Poemas de Morte Poetas Conhecidos

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No intervalo entre o nascimento e a morte, construímos histórias para convencer a nós mesmos de que nossa passagem pelo mundo possui significado.

Talvez a morte não seja o fim da existência, mas certamente é o fim de muitas das certezas que construímos sobre ela.

“Entre o nascimento e a morte existe o território do Direito: o espaço onde a existência procura não ser injustiçada.”

“Independência ou morte: preservar a própria essência também é um ato de liberdade.” - Leonardo Azevedo.

A inconstitucionalidade suprema é a própria morte, que abole todos os direitos sem respeitar o devido processo legal.

Perante a morte, os códigos penais convertem-se em cinzas e a toga torna-se mortalha.

A pena capital não é a justiça punindo o crime, mas a morte usando o Direito como álibi.

O Direito é a frágil tapeçaria com que cobrimos o abismo; a morte é o vento que rasga a trama e revela o nada.

O Direito delimita o território dos vivos; a morte é a abolição implacável de todas as fronteiras.

O réu mais perigoso da história da humanidade é o tempo, e sua condenação perpétua é a morte.

Julgar os vivos é ofício dos homens; a morte é a sentença que o universo profere sem advogado de defesa.

O contrato social é assinado com a tinta da vida e cancelado pela caligrafia anônima da morte.

A justiça humana busca a verdade até a forca; a morte, porém, enterra o processo antes do veredito final.

Um grande jurista não teme a morte; sabe que ela é a única instância que anula sua necessidade de julgar.

Toda lei é um pacto contra a morte, um grito jurídico para que o esquecimento não vença o homem.

Onde o Direito vê direitos adquiridos, a morte enxerga apenas matéria disponível para a poeira.

O papel do juiz é medir a culpa; o da morte é dissolver o réu, a prova e a acusação.

O carrasco executa a pena, mas a morte é a revogação perpétua de todos os direitos.

A morte é a soberana desobediente que ri de todos os códigos e constituições.

A morte é o único tribunal cujas sentenças nunca admitem recurso, clemência ou revisão.