Poemas sobre Medo
Viver com medo de decepcionar os outros é carregar um peso invisível todos os dias. Muitas pessoas aprendem, desde cedo, a agradar, corresponder expectativas e esconder sentimentos para não serem rejeitadas. Aos poucos, passam a medir o próprio valor pela aprovação alheia e deixam de ouvir a própria voz. O problema é que, nessa tentativa constante de ser suficiente para todos, corre-se o risco de deixar de ser verdadeiro consigo mesmo.
Esse medo pode parecer cuidado, responsabilidade ou até amor, mas, quando se torna excesso, vira prisão. A pessoa começa a dizer “sim” quando queria dizer “não”, aceita caminhos que não deseja seguir e silencia partes importantes da própria essência. Com o tempo, já não sabe mais o que sente, o que quer ou quem realmente é.
Por isso, amadurecer também significa entender que decepcionar faz parte da vida. Nem sempre será possível atender às expectativas de todos. E tudo bem. Mais doloroso do que desapontar alguém é olhar para dentro e perceber que, para agradar o mundo, você abandonou a si mesmo e esqueceu seus sonhos pelo caminho.
Você teve medo, congelou, pensou em desistir, olhou para o abismo, procurou apoio, avaliou os riscos e, aparentemente, continuou.
Às vezes, sobreviver não parece uma vitória cinematográfica.
Às vezes é apenas segurar firme no próximo galho.
E depois no próximo.
Até perceber que os seus pés finalmente encontraram terra.
Algumas pessoas não perguntam porque são covardes e têm medo da verdade..
Preferem o silêncio porque sabem que a resposta pode destruir a fantasia que sustentam.
Outras não perguntam porque são trouxas e acham que já conhecem a verdade.
Confundem amor com posse e confiança com certeza absoluta.
Parar não é desistir
Parar não significa desistir.
Silenciar não significa ter medo.
Voltar, muitas vezes, não significa retroceder.
Esconder-se não significa fraqueza.
E fugir, às vezes, é necessário.
Somos tendenciosos a acreditar que tudo isso é sinal de alguém que nasceu sem crédito, sem coragem ou sem força para continuar.
Mas nem sempre é assim.
Às vezes, parar é respirar.
Silenciar é preservar-se.
Voltar é reconhecer que o caminho precisa ser outro.
Esconder-se é proteger-se.
E fugir é ter sabedoria para entender que nem toda batalha merece ser enfrentada.
Porque desistir é abandonar o propósito.
Recuar, às vezes, é apenas ganhar forças para voltar ainda mais forte.
"Que o amor me multiplique, me transborde e me ilumine — mas que nunca, por pressa ou medo, ele me faça desaparecer."
—By Coelhinha
Medo
Meu Jesus Cristo! Eu tenho medo de não saber fazer a tua vontade! Prepara-me para isso! Pois eu compreendo que para fazer a tua vontade, é necessário sofrer de verdade! Pois como tu sofreste, os que te amam, têm também de sofrer. Isto porque não somos do mundo. Por isso o mundo nos persegue.
Ajuda-me a sofrer por ti! Ou mesmo a morrer por amor de ti! Prepara-me para ser capaz de efectuar o meu caminho! Para efetuar o propósito que tens para mim! Eu acredito que se me deres porção dobrada do teu Espírito, eu jamais terei qualquer medo. Naquilo que queres que eu faça, sê comigo! E assim eu jamais falharei! Amém!
- MEDO DO MEDO
Todos os dias eu sigo um caminho.
Por trieiros novos e as vezes por calçadas velhas;
Enquanto ando percebo portas fechadas...
E janelas abertas... Sinto o cheiro do medo.
Vejo pessoas que me espiam...
Pessoas que olham para a rua
E parece que se escondem de tudo...
Outras vezes, parece que buscam inspiração para a vida.
Eu passo devagar, tento adivinhar o que sentem...
São prisioneiras de seus próprios medos?
Ou os seus medos são só do mundo?
