Poemas de palavras
Certas palavras acumulam-se no pensamento e não são ditas. Enroscam-se na garganta, estonteadas, mas sempre conseguem libertar-se, quando se deixam sair em forma de poesia.
No meu tempo os nadas nadavam, faltavam às aulas só para mergulhar no mar, os tudos estudavam, faltavam ao mar só para poderem se empenhar. No meu tempo não havia tempo para meios. E eu meio que era um “meio”, um meio termo sem meios, que não nadava, não estudava e não se importava. Com nada.
No meu tempo os nadas nadavam, faltavam às aulas só para mergulhar no mar, os tudos estudavam, faltavam ao mar só para poderem se empenhar. No meu tempo não havia tempo para meios. E eu meio que era um “meio”, um meio termo sem meios, que não nadava, não estudava e não se importava. Com nada.
Boa parte dos nossos conflitos não existiriam, se os nossos pensamentos fossem sopesados na balança do discernimento, antes de os expressarmos através das palavras.
"Não procureis, apenas, a beleza que queres ver refletida em um espelho. sugiro que, (reflita!) pergunte-se:O que há de admirável em mim? ou... o que há de mais belo no mais fundo do meu "EU"? então... encontrará uma das mais valorosas belezas do mundo; E que, refletindo-a... esta, não estilhaçará! Mesmo que atirem-lhe pedras."
"Aquele ou aquela que ama (aprender), carrega consigo uma tocha. que, além de iluminá-lo(a)... pode ser usada para dissipar à escuridão da ignorância."
Se não fomos abençoado o suficiente que achamos é porque não nos esforçamos o bastante para chegar aonde desejamos.
Se não fomos abençoado o suficiente que achamos é porque não nos esforçamos o bastante para chegar aonde desejamos.
Detesto enrolação. Gosto de palavras claras e sentimentos verdadeiros, não me preocupo em disfarçar, apenas deixo acontecer.
Como as palavras andam! Rodam o mundo e voltam, mas sempre voltam carregadas de impressões. São as impressões que as tornam universais.
As palavras não têm beleza alguma, as palavras são como tijolos cinzas ou vermelhos, elas precisam se abraçar para ficarem belas.
Não reconheceram minhas palavras como ouro ou trigo, mas amanhã se levantará um grito que tropeçando se arrastou por toda vida dentro de mim.
Existe um lugar onde palavras não tem importância nenhuma. É quando elas vão embora e ninguém olha. Aí as palavras ressentidas voltam e ficam.
Sinto-me uma espécie de bolsa a rebentar de palavras e opiniões intercaladas. Ao mesmo tempo sinto-me várias pessoas que coordenam e organizam essas palavras num formato desigual. Não me imagino a estancar essas palavras numa parte qualquer do meu pensamento e abandona-las por lá. Sinto os meus valiosíssimos neurónios a agitarem-se em movimentos compulsivos e destrambelhados uns contra os outros.
Definitivamente têm toda a razão quando dizem que mais pareço uma cisterna de emoções. Não sei disfarçar o que sinto. Não sei mesmo, em nenhuma situação. Dizem que eu tenho o coração muito perto da boca. Dizem e dizem bem. Penso e quando dou por mim os meus pensamentos já ganharam vida (...)
A mente não pensa mais, a pele fala o que a boca não consegue. Os olhos choram para noite, trancados dentro de tanta dor que não se cabe no quarto e é preciso fugir pela janela. O mundo não costuma ser mais meu, agora ele é apenas um mundo qualquer me engolindo de todas as maneiras quando acordo sem um sol.
Não sou bom de palavras, mas quando falo, ou escrevo algo sobre você, as palavras fluem naturamente, como os pássaros voam pelo ar.
