Poemas de Partida
A Partida!
Descarno os abraços
que me deste
Embebida numa raiva profunda
que me desnuda a alma
Cuspo com discernimento
o medo de não mais
sentir o teu beijo e...
Parto...
Criança, ó criança minha,
não chore com essa partida,
não se esconda...
sei que tu só queria um lar,
mas está tão frio lá fora...
talvez você não encontre abrigo algum nessa escuridão,
só lhe peço que não chore...
a porta...ela foi trancada por fora,
não há luz, nem oxigênio aqui,
rezarei por ti, ó criança minha...
escute a melodia quem vem lá de fora...
e apenas durma, durma em paz...
Um beijo de despedida
Quero a chegada
E muito depois a partida...
Quero viver, não sobreviver
Dançar, saborear...
Quero a hora daquele dia tão diferente
Quero e não te quero...
Quero olhar pela janela e te ver,
Dar as costas e te esquecer
Só pra você me reconquistar.
Quero ouvir o barulho do mar,
Os passarinhos a cantar
Quero voar.
Quero banho de chuva, de lua...
Ser minha depois tua...
Quero sol, chuva, flor e amor...
O certo
O errado,
Quero tudo misturado.
Motivo. Partida para o alcance da realização.
A vida é o tempo todo isso. Alcances. Motivos.
Celebrar os motivos. Todos os motivos.
Sem pintar as alegrias que trazem algumas realizações.
Agradecer os motivos. Todos os motivos.
Qualquer deles é o seu merecimento.
Viver os motivos. É o caminho.
COBIÇO O SOL NESSA MINHA CARA DE CHUVA
Ponto de partida.
Eu e os meus contrapontos, nas suas complexas conexões.
Entre o branco e o preto, ilógica e incoerente minha alma navega em estado apocalíptico nos debates íntimos do paraíso perdido.
Sentimentos escondem-se em narrativas cifradas por suas rochas subterrâneas.
Uma forma crua de acesso aos sons desafinados dos desejos e anseios estanques revelados no universo onírico de minha alma alarmada diante de mim mesma.
Na ordem desordenada do abalo sísmico do abismo que me guarda e me amedronta, me debruço e invoco a calma.
Quero uma calma mediática, harmônica e voraz.
Quero pensamentos mágicos roubando-me desse isolamento que me prende, com uma âncora, às esquinas de meus medos e às zonas de turbulências.
Minha urgência reflete-se no visível, no grito da alma, nos sentimentos bailarinos de minhas veias, no cansaço da tristeza, nos sonhos caídos por terra, nas distâncias insanas, nas sintonias dessintonizadas.
Coração está asilado. Sufocado. Sentimentos no avesso.
Cobiço o sol nessa minha cara de chuva, porque a vida não peguei emprestada.
Foi dificil para mim
A sua partida
Mas eu sei que é necessario
Deixar para traz o que fica
Tudo mudou depois que isso aconteceu
Te amo meu amigo
Gone to soon
Voce é e sempre será meu amigo
See you soon
Porque sempre estarei contigo
''Musica feita Para meu amigo que morreu'' Sininho!
Escrevi uma carta, para não deixar minha partida em vão
Coloquei nesta carta minha mais sincera declaração
Agora vou embora e deixo esse sentimento que restou no meu coração
Musica de inspiração: Uma Carta - LS JACK
QUE BOM SERIA
Que bom seria
Se não houvesse despedida
Porque é tão triste
O momento da partida.
Que bom seria
Se eu pudesse ver o dia
Ao lado dela
Amanhecendo
Que alegria!
Me desse ela
Toda a chance
Que eu preciso ter
Pra que a envolvesse
Em meus braços
E então lhe dizer...
Eu lhe diria:
Que ela é, minha alegria
Minha paz
E que irradia
Toda a força
Ao meu viver.
Diria mais
E muito mais
Eu lhe daria
E a veria como eu
Tão contente, de prazer...
Ausente - Presente
A dor causada pela partida de uma pessoa estimada nao é proporcionada pela saudade. Mas sim pela incerteza de saber para onde foi e com quem está. Sofremos nao por que o outro se vai. Sofremos sim por ver uma imagem a menos no espelho.
Junto com você, vão-se minhas promessas e meus segredos.
Nao estou falando de alguem que realmente morreu. Afinal de contas, nao é preciso morrer para entao sumir.
Estou falando de um ausente que, de tao ausente, se faz presente.
Meu parente amado. Tu te tornastes, ao fim, um ente-querido ao me deixar de lado.