Janelas que se abrem e fecham todos os dias;
Por trieiros novos e calçadas velhas.
Ando logo que o dia começa...
Também tenho meus medos;
Não é o medo do mundo.
Sinto o medo de me tornar prisioneiro dos meus medos.
O medo me fez desistir.
O arrependimento me abraçou.
Não dei um passo rumo ao novo;
meu coração dançou com a frustração.
Já perdi tanto por medo,
sem segredo.
O silêncio me deixou longe de tudo,
e hoje o arrependimento é profundo.
É hora de alçar a voz e ir pra luta,
sem falhar na conduta.
Não a prende a tinta, o laço ou a razão,
Segue solta e livre, sem medo do destino.
É o incentivo que busca o ânimo,
A indocumentável essência da vida.
Essa solidão é um eco que ressoa no vazio dentro de mim. O medo, uma sombra a dançar nas paredes da minha mente demente. A tristeza, uma chuva fina a molhar minha alma sem aviso. O desânimo, um peso a amarrar meus pés ao chão. Juntos, tudo forma uma tempestade silenciosa... cada gota carrega o sabor amargo da ausência de tudo. Mas e que bom que sempre há um 'mas'...
mesmo na noite mais escura, estrelas teimam em brilhar. Respiro fundo e lembrar que toda nuvem é passageira, mais ou menos ligeira...
e a luz, por mais tênue, nunca desaparece de verdade. Mantenho sempre um pouco de sanidade.
O Medo é uma ótima estratégia para confundir e justificar a narrativa de políticos sem escrúpulos.
Distorcer a história para validar suas pautas.
Confundir e gerar controvérsia é a estratégia.
Das cinzas nos reerguemos
No silêncio da eternidade, onde o tempo se esconde,
o denso medo se avoluma, como neblina em noites ruidosas, abrumadas e profundas.
Ventos sussurram segredos, esgueirando-se entre as sombras,
soprando nuvens escuras, que cobrem o céu com suas ondas.
O coração acelera, preso na angústia do momento...
cada rajada traz lembranças, ecos de um passado lento – vivido em pleno tormento.
Mas uma luz tímida cintila, bem no olho da tempestade...
prometendo que, após a chuva, renascerá outra vez uma vida com amores de alegrias e verdades.
E, então, entre o medo e a calma, a batalha se desenha...
Entre nuvens sombrias, a esperança tem força... pra tudo transformar ainda se empenha.
Na penumbra do infinito, o vento continua a soprar...
revelando que, mesmo na dor, podemos, feito Fênix, nos reerguer das cinzas, refazer nossa vida e amar.
Não sinta medo, remorso ou raiva!
Isso só te trará energias ruins e pesadelos à noite.
Encontre Deus em seu interior e nunca mais terá falta de paz.
O amor transbordará em você por toda a vida.
10:27 10 de setembro de 2022
Hoje sonhei fugindo e me escondendo de coisas que eu tinha medo...
Quando entrei em um lugar estranho e me escondi, olhei para cima e todas aquelas coisas que me perseguiam, elas conseguiram me encontrar.
De repente, uma forte ventania começou e eu apenas observava, enquanto via tudo desabar ao meu redor...
Uma forte tempestade envolvia meus medos e levava tudo aquilo que eu amava.
Em frente aos meus olhos, enxerguei que tudo o que eu queria bem, na verdade, não queria ir...
Eles eram forçados, por uma força invisíve!
Enquanto isso, eu apenas permanecia no lugar, com medo de que aquilo também me levasse para longe, para algum lugar desconhecido, onde não conseguiria saber...
Os meus sonhos, sempre me mostram coisas que apenas fazem parte da minha realidade e o medo que senti naquele momento, é o mesmo medo que eu sinto agora...
