Poemas de Olhar
Lembro-me
Venho caminhando me lembrando do seu olhar,
Lembro-me que eu te amo ao abrir e fechar os
Olhos, Lembro-me que o maior tesouro eu encontrei quando eu encontrei
Você
Em fração de segundos eu me lembro que te amei, e em um
Minuto já não consigo entender por que não sei viver sem te
Ter, assim te chamei vida por que foi por você que me apaixonei
Minha casa, é uma forma de poema
Os pisos são simples, as paredes simples a quem olhar
Um dia de vida, aqui é história
Vejo as ondas do ordinário
As manhãs nas janelas trêmulas
Sentimos que o ano passou!
O que é a vida?
Naturalmente, os muros maiores que as janelas,
Mas a luz que vem do alto,
a todos podem alcançar.
§
ADEUS!
Memórias de despedidas, manhãs de adeus!
Sem palavras, sem olhar de inveja
Sem arrogância, apenas um instante,
Adeus!
§
POESIA
Feche os olhos, desenha-se, um papel
ao olhar-me, flores de manhãs,
verde súbito entre cores azuladas,
breve pensamento matinal,
siga-me,
§
"Paulo, elogia a voz a fala autêntica das escrituras,
Pedro, ressalta o olhar amplo do escritor,
A iluminação para alguns, às vezes vem!
E quando vem?
Quando vivemos, uma vida de serviço e amor.
[...]
Responda-me,
Senhor dos pássaros
Sob o olhar daquela árvore
o pássaro respondeu:
Estou esperando
um sinal do céu
*
-- Ainda é tarde
Oh! Dona árvore ,
sua hora de canção é meia noite
na plenitude das horas
que somente tu sabes
A imagem dos teus solos
No olhar de Deus,
cabe o vasto espaço e oceanos,
números de todas as eras,
berechit bará Elohim
onde transpõe todas as dimensões
.
Em vão fica o tempo,
para os mortos, não há silêncio,
todas as linguagens são compreendidas
o nome de todos os lugares,
todos os olhares
para ele é apenas um
.
Deus é! Deus há
haja luz,
brados de alegria
onde está o morte a tua vitória?
nosso Deus, venceu!
.
"O viajante iluminado", in composições e salmos.
IMPIEDOSO:
A serenidade no olhar profundo ao horizonte
Diz-se da certeza ao incerto...
Que nos rouba à calma
A fé e o afeto
Num futuro sem nexo
Que macula a alma
Tudo que tínhamos que éramos
E nos fazia bem viver
Impiedosamente se vão
Sem deixar razão
Sem nos oferecer defesa
Por quê?
Será felicidade?
Viver infeliz num mundo “Feliz”
Ou seria mais prudente, coerente
Vencer e fazer crescer
O sonho de viver
Pra nunca, nunca mais esse monstro nefasto
Nos fazer sofrer.
A CRIANÇA QUE DORME EM MIM:
A criança que dorme em meus braços
Num ímpeto de razão fixa seu olhar ao meu
E num gesto de profunda sabedoria
Numa interrogativa surpreende-me
Eu não vou crescer?!
Ora, meu bem! Claro que sim!
E em uma rogativa - Disse-me
Em soluços...
Não deixe! Eu não quero crescer!
Tá! Mas por que meu amor?
Com feições enrijecidas, exclamou
Não quero ver você a mim morrer!
Voltou a dormir...
E sonhou eternamente criança.
FELICIDADE
Acordar cedinho e tomar o café na trempe da vovó.
Olhar para o terreiro e ver o netinho rolando no relvado.
Encontrar aquele velho livro perdido.
Um banho quentinho de gamela.
O rádio tocando a música de sua adolescência.
Calçar um sapato leve e macio.
O cão brincando com o bichano.
Quebrar o balanço no flamboyant
E o joelho ralado.
Viajar, versejar
Ser gentil.
ONTEM
Eu não tinha o palor no sorriso.
Esse rosto tísico e olhar opaco.
Às oiças tímidas.
Nem o amargor dos lábios.
Eu quero um dia olhar para trás e não me arrepender de meus erros, quero ser feliz por ter crescido com eles.
Quero lembrar com alegria e gratidão das pessoas que passaram pela minha vida. Quero poder ter a certeza que ainda haverão reencontros, mesmo que sejam para acertar aquele último ponteiro que ficou parado em meio a mágoas e ressentimentos.
Eu já busquei felicidade em coisas grandiosas, em sonhos inalcançáveis, em bens materiais. Hj, sobretudo, quero ter fé, paz e nunca perder o equilíbrio e lucidez. Quero viver um dia de cada vez.
