Poemas de Memória

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⁠Numa estrada
da memória
parei para comer
um Pastel
com Caldo de Cana
na mão do Beiradeiro,
Pois tive que seguir
adiante o dia inteiro
por este pedaço de chão
do meu "Brasil Brasileiro".

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠Noite estrelada e de Lua
nas Pequenas Antilhas,
paira a memória garifuna
e no seu coração sou tua.

Na embarcação do peito
Ronde é o endereço
que fica em Granada onde
eu me acho e me perco.

Por sutil enredo te coloquei
nos sonetários das Américas
para ser habitante do seu peito.

E assim em silêncio tu abres
as portas da tua fortaleza interior
para me receber com todo o amor.

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠Balança a cortina de renda
toda feita da memória
e do Algodão de uma história
nas Pequenas Antilhas.

Na bela Petit Tobago
onde a Maior ave-do-paraíso
foi levada para encontrar
abrigo é sem dúvida santuário.

Minha imaginação para lá
voa e navega contigo
porque no final somos o destino.

Do jeito que você me quer
é exatamente que preciso,
por dentro o caminho foi escolhido.

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠Sei de uns noivos que
não tiveram sorte na vida,
ali foi registrada
a memória numa ilha.

Na Ilha dos Noivos,
na tua companhia,
não serei surpreendida
e verei que o mundo gira.

Nenhuma superstição
nos pertence e só o quê
é de desígnio na imensidão.

Confio o nosso destino
ao Senhor do Universo
porque foi por Ele escrito.

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠Nas águas da memória os olhos
da mente leem ilha de Meiembipe,
Nas águas recentes é conhecida
por Ilha de Santa Catarina.

A história precisa ser contada
para que não seja apagada,
Vou deixando o Atlântico Sul
dando a direção até alcançar.

Com você e na vida eu sei onde
chegar sem precisar me exaltar,
nasci herdeira e conheço este mar.

As cartas e as regras sou eu
quem as dou e escrevo,
sei quem sou e o quê mereço.

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠memória revisitada no barco
de pesca artesanal nas ondas
em plena Ilha dos Negros
enquanto liberto os medos

de como será o futuro
na heróica Baía do Babitonga
que o tempo nem conta
de tudo o quê o mangue suporta

de tudo o quê coração
precisa para a bater
e a gente continuar a viver

nas mãos a rede está
para capturar no teu olhar
indelével o mar de amor inabalável

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠A tua memória tem agido
como buscando o ninho
na Ilha do Xavier haverá
de ser por mim e assim será.

Leio isso na dimensão
do meu Atlântico Sul,
pleno desta Pátria Austral,
num rito jamais visto igual.

Em ti a minha existência
habitante tem escrito
o seu secreto romance.

Espiando-me no buraco
da fechadura os teus olhos
meninos de amor têm inundado.

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠A algazarra das araras
na memória do nome do rio
nem mesmo o tempo
apagou como foi escrito.

Os tempos mudaram
e ainda insisto na recusa
pela última dança
nas correntezas do destino:

O quê falaram ou faltaram
está ali tudo o quê pode ser visto.

A ginga que levou continua
a mesma de barco de pesca
que dança no rio ou no mar,
Por isso vou por onde desemboca,
encontra e naquilo que toca
e a esperança ninguém sufoca
e tem a grandeza do Atlântico Sul:

(Carrego o quê há ora verde e ora azul
do Rio Araranguá do Extremo Sul).

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠A Cidade de Rodeio iluminada
pela Lua Quarto Crescente
que põe na memória os festejos
da ancestralidade e dos Santos
do mês de junho que celebra
a fé e os sabores do Brasil profundo
que ainda carrega no peito,
com a poesia e os pés na terra,
Assim sigo com os meus
sonhos que dizem que é coisa de poeta
com alma abraçada pela beleza
do infinito Médio Vale do Itajaí.

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠O Bem-te-vi de outrora
quase não se escuta mais,
na memória o canto
não foi esquecido jamais.

Rotas que não deveriam ser
apagadas devem ser
constatemente resgatadas,
e laços igualmente refeitos.

Em nome daquilo que nunca
deveria ter sido esquecido:
caminhos devem ser restabelecidos.

Lembrar de tudo aquilo que fez
resistir para chegar até aqui é
necessário para continuar a existir.

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠Glorificando
a memória
na História
cumprida
na trajetória,
Não nego
o ponto de partida
nem em poesia,
porque poesia
é bagagem,
não é bagunça,
e cada um leva a sua.

