeta......não sou....apenas descrevo algo bonito que me vai ser bombeado pelo meu corpo.......(Adonis silva)10-2019)®
“Sol”
Por fora alegria, por dentro agonia. Esse sentimento de todo dia que atormenta minha sanidade e desfaz minha vontade de querer te ver mais uma vez, sol.
Ô sol, nao te escondas de mim. Tenho aqui dentro essa súplica, vinda do fundo da minha alma, que as vezes me acalma e me faz sentir que ainda posso te ver e sorrir. Ô sol, por favor nao te afastas de mim; me ilumina para que esse medo de nao ter medo nao tome conta de mim. Hoje eu acordei no escuro, sol. Por que não estás aqui?! Você me prometeu! Eu te imploro, aparece pra mim. Socorro sol, essa escuridão quer me engolir. Vem me salvar, me leva pra junto de ti. Ô sol, de novo é tao bom te sentir. Por favor, nao desistas de mim.
A imensidão me mata aos poucos
Vejo a vida passar bem devagar
Por fora pareço a própria calma
Mas por dentro meu peito se contorse
Ouço gritos altos, são da minha alma
Já não tenho forças pra fazê-las ficar em silêncio
Posso esperar que meu corpo morra aos poucos ou posso acabar com a dor agora mesmo
Saia do sofá
Desligue a TV
Sai pra fora pra vê a lua brilhar
Ouça atento o som da noite
Pois ela tem muito o que te contar
Logo após pegue um livro
Leia no mínimo 20 página ao dia
Mas a fique a folhear
Tome um bom banho
Descanse, vá relaxar
O que importa não é a rotina
Mas qual será o seu motivo para mudar
Existe uma resistência na juventude em aprender o que está fora do padrão, isso me entristece.
A pergunta que não quer calar; e se o padrão não passar de uma armadilha de bloqueio ???
VARANDO A MADRUGADA
É madrugada
agora
já passou
da hora...
Lá fora
bêbados
resmungam
cambaleiam
apoiam
nos muros
demoram
para achar
o furo
da fechadura...
Agora
já passou
da hora
de pedir
perdão...
O avião
já decolou
o serão
acabou
o padeiro
preparou
o pão
e você
perdeu
a hora
agora...
melanialudwig
AVINDO (soneto)
Pálido, o luzir do raiar, cerrado sombrio
Chave lá fora, cá dentro o peito chora
Embalsamado no tempo que implora
Por afago, neste dia de um céu bravio
Sobre o leito do meu olhar a aurora
Em lágrimas escoadas do verso vazio
Melancólicas, com suspirar e arrepio
Que consola com a lua, branca senhora
E nos olhos rasos d’água, palpitando
A saudade, que dá aflição se abrindo
Em lembranças, que ali vai resvalando
Não te rias de mim, ó agrado findo
Por ti, no rancor eu velei chorando
Mas, no amor, paz e renovo avindo...
© Luciano Spagnol - poeta do cerrado
04/03/2020, 04’37” - Cerrado goiano
Pessoas boas condenam boas pessoas apenas por não se gostarem.
Ignoram o que está fora do visual quando a palavra precisa sair da garganta, pois se não existe compaixão dentro, nada segura as palavras amargas que machucam os próximos.
Precisamos notar que existem boas pessoas no mundo, que espalham o bem mesmo não se dando conosco.
E se notarmos isso, e o outro também, temos a oportunidade de se aproximar.
Se você me perceber estou sempre percebendo o mundo
Há algo sempre fora do normal
Nunca me percebem pois estão sempre preso aos superficiais
Pra eles o real não importa e sim os reais
Pro leal só importa os seus ideais .
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