Quero mais diálogo e menos discussão, mais amor e menos dor.
Eu quero um short rasgado e um chinelo desgastado, eu quero andar sem rumo e sentir a presença de Deus na brisa que bater em meu rosto.
Eu quero simplicidade e grandes sentimentos. Eu quero que Deus habite em mim, quero viver mais no espírito do que na carne.
Não quero ser julgada, não quero julgar. Não quero mais estar aqui pra atrapalhar, me reservo no direito de me retirar quando não for para amparar ou acrescentar.
Eu quero estar livre das correntes que me prendem as coisas desse mundo, eu quero estar no comando, não quero mais dualidade de pensamentos.
Tenho desejo de transformação, quero sair do casulo, emergir em toda minha glória e essência.
Quando paramos de murmurar,
Quando paramos de reclamar;
Quando paramos de olhar para a vida dos outros;
Quando somos gratas a DEUS,
Nós nos movimentamos rumo a porta de saída dos nossos problemas!
Eu gosto de água, de rio, de vento, de cheiro de terra molhada, de olhar nos olhos das pessoas e perceber o que elas são longe de toda a loucura cotidiana.
A natureza é algo que nos cura de nós mesmos, de nossos estragos, de nossas erupções, de tragédias causadas por outros e no final por nós.
Ela nos salva de tudo e de nada.
🌻
Tudo o que precisamos agora ...é gradiosamente e apenas isso.
Quando me pego em teu olhar
Sinto me pelo ar a navegar.
um desejo meu de roubar um beijo teu.
Ainda posso ser teu, Meu Bem?
Eu e você jogando conversa fora,
Bem perto das estrelas,
Remando para longe, só pensando no agora
Eu e você sem ninguém em volta
O caminho sem volta pode ser agora?
Reinando no mundo de nossas memorias
Só preciso de você
Em paz pra viver
Tendo teu amor
Uma vida inteira
Memorias construir
E não vê la partir
Alegra me agora
Mal espero a hora
Amar e não ter que ir embora
?
Olhar.
Quando algo te incomodar busque o olhar.
Busque o que a boca não verbaliza.
A essência ruge, grita e rosna pelo olhar.
Lábios podem até te manipular.
Beijos intensos, palavras bem elaboradas.
O aroma, atiça, provoca e inebria porque ele ativa a química e isto altera o raciocínio.
O toque pode te fazer perder seu chão seu eixo e afeta todos os outros sentidos.
Mas o olhar, ah! Já este não, pois ele é capaz de trair a mentira.
Os olhos são a verdadeira e necessário medida.
Re Pinheiro
Ruínas de mim
Eduardo Flávio Jacob - Escritor araxaense
Num giro de olhar desgovernado
O coração vem e vai
Em devaneios múltiplos
Em poesia encarnado
Em ruínas escancarando
A vida , a morte, a sepultura
Mesclando o podre e o sublime
E versos virgens e podres escarrando
E não adianta subjulgar-se
O nada vence o tudo
Num fluxo irremediável
De piora
Com o tempo tudo piora
Esmorece, morre apodrece
Conto nos dedos
O que não se conta
Estórias são histórias furtivas
E versos são suspiros reprimidos
Pelas paixões cativas
De mais a mais
Tudo acaba, bem ou mal
Tudo tudo
A carne , e até o osso vira pó
Pó de osso,
Fim de verso
E nesse ócio que são
As ruínas de mim
Olho para trás e vejo
Olho por olho dente por dente
E o povo nesse dilema
Vai seguindo em frente
Olho e aprecio cada detalhe dela.
Seus cabelos negros presos, seu olhar penetrante
Seu largo sorriso lindo, sua voz
Grave e penetrante
Cada tatuagem sua, suas unhas ora sem esmalte, ora com esmaltes negros, cada peça de roupa diferente em que te vejo, sempre linda, por mais simples que esteja
Observo sua pele suada e reparo em cada gesto que você faz
Não deveria reparar em tantos detalhes, mas não consigo evitar
Meus pensamentos estão cada vez mais fixos em você, e a curiosidade de te conhecer melhor é quase sufocante
Não sei se consigo disfarçar, mas na verdade não sei se quero esconder o quanto você me instiga...
Sobre a conexão mental
É mágico. Intenso. Incrível.
Um olhar, um toque, um gesto, um sorriso, um abraço, um beijo...
As conversas, a reciprocidade, o calor, a conexão, a sintonia...
É mágico. Intenso. Incrível.
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