Poemas de Morte
Quanto mais consciência da nossa finitude, mais nos levamos às lágrimas por coisas que nunca foram importantes na nossa vida, pois há finitude em tudo. O triste e o belo nos comovem na justa proporção.
Só deixarei este mundo, quando tiver vencido todas as batalhas e alcançado todas as conquistas possíveis.
Qual é a razão do tanto enfado das sociedades modernas se de nada acrescentam a vida e existência? Mas, a mesma reduz se, ao pó que se esvai num mero sopro da morte.
Chamados à vida, esquecemos que também seremos chamados dela para, utilmente, alimentarmos os vermes.
"Por que tanta busca pelo controle das coisas, se a nossa própria vida não está sobre nosso controle? Em um piscar de olhos ela se desfaz... E muitas vezes se quer deixamos e lembranças..."
Ignorância, Desejo, Pressão Social e a Falta de Fé, Traz Consigo um Caminho Tortuoso e com Muita Murmuração, Conduz a Morte Eterna.
O poeta, de tanto escrever agora está morto em sua própria ilusão. E calou-se a poesia diante dos próprios versos que ao poeta matou. E o que restou foi só mais uma poesia quase apagada em uma folha jogada à beira da estrada... Que o vento levou sem direção. - Um triste poema que ninguém viu, nem declamou! Um pensamento que o tempo levou! Um Pensamento igual folhas ao vento que ao alto voou e depois caiu ao chão. Na embriaguez mais forte da dor e da saudade o poeta viu a perfumada morte... Rompeu-se em mil versos o coração... E dançou rodopiando no ar a folha poética querendo roçar o infinito. Aflito, morreu o poeta num soluço e num grito... de tanto amar!... - Deixando os seus cortantes versos escritos em uma poesia flutuante ao vento em uma tarde cheia de monotonia, pálida, silenciosa e fria ... O poeta enfim, pôde descansar!
Perder no futebol significa perder a razão de existir nesse mundo. Basicamente, é o mesmo que morrer.
"Uma sociedade que planta árvores em uma cidade, mesmo sabendo que não viverá para colher os frutos e desfrutar da sombra refrescante, é uma sociedade que compreende o valor de ser humano. Pois, a importância está no legado que deixamos para o próximo. Não vivemos apenas para nós, mas, uns para os outros. Quem não compreender isso, não terá desfrutado da plenitude de viver."
Oliveira, Thiago Silva. ENSAIOS DE ANGÚSTIA VOL.1 - Dilemas de vida e de morte.
A liberdade, o bem que os homens mais desejam, é a recompensa de termos concluído nosso objetivo na terra.
Ciente da Verdade, pus-me a encarar com terrível assombro o mistério deste mundo de miseráveis e desgraçados com a mesma pureza e curiosidade de uma criança, de um bom louco e de um demônio expulso do Sol Negro.
Pensar que um dia se pode partir faz-nos vivê-lo ainda mais plenamente e intensamente do que de antemão.
Pessoas infelizes dão valor a bens materiais e desvalorizam o próximo que sempre lhe estenderam as mãos. Assisto de camarote, logo eu, cercado de pessoas fracas, podres por dentro e de alma imundice. No final, a arrogância e soberba não as socorre em quanto definham aos poucos, nos braços daqueles, que essas pessoas já mais valorizou.
Daqui à 100 anos, todos estaremos enterrados, com nossos parentes e amigos. Estranhos viverão nas nossas casas e terão tudo que hoje é nosso...todas nossas propriedades serão de desconhecidos que sequer nasceram ainda!
Nossos descendentes nem se lembrarão de nós depois da nossa morte. Alguns poucos se lembrarão, por pouco tempo, depois só um retrato na estante de alguém, que também não será duradouro. Se pudéssemos, nesse momento póstumo, pensaríamos o quão tolo é querer ter tudo...trocaríamos esse tudo por viver mais, desfrutar de passeios que nunca tivemos, dos abraços que não demos, do amor que não compartilhamos, esses momentos que encheriam nossas vidas de alegria, e desperdiçamos.. dia após dia. Mas ainda há tempo de mudar, se não o desfecho, pelo menos o trajeto!
"E quando chegar o dia que não houver choro nem tristeza em um sepultamento, então o ser humano descobriu o que veio fazer neste mundo."
Vida nascendo era tão mais sangrento do que morrer. Morrer é ininterrupto. Mas ver matéria inerte lentamente tentar se erguer como um grande morto-vivo... Ver a esperança me aterrorizava, ver a vida me embrulhava o estômago.
