Poemas de quem Deu um Fora
E se pudesse lavar o corpo por dentro,
depois lavar por fora,
deixar tudo limpinho.
Sem empurrar nada pra o canto,
fazer tudo caber na minha respiração.
"Só você pode dar cor à sua vida! Já pensou bem nisso? Não jogue fora nem ignore as chances que a vida lhe dá...
Aproveite-as"
Se não aproveitar as chances e novas oportunidades que a vida lhe oferece, corre o risco de um dia se lamentar e, aí sim, já não poder fazer nada! Corra riscos e dê cor à sua vida! Use as tintas que mais gostar e faça das suas escolhas o jardim com que sempre sonhou!
Tem gente abusada mesmo!
É a pior coisa, quando você tenta sair fora!
Aquela pessoa que te irrita!
Quando você não está nem aí!
E aquela pessoa insistente, forçar amizade!
Pessoas oferecidas!
Você faz de tudo para não dar lugar ao inche-rimento!
E a criatura está ali, cada vez mais incherida!
Detesto gente assim!
Quando você não gosta, não gosta!
As vezes você faz tudo para ficar longe da criatura!
E a criatura abominante no seu pé!
Se convida, e você nem convida a criatura
e ela está sempre se oferecendo para sempre aproximar!
Entra onde não é convidada!
Pessoas incheridas, detesto!
Algumas semanas de rotina
Incansável desejo de evitar
De ficar apenas uma semana fora
Dessa rotina cansativa
Sativa noite poética de filmes de amor
Ao som dos caras
Noite poética de um romance destrutivo
Todo começo é confuso
Na verdade
É só a matiz da eternidade
Eternidade filopoética
Santa loucura que pode afastar
Ou devorar-nos de vez
Voltando a ser o exagerado de sempre
Que teme o fim
Que teme o começo
Que ama o presente
Que não sabe como presenteá-la
Com flores colhidas
Poemas roubados
Roubados de mim
Eterno ladrão
Eterno exagerado
Que acredita no amor
Mesmo depois de tanto
Tanto tempo
Numa rotina
Indiscansável
Sem lógica
Sem sentido
Sentindo que há muito que fazer
Temendo tudo que pode acontecer
Amante do medo
Das adrenalinas prazerosas e medonhas
Dos esportes radicais
Amante da paz
Da quietude de um céu noturno
Apreciado
Por dois pares
De olhos
Verdes
Sore o capô
Sob o céu
Com as luzes lá fora
E seu brilho artificial
Com todo o sentido
Sentido que se faz
Um momento de verdade
Único e verdadeiro
Eterno
Que sei
Logo se acabará
Ficará para trás
Pois sei que há de acontecer
Novamente
Tudo de ovo
Inédito como sempre
“Meus pensamentos , meu paraíso negro onde tudo posso fazer ,o que vem de fora só entra com permissão e o que quer sair só sai pedindo perdão
Meu paraíso negro lá não tem dor, tem amor um lugar de esperança dentro de min mesmo, enxergo somente o que quero ,porém sinto o que não me agrada uma vida de solidão no meu paraíso negro
Um dia alguém aceitara o convite para vir no meu paraíso negro? Espero que sim está ficando muito chato só comigo aqui.”
Pela noite adentro
Embriago-me em versos
Pela noite adentro
Eu deixo o tempo lá fora.
Eu bebo na fonte da poesia, meu vício
Bebendo poesia eu embriago minha alma.
Bebo até perder palavras pelas ruas vazias
Bebo até tropeçar nos degraus da madrugada
Bebo até cair na manhã de um outro dia
Bebo e arroto um gosto doce de alvorada.
Sinto-me zonzo
Cambaleando nas rimas
Vomito estrofes sem rumo e mal mastigadas
Regurgito nacos indigestos e sem melodia
Bebo na fonte onde a poesia é destilada.
Bebo dessa aguardente que faz valer o meu dia
Caído eu vejo o céu inteiro e o espaço
Bebo das chamas intensas que me queimam em vida
Bebo então o sol que incendeia meus passos.
A luz brilha forte quando a noite vai embora
Bruma de fogo que ofusca minha retina
Fumaça que turva meus olhos: eu caio na escada
Estiro-me ali mesmo, caído num chão de alegria.
Cubro-me com as brisas; durmo e sonho
Bebo da poesia que aquece minha alma
E da poesia que bebo, um gole é muito pouco
Deliro como um louco a caminho de casa
Caminho torto
Em meu corpo solto pelas avenidas largas
Que passam aqui por dentro de mim
Bebo da poesia até a última gota
Num gosto que nunca acaba por não ter fim.
Bebo da poesia e deliro com palavras
Não quero a cura desse vício de minha alma
Porque eu bebo e jamais esqueço
Que a beleza de toda poesia
Me inebria e me acalma.
EU... Existe tanta vida aqui dentro, tanta vida lá fora.
Em êxtase meu coração pulsa desordenado.
Meu mundo possui a magia das estrelas.
E eu...
Quero embriagar-me em minha eternidade!"
Chovia lá fora, mas por dentro era calor.
Chama viva, vontade de viver,
ser feliz, aprender com a dor.
Um novo tempo começou;
que por tanto tempo esperei;
desesperadamente busquei,
e em parte alguma encontrei.
O tempo chega quando tem que chegar.
As flores nascem quando a terra brota.
O que me resta senão regar?
Regar e espalhar boas sementes,
arrancar os brotos doentes,
esperar, ficar contente com o futuro que virá.
Hoje na mente, nos sonhos; só planos.
Amanhã na terra, os gomos:
que com amor cultivei;
que com paciência esperei.
No Natal passado, eu te dei meu coração
Mas no dia seguinte, você jogou fora
Este ano, para me salvar das lágrimas
Eu vou dar ele a alguém especial.