-Ordep
LINHA DA VIDA (soneto)
A linha da vida, na vida é sinuosa
Da partida a emaranhada chegada
Quimera criada e felicidade caçada
Já a morte... Ah! A morte é teimosa
E nesta estrada, a sorte misturada
Certeza e surpresa bem manhosa
Mas tudo com uma pitada furiosa
De cor e sabor, se bem aproveitada
Tal qual uma poesia em sua tosa
Irresoluta é a linha a ser traçada
Porém, é elaborada na sua prosa
E no tem tudo e no não tem nada
Há saída, entrada, espinho e rosa
Como corredeiras (vida) não fica parada...
Luciano Spagnol
Novembro, 2016
Cerrado goiano
A linha da vida, na vida é sinuosa
Da partida a emaranhada chegada
Quimera criada e felicidade caçada
Já a morte... Ah! A morte é teimosa
Luciano Spagnol
Cerrado goiano
Ponto de partida
Tudo nesta vida tem um ponto de partida,
Eu sei que a nossa estrada é bem longa,
Mas estou disposto a contigo caminhar...
Desde que queira ao meu lado estar!
Nós podemos escreve uma bela história,
Cada dia será um capítulo à parte!
Nas descobertas em toques e beijos...
Cada pedaço equivale a uma década,
Namoro, noivado, casamento e filhos,
Depois vem a velhice e a morte!
Mas como tudo ainda é muito recente,
Vamos vivendo no extremo da felicidade,
Mas sem esquecer a proposta anunciada!
A partida
Encontramos-nos em meio à despedida,
Mas afirmo que eram dias maravilhosos...
E este era o lugar de sempre nesta alegria,
Onde trocávamos os nossos sentimentos...
Pode acreditar que o tempo ainda corre,
Mas na vida em tudo muito se renova...
Hoje o velho amanhã terá o seu renovo,
É o nascer e morrer em todas as pessoas.
Tanto na chegada quanto na triste despedida,
As lágrimas são sentidas com muita comoção...
Mas os rastros que ficam são de linda magia,
Consequência dos bons momentos de emoção.
A partida abre mão de toda continuidade,
E mesmo sentida às vezes ela é necessária.
O questionamento trai a nossa felicidade,
Orgulho descrente de uma decisão acertada.
Sempre há um “porém”...
Entre um jogo e outro, entre uma parte e outra de uma mesma partida... Entre um apelo e um aplauso, a reza e a resenha, entre a palavra e o palavrão, a defesa e o ataque, uma trave e a outra, o goleiro e o gol, entre um gol e outro...
Sempre uma pausa, uma causa, um “porém”...
- Pode ser do mesmo... Mesmo ângulo, mesmo ponto, mesma parte, até no mesmo time, mas, nunca da mesma forma.
LEVEZA
No derradeiro, se percebe no fado:
que a solidão contém partida e vinda
as lembranças fitas em laços, atado
a lua na solidão tá sempre na berlinda
a madrugada não é grande nem pequena
que o possível no possível pode ainda
que a saudade é frágil como uma pena
e que as coisas mais leves, tem cheiro,
que a van filosofia prescinda...
Luciano Spagnol
2016, dezembro
Cerrado goiano
Poema do imaginário
Vamos pulsar a vida
Expulsar e por de partida
Qualquer forma de desamor
Some no abraço o laço acolhedor
É preciso amar
É preciso atar
No olhar, a cumplicidade
Chegar mais na felicidade
Como quem chega
Para alguma parte
E sempre rega
O sonho em arte
A vida em entrega
“O silêncio é o exato momento do nada no lamento.”
Luciano Spagnol
Poeta do cerrado
Cerrado goiano
Momentos de partida!
Nunca estaremos preparados para o momento da partida. Seja ela de uma mudança geográfica ou espiritual. A verdade é que quando esperamos uma criança nascer, de fato esperamos na esperança de uma nova fase que irá começar.
Isso não acontece na partida.
Seja uma promoção de emprego em outra cidade.
Uma casa nova em outra cidade.
Uma bolsa de estudos em outra lugar.
Um Ente querido Falecido. Luto.
Sim o luto, é o único sentimento que não podemos compreender ou talvez sentir. Essa dor da partida, de saber que nunca mais veremos aquela pessoal amável próximo a nós. Mesmo que em nossa memória nos restarão imagens, risadas e conversas compartilhadas nunca irão satisfazer a ausência de alguém.
A saudade e o amor aquela pessoa te fará ser forte para continuar. Mesmo que em segundos você queira desistir, persista!
Quando os olhos
Presenciam partida,
A memória se encarrega
De guardar momentos
especiais no coração.
Partida não protege.
Partida testa constantemente o pensamento interior.
Testa a força.
Testa a resistência.
Testa a fragilidade.
Atesta por quanto tempo tudo fica em curto circuito.
Atesta que se perde o juízo.
