Poemas de Lua
Risco o céu em pensamento surfo em nuvens e toco no arco-íris, escalo na lua para ver de perto as estelas... escuto o som frio do vaco ao flutua no espaço na expansão do universo cavalgo na luz nos cosmos ate o caos e ao se sugado pela gravidade de um tempo relativo... então volto em um voo na luz de uma supernova
Ate a rotina do cotidiano platônico do meu ser escrevo para me senti comum, segredos como soluto escritor fraco de palavras erros grosseiros
maquio minha tristeza para ter certeza que não será eterna
Clamar daqui a voz correr na planície solidão diafragmas, decompondo o sol-fogo telúrico profundo efêmero ardi de desejo por ti dardejar relampejantes brilhos alaranjados que na saliência da terra chora
Esta enxaqueca? como quis remove-la com paleta afiada e derrama meu plasma nas folhas de papel em branco ou fugir quanto estes demônios dormissem
Entregar o maus nas redes entre vírus e zeros e uns ser eu deixar que o seu próprio mau os consuma á si mesmos
E pausar como minha mente que labuta com lâminas agitadas na cabeça me esmagando e retalhando dia pós dia
E que um pouco do som de chopin e van Beethoven e uma boa taça de vinho seja suficiente
Tua Luz nas Fases da Vida
Mesmo nas fases da vida, como a lua a brilhar,
Crescente ou coberta, seu brilho a se revelar.
Mesmo entre nuvens escuras a te encobrir,
A luz que emana continua a existir.
Não tão radiante, mas ainda a iluminar,
As almas na terra, o caminho a clarear.
Na fase cheia, como uma bola a brilhar,
Todos querem admirar, se encantar.
Assim é a vida, em suas fases a passar,
Como a lua no céu, a nos guiar.
Mesmo nas sombras, há luz a brotar,
E mesmo coberta, tua essência a brilhar.
Que em cada fase, em cada momento vivido,
Teu brilho seja eterno, sempre renascido.
Como a lua cheia no céu a deslumbrar,
Tua luz guie os passos de quem te encontrar.
Lugar Muito Distante
Lugar muito distante.
O sol e a lua se enfrentam,
frios, cruéis, indiferentes.
Um lago negro, imóvel,
reflete uma árvore seca,
sem nome, sem memória.
Estrelas que queimam sem luz,
fogo que consome sem calor,
ar que sufoca sem toque.
O tempo se partiu.
O chá aguarda
num chalé sem portas
ou no fundo de um poço sem fundo.
Não há quem esperar.
Não há caminho.
Não há hora certa.
Tudo é perda.
Tudo é silêncio.
O presente é lâmina.
O presente corta.
Escolher é sangrar.
Perder é inevitável.
Na vastidão do existir,
somos apenas ecos
presa de nós mesmos,
perdidos no frio absoluto
do lugar muito distante.
Amor é...
O sol querer
Ver a lua beijar
É como dizer
Ao amor que amar
Não irá doer!
Não é ofegação,
Não é palavreado,
Não é adaptação
Nem estar apaixonado,
Amor é zelo e perdão!
Amor é estar à mercê
De um sofrer mudo
Do que a razão não vê,
E acima de tudo
É um não saber porquê!
O fado mais bem feito
Cai a noite, nasce a lua,
Finda o dia e nascemos nós!
Sopra o vento que apazigua
A minha alma e a tua
Enquanto estamos a sós!
Sob o luar mais perfeito,
Cantamos a uma só voz
O fado mais bem feito
Deste amor insuspeito,
Não querendo ficar sós!
Vai-se a lua, o galo canta,
Nasce o dia e ficamos sós!
Solidão que se agiganta
Até vir a lua santa
E de novo sermos ‘nós’!
Tenebrosos segredos
São noites cálidas, escolhidas a dedo
Em que a lua curiosa, depois floresce,
Porque enxerga o tenebroso segredo
Nosso, e que o mundo desconhece!