"Sonhei com um portal gigante tridimensional, alguns meses atrás e eu sentia medo!! ele se movia e ele estava dentro de um lugar fechado, protegido, cheio de água que parecia flutuar na gravidade, não havia nada que a segurava. Havia um homem varrendo o local e quando ele me viu, me expulsou de lá! Mas, quando fui sair, havia uma pequena porta estreita ao lado do portal, do tamanho da tela de um cinema, que se movia e eu pensei que ao passar pela porta, seria sugada por ele. Passei correndo, nada aconteceu e acordei assustada 🥲"
Agosto de 2024
sabe mesmo o que é bom?
Bom mesmo é abrir o coração,
Sem culpa
Sem medo
Sem dor
Sem ressentimento
Mesmo sem sentido
Sem razão
Derramá-lo sem pudor
Com paixão
Derramá-lo com amor
A cada fim, penso realmente em dar fim a tudo, por medo do que virá, porque pode ser pior, mas pode melhorar — mas nunca sabemos pelo que esperar, e isso assusta. Duvidamos da nossa capacidade de ser melhor e de dar o nosso melhor, e às vezes estivemos tanto tempo sujos de lama que recusamos a acreditar que a chuva irá nos limpar. O medo de não saber o que será de nós, o medo de descobrir, o medo de viver e de saber.
Hoje é o último dia do ano mais turbulento, hoje é o final, hoje acaba, mas hoje também é só mais um dia, e amanhã será outro. Para alguns, um começo, uma oportunidade; para outros, só mais um dia em que a data alterou alguns números; para alguns, nada muda. A verdade, apesar de não ser absoluta, é que todos os dias surgem oportunidades em nossas vidas, esperando para serem agarradas, porque estão ali para isso. Mas nós as ignoramos, porque hoje não é segunda, ou porque agora não é sete da manhã, ou porque não é dia primeiro, e até mesmo porque não é o primeiro dia de um ano que acabou de nascer.
Por alguma razão, esperamos o começo de algo para começarmos a fazer o que deve ser feito. Esperamos muito para agarrar as oportunidades que nos surgem. Mas elas não esperam o começo do dia, da semana, do mês ou do ano para vir; elas só vêm. Porque o tempo, o início, está na nossa cabeça, e quando entendemos que o início não é quando o tempo determina que algo iniciou, e sim quando tomamos a iniciativa de começar.
Eu tenho medo da química que precisa ser fabricada.
Daquelas conexões que chegam com manual de instrução, onde cada palavra é escolhida, cada gesto é calculado, cada demonstração parece uma tentativa desesperada de convencer o coração de que existe algo ali.
Eu odeio esse amor que precisa ser empurrado ladeira acima, como se duas pessoas tivessem que carregar uma montanha nas costas para provar que vale a pena.
Porque o que é verdadeiro não pede tanto esforço para existir.
Não deveria parecer uma apresentação, uma entrevista, uma prova de merecimento. Não deveria ser preciso implorar para que alguém enxergue a beleza daquilo que você entrega.
Existe algo triste em tentar transformar faísca em incêndio usando apenas as próprias mãos. Em soprar uma chama que nunca quis nascer, acreditando que talvez, se você cuidar o bastante, ela finalmente escolha aquecer você.
Mas algumas coisas não são destinadas a queimar.
E talvez a maior crueldade seja perceber que você não estava errado por sentir. Você só estava tentando encontrar profundidade em um lugar onde talvez existisse apenas superfície.
Eu não quero mais a química construída no desespero, a proximidade criada pela insistência, o carinho que aparece porque alguém tem medo de perder e não porque realmente quer ficar.
Eu quero o tipo de encontro que parece uma lembrança antes mesmo de acontecer.
Aquela paz estranha de não precisar convencer ninguém.
De não precisar mostrar mil versões suas para provar que existe algo bonito aí dentro.
Porque o amor que precisa ser forçado pode até parecer intenso, mas no fundo carrega uma pergunta silenciosa:
“Se eu parar de tentar, ainda existe alguma coisa aqui?”
E eu cansei de procurar respostas em lugares onde eu sempre precisei gritar para ser ouvido.
MEDO
Um povo com medo aceita quase tudo.
Um povo que pensa o seu medo torna-se perigoso
não para os outros, mas para quem vive do medo deles.