Esse ano eu quero é ser feliz.
O teu silêncio
explode feito solidão
no meu coração...
enquanto lá fora inebriante
brilha a lua no céu.
Então apanho os cacos de mim
e prossigo, "enfim".
Eu que só queria te colocar nesse barco e ao mesmo tempo te empurrar pra fora dele. Irônico não?
Mas nossa historia é assim mesmo irônica por natureza.
No fundo desejava que esse barco fosse maior.
Para que nos três pudéssemos remar contra tudo e todos, seria ótimo e completamente impossível também.
Eu olhava mas nada via. Me aproximava mas não sentia. Era eu, fora de mim.
Por acaso te vi, com aquele sorriso largo - o mais lindo de todos. Resisti.
Tentei me livrar, esquecer, apagar! Continuava ali.
Preso em minha mente, me deixou quase doente: era a perfeição impressa em forma de gente.
Mentira boa.
Ei...minha flor,
por favor, corra!
Vai ver a lua lá fora,
mas vê se não demora
o bom é agora.
Senti isso de repente
quando olhei,
estava lá, linda.
Faz assim ó...
vem ver agora!
Eu, já estou aqui,
do lado de fora...da sua casa
com você aqui dentro...de mim.
vem...nem pensa!
Essa sua demora me descompensa
Me traz você de recompensa.
Poxa, você vai adorar...
a lua,
clara é claro.
...e na hora que chegar,
eu prometo,
roubarei um beijo seu!
Se não quiser, tudo bem,
diga que nem percebeu,
que estava olhando a lua...
e do nada te agarrei.
Verdade!
Pode inventar.
Eu inventei até um luar nessa noite chuvosa
e você de tão ansiosa,
nem parou,
pra reparar.
La fora esta frio,
Mas eu estou queimando,
Queimando de amor por ti,
Com saudades de sua mão percorrendo meu corpo,
Acariciando minha face.
Só oque me resta agora é lembrar
Pois a distancia me impede de te beijar.
O estranho no ninho observava pelas entrelinhas
da janela de seus olhos o mundo lá fora.
-O que aconteceu?
-Senhor para onde este trem esta indo?
perguntou o menino de sardas timidas.
O senhor de barba grizalha e chapéu de palha respondeu:
-Depende, quanto tens?
O menino com os olhos cheios de lágrimas exclamou:
-Senhor dinheiro ,eu só tenho essas duas velhas moedas que trago em meus bolsos, nada mais.
E o senhor respondeu novamente:
-Dinheiro? daqui nada vale, apenas seus sonhos.
-Não tens sonhos? Questionou o senhor ao menino.
-Sim, tenho muitos. Disse o menino ainda com um ar de assustado.
O velho senhor então deu um meio sorriso e disse:
-Então por que perguntas para onde este bendito trem esta indo,
se carregas tantos sonhos contigo?
-Não percebes que se tem tantos sonhos assim, podes ir para onde quizer...
-Os sonhos são a passagem ilimitada para qualquer lugar do mundo! Finalizou o velho senhor...
LÁ FORA
Não sei como começou
Mas foi diferente
O cupido acertou
E conseguiu juntar a gente.
Sempre soube o que queria
Não foi fácil aceitar.
Tua ausência me afetou
Em você só sei pensar.
Lá fora na chuva fria
Teu abraço me esquenta
E transbordo de alegria
Com teu beijo sabor de menta.
Tenho ciúmes de você
E será sempre assim
Vivo louco pra te ver
E te quero só pra mim.
Tempestade
Em uma manhã fria de inverno chorei,
Impulsionando a chuva que lá fora caia,
Se perdendo na visão turva da cidade branca,
Esvaziando as nuvens do meu pensar.
Eu chorei...
O frio que tomava meu corpo como parte dele,
O coração que quente não resistiu,
E o laço de compaixão que se partiu.
E eu chorei...
As lembranças que este tempo sombrio traz,
As incertezas do amanhã chegar,
O medo das ventanias e do tempo fechar.
Chorei...
A angustia de ver a água subir,
O temor da terra sumir,
A certeza da luta pela vida do homem bom.
Sim, eu chorei...
No papel as gotas que escrevi sem pensar,
Os sentimentos em cárcere do meu gostar,
As alegrias no verão de quem pude amar.
Mas também chorei...
Vendo a chuva passar,
O azul do céu voltar,
A alegria de novamente ver o sol brilhar,
E ter a esperança de ver um novo dia chegar.
Entregue-se a carne
vivencie os pecados de fora;
Pendure seus olhos em uma árvore
longe das mentiras do mundo,
deixe pra trás os sobrenomes...
Prove do vinho ao veneno,
esperimente, saborei todos;
Dos armargos aos doces
da nostálgia à utopia.
Da sanidade até as coisas mais loucas;
Das cáricias aos puxões de cabelo.
Mergulhe no inferno,
renegue o paraiso.
Dance sem medo a beira do abismo
Chove lá fora. Dentro de mim também chove.
Nunca pensei que fosse tão difícil ensolarar o meu céu.
Dizem que após a tempestade vem a bonança. Acreditam nisso mesmo?
A certeza que tenho é de que não é fácil. Não é fácil conquistar, ser, ter.
Talvez TER não seja a melhor escolha. Ser já é por sim só TER.
Bom seria ter flores, cores, escolhas e oportunidades após a chuva.
Porém mesmo que se tenha, ainda não é fácil optar por tudo que se tem a frente.
A verdade é que uma vida assim cansa. Cansa sofrer.
Simplicidade em tudo, nos atos e desejar menos é uma solução.
Lá fora já não chove mais. Dentro de mim abranda a chuva.
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