Poemas de palavras
Palavras.
Todo orador tem o dom de com poucas palavras convencer multidões.
Ele ajuda muita gente mais na maioria dos casos sua vida e um desastre.
Então as palavras surgem
Como uma leve brisa que te tocou
Elas vem e vão
Como um sopro de um ventilador.
As vezes para destruír
Como um tornado ou furacão
Más precisamos delas
Como um sopro refrescante no verão
Dentro de todo Poeta
Tem uma chama de sentimentos
A lareira da inspiração
E de repente o calor aumenta
E os olhos suam
Ao mesmo tempo que a mão escreve versos
Quase psicografados usando apenas o que vem de dentro
De olhos fechados as palavras vão surgindo
De coração aberto com alguém só alimentando
O fogo que arde por dentro
Fogo de sentimento
Nunca bons
Os grandes poetas escrevem felizes
Mas os maiores são os que molham o papel sem querer
Os que precisam das palavras
Precisam colocar pra fora
Na tentativa de se livrar desse sentimento
Com certeza esforço em vão
Eu tinha tudo sobre controle
Mas é assim
Uma hora você baixa a guarda
Essa hora é o perigo
Se fosse antes, tudo ficaria mais fácil
Ainda assim seria a coisa mais difícil que já fiz
Mas agora me pegou desprevenido
Como quem não esperava a nota baixa
Irrecuperavel
Abri o peito e antes de fechar senti o golpe
Que já estava pronto pra ser dado
Já estava sendo carregado
E quando a ficha caiu
Já estava caindo no chão sem saber como foi
Como isso aconteceu
Como logo eu
Deixei isso acontecer.
Assim se finda
De uma hora pra outra
As palavras não fazem mais sentido
A vontade acaba
E a força se perde
Tudo que foi construído se desmonta
E não há mais o que fazer
As partes não se encaixam mais
Tudo não passou de um sonho
Um sonho daqueles que você não acredita
Mas que é extenso e parece que vai dar certo
A ponto de você acreditar que é possível
Que está acontecendo mesmo
E quando chegar essa hora
Que a felicidade te transborda
Você acorda e vê que foi só um sonho mesmo
Volta pra a sua realidade moleque
Onde as coisas são mais difíceis
Onde seu esforço não vale nada
Onde sua felicidade está distante
Palavras X Sentimentos
Hoje busquei palavras que há algum tempo estavam espalhadas em meus sentidos e tentei juntá-las. Encontrei algumas sob os escombros da minha gramática emocional, outras soterradas em meus desabamentos internos. Muitas eram apenas estilhaços de sentimentos perdidos.
Algumas não encontrei porque já haviam mudado de estado físico e de lugar também, transformaram-se em espectro de sonhos mortos. Em meus polos achei algumas congeladas em pleno estado de ibernação.
Nas prateleiras do tempo foi onde mais palavras encontrei, mas estavam atrofiados por falta de uso. Com cautela coloquei-as sobre a mesa do coração e comecei a organizá-las. Nenhuma delas me agradava. Eram todas tão inexpressivas, pequenas e sem significados.
Eu queria palavras que falassem além do amor, de sentimentos grandes, de emoções amplas e eternas. Quando mais eu as procurava significados expressivos nelas menos encontrava.
Descobri contrariada que alguns sentimentos são tão intensos, profundos e bonitos que estão restritos ao campo do sentir. Tirá-los de seu habitat natural é condená-los à mediocridade palpável da palavra.
Aqui, nas palavras, nas frases, deixo o meu coração.
É um tempo de palavras frágeis, soluções tão ágeis, uns gostam, outros desgostam, uns curtem e outros bloqueiam.
Mas aqui, ainda assim, deixo meu coração, deixo minhas dores, angústias. Mas deixo também alegria e saudade.
Um dia, serão apenas palavras e frases, mas ainda assim, terá o meu coração.
Tua permanência é uma incógnita,
Que cansa o coração,
Frustra o desejo,
Reage em rebeldia sentida.
É possível que não exista
Tal cena
Assim como a razão
Perdeu o uso das palavras
Eu gosto dos pecados de amor
Dos reflexos do corpo
Da pele arrepiada.
Gosto de arranhões tatuados nas costas
Calor humano , e um beijo insano
Troco o silêncio,
por palavras censuradas !
sobre alamo estelar
seus lábios frios
nutrem o vasto conhecimento,
no ador relapso de tantas entidades,
que operam a nudez das cavas
ilustres instantes que morrem no por do sol.
Bastava um olhar pra eu entender
Que era hora de me entregar pra você
Palavras não faziam falta mais
Não gosto de abreviar textos.
Isso pra mim é preguiça de escrever.
Você gostaria de viver uma vida abreviada, ou com todas as letras?
Não sei...
"Não sei porque escrevo... talvez, para deixar a alma falar por mim!"
Eu vou fluindo nas palavras escritas... vou me deixando levar como o vento...ele me deixa louca... e me eleva nas palavras que escrevo...!