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠O céu de cinzas sobre
o Médio Vale do Itajaí
está guardado no caixa-forte
da memória por aqui
para que nunca mais
a história nesta se repita
em nenhum lugar na vida;
Agora o quê me interessa
mesmo são os poemas
azuis que vou te cobrir
todos os dias sob
os desígnios do céu austral
de maneira sem igual,
porque o meu peito
como o seu também canta
como as aves de Rodeio.

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠Fazem cobranças
morais sobre aquilo
que nunca fizeram,
A memória se torna
ofensa quando vem,
A tolerância não têm
nem para ouvir
o pouco que se fala,
A palavra irada é
escudo e espada
afiada durante a rotina,
E exigem que se torne
receptor passivo como
tudo não fosse nada
para tornar a anormalidade
costumeira normalizada,
Até a flor nativa é trocada.

(A colonização da individualidade)

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠As auroras são as danças
dos deuses no Hemisfério,
O Mogno-brasileiro vive
na memória e nos meus
Versos Intimistas que não
deixam de recordar a História,
Porque o amor que sinto
jamais na vida será passageiro,
Nem o fogo e nem o fumaceiro
foram capazes de desaparecer
cada detalhe sutil por inteiro.

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠O Aguano na ribeira
ficou na memória,
Era uma vez um rio,
que restou o calafrio
não é mais segredo,
Do futuro eu morro
de medo e como
sou poeta o meu
dever é remar em rios secos.

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠Na beira do Madeira
já estive quando
estava na vibrante cheia,
Agora para mim
é memória e conto
daqui de Rodeio a História.

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠A memória de um tempo
como Caipora correndo
veloz e solto na mata
para desatar os nós
que os homens criaram,
Dá para perceber
que não não aprenderam
nada e que não desejam
nem nunca aprender,
Para não perder o brio
sigo o curso indicado pelo rio.

Inserida por anna_flavia_schmitt

Persiste o rastro deste amor sofrido,

A tua voz pairando na memória

Sempre me tranquiliza;

Mesmo no meio da noite surgida,

Ela vem me cobrir de todo o (frio).



A lembrança das horas é o destino

A reavivar o tempo que nos amamos;

A minha fé sempre me reanima,

A ternura redesenha o novo caminho.



O brilho trêmulo das estrelas sinalizam,

Para que tu nunca emudeças de mim,

Que ainda há o vestígios desse amor

Fulgurante, cálido e perfumado;

Como o aroma das rosas que plantamos,

Neste nosso canteiro cultivado por anos.



A intensidade deste beijo jerez,

A bondade que me conquistou,

A carícia que você me fez,

A tua loucura você me entregou.



O infinito sempre nos consola,

Somos artesãos da nossa vida,

Médicos especialistas para curar

Toda e qualquer indiferença;

Escolhemos nos (amar)...



Tece quem se entrega,

Cura todo aquele que ama,

O amor cura com o tempo,

Quem ama não engana,

E jamais se engana;

O amor é puro

Poema aberto a todo momento.

Inserida por anna_flavia_schmitt

Tenho na memória guardada,

Não há mais como dizer,

Talvez esteja sepultada,

Em terra longínqua,

Hei de um dia te contar,

Fizeram a gente esquecer,

Não é possível sequer falar.





Este poema é impublicável,

Mas é inevitável...

Ele fala de sobrevida,

Ele fala da Morte,

E da vida além da Morte.



Abraçando a lembrança,

Não há mais esperança,

Ylang-ylang é o teu perfume no ar,

Serena musa, não sei onde estás,

Talvez um dia você vai voltar,

Talvez pobre de você,

Algum dia o destino irá mostrar.





Esse poema não presta,

Eu deveria atirá-lo no lixo,

Ele não deu a cara a tapa,

Filho de alma covarde,

É quase uma denúncia...

Os ares e ‘as flores de abril’,

Uma música de Chico Buarque,

A imagem da mulher esfumaçada,

Talvez esteja desfigurada,

Teve a imagem desaparecida,

E alma roubada,

Não quero falar sobre mais nada.

Inserida por anna_flavia_schmitt

Pé-de-moleque

⁠Nas ruas da memória
ainda ouço inexplicavelmente
as quituteiras gritando
o verso que batizou o nome
para o doce do Brasil de hoje,
Doce da ancestralidade
que lutou pela liberdade,
Quem ainda não experimentou
um Pé-de-moleque,
De qualquer jeito ele for feito
é uma delícia que a boca
adoça e o coração derrete,
Um doce também é poesia
sempre para quem se atreve.

Inserida por anna_flavia_schmitt