Somos tal avidez e vontade cobiçada,
Como culpados que imploram perdões,
Enquanto carne fraca é entrelaçada,
Comungando sigilo e firmes ereções!
Ó tempo, reduz à noite a velocidade,
Pra que entre o pôr e nascer do sol,
Todas as ganas e sedes da saudade,
Sejam acolhidas por baixo do lençol.
Ó tempo, sê nosso amigo e amante
Até c'o dia brote e luz se levante!
Meio Ambiente
~ Ofegante Por Viver ~
Raios de sol... Lua a cintilar...
No frio... Ao calor...
A fauna
A flora
Respira!
Biodiversidade
O vento... No ar...
A terra em água... Riachos... Rios... Ao mar
Animais
Vegetais
Micro
Macro
Ser vivo
Respira!
Ecossistema em existência
Num sopro do tempo inspira
A andar
A nadar
A voar
A rastejar
A vegetar
Na natureza em perseverança do não pra vida expirar
Num mundo por esperança a fecundar
A gerar
A criar
A plantar
A preservar
O meio ambiente
A respirar...
A meia lua
Um lugar tão longe.
Ao ser, um vazio.
Uma lua ao distante.
Um distante tão sombrio.
Foi da lua tal o brilho
Que do ser, um lugar
Um vazio tão distante
Foi-se longe ao luar.
CICLOS
Na dança dos dias, um ciclo se fecha,
O sol se despede, a lua viceja em sua graça.
Como as marés que beijam a areia na praia,
A vida flui, em constante ebulição, sem pausa.
Nascer, crescer, florescer, morrer,
Um ciclo perpétuo, difícil de entender.
Como as folhas que caem no outono,
Assim também seguimos, em eterno abandono.
A cada fim, um novo começo desponta,
Como a aurora que anuncia a nova jornada.
E nos ciclos da vida, encontramos a magia,
De nos reinventarmos a cada novo dia.
Assim como a lua em sua fase crescente,
Crescemos, evoluímos, seguindo em frente.
E no ciclo sem fim que nos envolve,
Encontramos a essência do que nos resolve.
Na dança dos dias, um ciclo se fecha,
E em cada partida, uma nova ponta se desenha.
Que possamos abraçar cada ciclo vivido,
Com a certeza de que em todos somos nutridos.
Uma lua só minha!
Dedico a Dar
Uma lua só minha foi o que eu sempre busquei no céu.
Essa lua que foi o meu teto nas noites em que eu dormi ao léu.
Essa lua já era só minha quando eu a notava e ninguém a via. Eu parava e sentia seu brilho, sua brisa a me tocar, enquanto o mundo todo corria sem ter tempo dela notar.
E quando eu me senti sozinha, uma lua só minha eu já tinha e tenho, e ela também me terá.
Nildinha Freitas
Soneto da Noite Prateada
No silêncio da noite, a lua emana,
Seu véu de prata sobre a terra em pranto,
Enquanto as sombras , leve se esvai,
E o vento canta um canto leve e santo.
Estrelas tecem luz em teia fina,
Joias que adornam o manto do luar,
E a alma, que de saudade se ilumina,
Busca o abrigo onde possa descansar.
Em cada verso, um segredo suspira,
Sol de um tempo que já não voltou;
A dor se esvai, a paz no peito inspira.
E o coração, enfim, se redime,
Que a noite guarde este amor que não se apaga,
E a luz da lua cure a alma que estraçalha.
o poeta é como a lua
apesar de estar rodeado de seres
[é sempre triste
apesar disso consegue por irônia
inspirar os apaixonados
A super lua
Ao anoitecer algo chamou minha atenção
Eu vi uma super lua clareando a escuridão
Era meio diferenciada das que vi no meu Sertão
------------------------------------------------------------
Tinha capa de heroi com brilho de superação
Até pensei que vinha salvar a população
Que anda agoniada com tanta corrupção
------------------------------------------------------------
Fiquei impressionado com muita adimiração
Bati até um retrato para comprovar minha visão
Para depois não dizer que é tudo minha invenção
'LUA'
O veneno corre,
vivificador febril nas entranhas,
covil dos tentáculos envoltos na alma.