(Luísa Zacarias)
voz do meu ego
sentido do meu algoz
fruto da dispersão dos sonhos
realidade espalhada por tantos
cantos sem destino
abraço sem fim.
desfrute do desconhecido,
amplo desejo que nunca termina
preludio de viver.
sobre desejo da politica o poder
que causa fome desalento
em tantos ares que verdade
é esperança de viver...
nos contrastes único desejo.
é continuar numa estrada
que leve a plenitude da dignidade,
o minimo para muitos nutri o ideal
que mundo pode ser melhor;
sem a ditadura que tanto reprime
e oprime a população que sofre com fome.
a miséria espaço sem fundo de ideais,
suprimido pelo caos da ganancia...
desprovida de sentimentos...
suas obras são penas a tristeza aleia.
Seres tempestuoso,
crescente, puramente
apaixonado na imensidão,
estrela brilhante
mero sonho chegar aos céus
e alcançar as estrelas...
sonho momentâneo
como primeiro amor
sem rumo apenas o sentimento que voa,
como no espaço profundo
sentimentos são denotados,
num ritmo que nada é apenas
um copo com água de um instante
referido a angustias devidas
a único ver que mundo não é o bastante,
que o horizonte torna se distante
na busca infindável da vida.
Antes de qualquer coisa,cale-se!
Depois disso, me dê apenas a certeza que estas palavras irão chegar aos ouvidos do príncipe de Ribeiral.
Caso não, deixe-me descrever a beleza da vida, descritas nos contos de Machado de Assis
MAIS EMPATIA
Ainda que não concordemos com algumas atitudes, não devemos julgar as escolhas alheias. Se não calçamos os mesmos sapatos, se não trilhamos os mesmos caminhos, se não tivemos a mesma criação, as mesmas possibilidades, não temos o direito de achar isso ou aquilo... Devemos ter mais empatia e motivar as pessoas, e isso quando elas nos dão permissão para que entremos em suas vidas — com conselhos de quem realmente se importa e ora — antes de liberar qualquer palavra, pois a mesma língua que possui capacidade para curar, se não vigiar, mata.
— Jucelya McAllister
O que fazer?
O que fazer quando na abundância das palavras há o silêncio?
O que fazer quando num mar de gente há solidão?
O que fazer quando se está inundando em sentimentos?
O que fazer quando não se acha mais solução?
Olhar para dentro de si e sentir medo de quem possa encontrar...
Ver que em todos esses anos não conseguiu o alvo alcançar...
Sentir o fracasso lhe pesar nas costas como um elefante...
E que por mais que tente o certo seu erro sempre será gigante..
O que fazer quando a resposta não for satisfatória?
O que fazer quando não se sabe onde procurar?
O que fazer quando és sabotado por sua memória?
O que fazer quando a dor insiste em perdurar?
Olhar pra dentro de si e sentir mais compaixão!
Ver que em todos esses anos se aprendeu uma lição!
Nem sempre teremos todas as respostas e está tudo bem!
Saber que pra cada momento podemos contar com alguém!
As suas crenças criam o seu mundo.
Os seus pensamentos revelam as suas crenças.
As suas palavras revelam os seus pensamentos.
As suas ações revelam o seu caráter.
Portanto, não se preocupe com o que os outros acreditam, pensam ou falam sobre você.
O que você faz é o que realmente revela quem você é!
POEMAS DO LIVRO: Palavras azuis acordam a madrugada.
Editora 7Letras
01
O poeta se põe a escrever
como se entrelaçasse a face de um fantasma.
O vulto transita pela cena, flutua sem corpo
e deixa no ar o poema com voz trêmula.
02
Queria falar do susto
quando acordei pálido
com palavras azuis pedindo
escreva um poema azul?
Eram palavras assustadas,
não queriam dizer nada,
vieram no pesadelo
procurando a poesia da madrugada.
03
Neste palco despovoado despertamos.
Sei que me olham de soslaio
sondando o que há em volta.
Agora miram meus olhos e dizem
palavras azuis acordam a madrugada.
04
Palavras azuis acordam a madrugada,
mas dizem nada sobre a noite sonâmbula.
Antes que seus nomes sejam pronunciados
regressam ao seu destino, imersas em sono.
Não podemos tocar nessas imagens nuas,
ressonadas de sonhos e cansaço.
05
A dançarina silenciosa escapa da mão.
Que desleixo deixá-la caindo caindo
por mero desatino, sem destino.
Que mão abre-se relapsa
soltando a mão de outra
que se perde sem sentido?
Sem sentido a seguir
a dançarina se refaz
e renasce em cor
tão flor tão forte.
Em si ela contém o mundo.
E não tem nome algum.
Não me pergunte o que é.
Não a colhi de palco alheio.
Veio sem tempo de ser começo, meio
e fim.
É coisa cadente, estrela abandonada.
Caiu de mão que retém nada.
06
Escreve tuas palavras de horror.
Mas não grites.
Não levantes a voz acima do poema.
Escreve em caligrafia fria teu pavor pálido.
Para onde vamos quando enlaçamos as mãos?
Sentei-me ao pé da árvore e me colei ao solo.
A gravidade me consola e lança a maçã no meu colo.
Gravitando em torno da palavra, o poema nos acolhe
em sua órbita mordaz.
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