O amarelo,
fogo brando.
Simetria de mudos mistérios...
O pequeno rio barulha,
a pobre visão carapuça.
Hora de acordar!
Esquecer!
Adormecer inquietudes,
redemoinhos...
O andar às escuras,
extinguindo flores.
Flores absolutas!
Múmias juntos à acinzentada lua.
Refletora de luz,
horto na escuridão...
Porque tantas flores perecidas no escuro?
Se bem que o clarão já não importa.
Aqui distante,
loucos matam todas as formas,
lua míngua/futuro.
Homem inexpressivo no muro...
Tudo confuso!
A lua desencanta-te.
Fita-te ao horizonte,
é a muda esperança.
O pairar de mais um painel:
'o pincelar na lua minguante'...
'Traçado de homens flamejantes',
pronunciando-se ao glacial,
acidental.
Embaralhando neblinas,
as tantas luas que se foram,
pontos na velha retina...
O mundo paisagístico revela algo sinistro:
Lua Negra tão pequenina,
vagão!
Um curvar-se ao pequeno ponto!
E o traçado atônito,
imensidão na palma da mão?
"QUERER II (EM DEZ ATOS)"
I
Queremos o sol, mas reclamamos do calor.
Queremos a lua, mas tememos a escuridão.
O desejo é um animal de patas inquietas
que nunca se deita no mesmo lugar...
II
Perguntam-me o que busco, e eu sorrio.
Se eu soubesse, já teria parado de correr.
Mas há um fogo entre meus ossos
que não me deixa em paz...
III
Os loucos são meus professores.
Eles não leem manuais, não seguem mapas.
Quando a tempestade vem, abrem a boca
e bebem a chuva como se fosse vinho...
IV
Eu também queria ser assim:
livre de tanto pensar, de tanto pesar.
Mas minhas mãos estão cheias
de coisas que não sei nomear...
V
Às vezes, de madrugada,
sinto que estou perto da resposta.
Ela vem como um cheiro distante,
mas desaparece quando acendo a luz...
VI
Já joguei muitas coisas fora,
mas o essencial ficou preso em mim.
São pedras que carrego no peito:
algumas doem, outras me mantém em pé...
VII
O mundo é um lugar barulhento
cheio de pessoas mudas.
Todos falam, ninguém escuta.
Todos correm, ninguém sabe por quê...
VIII
Dizem que a vida é simples.
Então por que a gente a complica tanto?
Inventamos problemas, criamos labirintos
e depois choramos por não saber sair...
IX
Talvez o segredo seja parar.
Não pensar. Não querer.
Só respirar e deixar que o vento
nos leve para onde quisermos ir...
X
Mas eu ainda não aprendi essa lição.
Então sigo querendo, queimando, tropeçando.
Porque no fim, é isso que me faz sentir vivo:
o fogo, a queda, e o levantar...
A lua hoje está bela
Esvoaçante prata em lampejo
Posso vê-la da janela
E alegria pulsa áquele ensejo
Foi um ensejo real e tão brando
Te conhecer assim do nada em noite de lua estrelas dançando
A noite engordou e a lua em dieta se fez anel...
Um murmúrio da ourora se ouve ao longe...
Mirando o céu eu...
Seria algum pisquim as estrelas mais ditosas picando para mim?
- Relacionados
- Poemas sobre a lua para ler, refletir e se apaixonar
- Frases de lua cheia que irão te encantar
- Reflexão sobre a lua
- Poemas sobre Lua e Estrelas
- Poesias sobre a lua para iluminar pensamentos e corações
- Frases sobre a lua e o amor que tocam o coração
- Frases sobre eclipse lunar que desvendam sua beleza na penumbra
